Como a causa da mastite afeta o desempenho reprodutivo das vacas?
A mastite tem efeito negativo sobre desempenho reprodutivo das vacas e as consequências dessa infecção variam de acordo com o agente causador. Saiba mais aqui!
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Saiba quais são as estratégias utilizadas em vacas primíparas para melhorar a saúde do úbere de acordo com o resultado de estudos recentes.
Estafilococos não-aureus: contaminação ou infecção intramamária? Independente de contaminação ou infecção intramamária, o adequado preparo da vaca é essencial.
A forma mais simples para classificar a mastite clínica é baseada na gravidade dos sintomas, considerando três níveis: leve, moderada e grave. Saiba mais aqui!
Uso de selante de tetos na secagem de vacas leiteiras afeta a saúde do ubere de forma geral. Entenda mais nesse artigo.
A mastite em primíparas deve ter atenção especial pois pode comprometer toda a vida produtiva da futura vaca. Saiba mais sobre o problema!
A mastite bovina é a principal doença que acomete vacas leiteiras, e Streptococcus dysgalactiae é uma das principais causas dessa enfermidade. Saiba mais sobre o assunto nesse artigo.
Este foi um estudo que avaliou a associação entre CCS média do tanque e os indicadores econômicos.
Ainda que diferentes espécies de Mycoplasma (M. californicum, M. bovingenitalum) podem causar mastite, a mais importante é M. bovis, em razão da alta patogenicidade e prevalência nos rebanhos-problema. Após serem infectadas, as vacas tornam-se fontes potenciais de transmissão para outras vacas e bezerras, pois continuam eliminando o agente pelo restante da vida produtiva.
Os microrganismos do grupo estafilococos não-aureus, ENA, anteriormente chamados de estafilococos coagulase-negativa, são atualmente um dos principais grupos de agentes causadores de mastite em todo o mundo.
Após a secagem de vacas leiteiras, um grande volume de leite não ordenhado se acumula nas cisternas, ductos e alvéolos mamários, com significativo aumento da pressão intramamária. Essa situação aumenta o vazamento de leite (VL) e, consequentemente, o risco de novas infecções intramamárias (IIM).
O período seco é uma fase de alto risco de novos casos de mastite, mas também é uma boa oportunidade para tratamento das infecções existentes e o selante de tetos pode ser um aliado nesse período.
A terapia de vaca seca é baseada na aplicação de um antimicrobiano específico nos quartos mamários no momento da secagem. Contudo, o uso preventivo de antimicrobianos tem sido cada vez mais questionado, principalmente pelo desenvolvimento de resistência aos antimicrobianos.
Uma situação bastante comum nas fazendas leiteiras é a seguinte: vacas que apresentam um primeiro caso de mastite clínica na lactação são tratadas com o protocolo padrão da fazenda, mas após alguns dias/semanas de cura clínica retornam com os mesmos sintomas no mesmo quarto mamário.
A avaliação periódica da pulsação, nível de vácuo, limpeza e adequação das borrachas e mangueiras é fundamental para a eficiência da ordenha e prevenção de lesões dos tetos e da mastite.
A mastite clínica já foi anteriormente associada com a diminuição da taxa de concepção em vacas leiteiras, aumento do período entre o parto e a primeira inseminação, aumento dos dias em aberto (que vaca não está prenhe) e aumento das perdas gestacionais.
Nos últimos anos, houve grande aumento de pesquisas sobre infecções intramamárias (IIM) em novilhas, cuja maioria dos casos ocorre durante a primeira semana de lactação, associada com infecções originadas antes do parto. Por não ser rotina na maioria das fazendas o diagnóstico, muitos casos de mastite em novilhas são subestimados, o que pode tornar a novilha menos produtiva durante a primeira lactação.
medidas de tratamento aplicadas. A identificação do patógeno da mastite pode ser feito pela cultura microbiológica convencional ou pelas ferramentas de rápido diagnóstico como a espectrometria de massas (MALDI-TOF) ou testes moleculares. Independentemente do método de escolha, é fundamental que a coleta de leite seja realizada de forma adequada, pois erros de coleta podem gerar diagnósticos sem validade.
Streptococcus agalactiae é uma bactéria Gram-positiva e um dos mais conhecidos patógenos contagiosos causadores de mastite bovina, cujo principal reservatório é a glândula mamária. Nos humanos pode causar doenças respiratórias, urinárias e de pele e sua prevalência varia de 20 a 40% nos países desenvolvidos, geralmente com quadro assintomático.
Em razão da importância crescente da Klebsiella spp. como causador de mastite crônica e persistente foi desenvolvido uma pesquisa nos EUA sobre as variações da CCS nos quartos mamários de vacas com mastite clínica leve e moderada, em comparação com mastite clínica com cultura negativa ou causados por E. coli.
Ainda que a forma mais econômica e eficiente de reduzir os custos da mastite clínica seja a prevenção, não é possível erradicar a doença. Em termos práticos, isso significa que quando é feito o diagnóstico do caso clínico, a medida mais usada é o tratamento intramamário com antibióticos de todas os casos. No entanto, dois estudos sobre as causas da mastite clínica no Brasil concluíram que os casos negativos (cultura negativa ou sem isolamento bacteriano) representam de 41 a 44% do total dos casos.
Conheça neste artigo os principais métodos para secagem de vacas leiteiras e qual o mais adequado para um melhor resultado na lactação subsequente.
O leite de cabra é usado principalmente para fabricação de queijos e outros derivados, sendo que a composição do leite (e.g, teor de gordura e proteína) influencia diretamente o rendimento e as características dos queijos. Além dos teores de gordura e proteína outras características [e.g., lactose, pH, NaCl, contagem de células somáticas (CCS) e contagem bacteriana total (CBT)] estão associadas com a saúde da glândula mamária e com a qualidade dos queijos. No entanto, diferentemente das vacas, nas cabras leiteiras são escassos.
As novilhas são consideradas o futuro das fazendas leiteiras e espera-se que estes animais estejam com excelente saúde do úbere. No entanto, algumas fazendas apresentam alta prevalência de infecções intramamárias (IIM) nas primíparas recém-paridas, variando de 12 a 70% dos quartos mamários infectados no início da lactação. Dentre as principais causas de mastite em primíparas destacam-se o grupo dos estafilococos não-aureus (ENA).