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Fontes alternativas de energia para bovinos leiteiros - Parte 6

Por Junio Cesar Martinez
postado em 28/03/2008

15 comentários
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Neste texto, apresentaremos as fontes alternativas de energia para a alimentação de bovinos leiteiros a partir de farelo de trigo e caroço de algodão.

Farelo de trigo

Características do produto

Da produção da farinha de trigo para consumo humano resultam vários subprodutos, dentre eles o farelo, o gérmen e frações de aleurona do grão. Todos estes subprodutos são adequados para a alimentação animal, porém apenas o farelo de trigo tem importância comercial no Brasil. De cada tonelada de trigo processado, 70 a 75% é convertida em farinha e o restante, 25 a 30% é transformada em subproduto com uso potencial na alimentação animal.

Como o objetivo do processamento industrial é obter a farinha, esta basicamente constituída por amido, o farelo de trigo concentra quase a totalidade dos minerais e vitaminas dos grãos, com teores relativamente constantes.

A Tabela 1 apresenta a composição bromatológica do farelo de trigo. Sua proteína apresenta alta degradabilidade, e o alimento como um todo apresenta alta degradabilidade inicial quando comparado com outros subprodutos. Sua fibra apresenta efetividade mediana quando comparada com as forragens, porém mais alta que a maioria das fibras dos alimentos concentrados.

Tabela 1. Composição bromatológica média do farelo de trigo.


Desempenho de vacas leiteiras alimentadas com farelo de trigo

A literatura é carente em dados de comparação do farelo de trigo com outras fontes energéticas, especialmente o milho.

Apesar de ser grandemente empregado na alimentação de gado de corte, a quantidade de farelo de trigo que pode ser usada nas rações de vacas leiteiras ainda não está totalmente definida. Freqüentemente a quantidade usada é limitada a ¼ do concentrado, por questões ligadas a palatabilidade e ao desempenho animal. Com relação à palatabilidade, a peletização ameniza este problema em misturas com altas quantidades de farelo de trigo.

Por causa da alta digestibilidade, o farelo de trigo tem sido usado principalmente para substituir grãos de cereais. É comumente usado como fonte de energia e proteína em concentrados comerciais para vacas em lactação. A energia contida no farelo de trigo é similar à contida nos grãos; entretanto, a energia está na forma de fibra digestível e não na forma de amido. A proteína bruta do farelo de trigo é extensivamente degradada rúmen e promove poucos aminoácidos para o abomaso do que outras fontes de subprodutos de alta energia. Entretanto, a aparente baixa energia contida no farelo de trigo comparado com o milho era contrabalançada pela variação benéfica na ingestão de forragem e/ou digestibilidade.

O consumo de vacas alimentadas com farelo de trigo em substituição ao milho em até 60% tende a ser igual ao observado nas dietas controle, formuladas com base em farelo de soja, milho moído e silagem de milho Por outro lado, em relação ao refinasil e a casca de soja, o consumo tendeu a ser diferente. Entretanto, quando o farelo de trigo substituiu substancialmente a forragem (15%), houve aumento no consumo.

Vacas que recebem dieta com farelo de trigo podem apresentar maior concentração ruminal de amônia do que vacas recebendo dieta alta em forragem. A concentração foi sempre acima de 11 mg/dL, sendo adequado para síntese de proteína microbiana e digestão do alimento. Também, a digestibilidade do nitrogênio aumentou de 55 para 61,9% quando o farelo de trigo esteve presente na dieta.

Em substituição ao milho, a produção de leite se manteve inalterada com a utilização de farelo de trigo em até 45% do concentrado. Quando a inclusão foi entre 45 e 60% a produção de leite reduziu. Em combinação com refinasil e casca de soja com dois níveis de farelo de trigo na dieta, a produção de leite foi mantida, embora a teor de gordura tendeu a diminuir.

O teor e a produção de gordura do leite aumentaram linearmente à medida que se aumentou a proporção dos subprodutos farelo de trigo, grãos destilados e caroço de algodão, associados a diferentes níveis de milho de alta umidade. Entretanto, a maior percentagem de gordura do leite foi observada quando se forneceu dieta sem subprodutos e com baixo teor de milho de alta umidade. Por outro lado, outros estudos não observaram efeito sobre a produção e composição do leite em dieta contendo 22,38% de farelo de trigo com igual quantidade de casca de soja, farelo de glúten de milho ou 34,5% de milho moído. Alguns estudos demonstraram tendência para maior teor de gordura para vacas consumindo casca de soja em relação ao farelo de trigo. A lactose e os sólidos totais desengordurado tendem a serem maiores para a dieta com farelo de trigo.

