Da gestão à genética: o modelo da Xapetuba que elevou a performance do leite no Brasil
Com mais de 50 mil litros/dia, a operação liderada por Thiago Silveira mostra como estratégia, gestão e execução caminham juntas.
Head do MilkPoint e Zootecnista pela UNESP de Botucatu
Com mais de 50 mil litros/dia, a operação liderada por Thiago Silveira mostra como estratégia, gestão e execução caminham juntas.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sediou, na quarta-feira (13), o lançamento de uma nova ferramenta de proteção de preços voltada ao setor lácteo brasileiro.
Na Região da Campanha, em Hulha Negra/RS, uma pequena propriedade rural encontrou no próprio leite a chave para mudar de patamar. O que antes era vendido in natura - com margens apertadas e forte dependência de fatores externos - passou a ser transformado em queijos e produtos coloniais com identidade própria, ampliando o valor da produção e abrindo novas possibilidades de mercado.
Em Orizona (GO), a Fazenda Coqueiros não se tornou referência por acaso. Sua trajetória é resultado de decisões difíceis, feitas no tempo certo, sustentadas por algo ainda mais raro no campo: consistência. À frente da operação, Cláudio Pereira construiu um modelo baseado em evolução contínua - algo que, segundo ele, começou de forma simples, mas com uma diretriz muito clara.
Modernização de centro de inovação em Monte Mor reforça estratégia da companhia para acelerar novas categorias, cocriação e crescimento no setor de alimentos e bebidas
A cadeia do leite está no centro de uma transformação. Sustentabilidade, rastreabilidade, bem-estar animal, eficiência produtiva e transparência passaram a ser exigências de mercado. Já os consumidores, passam a ser cada vez mais motivados por produtos que também beneficiam a saúde e a conveniência. Mas existe uma pergunta que precisa ser feita com clareza: quem financia essa mudança?
A inteligência artificial (IA) ocupa cada vez mais espaço nas discussões sobre o futuro do agro, mas ainda está longe de entregar todo o potencial prometido dentro das fazendas leiteiras. Entre o entusiasmo com novas ferramentas e a realidade do campo, existe um ponto decisivo: a tecnologia só gera resultado quando resolve problemas concretos de gestão.
De acordo com as projeções iniciais da ABICAB, a Páscoa de 2026 já era prevista como um evento de sucesso e recordes de venda. Agora, os dados de monitoramento semanal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) confirmaram esse panorama
A indústria de lácteos no Brasil atua em um ambiente de negócios marcado por volatilidade, juros elevados, forte competição e desafios estruturais que trazem impactos às margens e tornam o planejamento de longo prazo mais complexo. Ao mesmo tempo, o setor enxerga oportunidades relevantes em eficiência operacional, consolidação, inovação e fortalecimento da relação com os produtores rurais.
O comércio internacional está redefinindo o papel da agricultura no mundo. Sustentabilidade, meio ambiente e competitividade passam a caminhar juntos nas cadeias globais do agro.
Na continuidade do Especial Leite por Elas, o MilkPoint apresenta a trajetória de Aliny Ferreira Spiti, à frente da Agropecuária Maranata, em Manoel Ribas (PR). Em uma realidade marcada por rotina intensa e múltiplos papéis, Aliny construiu sua atuação com base em organização, análise e consistência - transformando o dia a dia da fazenda em estratégia de crescimento.
A pergunta que dá título a este debate, portanto, vai além da definição técnica. Ela reflete uma mudança estrutural: a passagem de um mercado em que a distinção entre categoria e origem era frequentemente diluída para um ambiente em que essa diferenciação passa a ser formalizada e exigida.
O segundo bloco do Fórum MilkPoint Mercado mergulhou nos detalhes técnicos e operacionais que sustentam a viabilidade do setor, focando na performance da qualidade do leite e nos desafios estruturais das tabelas de pagamento.
Hoje, 14 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial do Café. No Brasil, porém, essa data poderia muito bem ganhar um sobrenome: com leite. Poucas combinações traduzem tão bem o cotidiano do brasileiro quanto o clássico pingado - presença garantida nas padarias, nas pausas do trabalho e nas conversas rápidas que, muitas vezes, dizem mais do que longas reuniões.
A indústria de alimentos vive um momento de transformação profunda. Em um cenário onde tecnologia, eficiência e inovação seguem avançando, um novo diferencial começa a se consolidar: a capacidade de desenvolver pessoas na mesma velocidade - ou até mais rápido - do que os próprios processos.
CEO e sócio da High Plains Ponderosa Dairy, uma das operações mais inovadoras dos Estados Unidos, Greg Bethard defende que o verdadeiro diferencial competitivo da pecuária leiteira moderna está menos nos números zootécnicos isolados e mais na capacidade de construir um negócio sólido, com cultura, liderança e foco econômico.
Segundo Valter Galan, Sócio da MilkPoint Ventures, o principal driver das oscilações de preço tem sido o desequilíbrio entre oferta e demanda. Após um período mais equilibrado, o início de 2026 já apresenta sinais de escassez de leite, com reação rápida nos preços spot.
Na continuidade do Especial Leite por Elas, o MilkPoint apresenta a trajetória de Fernanda Bernieri, produtora à frente da propriedade Família Bernieri, em Constantina (RS). Sua história nasce dentro da própria evolução da fazenda - uma atividade que começou como renda complementar, em 1998, e que, ao longo dos anos, ganhou protagonismo.
O movimento da marca revela algo maior: o leite passou a ser uma plataforma de valor. E, nesse novo cenário, a diferenciação não é mais opcional - é estratégia. Os intolerantes a lactose também mereciam um leite Letti para chamar de 'meu'.
O símbolo pode até ser o coelho. Mas é a integração entre indústria e agro - com o leite como elo central - que sustenta, de fato, a engrenagem da Páscoa. Porque, por trás de cada ovo, existe muito mais do que chocolate. Existe leite.
Quando a próxima geração assume o comando, o que muda - e o que precisa mudar - para o negócio sobreviver e crescer? A continuidade do negócio leiteiro exige mais do que planejamento jurídico. Envolve diálogo, construção de processos e, sobretudo, amadurecimento das relações familiares no dia a dia da propriedade.
Sem cultura microbiológica, o tratamento seguia o padrão comum de muitas propriedades - baseado em tentativa. "Era como caminhar no escuro. Ou acertava, ou não acertava." O resultado veio em forma de prejuízo técnico e econômico: casos recorrentes, vacas crônicas e CCS (contagem de células somáticas) em níveis elevados, chegando a 1 milhão células/mL.
Com a aproximação do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, cresce a atenção para um dos recursos mais estratégicos da produção leiteira: a água. Em diferentes regiões do Brasil, produtores vêm adotando soluções para melhorar o uso desse insumo dentro das propriedades, combinando eficiência produtiva, redução de custos e maior segurança hídrica.
A busca por sistemas de produção mais resilientes será o foco da palestra do engenheiro agrônomo Diego Alessio, gestor da Fazenda Banhado Verde, em Faxinal dos Guedes (SC), durante o Milk Pro Summit 2026. No evento, ele apresentará como práticas associadas à agricultura regenerativa podem melhorar o ambiente de produção e tornar os sistemas agrícolas mais eficientes e sustentáveis.