Confira os destaques mais recentes:
Preços internacionais: no mercado internacional, o 402º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou recuo de 2,7% no índice de preços, com média de USD 4.143/t, reforçando um movimento de ajuste após a sequência recente de altas. As quedas foram puxadas principalmente pela gordura anidra (-9,6%) e pela manteiga (-7,9%), indicando correção em produtos que vinham em patamares mais elevados. Nos leites em pó, o cenário foi misto: o leite em pó integral apresentou leve recuo (-0,6%), enquanto o desnatado avançou 3,2%, refletindo dinâmicas distintas de oferta e demanda.
Leite spot: no mercado brasileiro, o leite spot apresentou queda generalizada na segunda quinzena de abril, revertendo parte da alta anterior e sinalizando um ambiente mais cauteloso nas negociações entre indústrias. A média Brasil recuou para R$ 3,285/litro (-R$ 0,248), com destaque para a maior retração em Goiás, seguida por Minas Gerais e Paraná. Apesar do movimento de baixa, São Paulo manteve a maior cotação média entre os estados monitorados, evidenciando diferenças regionais na oferta e na demanda.
Leite UHT: o mercado de UHT intensificou o movimento de queda nesta semana, ampliando a retração já observada anteriormente, com recuos em todas as regiões monitoradas. Os preços médios ficaram na faixa de R$ 4,53 a R$ 4,88/litro, com destaque para Nordeste (R$ 4,88) e São Paulo (R$ 4,84) nas maiores cotações, enquanto o Rio Grande do Sul registrou o menor nível (R$ 4,53). As quedas mais expressivas foram observadas no Rio de Janeiro (-R$ 0,24) e em São Paulo (-R$ 0,20). O cenário reflete um mercado mais cauteloso, com maior resistência dos compradores e pressão nas negociações, levando a um movimento de ajuste e busca por novo equilíbrio após as altas recentes.
Muçarela: a muçarela registrou queda nas cotações na maioria das regiões, reforçando um mercado menos aquecido. Os preços médios ficaram entre R$ 34,0/kg (RS) e R$ 36,7/kg (MG), com recuos mais intensos em Santa Catarina (-R$ 0,7) e São Paulo (-R$ 0,5). Apesar disso, ainda há variações pontuais nos preços mínimos e máximos, indicando tentativas de ajuste. Parte dos agentes tem optado por segurar as vendas, enquanto o lado comprador segue mais retraído, aumentando a pressão nas negociações e limitando movimentos de alta no curto prazo.
Leite em pó: o mercado de leites em pó registrou queda nas cotações, com destaque para o leite em pó integral (LPI), que recuou R$ 0,7, para R$ 26,0/kg, e o desnatado (LPD), com baixa de R$ 0,9, para R$ 23,8/kg. O leite em pó fracionado (LPF) apresentou maior estabilidade, com leve recuo de R$0,3, atingindo R$31,3/kg. O movimento reflete um ambiente mais pressionado, influenciado pelo cenário internacional mais fraco, ritmo de vendas mais lento no mercado interno e aumento das importações a preços mais competitivos, o que intensifica a pressão sobre as negociações domésticas.
Milho: na segunda quinzena de abril, o milho mantém uma postura mais resiliente. Com a atenção voltada para o desenvolvimento da safrinha, o mercado físico apresentou estabilidade, com preços médios em torno de R$66,73/saca (CEPEA). O produtor agora monitora de perto as condições climáticas e o ritmo dos portos
Soja: a soja atinge recordes de exportação, superando 14,9 milhões de toneladas embarcadas no mês, os preços ao produtor enfrentam o maior desafio dos últimos cinco anos devido ao excesso de oferta global e ao pico da colheita nacional. Na parte de precificação a soja apresentou uma média de R$127,32 por saca, mostrando estabilidade em relação à quinzena anterior.
Oferta: a disponibilidade de leite segue mais restrita, refletindo tanto o período típico de sazonalidade quanto uma rentabilidade ao produtor ainda abaixo da média histórica dos últimos anos. Esse cenário tende a se manter, ao menos, até o final do segundo trimestre.
Demanda: de acordo com fontes do MilkPoint Mercado, os aumentos de preços na indústria começam a chegar ao consumidor final, o que já impacta o ritmo de consumo. Como consequência, o varejo passa a adotar uma postura mais cautelosa nas compras frente à indústria, reduzindo o volume de reposições.