Em estudo recentemente conduzido na Esalq (Tabela 2), observou-se que a substituição dos grãos de milho pelo farelo de trigo em dietas de vacas leiteiras em confinamento, produzindo em torno de 30 kg/leite/dia, com o nível mais alto de inclusão, foi desvantajosa. No entanto, no nível intermediário de substituição observou-se aumento na produção de leite, sem alteração nos parâmetros de composição do leite. Neste caso, quando o custo de aquisição do subproduto for competitivo em relação ao milho, sua utilização pode ser uma alternativa interessante em sistemas de produção de leite.

Tabela 2. Desempenho de vacas leiteiras recebendo farelo de trigo na dieta


TRG 0= 20% milho moído fino; TRG 10= 10% milho moído fino + 10% farelo de trigo; TRG 20 = 20% farelo de trigo; Pr>F= probabilidade de haver efeito significativo entre os tratamentos; EPM= erro padrão da média; LCG 3,5= leite corrigido para teor de gordura igual a 3,5%; IMS= ingestão de matéria seca; NUL= nitrogênio uréico no leite. Pr>F= quando os números na coluna linear forem menores que 0.05 significa que existe diferença entre tratamentos (letras diferentes na linha).
Fonte: Pedroso et al. (2005).

Quando a palatabilidade não é problema, o farelo de trigo pode ser incorporado facilmente nas dietas de ruminantes, desde que seja viável economicamente, porém quando utilizado em grandes quantidades na dieta, o desempenho dos animais diminui. Portanto, as vacas alimentadas com dietas contendo grandes quantidades de farelo de trigo, poderão ser beneficiadas de adicional proteína não degradável no rúmen, especialmente durante o início da lactação. De maneira geral, o farelo de trigo pode constituir até 45% do concentrado ou 25% da dieta, sem afetar a produção e a composição do leite.

Na Tabela 3 é apresentado o resultado de um estudo realizado com vacas mantidas em pastagens tropicais manejadas no sistema rotacionado. Observa-se que a utilização de farelo de trigo não afetou a produção e composição do leite.

Tabela 3. Produção e composição do leite de vacas alimentadas com diferentes quantidades de farelo de trigo no concentrado.


Fonte: Martinez et al. Dados não publicados.


Caroço de Algodão

Características do produto

O caroço de algodão (Tabela 4), é um subproduto do beneficiamento do algodão em caroço para extração da fibra de algodão. Este subproduto é disputado pela indústria moageira para a extração de óleo e produção de farelo e por pecuaristas para o fornecimento aos animais na forma integral. O beneficiamento de 100 kg de algodão em caroço resulta em 39 kg de pluma, 61 kg de caroço.

Tabela 4. Composição do caroço de algodão


O caroço de algodão é um alimento com características particulares, pois contém alto teor energético característico de alimentos concentrados ao mesmo tempo em que é rico em fibra efetiva, comum aos alimentos volumosos. Além desses nutrientes o caroço é boa fonte de proteína e rico em óleo e fósforo, conforme apresentado na Tabela 4.

O alto teor em óleo do caroço, ao mesmo tempo em que confere a este subproduto alto valor energético, impõe limites à sua inclusão na dieta, uma vez que a fermentação ruminal e o crescimento microbiano podem ser afetados negativamente por teores elevados de gordura insaturada no rúmen. Outro fator importante a se considerar é o alto teor em gossipol do caroço e do farelo de algodão.

Desempenho de vacas leiteiras alimentadas com caroço de algodão

Os ácidos graxos dos lipídios contidos no caroço do algodão quando em doses altas no rúmen, prejudicam a atividade fermentativa de bactérias celulolíticas e fungos. A pesquisa relata que o número máximo calculado para a população de bactérias totais foi alcançado com 22% de caroço de algodão na dieta (base seca), com decréscimo a partir de 23%. Entretanto, em trabalho conduzido na Esalq não observou-se efeito negativo da inclusão na dieta de 34% de caroço de algodão no teor de gordura do leite. Isto sugere que não houve um efeito tóxico acentuado do alto teor de gordura na dieta com 34% de caroço na digestão de fibra, não reduzindo a digestibilidade da dieta, ao contrário do que ocorre quando se fornece igual quantidade de lipídios na forma livre.

