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Capim-elefante: os recorrentes erros sobre a sua recomendação

POR THIAGO BERNARDES

THIAGO FERNANDES BERNARDES

EM 21/12/2016

4 MIN DE LEITURA

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Caros leitores, infelizmente terei que dedicar este espaço sobre os erros que os técnicos vêm cometendo ao falar sobre capim-elefante fresco ou ensilado. Eu utilizei a palavra ‘infelizmente’ porque poderia escrever aqui algo mais produtivo para vocês. Mas, no nosso país, muitos emitem opiniões/recomendações sem ter capacitação para tal assunto. Às vezes são capacitados, mas pela situação que se encontram tentam ‘forçar resultados’. Estas recomendações errôneas só atrapalham o produtor rural e fazem com que a nossa pecuária não avance.

Quando eu imagino que estas recomendações ficaram para trás (por exemplo: cana-de-açúcar com ureia), novas opiniões são divulgadas. Poderia dizer que isso é quase um ‘crime’ contra a classe produtora. Mas vamos ao assunto: são muitos os posicionamentos incorretos; porém, existem dois tópicos que são mais importantes para serem discutidos:

a) dizer que silagem de capim-elefante tem baixo custo;
b) dizer que o capim-elefante tem valor nutritivo superior pela maior concentração de proteína.


Abaixo descreverei mais sobre cada um destes itens. Antes de comentar sobre eles, gostaria de dizer que o capim-elefante possui várias vantagens sob o ponto vista agronômico e logístico e que os mesmos serão retratados no artigo do mês de janeiro.

Silagem de capim-elefante tem alto custo de matéria seca e de energia

O capim-elefante é uma forrageira capaz de produzir alta quantidade de matéria verde por área quando comparado com as demais plantas que estão associadas com a ensilagem. Se raciocinarmos somente sob este ponto de vista poderíamos dizer que realmente a silagem desta forrageira tem baixo custo. Contudo, existem duas limitações que a posiciona como uma silagem de alto custo. Para produzir alta quantidade de matéria verde/área/ano são necessários vários cortes. Ou seja, cada vez que você ensila há gastos e riscos. A segunda questão é que a produção deve ser convertida em toneladas de matéria seca/área/ano. Como a concentração de umidade nesta forrageira é alta, quando convertemos em toneladas de matéria seca/área/ano o custo se eleva drasticamente, o que a torna a opção mais cara quando comparada com o milho, o sorgo e a cana-de-açúcar.

Esqueça proteína em forragens tropicais

Frequentemente, nós somos indagados pelos produtores sobre a concentração de proteína nas diversas silagens que temos no Brasil. Quando estamos discursando sobre a produção e uso de volumosos, na maioria das vezes, essa é a primeira pergunta a ser feita por eles. Isso ocorre devido a deficiente interpretação sobre a composição química das forragens e o papel delas na nutrição animal. Diante desse fato é de bom tom que os produtores saibam qual é a verdadeira importância da proteína quando pensamos isoladamente no volumoso.

Pois bem, os animais exigem vários nutrientes, mas grosseiramente falando os de ‘maior importância’ são os carboidratos e as proteínas. Se analisarmos em termos quantitativos, os carboidratos são mais importantes, pois a dieta de um animal é composta por, em média, 70% deles, ou seja, eles representam dois terços de todos os nutrientes que são fornecidos ao animal. Por meio do gráfico apresentado abaixo podemos perceber tal condição.

Figura 1. Exemplo da concentração de nutrientes em uma dieta para animais de alta exigência nutricional. 

exigências nutricionais bovina
Notem que as proteínas representam, no máximo, 16-18% do total dos nutrientes, isso se considerarmos um animal com alto desempenho, mas elas podem representar menos (10, 11, 12%) dependendo da categoria e ganhos buscados. Desse modo, a proteína passa a ser o segundo nutriente mais exigido, mas numa quantidade muito abaixo quando comparado aos carboidratos. Isso nos leva a pensar que a primeira preocupação é atender a quantidade de carboidrato e, posteriormente, os demais nutrientes. Se chegarmos a essa conclusão, temos então que procurar qual será o ingrediente da dieta que nos fornecerá mais carboidratos, assim a resposta é: a forragem.

