Mastite em ovinos: diagnóstico, tratamento e prevenção

Entenda como identificar, tratar e prevenir a mastite em ovelhas leiteiras e proteger a qualidade do leite ovino.

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A ovinocultura leiteira é uma atividade econômica realizada principalmente por pequenos produtores, dada a demanda relativamente pequena de ocupação de terra. Na maioria das vezes, estes mesmos produtores são responsáveis pela transformação do leite em produtos lácteos, como queijos e iogurtes, que têm alto valor agregado.   

A produção de leite ovino no Brasil apresenta alguns desafios, pois há pouca informação técnica disponível sobre a produção e manejo destes animais em condições brasileiras, bem como baixa disponibilidade de profissionais especializados neste setor. Entre os diferentes desafios, destaca-se a dificuldade de diagnóstico correto e manejo adequado dos casos de mastite, que causam prejuízos à produção, qualidade do leite e à saúde/manutenção do rebanho.

 

Incidência de mastite em ovinos 

A mastite é uma inflamação na glândula mamária, frequentemente ocasionada por bactérias patogênicas que entram no úbere por uma lesão na região (Porto et al., 2022, Katsafadou et al., 2019), resultando em um nível de colonização tão alto que as células de defesa do animal (linfócitos, macrófagos e polimorfonucleares) não conseguem barrar a infecção (Santana et al., 2016). A doença pode ser classificada como: 

 

  1. Mastite Clínica, na qual o animal irá apresentar sintomas, como vermelhidão e inchaço do úbere além de alterações físico-químicas do leite, como mudança de pH, formação de grumos e sangue no leite (González-Rodríguez & Carmenes, 1996);

  2. Mastite Subclínica, A mastite subclínica em ovelhas não apresenta sintomas visíveis e é detectada por testes como a contagem de células somáticas (CCS) ou o California Mastitis Test (CMT). No entanto, como ovelhas saudáveis têm naturalmente uma CCS mais alta que vacas, o uso desses testes — desenvolvidos para bovinos — pode gerar falsos-positivos, especialmente em resultados leves de CMT. Por isso, a interpretação dos resultados deve levar em conta as características específicas da espécie.

 

Em geral, a mastite clínica causa alguns sintomas como:

  • febre,
  • apatia,
  • perda de apetite,
  • diarréia,
  • isolamento,
  • dificuldade respiratória,
  • locomoção anormal nos animais, além do aparecimento de vermelhidão, endurecimento, abscessos, fístulas, nódulos no úbere 

Entretanto, o tipo e intensidade dos sintomas, bem como a gravidade da doença depende do agente etiológico envolvido na colonização intramamária. 

Os principais causadores de mastite clínica em ovelhas são os Staphylococcus aureus, enquanto que a mastite subclínica é causada principalmente por Staphylococcus coagulase-negativa. O gênero Streptococcus representa o segundo gênero microbiano mais associado à mastite subclínica. Outro gênero importante são os coliformes, que causam mastite clínica de forma oportunista, Manheimia e Corynebacterium (Santana et al., 2016).

A forma mais grave da doença é chamada de mastite gangrenosa e os agentes etiológicos normalmente envolvidos são S. aureus, Clostridium perfringens, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli.

Neste caso, a mastite se torna grave pela capacidade destes agentes de produzir toxinas lesivas ao tecido mamário, levando à paralisação na produção de leite e dano ao tecido.

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Em ovinos, a ocorrência de mastite é mais comum nas semanas anteriores ou posteriores ao parto, devido ao pico de lactação associado à redução da imunidade do animal que acontece no período final da gestação (Marogna et al., 2010; Knuth et al. 2022). Em rebanhos saudáveis, a mastite atinge cerca de 5% do plantel mas, quando há práticas inadequadas de manejo, esse número pode aumentar 10 vezes. Além disso, dependendo do agente etiológico envolvido, 40% das ovelhas podem vir a óbito, causando grande prejuízo econômico aos donos do rebanho (Santana et al., 2016).


