Leite virou produto de luxo?
Foi-se o tempo em que mirávamos os 200 kg de leite/habitante/ano. Nossas estimativas sugerem que devemos fechar o ano com pouco mais de 150 kg.
Fundador e CEO da MilkPoint Ventures.
Foi-se o tempo em que mirávamos os 200 kg de leite/habitante/ano. Nossas estimativas sugerem que devemos fechar o ano com pouco mais de 150 kg.
O momento atual da cadeia do leite exige que busquemos soluções que envolvam todos os elos da cadeia, com maturidade. Entenda melhor, acesse!
Há 8 anos a produção de leite no Brasil está virtualmente estagnada em termos numéricos, embora seja inegável a transformação estrutural que está ocorrendo.
A transformação que a cadeia leiteira vem sofrendo é decorrente de muitos anos de processo. Entenda mais sobre essas transformações e mudanças.
Não basta ser um bom técnico, ou uma boa empresa de consultoria, se você não consegue obter um naco da atenção do público. Como fazer isso de forma eficiente?
O cenário não é para grandes comemorações. Apesar dos preços ao produtor em junho terem sido recorde para o mês, os custos de produção seguem muito altos.
Os autores Michael Treacy e Fred Wiersema analisam em seu livro como as empresas podem superar seus concorrentes escolhendo 1 das 3 estratégias competitivas: excelência operacional, liderança de produto ou intimidade com o cliente. Mas e no mundo agrícola? Saiba mais nesse artigo!
Perdemos hoje o Professor Vidal Pedroso de Faria. Perdemos, no coletivo mesmo, porque perdeu a pecuária leiteira do Brasil.
O consumo de lácteos tem alta relação com a renda da população. Com efeito, tivemos forte expansão do nosso mercado entre 2001 e 2015, quando nosso consumo per capita passou de 120 para 175 kg/habitante/ano, fruto do aumento da renda, principalmente nos estratos mais pobres.
Sob efeito da pandemia de coronavírus, o mercado lácteo já se viu em três momentos distintos até agora. O que esperar dos próximos meses?
Há algumas semanas, os produtores Reynold Groenwold, Hans Groenwold e Robert Salomons, de Castro/PR, lançaram o "desafio do leite": cada um beberia um copo de leite e desafiaria outras 3 pessoas a fazer o mesmo, publicando seus vídeos em redes sociais.
A crise econômica decorrente da pandemia é algo sem precedentes na história na humanidade. Bastaram 4 meses (até agora) para colocar o mundo de cabeça para baixo. Setores inteiros, de uma hora para outra, simplesmente pararam. Alguns poucos foram poupados (ainda) e, mais poucos ainda, foram beneficiados (por enquanto).
Março virou o mundo de cabeça para baixo. Tudo aquilo que tínhamos como certo de repente sumiu, desde compromissos pessoais, rotina e, claro, negócios.
Há exatos 20 anos, lançávamos o MilkPoint. Parece que foi ontem, mas ao mesmo tempo muita coisa aconteceu de lá para cá.
Aqui é o Marcelo, CEO da AgriPoint. Quero comunicar aos nossos leitores, parceiros e clientes, o que estamos fazendo em relação a esse difícil momento que todos nós vivemos.
Pelo vigésimo ano, o MilkPoint publicou o Levantamento Top 100, que estuda os 100 maiores produtores do país. A avaliação contínua desse grupo permite entender a dinâmica do chamado topo da pirâmide da produção de leite.
Que as pessoas precisarão comer, não resta dúvida. Mas os exemplos que abriram esse artigo nos fazem refletir: até que ponto os alimentos de laboratórios (ou vegetais turbinados) roubarão parte do mercado prometido para as proteínas animais convencionais? Estudo do Banco Barclays aponta que as carnes artificiais (vegetais ou animais) terão 10% de mercado até 2030, o equivalente a US$ 140 bilhões/ano. É uma enormidade, mas 90% do mercado ainda será convencional.
É compreensível que qualquer pessoa que atue no setor fique revoltada. Não é fácil ver leviandades sendo faladas a público, sem chance de defesa. Mas temos de aprender a conviver com essa realidade, e a resposta não é aquela que temos dado nestas ocasiões. Longe disso.
Está aí, portanto, a sinuca de bico da indústria. De um lado, tem dificuldade de repassar preços ao varejo e vem perdendo sistematicamente participação no preço final para o próprio varejo; de outro, lida com uma matéria-prima cara para as condições de mercado. A vida de quem industrializa leite não tem sido fácil. O desafio da cadeia do leite é encontrar um equilíbrio.
Em 2019, chegamos a um novo momento em que o tema vem à tona. É importante, porém, esclarecer o que de fato está sendo discutido nos fóruns apropriados para tal. Nesse sentido, o fórum representativo é a Câmara Setorial, órgão que reúne o setor privado e o representa perante o MAPA. É no âmbito da Câmara Setorial que a legislação é discutida e afinada, levando em conta a necessidade de evolução e as características atuais da produção de leite do país.
O Sul cresceu a uma média de 6,0% ao ano, contra 3,2% do Brasil como um todo. Retirando o Sul, as demais regiões cresceram apenas 2,2% ao ano. O Sul, portanto, não só cresceu quase 3 vezes mais do que o restante do Brasil, como foi responsável por quase 52% do acréscimo da produção do país no período.
Sempre que os preços do leite oscilam (principalmente para baixo, como agora), o setor é pródigo em apontar os vilões: a má organização da cadeia, o varejo, os laticínios, a baixa representatividade dos produtores em Brasília, a fiscalização e, claro, as importações de leite, este o vilão principal.
Mas, afinal, o que é ser agrodigital? Será que sou agrodigital? Boa pergunta! Ser agrodigital não é necessariamente usar freneticamente as diversas tecnologias que surgem a cada dia. Há um passo anterior - e mais relevante - que precisa ser seguido. O ponto de partida é compreender que há, sim, um processo intenso de mudanças ocorrendo. E que estamos ainda no começo desse processo, embora, como outro dia ouvi, "o trem já saiu da estação em direção ao futuro e já tem gente nele".
Apesar da sensibilidade dos dados - afinal preços de leite são um tema crítico para produtor e indústria - tivemos muito sucesso na iniciativa, chegando a monitorar quase 2 milhões de litros/dia, a partir de cerca de 1.000 produtores. No agregado, mais de 2.300 produtores usaram o MilkPoint Radar nesse período.