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A produção em sistemas confinados segue crescendo no Brasil!

POR VALTER GALAN

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/09/2021

2 MIN DE LEITURA

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Atualizado em 23/09/2021

O MilkPoint Mercado realizou pelo terceiro ano consecutivo uma pesquisa junto a laticínios para entender a importância do volume de leite produzido em sistemas de produção confinados (Compost Barn, Free stall, etc.) no total de compra de leite de produtores diretos destas empresas.

Foram 16 empresas participantes, cujo volume de leite próprio soma cerca de 11,8 milhões de litros diários, cerca de 16,8% da produção formal de leite do país em 2020. Os dados agregados desta pesquisa agora em 2021 são apresentados na Tabela 1.

Em resumo, agora no ano de 2021, os 24.551 produtores fornecedores de leite destas 16 empresas produziram 481 litros/dia; os produtores em sistemas de produção confinados representaram 5,3% (1.294 produtores) do total de produtores e expressivos 35,2% do volume de leite “originado” por estas empresas.

Analisamos também a evolução desta participação do volume de leite de sistemas confinados ao longo dos últimos 3 anos.Neste caso, a amostra cai para 5 empresas (aquelas que participam do nosso levantamento desde 2019) e o volume delas representa, em 2021, cerca de 10,3% do leite formal produzido no país.

Gráfico 1 mostra a evolução da participação dos produtores em sistemas confinados no total de leite e no total dos produtores diretos destas empresas, enquanto o Gráfico 2 demonstra a evolução da produção (L/dia) de produtores em sistemas confinados vs o total de produtores das empresas.



Em somente 3 anos, os produtores “em confinamento” passaram de 16% a 35% do leite comprado por estas 5 empresas; no mesmo período, passaram de 3,6% a 6,5% do total de produtores diretos destas empresas. Já a Produção média (L/dia) do total de produtores das empresas cresceu 11% (De 621 para 689 L/dia) enquanto o de produtores em sistemas confinados cresceu 32% (De 2.789 para 3.679 L/dia).
 

Alguns indicativos interessantes para o presente e para o futuro do leite brasileiro com base nestes dados:

  • Volume médio por produtor: cresce significativamente e tem de crescer (até mesmo para justificar os elevados investimentos em sistemas confinados de produção). Entre outros pontos, este maior volume começa a desafiar os sistemas de remuneração dos laticínios brasileiros, nos quais a bonificação por volume segue sendo o item de maior importância. Seguirá sendo assim no futuro?
     
  • Estrutura de custos do produtor: sistemas confinados tendem a ser mais “intensivos” no uso de alimentos concentrados, o que, neste momento de soja e milho “nas alturas” aumenta consideravelmente a exposição destes produtores aos sabores (e dissabores) do mercado de grãos.
     
  • Sazonalidade e reação destes produtores às oscilações de mercado: produtores em sistemas confinados, com vacas muito mais produtivas, tendem a inverter a curva sazonal de produção, já que produzem mais nos momentos mais frios do ano (quanto falamos de Sudeste/Centro Oeste). Ao mesmo tempo, tendem a reagir de forma diferente às oscilações de mercado – quando um pequeno produtor “tira ração” das vacas na baixa de preços de leite, o produtor especializado não raro aumenta sua produção, para diluir custos fixos e reduzir seu custo final.

A discussão é longa, mas os movimentos de mercado são muito mais rápidos do que ela.

Nosso futuro está nestes sistemas? Quantos produtores poderão estar neles (e quantos ficarão de fora)? Como resultará a competitividade do leite brasileiro com a consolidação dos sistemas de produção conforme estamos observando? Pontos a observar (dentre outros muitos!) num futuro (muito) próximo.

VALTER GALAN

MilkPoint Mercado

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