Portanto, nós temos que potencializar a produção de carboidratos nas plantas forrageiras, principalmente aqueles que não são considerados como fibrosos (amido; sacarose). Pouca importância deve ser dada a concentração de proteína da silagem, pois as principais culturas utilizadas no Brasil (milho, sorgo, cana-de-açúcar e gramíneas tropicais) são fornecedoras de carboidratos e não de proteína. Quanto mais carboidrato não fibroso a forragem apresentar, menos carboidrato terá que ser proveniente do concentrado. Por exemplo: se uma silagem de capim-elefante apresenta alta concentração de carboidratos não fibrosos, uma menor quantidade de concentrado energético deverá ser inserido na dieta, o que reduz os custos de alimentação.

Pensem que a situação brasileira é diferente da europeia e da norte americana, locais estes que utilizam a alfafa como volumoso. Dietas brasileiras não tem silagem ou feno de alfafa. Dietas brasileiras têm as culturas citadas acima, ou seja, fornecedoras de carboidratos.

Mas você deve estar se perguntando: e a proteína nessa história? A proteína será fornecida por meio dos ingredientes concentrados proteicos, pois a concentração de proteína em silagens de milho, sorgo, cana e capins é baixa. Somado a isso, a proteína presente nestes volumosos é de baixa ‘qualidade’. Se uma silagem tem 9 ou 7% de proteína nada vai mudar no balanceamento da dieta.

THIAGO BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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BENEDITO RUDI

SANTA RITA DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/08/2019

Boa noite amigo, tudo bem?
Como é a dieta das suas vacas de 20 litros dia, utilizando o capim elefante? Obrigado
BENEDITO RUDI

SANTA RITA DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/08/2019

Boa noite amigo, tudo bem
JOÃO FRAZÃO

EM 18/10/2018

Linguagem simples e de fácil entendimento
FLÁVIO HENRIQUE DE MATOS

PIRACICABA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/08/2018

Boa noite
Q tipo de concentrado vc fornece com capim elefante picado?
FLÁVIO HENRIQUE DE MATOS

PIRACICABA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/08/2018

Boa noite
Vc usa o q como suplementação junto com capim elefante?
Obrigado
VALTER DONIZETI MELO

SÃO CAETANO DO SUL - SÃO PAULO

EM 15/08/2018

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WIL WIL

EM 13/08/2018

Prezado Elizaldo, moro em tenho pequena chácara em Luziânia e conheci o BRS Capiaçu ano passado mas ainda não comprei as mudas. Entrei em contato com dois viveiros. De quem você adiquiriu as mudas.
Meu e-mail: williancred@gmail.com.

Abraços e agradeço antecipadamente.
SALVADOR ALVES MACIEL NETO

RIO PRETO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/05/2018

Oi Thiago , bom dia , concordo com tudo que você colocou sobre a silagem de capim napier, porém acho que você esqueceu de analisar sobre um aspecto existem no estado de Minas que no sul do Rio de janeiro áreas difíceis de se produzir silagem milho devido a topografia montanhosa e normalmente nestas áreas existem capineiras mal manejadas que o produtor utiliza no período totalmente passada e com baixo valor nutritivo. Neste caso a ensilagem deste material é muito vantajosa.
LEANDRO EBERT

SERAFINA CORRÊA - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 15/05/2018

Só gostaria de acrescentar que, especificamente, o capim BRS Kurumi apresenta teores de 18 a 20% de PB e é recomendado para pastejo, tendo portanto, baixo custo e alto teor de proteína. Assim, a suplementação deverá ser energética, por ex. com farelo de milho, o que é mais barato do que suplementação proteica, especialmente farelo de soja.
JUNIOR RAFAEL

ITAQUIRAÍ - MATO GROSSO DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 15/05/2018

Maior impasse que obsevo na atividade não se dá em função disso ao daquilo, (em tese, os erros só vem a piorar e desanimar oobsevo) mas no alto custo de produção x baixo preço do leite, equipamentos caríssimos, maquinários fora do valor da realidade produtiva, custo de adubações que não se pagam e total falta de interesse do governo e secretarias de agricultura.
Sem contar as taxas de impostos cobrados.
Uma conab que não luta por nossos interesses e financiamentos que só favorecem aos grandes.
CAMILLA ZUCOLOTO