A grande maioria dos trabalhos mostrou que ocorre redução no consumo com inclusão de caroço de algodão nas doses de 12 a 34% da MS da dieta em comparação com a dieta sem caroço. Apesar desta redução no consumo de MS, o consumo de energia não foi reduzido, em função do teor energético do caroço. Em contrapartida, também se pode encontrar relatos de estudos onde não encontraram efeito no consumo de MS de vacas em lactação quando incluíram caroço de algodão na dieta nos teores que variaram de 0 a 30% da MS da dieta.

Doses intermediárias de caroço de algodão geralmente não afetaram a produção de leite, ao passo que em alguns estudos, doses elevadas, acima de 25% da MS, reduziram a produção. Outros estudos entretanto, mostraram maior produção de leite corrigida para 4% e para 3,5% de gordura com o fornecimento de caroço de algodão.

Na maioria dos trabalhos houve aumento na produção de leite corrigida para 4% de gordura com a inclusão de caroço de algodão nas dietas. Em grande parte dos trabalhos observou-se queda na porcentagem de proteína do leite, mas devido ao pequeno aumento da produção de leite, houve pouca diminuição na produção total de proteína. Por outro lado, não relataram variações significativas nos teores de proteína do leite com o fornecimento de caroço de algodão.

Os resultados encontrados na literatura em relação ao teor de gordura do leite são controvertidos. De uma compilação de 13 estudos onde a inclusão de caroço de algodão na dieta foi entre 100 a 300 g/kg, o teor de gordura do leite aumentou em oito dentre 13 experimentos; entretanto somente em quatro o aumento foi significativo em relação à dieta controle.

Outro aspecto que tem sido relatado por afetar as respostas à suplementação lipídica é o tipo de volumoso utilizado. Em geral, em dieta com silagem de milho, a suplementação com lipídios ativos no rúmen, é questionável, pois muitos experimentos não tem obtido resultados favoráveis. Em alguns trabalhos ocorreu aumento na produção de leite, mas queda na porcentagem de gordura do leite, ou manutenção da produção de leite e decréscimo na porcentagem de gordura com a inclusão de caroço de algodão na dieta. Por outro lado, quando o caroço de algodão foi incluído em dietas de feno de alfafa, houve aumento na porcentagem de gordura do leite e na produção de leite.

No Brasil, três estudos avaliaram a adição de caroço de algodão em teores crescentes para vacas leiteiras, conforme se observa nas Tabelas 5, 6 e 7.

A Tabela 5 mostra que o caroço não reduziu a produção de leite e aumentou o teor de gordura do leite. No estudo apresentado na Tabela 5, as vacas foram alimentadas com silagem de milho como fonte de volumoso. As produções de leite foram máximas com as doses intermediárias de caroço de algodão. A inclusão de 24% reduziu o consumo e a produção de leite das vacas.

Tabela 5. Teores crescentes de CA para vacas leiteiras


Médias na mesma coluna, seguidas de letras diferentes diferem pelo teste de Tuckey (P<0,05) Fonte: Martinez & Thomazin (1998)

Tabela 6. Efeito do caroço de algodão no desempenho de vacas leiteiras


1- Erro Padrão da Média
Fonte: Fernandes et al., (2000).

Tabela 7. Produção e composição do leite de vacas alimentadas com cana-de-açúcar e caroço de algodão


Valores seguidos de mesma letra na linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 0,05.
1 - Produção de leite (3,5% de gordura) = 0,4324*PL(kg)+16,216*gord(kg) (Tyrrel & Reid, 1965);
2 - Concentrado com 17% de caroço de algodão com energia para produzir 18 litros de leite.
3 - Concentrado com 17% de caroço de algodão com energia para produzir 21 litros de leite.
4 - Erro padrão da média;
5 - Probabilidade;
Fonte: Martinez et al. (dados não publicados)

No estudo de Fernandes (Tabela 6) pode-se observar que a medida que se aumentou o teor de caroço na dieta, houve uma tendência em reduzir a produção de leite. Por outro lado, o teor de gordura aumentou, fazendo com que a produção de leite corrigida não fosse diferente.