 

Dificuldades no tratamento de mastite em ovelhas 

Em relação ao tratamento, o ideal é que a escolha do antibiótico seja feita em função da determinação do agente etiológico envolvido e sua resistência a diferentes antibióticos. O mais comum é a realização destes testes em laboratórios clínicos; entretanto, em termos práticos, muitas vezes o processo envolvido (coleta de amostras de leite, envio para o laboratório e espera dos laudos) é demorado e caro, sendo incompatível com a velocidade do tratamento necessário para garantia da sobrevivência dos animais. 

Assim, o mais comum é o uso de medicamentos de amplo espectro de ação para a tentativa de tratamento dos animais. Apesar de comum, esta conduta é desaconselhada pelo risco de insucesso e de aumento da resistência microbiana pelo uso de antimicrobianos inadequados. 

Uma alternativa intermediária entre o padrão ouro de análises clínicas e o uso de medicamentos de amplo espectro é a realização de plaqueamentos na fazenda de swabs dos tetos utilizando meios de cultura cromogênicos, com identificação das colônias e sugestão de antimicrobianos através de inteligência artificial. Este método tem acurácia variada, mas para alguns agentes etiológicos é maior do que 90%, sendo considerada interessante para a tomada de decisão com relação ao protocolo para tratamento de mastite (Granja et al., 2021) 

Uma vez determinado o antimicrobiano a ser utilizado, o tratamento em ovinos apresenta uma nova dificuldade, visto que não existem medicamentos desenhados especificamente para ovelhas. Isso torna necessária a adaptação de drogas veterinárias desenvolvidas para vacas, considerando apenas a diferença de peso dos animais. Esta consideração aumenta a taxa de ineficácia do tratamento, resultando em gasto com insumos e medicamentos e alto índice de descarte de ovelhas

Ademais, no caso de medicamentos intramamários, não se deve usar as cânulas de introdução mamária dos medicamentos, uma vez que elas são projetadas para bovinos, cujos esfíncteres dos tetos são muito maiores. A introdução destas cânulas no teto ovino causa lesões locais e pode agravar a infecção. Assim, a aplicação do medicamento pode ser feita por aproximar a cânula bovina do teto (sem introduzi-la) e deixar o medicamento infundir por pressão (o que pode ser menos eficiente) ou, alternativamente, usar um cateter endovenoso (Estrutura flexível) para introdução do medicamento de forma mais profunda (Santana et al., 2016).

Além disso, poucas medicações são voltadas especificamente a ovinos, não havendo informações precisas sobre período de carência nestes animais (Santana et al., 2016). Assim, é utilizado o tempo estabelecido para o tratamento de vacas, o que certamente resulta em descarte de leite por tempo menor ou maior do que o necessário. (Vaz, 2007; Martin, 2011)

Nosso grupo de trabalho realizou um projeto de melhoria de manejo em uma produção ovina leiteira visando a redução da incidência de mastite clínica e subclínica, bem como maior taxa de sucesso no tratamento de animais acometidos pela doença. A seguir são destacados os itens que foram avaliados e processos modificados com sucesso no resultado final. 

 

Ordenha

Antes de dar início a ordenha, é de extrema importância a higienização das teteiras de forma eficiente, além de realizar a secagem das mesmas. A ordenha deve começar com os animais não sabidamente doentes e, antes da ordenha, deve ser feito o teste de caneca de fundo preto para levantamento de casos de mastite clínica. Além disso, pelo menos semanalmente deve ser feito teste de CMT para diagnóstico de mastite subclínica, ainda que o teste não apresente precisão alta para ovinos leiteiros, é melhor realizá-lo e, em caso de positivo realizar cultura de swab (Santana et al., 2016).

Animais testados como positivos para mastite devem ser ordenhados ao final do ciclo de ordenha e o leite deve ser descartado, junto do leite de animais que estão em tratamento ou em carência de medicamento aplicado.