EM 14/05/2018

mt bom!!!
THIAGO BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 07/02/2018

Caro Manoel,

É um pecado recomendar esta receita por tanto tempo. Cana + uréia é um incentivo a 'matar a fome' dos animais ao invés de investir racionalmente em 'nutrir os animais'. Esta receita é limitada em termos de concentração de nutrientes, ou seja, irá promover uma pequena produção de leite ou ganho de peso por animal. Somado a isso, 1% de uréia promove excesso de nitrogênio (nitrogênio não protéico) para o animal, ou seja, ao invés de fazer bem, faz mal. Não chega a ser tóxica, mas muda o metabolismo proteico do ruminante de forma negativa. Nutrição não é feita com base em receita de 'isso + aquilo'. Nutrição animal exige a avaliação de uma série de critérios. Cana-de-açúcar é um alimento riquíssimo em energia e deve ser balanceado com outros concentrados como qualquer fonte de forragem. Falar em cana + uréia é incentivar baixa produtividade.
Att,
Thiago Bernardes
MANOEL CESÁRIO

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/02/2018

Prof. Thiago

poderia indicar a leitura onde encontro a justificação de porque adicionar uréia à cana é um erro, como dito neste artigo.
caso não haja solicito que se estenda sobre o assunto.
cana com uréia é recomendado a décadas para os produtores

Att

Manoel Cesário
VALTER DONIZETI MELO

SÃO CAETANO DO SUL - SÃO PAULO

EM 26/10/2017

Boa tarde.

o que o Professor tem a dizer sobre as práticas adotadas por esse criador que ensilla capim (mais proteína aue o milho) e compensa o maior custo na ração



https://globoplay.globo.com/v/2899048/.
ELIZALDO C. CABRAL

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/10/2017

Caríssimos colegas;

Prezado Prof. Thiago.

É uma pena que os debates tenham esfriados. Cada palavra... cada experiência aqui lançada, não tenham dúvidas... é uma grande fonte de aprendizado.

Como já falei em comentário anterior, minha propriedade é pequena, crio gado de leite, sou novo no assunto e fã do Capim Elefante. Aqui, descobri o caminho para conhecer  a cultivar BRS CAPIAÇU e acabei adquirindo algumas mudas de um dos produtores autorizados pela EMBRAPA. Creiam, minha admiração pelo Capim Elefante aumentou. Estou apenas cultivando as primeiras mudas que recebi em agosto/2017 e espantado com os resultados obtidos até aqui. As primeiras mudas plantadas já estão quase no ponto de corte para multiplicação, mas se fosse para alimentar os animais, já poderia efetuar os primeiros cortes. Estou falando em mudas plantadas no final de agosto e que já estão com quase 4 metros de altura... é admirável, principalmente porque em nossa região é temporada de seca total, com baixíssima umidade relativa do ar. Mais prá frente um pouco, relato mais resultados.



Obrigado a todos.
IREZÊ MORAES FERREIRA

SÃO JOSÉ DOS QUATRO MARCOS - MATO GROSSO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 25/10/2017

De faro essa culticar BRS CAPIAÇU é de grande interesse para os produtores de leite. E o seu lançamento ocorreu em OUTUBRO DE 2016!!!!!
PAULINO ANDRADE

RECREIO - MINAS GERAIS

EM 14/09/2017

Prezados Senhores,

Entrem na página da Embrapa Gado de Leite e leiam o CT do BRS Capiaçu.

Em termos de capim elefante, o Capiaçu é diferente em tudo, mais produtivo, mais palatável, possui baixo poder tampão, o que permite a rápida redução de PH, favorecendo  a fermentação da massa ensilada. Trabalho com ele já alguns anos , tanto ensilado quanto fornecido verde. No comunicado técnico são apresentados resultados de pesquisa e novos virão por aí.

Att,

Paulino Andrade
ELIZALDO C. CABRAL

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/01/2017

Interessante...! Gratificante...!



Caríssimos,



Estou há pouco tempo na experiência de criação de gado leiteiro. Passei muitos anos longe do campo e há cerca de 04 (quatro anos) estou de volta, na tentativa de me preparar para a aposentadoria do serviço público.