No estudo da Tabela 7, conduzido na Esalq, os autores avaliaram a inclusão de doses crescentes de caroço de algodão para vacas alimentadas com cana-de-açúcar como fonte de volumoso. A inclusão de 34% de caroço de algodão na dieta com cana-de-açúcar resultou em menores produções de leite, gordura, proteína, lactose e sólidos totais, bem como menores teores de lactose. Quando se adicionou 17% de caroço, a produção e a composição do leite não diferiram da dieta controle. O teor de nitrogênio uréico do leite foi maior na dieta com 34%, intermediária nas dietas com 17% e menor nas dietas sem caroço de algodão.

A produção foi afetada quando se substituiu o milho pelo caroço de algodão (Tabela 8) para vacas em pastejo.

Tabela 8. Produção e composição do leite de vacas alimentadas com diferentes níveis de caroço de algodão no concentrado e pastejando capim elefante, durante a estação chuvosa


Dados seguidos de mesma letra na linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 0,05.
1- Produção de leite corrigida para 3,5% de gordura; PL(3,5%) = 0,4324*PL(kg)+16,216*gord(kg) (Tyrrel & Reid, 1965);
Fonte: Martinez et al (no prelo)

A produção de leite diminuiu, provavelmente, pela menor eficiência do microbiota ruminal, comportamento evidenciado pelo efeito significativo no aumento da concentração de uréia no leite. Na dieta com 21% de caroço de algodão, o caroço substituiu completamente o farelo de soja, fonte de proteína verdadeira de alta qualidade. A proteína do caroço, por sua vez, é de alta degradabilidade ruminal. Ao somarmos a isso a redução no teor de amido na dieta com 21% de caroço, pode-se concluir que faltou energia para a utilização da proteína, aumentando assim a uréia no leite. A tendência observada para o teor de proteína do leite retrata bem esta alteração na qualidade da proteína fornecida para as vacas.

Outro fator que pode ter colaborado para a redução na produção de leite, produção de leite corrigida e aumento na concentração de uréia, é uma provável redução no consumo de matéria seca. Uma vez que o consumo de concentrado era individual e em quantidade fixa, a provável variação no consumo seria única e exclusivamente de forragem, tornando a dieta ainda mais rica em proteína e desbalanceada em termos de energia, principalmente em precursores gliconeogênicos. Isso também explicaria a redução no desempenho, aumentos nas concentrações de uréia e tendência para redução nos teores de lactose do leite.

Considerações finais

O farelo de trigo pode ser perfeitamente utilizado nas rações para vacas leiteiras.
Por outro lado, o caroço de algodão reduz a produção de leite quando adicionado acima de 20% da matéria seca da dieta.

Citações bibliográficas

BLASI, D. A.; DROUILLARD, J. S.; KUHL, G. L.; WESSELS, R. H. Wheat middlings in roughage based or limit-fed, high concentrate diets for growing calves. Kansas State University Cattlemen's Day Report Program, 804, p. 56. 1998(a).

BLASI, D. A.; KUHL, G. L.; DROUILLARD, J. S.; REED, C. L.; TRIGO-STOCKLI, D. M.; BEHNKE, K. C.; FAIRCHILD, F. J. Wheat middlings composition, feeding value and storage guidelines. Kansas State University Agricultural Experimental Station and Cooperative Extension Service, Bull. MF-2353, 21 p. 1998(b).

FERNANDES, J.J de R. Teores de caroço de algodão em dietas contendo silagem de milho para vacas em lactação. Piracicaba, 2000. 67p. Dissertação (M.S.) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo.

MARTINEZ, J. L. ; Thomazini . Níveis de caroço de algodão para vacas leiteiras em produção recebendo silagem de milho como volumoso exclusivo. In: XXXV REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 1998, Botucatu,SP.

ANAIS DA XXXV Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia. Viçosa : Sociedade Brasileira de Zootecnia, 1998. v. I. p. 287-289.
NRC. 2001. Nutrient requirements of dairy cattle. National Academy Press, Washington, DC.

PEDROSO, A. M. ; SANTOS, F. A. P. ; PIRES, A. V. ; PEREIRA, E. M. ; IMAIZUMI, H. ; RIGHETO, M. V. L. ; WILLIAMSON, R. ; BRANDAO, R. M. ; AGOSTINHO NETO, L. R. D. . Substituição do grão de milho por farelo de trigo em dietas de vacas em lactação em confinamento. In: 42ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 2005, Goiânia, GO. Anais da 42ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia. Brasília : SBZ, 2005.

