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O maior problema da pecuária leiteira: mastite

POR LIBOVIS - UFRRJ

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/12/2021

16 MIN DE LEITURA

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Atualizado em 01/12/2021

A mastite é um processo inflamatório do úbere, acompanhado da redução de secreção de leite e mudança na permeabilidade da membrana que separa o leite do sangue (COELHO et al., 2016), fazendo com que células inflamatórias cheguem ao leite. A inflamação da glândula mamária pode ser classificada em clínica ou subclínica, de acordo com sinais apresentados pelos animais. Quando clínica, o tratamento tende a ser mais rápido e eficaz, pois é notada rapidamente pelo produtor (SCHVARZ; SANTOS, 2012).

A mastite é considerada a principal doença que afeta os rebanhos leiteiros no Brasil e no mundo, proporcionando as maiores perdas econômicas na exploração de bovinos, podendo ser causada por uma grande variedade de agentes, incluindo bactérias, micoplasmas, leveduras, fungos e algas (SCHVARZ; SANTOS, 2012).

Em algumas propriedades, por ano, três de cada dez vacas leiteiras apresentam inflamação clinicamente aparente da glândula mamária. Dos bovinos acometidos, 7% são descartados e 1% morre em decorrência da doença .

Devido ao prejuízo econômico gerado, é de suma importância utilizar métodos que sejam capazes de identificar o início de uma contaminação ou confirmar a existência de uma infecção já instalada no animal (MAIOCHI et al, 2019).
 

Mastite clínica e mastite subclínica

Na mastite clínica podem ser observados sinais de inflamação, como úbere quente, expressão de dor pela vaca e endurecimento da glândula mamária, acompanhados ou não de sintomatologia sistêmica, como febre depressão e anorexia (RIET-CORREA et al., 2001). Esses sintomas se devem mais à ação de toxinas liberadas pelas bactérias do que propriamente à infecção (BRITO et al., 2002). O leite também pode se apresentar alterado com grumos, pus ou sangue, com cor diferente e consistência mais viscosa ou mais ‘aguada’.

Diferente da mastite clínica, a forma subclínica é caracterizada pela ausência dos sinais de inflamação, e por causa de passar despercebida, acometer um número maior de animais, além de causar quedas na qualidade e na composição do leite (COSTA et al., 2015). Não é possível observar alterações na glândula mamária e nem no leite, esse tipo de mastite somente é diagnosticado por meio de cultura bacteriana, por testes que demonstram altas taxas de células de defesa no leite (RIET-CORREA et al., 2001) como a CCS (contagem de células somáticas), também a CBT (contagem bacteriana total) e pelo CMT (California Mastitis Test).


Mastite contagiosa e mastite ambiental

Epidemiologicamente a mastite pode ser classificada em contagiosa e ambiental, sendo a contagiosa a mastite com maior incidência devido a sua capacidade de sobrevivência no organismo do animal por longos períodos, diferente da mastite ambiental, que é oportunista e encontra em animais de saúde mais debilitada (WATTS, 1988).

Outra grande diferença entre os dois tipos de mastite é a forma como a doença se apresenta. A ambiental é de forma aguda, gerando sinais clínicos mais severos pois seus agentes causadores são do ambiente e não do organismo animal. A inflamação da glândula mamária é bem marcada, podendo até ter sinais sistêmicos como febre e prostração (WATTS, 1988; PRESTES et al., 2003).

Os agentes da mastite ambiental, como o nome já diz, são encontrados em camas utilizadas para confinamento de animais, na terra, em lamaçais e fezes de animais presentes no ambiente, geralmente ocorre ao parto e início de lactação e os animais acometidos apresentam as contagens de células somáticas abaixo de 300.000 (FONSECA;SANTOS, 2001). 