Todavia, ainda jovem, anos 70, assistia meu saudoso pai na labuta com a alimentação de suas cabras e vacas leiteiras. Foi meu primeiro contato com o Capim Elefante. Embora longe do campo, nunca esqueci da beleza da cultura dessa forrageira.

Daquela época, não tenho resultados em números,  mas o semblante do meu velho pai já mostrava o seu grau de satisfação. Era admirável.

Com o meu retorno ao campo, assim que adquiri minha pequena propriedade, a primeira coisa que fiz, antes mesmo das instalações para as pessoas e animais, foi a capineira com o Capim Elefante, tanto do verde quanto do roxo. Não faço silagem, pois sou adepto do fornecimento do "verde". e, no momento, não é necessária. São apenas 60 animais (30 vacas leiteiras sendo 15 em lactação - com produção em torno de 20 lt/dia/animal). Só tenho alegria com isso.

Para atender a demanda do verde, na época seca, formei um canavial que, juntamente com o capim elefante, satisfazem as necessidades dos animais. Face as limitações de minha propriedade, não penso em aumentar a quantidade de animais, mas em manter o atual, melhorando a qualidade vegetativa das plantações.  Esse fórum está reforçando o conceito que tenho sobre as qualidades dessa nossa linda forrageira.

Obrigado, professor Thiago. Obrigado colegas participantes. Estão apresentando grandes experiências. É disso que necessitamos.

Até a próxima.
WELVANY MARTINS DOS SANTOS

SÃO JOÃO BATISTA DO GLÓRIA - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 04/01/2017

Parabéns pelo artigo!! Pela coragem de colocar o dedo na ferida que  nos incomoda na pecuária leiteira, no Brasil tem muita gente que faz nutrição de palco, empresas vendendo produtos sem dados científicos comprovando seus resultados, parece uma corrida do ouro no setor de nutrição animal, onde todos querem vender seus produtos, tecnologias, consultorias à todo custo, quem sai perdendo é o produtor, mais uma vez ele sai perdendo!

As pessoas falam em resultados positivos, mas não têm se quer coragem de abrir os dados ou as ponteiras de suas fazendas para que o mercado possa formar uma opinião positiva ou negativa sobre determinada tecnologia ou gestão de algum setor, como diz aquele ditado, ''falar até papagaio fala"! Tenho pouco tempo de experiência trabalhando com

nutrição de bovinos de leite à 6 anos no sudoeste de Minas na região de Passos, já trabalhei muito com Capim Elefante, acreditar que o cultivar é a salvação da pecuária de leite bastante utopia, sua silagem é boa opção como uma segunda fonte de volumoso em

dietas, quando utilizamos silagem de milho de alta qualidade ( acima de 30% de amido) como volumoso principal, pois ele consegue deixar a dieta mais segura abaixando CNF na MS, ou seja usamos por necessidade de fornecer '' bucha " pra ter segurança no rúmen dos animais.

Esse ano pelo preço de milho no mercado nacional, pelo custo da polpa, trabalhar com capim elefante com volumoso principal nesse cenário, o produtor não paga suas contas. Existem  ocasiões, regiões e necessidades em que o capim pode ser muito viável, creio que irá abordar alguns aspectos positivos em outros artigos!

Parabéns pela quebra de paradigmas!
SALVADOR ALVES MACIEL NETO

RIO PRETO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2016

Bom dia Professor, ao responder meu comentário sobre as forrageiras em regiões montanhosas, o senhor sugeriu o uso do capim elefante fresco. O problema de nossa região e acredito que de todo Brasil é a falta de mão de obra. Quando cortamos e ensilamos o capim durante o período de chuva são vários os objetivos dentre eles a da concentração do trabalho em um período do ano. o trabalho concentrado é mais fácil de encontrar mão de obra. outro problema encontrado em não se utilizar o capim ensilado é que durante o período seco é que o capim praticamente não se desenvolve nesta época você tem que deixar uma área muito grande para atender todo o rebanho. quando se ensila eu corto o capim em sua melhor fase e com maior número de nutrientes.  
MilkPoint AgriPoint