Para animais com resultado negativo, a ordenha é liberada. O sistema de ordenha deve ter pressão bem calibrada para ordenha de ovinos e logo após o esgotamento completo do leite, o vácuo deve ser interrompido e as teteiras retiradas (Santos & Tomazi, 2014; Correa & Horst, 2020). Para uma ordenha mais tranquila, os animais devem ter acesso à alimentação, evitando incômodo com as teteiras e tentativa de retirada com as patas traseiras, cujo movimento pode favorecer a ocorrência de lesões. 

Após finalizada a ordenha, a utilização dos pós dipping é essencial e cordeiros não devem ser liberados para mamada logo após a ordenha, pois a sucção dos filhotes reabre o esfíncter mamário e torna ineficiente o efeito do pós-dipping, aumentando a vulnerabilidade do animal à contaminação. 

 

Estrutura do galpão 

A criação de ovinos leiteiros é feita majoritariamente de forma confinada devido à grande incidência de verminoses em ovinos a pasto, especialmente quando estes animais estão em periparto, parto ou lactação (Queiroz, 2008). 

Apesar da conduta de confinamento, como um compost barn, ser recomendada para o controle de verminoses, ela pode favorecer a incidência de mastite e disseminação da mastite no rebanho caso a cama não seja adequadamente tratada. É preciso garantir condições para que ocorra fermentação da cama por microrganismos benéficos, de forma a aumentar a temperatura da mesma e, com isso, inibir a multiplicação de patógenos (Janni et al., 2007). 

Para tanto, a cama deve ser virada preferencialmente 2 vezes ao dia - especialmente se houver adensamento de animais e, consequentemente, alto nível de pisoteamento da cama. Além disso, a temperatura da cama deve ser controlada para que se mantenha acima dos 45 ºC para garantir a decomposição adequada dos resíduos (fezes e urina) (Galama & Dooren, 2011).

Temperaturas inferiores a esta indicam que a aeração da cama, sua umidade ou disponibilidade de resíduos para fermentação é insuficiente. As hipóteses devem ser verificadas avaliando a eficácia de medidas como aumento de viragem das camas ou umidificação das camas com água, sendo que esta última opção deve ser testada cautelosamente em uma baia escolhida e acompanhada de forma rigorosa para avaliar benefícios e riscos do processo.  

Figura 1. Manejo da cama de ovelhas – Viragens mecânicas garantem temperaturas adequadas para decomposição de resíduos.

Figura 1

 

O tratamento correto das camas diminui a probabilidade de infecção e a concentração de amônia no ambiente, aumentando a imunidade do rebanho em geral. Tratada de forma correta, a cama pode ter 1 ano ou mais de vida útil, diminuindo possíveis gastos. O uso de ventiladores também ajuda a dispersar o odor pungente causado pela amônia, trazendo maior conforto ao local e menor concentração de NH3 (Barberg et al., 2007).

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Além disso, aconselha-se que os animais de maior aporte leiteiro e em estágio de pré e pós-parto sejam colocados nos espaços com melhor condição de manejo para minimizar os riscos de diminuição significativa do volume de leite produzido em caso de incidência de mastite.

Já o grupo de pré e pós-parto devem ser colocados neste espaço devido ao maior risco de ocorrência de mastite neste momento e da maior vulnerabilidade do animal à manifestação da forma grave da doença, explicada pela menor imunidade do animal no período do parto.

 

Cordeiros

Para melhor produtividade, ganho de peso e diminuição da incidência de mastite nas ovelhas, é recomendado o cuidado dos cordeiros com mamadeiras, utilizando o colostro ordenhado logo após o nascimento e, posteriormente, leite que seria descartado ou leite em pó (Siqueira & Fernandes, 2011). 

A técnica de cordeiro ao pé após a ordenha é desaconselhada devido ao maior risco pela reabertura do esfíncter mamário (Almeida et al., 2023) e, também, pela incapacidade de controle da quantidade de leite ingerida pelos filhotes, que pode gerar menor uniformidade no crescimento do lote e perda ou problemas com futuras matrizes por nutrição inadequada (Gouveia et al., 2009). 


