Novo recuo no preço ao produtor em novembro; dezembro deve trazer queda menos acentuada
O Cepea/Esalq-USP apontou novo recuo no preço ao produtor de leite pago em novembro, contudo o MilkPoint Mercado tem expectativas mais positivas para dezembro.
MilkPoint Mercado
O Cepea/Esalq-USP apontou novo recuo no preço ao produtor de leite pago em novembro, contudo o MilkPoint Mercado tem expectativas mais positivas para dezembro.
O Cepea Esalq/USP mostrou que o preço ao produtor caiu em outubro na "Média Brasil" e as perspectivas do MilkPoint Mercado é de queda também para novembro.
A cadeia láctea brasileira está passando por profundas alterações estruturais, principalmente na estrutura de produção primária e na estrutura industrial.
O MilkPoint Mercado realizou uma pesquisa para entender a importância do volume de leite produzido em sistemas de produção confinados. Saiba mais!
Trazendo esta imagem para o nosso mercado lácteo, o "Fulaninho" poderoso, que joga sozinho contra toda a cadeia produtiva e controla absoluto o jogo.
A Abraleite divulgou nesta semana os resultados do 24° ranking das maiores empresas de laticínios do Brasil, conhecido anteriormente como Ranking Leite Brasil.
A situação de produtores e indústrias lácteas este ano está igualmente crítica e isso faz com que pisemos em ovos. Entenda mais sobre a situação do setor.
A queda no indicador Receita Menos Custo de Ração sugere uma diminuição na produção de leite no segundo trimestre deste ano.
Uma outra perspectiva de mercado sobre diferencial de preços por volume. Acesse o artigo completo e entenda.
Como o novo auxílio emergencial poderá impacta no mercado de lácteos?
Nas últimas semanas vem sendo observada uma virada no mercado! O leite UHT (principalmente) e os queijos vem se valorizando nas negociações de venda da indústria ao varejo e como resultado deste cenário tivemos, agora na virada da segunda quinzena de novembro, uma forte valorização do leite spot.
O primeiro semestre de 2020 foi marcado de preços baixos e custos elevados de produção, que resultaram numa produção de leite desacelerada; ao mesmo tempo, as importações estiveram em queda, em função dos preços pouco competitivos e do dólar alto e oscilante.
A "tempestade perfeita" tem sustentado elevados patamares de preços para a cadeia láctea este ano. O que se vê no mercado neste momento é uma conjunção de baixa oferta (produção e importações) de sólidos lácteos e elevada demanda (forte aumento do consumo interno de leite e, até mesmo, das exportações lácteas).
Não é necessário "torturar" os números para que claramente se perceba o que queremos demonstrar. Este breve artigo pretende mostrar os efeitos das enormes alterações ocorridas do lado da demanda no equilíbrio do mercado lácteo pós covid, que têm gerado a fortíssima escalada de preços (semelhante à ocorrida depois da greve dos caminhoneiros, em 2018) verificada até o momento.
A Leite Brasil divulgou nesta semana o resultado do 23º Ranking das Maiores Empresas de Laticínios do Brasil em 2019.
Nesta terça-feira (21/04), o leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT) apresentou queda de 4,2% no índice médio de preços praticados - segunda maior queda do ano de 2020, fechando o preço médio em US$ 2.836/tonelada, como mostra o Gráfico 1.
Ainda que muitos produtores brasileiros tenham saído da atividade, este número, encontra-se bem abaixo da taxa observada em lugares em que a produção leiteira é mais consolidada e produtiva que a brasileira, como a União Europeia e Estados Unidos, por exemplo. Nestes locais a taxa de desaparecimento de propriedades leiteiras gira em torno de 4,2% ao ano.
A cadeia leiteira brasileira é pródiga em gerar expectativas e atuar, no mercado, em função delas. Todo ano isso ocorre, mas em 2019 este "mecanismo" está especialmente intenso, gerando enormes "altos e baixos" no mercado. E, como normalmente ocorre, o setor industrial (ainda bastante fragmentado) tem sido o gerador e direcionador destas expectativas no mercado.
Ainda que esta movimentação possa sugerir uma recuperação de mercado, parece mais ser fruto de um endurecimento da negociação pela indústria na última semana, na tentativa de recompor suas margens, associada a fortes geadas no sul do Brasil, que atingiram as pastagens de inverno da região e reduziram o ritmo de crescimento da produção de leite por lá.
O antigo ditado recomenda: "crie animais de estimação, mas não expectativas!". Pois a cadeia leiteira é hábil em criar expectativas e alimentá-las em seus diferentes agentes, mas pouco efetiva em entregá-las. E isso aconteceu novamente este ano!
Quando a economia brasileira começar a se recuperar (será que ainda este ano?) e retomarmos, novamente, nosso ritmo de crescimento de produção de leite e começarmos a recuperar nosso consumo per capita de leite e derivados, quando e onde poderemos chegar com nossa produção?
O fim da taxa antidumping nos leites em pó da Nova Zelândia e da União Europeia é o assunto do momento. Mas, qual será o real efeito dessa medida, em números? Afetará a competitividade do leite brasileiro, ganhando até mesmo do leite argentino e uruguaio?
Ainda que esta afirmação não seja exatamente uma novidade quando falamos no leite, a escala de produção na fazenda, ou o volume diário de leite comercializado, tem efeito significativo nos custos de produção e nos resultados da atividade leiteira no Brasil.
Trata-se de um provérbio português, que indica que aquele que nunca teve acesso a algum bem ou guloseima ou mesmo posição social, quando passa a tê-lo exagera na dose, abusa do tal bem, ou se farta da tal guloseima ou abusa da nova posição, gerando rupturas, "dores de barriga", desconfortos, conflitos... Parece ser este o caso quando tratamos das importações de leite realizadas para o mercado brasileiro nos últimos meses.