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Comentários

Gastão Sarmento de Mendonça

Rio Novo - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 10/04/2008

Excelente essa matéria sobre farelo de trigo e caroço de algodão, mas gostaria de fazer uma observação sobre a assimilação do texto pelos leitores que não tem conhecimento sobre dados técnicos. Quando entra nessa parte fica fácil para quem têm o conhecimento técnico entender o que está sendo falado. Para quem não tem um conhecimento amplo sobre estes dados fica sempre alguma coisa no ar. Vale a pena rever esta questão. Volto a repetir, excelente matéria.

diego porto pereira

Aquidabã - Sergipe - Produção de leite (de vaca)
postado em 25/04/2008

Bom dia, gostaria de saber qual quantidade de cevada e se posso usar o farelo de trigo como fonte de energia e em que quantidade, a media de leite por vaca é de 12 kg dia?

Resposta do autor

Prezado Diego.

Em linhas gerais, sem fazer balanceamento o que é o correto, pode-se fornecer cevada em até 40% do consumo de matéria seca total. Quanto ao farelo de trigo, pode substituir até 75% do milho que não cai a produção de leite.

Luiz Xavier Batista Filho

Luis Eduardo Magalhães - Bahia - Indústria de insumos para a produção
postado em 02/06/2008

Excelente matéria sobre caroço de algodão.

Gostaria de saber se tem algum trabalho feito com Torta de caroço de algodão. Acho que seria importante fazer um comparativo torta de caroço de algodão X caroço de algodão.

Resposta do autor

Prezado Luiz,

Estarei pesquisando sobre o tema e verei a possibilidade de escrever um
artigo sobre esse assunto.

herculano pedroso do nascimento

Glória de Dourados - Mato Grosso do Sul - Produção de leite (de vaca)
postado em 25/06/2008

Olá. Gostaria de saber resultados do uso de cana de açucar + uréia, e como balancear uma ração concentrada? Usando como base milho e casquinha quilera de soja, para vacas com produção média de 12 litros. Ficarei grato se puder me responder.

Resposta do autor

Prezado Herculano.

A cana-de-açúcar é um excelente volumoso para vacas leiteiras. Deve ser picada em partículas de tamanho aproximado de 1 cm ou menor, mas nunca triturada. A cana deve ser aditivada com uréia, onde caso os animais não estejam adaptados, compeçar com 0,25% na primeira semana para que 15 dias após possa chegar a 1%, aumentando -se de 0,25 em 0,25% gradativamente.

Não se esquecer de usar uma fonte de enxofre, pode ser o sulfato de amônio que é barato. Usar proporção de 9:1 com a uréia. Uma outra solução é usar a uréia no concentrado. Com relação ao concentrado, de forma simplista, fornecer a quantidade de 1 quilo de concentrado para cada 3 quilos de leite pode ser uma estratégia interessante.

Fabio Taveira Sandim

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Revenda/ distribuição de produtos para a produção
postado em 28/07/2008

Olá. Parabéns pela excelente matéria.

Gostaria de uma orientação, estou em dúvida em plantar cana ou capim napier. Dentre os dois, quais são os prós e os contras se eu for ensilar, independentemente se a cana produz mais que o napier. (na alimentação de gado leiteiro, ate 12 Kg dia).

Junio Cesar Martinez

Tangará da Serra - Mato Grosso - Consultor técnico
postado em 06/08/2008

Prezado Fabio.

Acredito que para esse nível de produção, a utilização de cana de boa qualidade seja a melhor solução, principalmente devido a praticidade de se conduzir um canavial em detrimento a uma capineira de capim-elefante.

christian luis p. da rocha

Propriá - Sergipe - Produção de leite (de vaca)
postado em 09/08/2009

Boa noite!
Estou com um problema de balanceamento , gostaria de saber quantos quilos de cevada posso dar a cada vaca com media de 450 kg e uma produção de 19 kg de media com estado de lactação de 0 a 100 dias e a quantidade de concentrado alem da cevada e pastagem de brachiaria, pangola e tanzania para suprir as necessidade de produção, ja que quando passei a dar a cevada e soja diminuiram a produçao. Estou fornecendo 20 kg de cevada e um kg e meio de farelo de soja cargil, aguardo resposta.

Obrigado pela atenção.