Já na mastite do tipo contagiosa os sinais são silenciosos, classificada na maioria das vezes como mastite subclínica, podendo acometer o animal por longos períodos, se tornando um problema crônico, que cursa com a contagem de células somáticas acima de 300.000. A queda do potencial leiteiro do animal é evidente. Os agentes da mastite contagiosa estão presentes nas mãos do ordenhador, na boca do bezerro, nos panos utilizados para higienização, nas teteiras, moscas e até no próprio organismo do animal, e seus microrganismos sobrevivem por muito tempo no hospedeiro, com ou sem mastite (COSTA et al., 2001).


Agentes causadores da mastite

Muitos microrganismos podem causar mastite, bactérias, fungos, algas e, dentro de cada grupo, uma outra infinidade de agentes já foram observados em exames de cultura microbiológica do leite. Por isso, nem toda mastite é tratada com antibiótico.

Em alguns casos ainda é possível ocorrer a cura espontânea da doença, principalmente em caso de novilhas em que o sistema imune é mais ativo. Animais com o sistema imunológico sadio e responsivo também são capazes de eliminar a infecção causada por alguns agentes de forma natural, sem a necessidade de intervenção medicamentosa.

Destrinchando a mastite, temos Streptococcus agalactiae, Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase negativa (SCN), Mycoplasma spp., Corynebacterium bovis, Staphylococcus chromogenes, S. epidermides, S. haemolyticus, S. hyicus, S. simulans e S. xylosus (Thorberg et al. 2009), se manifestando mais comumente na mastite contagiosa.

Na ambiental, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter aerogenes, Proteus spp., Pseudomonas spp., Streptococcus uberis, Streptococcus dysgalactiae, leveduras, Serratia, algas e fungos

 

Métodos de diagnóstico

  •  Teste da caneca de fundo escuro e caneca telada - antes da ordenha, lança-se quatro jatos de leite na superfície de uma caneca de fundo escuro ou com presença de tela e avalia-se o aspecto do leite. É preciso realizar o teste em cada quarto mamário separadamente (FONSECA et al, 2020). Nesse teste, é possível verificar se o animal apresenta mastite clínica através da presença de grumos, sangue, pus, coloração ou consistência do leite alterado.
     
  • California mastitis test (CMT) - o CMT é considerado um teste importante no diagnóstico da mastite subclínica. É um teste indireto, que indica a enfermidade através da CCS no leite, sendo que no CMT as células inflamatórias são contadas indiretamente: a quantidade delas é estimada através de escores da viscosidade do gel formado. É um exame que pode ser realizado a campo e deve estar incluso no programa de controle da mastite dentro da propriedade, sendo de aplicação rápida e fácil (FONSECA et al., 2020).
     
  • Contagem de células somáticas (CCS) - o teste de CCS é feito com equipamentos automatizados e pode ser feito tanto de um único animal quanto de uma amostra do tanque de leite. O princípio do exame é explicado através do conhecimento de que células presentes no sangue fagocitam patógenos responsáveis por infecções como a mastite, por exemplo. Assim, ao detectar um elevado número de células somáticas no leite, entende-se que a glândula mamária está infectada, o que diagnostica a mastite subclínica (FONSECA et al., 2020).
     
  • Termografia infravermelha (TIV) - o exame de termografia infravermelha para detecção de mastite consiste na realização de imagens do úbere, feitas através dos ângulos definidos pelo operador, que serão analisadas posteriormente na busca das alterações de coloração formada pela diferença de temperatura do local inflamado para o local saudável através do espectro de luz formado (FONSECA et al., 2020).
     
  • Wisconsin Mastitis Test (WMT) - o teste conhecido como WMT é considerado um aprimoramento do California Mastitis Test (CMT). O WMT é o teste que retira essa subjetividade do resultado do California Mastitis Test (LEMOS, 2018).
     
  • Cultura microbiológica e antibiograma - considerado o teste definitivo para mastite, a cultura microbiológica associada ao antibiograma apresenta grande relevância por dois aspectos: método diagnóstico e tratamento da enfermidade. Através desse exame, é possível isolar e identificar o patógeno que acomete o animal causando a inflamação da glândula. O isolamento possibilita a identificação dos microrganismos e o antibiograma revela a quais medicamentos o microrganismo identificado é sensível ou resistente (FONSECA et al., 2020).
     