Figura 2. Manejo adequado de cordeiros aumenta a produtividade e reduz o risco de mastite.


Figura 2

 

Diagnóstico de Mastite 

Para o adequado tratamento de animais diagnosticados com mastite clínica e confirmação/ tratamento de animais diagnosticados com mastite subclínica é importante que seja feito um diagnóstico rápido e simples dos agentes causadores, bem como orientação da melhor forma de tratamento.

Para tal, o uso de meios de cultura cromogênicos com leitura de resultados associada à aplicação de inteligência artificial tem se demonstrado uma ferramenta interessante, capaz de aumentar a porcentagem de chances de cura, diminuir a recidivas e minimizar o aumento da resistência do microrganismo causador de mastite por tratamento incorreto (Granja et al., 2021).

Além disso, a rotina de análise do leite é essencial (Battisti et al., 2015) e deve ser realizada a cada 15 dias para controle de CPP e CCS globais da produção e, de preferência, de diferentes lotes. Este acompanhamento permite medir a efetividade das medidas tomadas para redução da incidência de mastite e também melhoria geral do estado de saúde dos animais e das condições de ordenha, que, invariavelmente, resultam em redução de CPP e CSS nas produções. 

Figura 3. Uso de meios de cultura cromogênitos associados à leitura com inteligência artificial (através de scanner das colônias) para determinação dos agentes causadores de mastite e escolha dos tratamentos. 


Figura 3Figura 4
Figura 5
Figura 6

 

Conclusão

O controle de mastite em ovinos leiteiros é um desafio pela falta de testes e medicamentos específicos para esta espécie de ruminantes. Assim, é importante reduzir o risco de incidência de mastite através de ações de melhoria de manejo do rebanho em termos de ambiente, conduta com cordeiros e processo de ordenha, conforme detalhado ao longo do artigo. A efetividade das medidas deve ser mensurada através de controle regular da qualidade do leite através da mensuração de CSS e CPP.

AUTORES:

Luíse Vieira Alves de Macedo. Estudante de Medicina Veterinária – Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ)

Vamilan Clarence Maurício Bernardes. Médico Veterinário (UniFAJ). Pós-graduado em produção e reprodução de ruminantes. Sócio fundador da BOVI&HEALTH- ASSESSORIA VETERINÁRIA

Alline Artigiani Lima Tribst – Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA) – Universidade Estadual de Campinas. 

Referências bibliográficas

Almeida, M. A. O. de et al. (2023). Criando Caprinos e Ovinos, UFBA (Universidade Federal da Bahia). 

Anderson D.E., Hull B.H., Pugh D.G. 2004. Enfermidades da glândula mamária, p.379-399. In: Pugh D.G. (Eds), Clínica de Ovinos e Caprinos. Roca, São Paulo.

Barberg, A. E. et al. (2007). Performance and welfare of dairy cows in an alternative housing system in Minnesota. J. Dairy Sci. v. 90 n. 3, p.1575-1583. 

Battisti, A. C. et al. (2015). Análise da qualidade do leite: um apontamento para indústria e consumidor. Instituto Federal Catarinense - câmpus Araquari. 

Bomtempo, F. L. C. et al. (2019). Ovinocultura: criação e manejo de ovinos de leite. Coleção SENAR 264. 

Correa, A. M. F.; Horst J. A. (2020). Manejo, sistemas e equipamentos de ordenha. SENAR AR-PR., 2020 120 p. 

Galama, P. J.; Dooren, H. J., (2011). Prospects for bedded pack barns for dairy cattle. Lelystad, The Netherlands: Wageningen UR Livestock Research p. 71. 

González-Rodríguez, M. C.; Cármenes, P. (1996). Small Ruminant Research, 21 (3), 245-250. 

Gouveia, A. M. G., Araújo, E. C., Ulhoa, M. F. P. de (2009). Manejo nutricional de ovinos de corte. SENAR 200 p, il p. 128-160. 