Junio Cesar Martinez

Tangará da Serra - Mato Grosso - Consultor técnico
postado em 31/08/2009

Prezado Christian.
Recomendo testar a redução de 20 kg de cevada para 12 kg de cevada por vaca/dia. Espero que resolva o seu problema.

Bruno Gonçalves Caixeta

Viçosa - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 20/09/2010

Boa noite Junio,

Gostaria de saber sua opinião sobre a eficiência da utilização de leveduras na dieta e também sobre a inclusão de fontes de gordura na dieta de vacas de alta produção

Obrigado pela atenção.

Junio Cesar Martinez

Tangará da Serra - Mato Grosso - Consultor técnico
postado em 24/10/2010

Prezado Bruno,
Os estiudos com leveduras ainda está iniciando no Brasil, e alguns já conduzidos não apontaram grande sucesso desta prática. Teoricamente existe beneficios, mas na prática ainda precisamos de maiores conhecimentos para aumentar a resposta do animal a níveis que nos permitam recomendar com segurança. Gordura para vacas de alta produção pode ir em até 5% da matéria seca da dieta, desde que o nível de fibra na dieta esteje adequado. Controle por meio do teor de gordura do leite.

Rubem Cintra

Gravatá - Pernambuco - Produção de leite (de vaca)
postado em 01/10/2012

Gostaria de saber qual a diferença entre  o caroço de algodão e o pó de algodão, Inclusive valores nutricionais. forneço as minhas vacas um concentrado , de 15kg de cevada , 2,5kg de farelo de soja , 1kg de pó de algodão e 3kg de xerem de milho / DIA.


esta formulação está correta?

joao santos

Pedro Alexandre - Bahia - Produção de leite
postado em 28/03/2013

pode ser usado o gravata na alimentacao do gado  nesse tempo de seca no sertao?

joao santos

Pedro Alexandre - Bahia - Produção de leite
postado em 28/03/2013

e queria saber se ele pode ser toxico para o gado

Luiz Bomfim Tavares

Belo Horizonte - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 16/09/2013

Junio,

Vc poderia enviar o seu email para contato.

Luiz Bomfim Tavares

Felipe Silveira da Silva

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 24/04/2014

Prezado junior cesar

Meu nome é Felipe e estou tentando formular a quantidade de ração que deve ser fornecida, baseado no RNC 2001 e olhando as a bromatologia dos ingredientes; isso para diferentes categorias gado de leite, mas não estou conseguindo; Preciso de sua ajuda:

Aqui na região há uma mistura usada para suplementar, completar a alimentação de vacas de leite em campo nativo, basicamente (brachiaria, anoni, etc) sem melhoramento; e com fornecimento de capim elefante, camerão e cana cortado e ofertado 2x ao dia.

OBS:em 100Kg da ração temos:

30Kg farelo de milho
17kg casca de soja
35kg farelo de arroz
16,75kg farelo de trigo
1,25kg de NaCl

Quantos Kg por dia,  devo recomendar de uso/ fornecimento para suplementar/completar a alimentação para cada categoria, de forma que atenda as exigências nutricionais dessas e mantenha ou aumente a produção de leite ?

Gostaria de uma estimativa de quantidade para auxiliar os pequenos produtores afim de não darem quantias a mais da ração, que possibilitem perdas de nutrientes em excesso nas fezes (gerando gasto ou custo inutil na produção) ou ração dada a menos que não eleve ou mantenha a produção de leite, principalmente agora no inverno em que o campo nativo está deficiente.

em média as vacas em questão produzem 25 Litros/ dia e são da raça holandesa e algumas cruzas com Gir leiteiro.

Quanto dessa ração posso dar por dia, para cada categoria abaixo para manter ou elevar a produção de leite.

Novilha Vazia:

Novilha Prenha (1ª cria)

Vaca vazia

Vaca Prenha

Vaca seca

Tentei baichar programas de formulação de ração da internet, e não consigo...no NRC 2001, as tabelas bromatologica falam em ED em percentual, e na internet só achei para casca de soja a Energia em Mcal/Kg de MS....Não to conseguindo formular...

Se o Sr. Tiver algum programa de formulação de ração que já tenha as variáveis de exigência nutricional para as categorias de leite, em que se possa lançar os ingredientes e condições de produção e obtenha-se o resultado.

se puder me ajudar, agradeço

Felipe Silva
endereço de skipe: emater.taquara.rs
e-mail: fesilva@emater.tche.br

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