Tratamentos para a mastite

Alguns agentes necessitam de tratamento prolongado, sendo a melhor alternativa secar o animal/quarto mamário e fazer o tratamento durante o período seco com antibiótico intramamário de longa ação e, às vezes, também sistêmico. Mas, infelizmente, para alguns agentes as chances de cura são muito baixas. Devido à resistência antimicrobiana, a recomendação é de descarte para evitar a contaminação de novos animais no rebanho (BRITO; BRITO, 2000). Por isso é muito importante identificar o agente o quanto antes através de cultura microbiológica para se traçar o plano de tratamento ideal para cada caso.

  • Staphylococcus aureus - Soluções utilizadas na higienização com imersão dos tetos, foram testadas e os desinfetantes com iodo a 1 e 2% e tiveram bons resultados nas taxas de novas infecções. Essa concentração pode deixar resíduo no leite. Uma outra observação importante, é que o estudo identificou que a diluição de hipoclorito de sódio 0,5% não apresentou eficácia nos exames. O clorexidine a 0,5% apresentou o melhor resultado na eliminação da S. aureus (PEDRINI; MARGATHO, 2003).

    Para tratamento, o uso de enrofloxacina na concentração de 250mg 1vez ao dia durante 3 dias, obteve cura de 83,3% dos tetos acometidos por mastite subclínica causada por esse agente. Este pode ser administrado de forma sistêmica ou intramamária, mas sendo a primeira opção mais indicada em caso de mais de um teto acometido no mesmo animal (LANGONI et al., 2000).

    Os óleos essenciais extraído das folhas de Satureja montana, Citrus limonia, A. zerumbet e os extratos etanólicos de Cymbopogon nardus, Senna macranthera, Artemisia absinthium, Baccharis dracunculifolia apresentam efeito antimicrobiano contra esse agente. Estes inibem seu crescimento, sendo uma alternativa a inclusão de seus compostos no tratamento (DIAZ et al., 2010). Além de serem alternativas menos invasivas para o organismo, os óleos essenciais de Croton tetradenius Baill (OECT) e Croton pulegiodorus Baill (OECP) tiveram bons resultados quando combinados com antibióticos no tratamento de mastite bovina (SALATINO, 2007; ROCHA, 2019).
     
  • Prototheca - É uma alga aclorofilada que causa doenças em animais e humanos. É encontrada em água corrente, poços e áreas alagadas. Sua etiologia é considerada muito séria por levar humanos a quadros de gastroenterites, bursites e lesões cutâneas. O problema pode ser ainda mais sério em pessoas imunodeprimidas e populações desnutridas pelo consumo de alimentos contaminados por esse agente. O tratamento é difícil e a recomendação é segregar imediatamente animais acometidos e possivelmente descarte. A EMBRAPA Gado de Leite realizou diversos estudos na área da nanotecnologia e perceberam que as pesquisas já apontavam para a eficácia da solução alcoólica de própolis aplicada de forma intramamária (84,8 % dos tetos tratados) e desenvolveram novas pesquisas com os benefícios do nanoprópolis para que pudessem chegar a um produto sem álcool e menos danoso ao tecido intramamário (TRONCARELLI et al., 2013).
     
  • Streptococcus agalactiae - É um agente altamente contagioso de sobrevida curta no ambiente, persistindo no organismo do animal por longos períodos. Sua manifestação geralmente ocorre de forma subclínica com aumento significativo na CCS. É um dos agentes mais comuns nos rebanhos brasileiros, causando queda na capacidade de produção de leite das vacas e perdas econômicas pelo mesmo motivo. Seu tratamento normalmente acontece sem resistência bacteriana e ocorre a cura clínica (LANGONI et al., 2017). Uma alternativa de tratamento é o uso de óleo de capim limão (Cymbopogon citratus) para inibir a formação de biofilmes da bactéria (AIEMSAARD et al., 2011).
     