Granja, B. M. et al. (2021). Evaluation of chromogenic culture media for rapid identification of microorganisms isolated from cows with clinical and subclinical mastitis. v. 104 n. 8, p. 9115-9129. 

Janni, K. A. et al. (2007). Compost dairy barn layout and management recommendations. Appl. Eng. Agric. 23:97-102.

Katsafadou, A. L. et al. (2019). Mammary defences and immunity against mastitis in sheep. Animals, 9 (10), p. 726.

Knuth, R. M. et al. (2022). Journal of Animal Science, 100 (6), skac171. 

Marogna, G. et al. (2010). Sciencedirect, Small Ruminants Research, 88 (2-3), 119-125.

Martin, J. G. P. (2011). Resíduos  de antimicrobianos em leite - uma revisão. Segurança alimentar e Nutricional, Campinas, 18(2): 80-87.

Mota R.A. 2008. Aspectos epidemiológicos, diagnóstico e controle das mastites em caprinos e ovinos. Tecnol. Ciênc. Agropec. 2(3): 57-61.

Porto, L. G. de C., et al. (2022). Influência do Manejo de desmame sobre a incidência de mastite em ovelhas da raça Santa Inês. v. 14, n. 2.

Queiroz, E. O. (2008). Produção de leite ovino em pastagem e confinamento. Vi 60. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.

Santana, R. C.. M., et al. (2016). Mastite ovina: desafio para a ovinocultura de corte. ISSN 1981-2086 - Embrapa.

Santos, M. V.; Tomazi, T. (2014). Tempo de sobreordenha afeta negativamente a sanidade dos tetos. Milkpoint.

Siqueira, E.R de; Fernandes, S. (2011). Novos enfoques em ovinocultura: carne, leite e tecnologia.

Vaz, C. M. S. L. (2007). Ovinos: o produtor pergunta, a embrapa responde. 158 p. : il. Coleção 500 perguntas, 500 respostas.

 

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Material escrito por:

Vamilan Clarence Mauricio Bernardes

Vamilan Clarence Mauricio Bernardes

Médico Veterinário (UniFAJ). Pós-graduado em produção e reprodução de ruminantes. Sócio fundador da BOVI&HEALTH- ASSESSORIA VETERINÁRIA

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Alline Tribst

Alline Tribst

Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação - NEPA/UNICAMP

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LUCIANE DO CARMO SERAPHIM
LUCIANE DO CARMO SERAPHIM

SANTO ÂNGELO - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 29/04/2025

Excelente, texto! Gostaria de tirar algumas dúvidas:
A utilização do swab - cultura cromogênicos - seria como um teste rápido?
Quanto tempo após o pós dipping os cordeiros devem ficar separados das ovelhas?
E, geralmente, a ovelha tende a "reter" o leite quando não está perto do cordeiro. Foi observado diminuição na quantidade de leite quando feito este manejo de separação dos cordeiros?
LUCIANE DO CARMO SERAPHIM
EM RESPOSTA A VAMILAN CLARENCE MAURICIO BERNARDES LUCIANE DO CARMO SERAPHIM

SANTO ÂNGELO - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 30/04/2025

Maravilha! Obrigada pelo retorno!
Vamilan Clarence Mauricio Bernardes
VAMILAN CLARENCE MAURICIO BERNARDES

ESPÍRITO SANTO DO DOURADO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/04/2025

Basicamente um teste rápido pois em 24 horas temos um resultado preciso e com tratamentos direcionados para cada agente. Na verdade o ideal seria criar os cordeiros separados das mães, isso facilitaria o manejo nas baias com os animais em lactação, porem deve verificar a disponibilidade de mão de obra e estrutura na propriedade. Em relação ao pós dipping eu indico somente para animais que não possuam cordeiros ao pé por conta do custo pós pois geralmente os animais voltam para as baias e em seguidas os cordeiros são liberados para mamar. Não foi observado queda na produção.
Qual a sua dúvida hoje?