  • Corynebacterium bovis - É um patógeno menos grave, mas de altamente contagioso. Tem prevalência em rebanhos de manejo sanitário ineficiente que não fazem as desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping). Este leva a perdas econômicas, principalmente por causar mastite subclínica e cursar com persistência do agente na glândula mamária. Pode se cronificar e estar associado a outros microrganismos, agravando o quadro da doença (SANTOS; FONSECA, 2007).
     
  • Escherichia coli - É uma bactéria de epidemiologia ambiental e cursa de forma aguda pela dificuldade de sobrevivência do agente no hospedeiro. A carga desse agente super estimula o sistema imune do animal, causando sinais clássicos de inflamação. O recomendado será, além dos cuidados com a exposição do teto no ambiente e os protocolos de higienização, o tratamento baseado no suporte ao sistema imune, para que ele próprio debele o agente do organismo do animal (RODRIGUES, 2008).
     
  • Nocardia - São bactérias gram-positivas e geralmente são encontradas no solo. Tem tratamento ineficiente e cursa geralmente com doença aguda com grave quadro de mastite. Causa fibrose e lesão permanente no quarto mamário afetado, mas pode ser evitada com boas práticas de higiene e saneamento básico.
     
  • Pseudomonas - Causa mastite clínica e subclínica. Pode ser isolado de amostra de água, solo e leite. É um microrganismo de difícil tratamento devido à resistência antimicrobiana desse agente. Pode levar a contaminação cruzada no rebanho e em outras espécies. As Pseudomonas podem sobreviver em ambientes com pouquíssimos nutrientes e já tendo sido isoladas de amostras contendo solução com amônia quaternária e clorexidina. É de causa ambiental, portanto a melhor forma de controle é a conscientização do produtor quanto a higiene das instalações e boas práticas de ordenha.
     
  • Arcanobacterium - Também denominada como Trueperella pyogenes é um agente raro de encontrar em rebanhos e de difícil tratamento. Pode ser transmitido pela picada de insetos, sendo tratada como um problema da época do verão, onde há o aumento de insetos no ambiente. Causa a mastite abscedante, uma mastite de curso crônico e que forma abscessos no parênquima mamário, levando a secreção de pus de odor fétido. Em 55,5% das mamas afetadas por mastite abscedante em um estudo, se observou que já não havia mais a secreção de leite, somente pus. Esse tipo de mastite é bastante preocupante e de difícil tratamento pelo densa camada de celularidade e secreção que impede o efeito correto de antibióticos (PEREIRA et al., 2014). A recomendação de tratamento para esse agente é a ablação do quarto afetado, com iodo 10% ou, em rebanhos com grande número de animais afetados, a secagem e tratamento de longa ação durante o período seco. Ainda assim, o melhor tratamento vai ser o bom manejo de ordenha, limpo, com pré e pós dipping, limpeza de fezes do ambiente e desinfecção de equipamentos (MOTTA et al., 2011)
     
  • Leveduras - A doença causada por esse grupo de agentes é chamada de mastite micótica. Alguns exemplos desses agentes são Candida e Cryptococcus, além de outros como Geotrichum, Pichia e Trichosporon. Sendo de epidemiologia ambiental, ocorre normalmente em forma de surtos após o uso de tratamento com antimicrobianos. Estes causam a destruição da flora bacteriana da pele do teto, causando desequilíbrio e posteriormente o surto da doença. Ou ainda pode penetrar no organismo do animal por instrumentos intramamários contaminados (PIANTA, 1995). Apresenta altas taxas de resistência antimicrobiana e seu tratamento é difícil devido a dificuldade de apresentação dos antifúngicos no veículo adequado, diferente dos fármacos desenvolvidos para o tratamento de mastites causadas por bactérias. Em alguns casos o tratamento é baseado no uso de miconazol, natamicina, nistatina e fluconazol em solução aquosa inserida pelo canal do teto. Esses fármacos devem ser utilizados com cautela devida a sua toxicidade, podendo causar mais danos que as leveduras. Também é recomendada a frequente ordenha do teto (6/7 vezes ao dia) e terapia de suporte com anti-inflamatórios e fluidoterapia (SPANAMBERG et al., 2009; WUNDER, 2007).

 

Concluindo

A mastite ainda é o maior problema da propriedade leiteira do Brasil e do mundo, tendo muitas variáveis influenciando na causa, gravidade, tratamentos e prevenção. Por isso a recomendação independentemente do tipo de propriedade, tamanho, manejo e capacidade financeira, é um excelente protocolo de limpeza e higienização dos ambientes, além de equipamentos, treinamento de funcionários e manutenção da saúde animal do rebanho.

Cada agente vai se manifestar de uma forma no rebanho e às vezes dentro de forma diferente num mesmo animal, não sendo possível prever um tratamento padrão.

O melhor caminho é realizar os procedimentos de higienização durante a ordenha e após, identificar os animais acometidos através dos métodos de diagnóstico disponíveis, identificar o agente causador da enfermidade e direcionar seu tratamento de acordo com a ficha do animal, etiologia do agente e tratamentos disponíveis.

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Autores
Gabriel Antonio Rodrigues Lopes1
Isabelle Ferreira Macedo1
Ana Paula Lopes Marques2

1 Graduação em Medicina Veterinária, UFRRJ, Membros LiBovis
2 Orientadora, Liga de Bovinos, LiBovis-UFRRJ

 

Bibliografia

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WUNDER JR, E. A. Mastite bovina: avaliação microbiológica do leite, com ênfase nas leveduras isoladas de casos de mastite clínica e subclínica, na região do planalto médio-RS, em 2005 e 2006. 2007. Dissertação (Mestrado em ciências Veterinárias) – Faculdade de Medicina Veterinária, UFRGS.

LIBOVIS - UFRRJ

A Liga de Bovinos, LiBovis, é um grupo de estudos constituído por alunos de graduação em Medicina Veterinária e áreas afins da UFRRJ. Tem como objetivos estudar, compreender e defender os interesses da bovinocultura contribuindo para sua valorização.

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ANTONIO CARLOS OLIVEIRA

VILA VELHA - ESPÍRITO SANTO

EM 14/12/2021

venho parabenizar a toda equipe da LiBovis por explorarem assunto de grande importância a saúde bovina.
continuem assim.

um abraço!

Antonio Carlos
LIBOVIS - UFRRJ

SEROPEDICA - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/12/2021

Nós agradecemos. De todas as doenças que acometem os rebanhos leiteiros, a mastite ocupa destaque em relação às perdas financeiras, por isso falar de mastite é tão necessário.
ROGÉRIO RODRIGUES DE SOUZA

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/12/2021

Talvez não seja a Mastite o maior problema da atividade, e sim as atitudes necessárias para manter a sanidade dos animais em dia feitas muito tardias. Muitas das vezes após as enfermidades terem acometido a maior parte do rebanho os produtores vão em busca de solução para o problema. E para piorar, ao descobrir que o descarte involuntário de animais é necessário, causam uma bola de neve. Pois descartam animais doentes como vacas de leite sadias para não perderem no valor do bem, disseminando assim as doenças por diversos rebanhos leiteiros.
LIBOVIS - UFRRJ

SEROPEDICA - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/12/2021

Muito bom o comentário. O maior problema de todas as atividades são falhas de manejo, seja por desconhecimento ou por não execução de ações corretas sabidamente eficientes para manter a saúde do rebanho. Seguir protocolos sanitários, incluindo as questões referentes à higiene de ordenha por exemplo, reduziriam muito os casos de mastite. E quanto a venda de animais doentes como sadios, isso nos informa o caráter do produtor, quem tem esse tipo de atitude deve ser cada dia mais ignorado pelos demais.
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