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Manejo sanitário de produtores de leite do Rio Grande do Sul

POR LUIS HENRIQUE BOTTON

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/07/2020

4 MIN DE LEITURA

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A partir de uma amostra de cinquenta produtores de leite do Rio Grande do Sul, foram coletados dados quanto ao manejo sanitário de processos para produção leiteira. Desta forma, o objetivo do questionário é entender quais os procedimentos de manejo sanitário que os produtores de leite do Rio Grande do Sul optam por fazer ou não, com base no Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL). Tendo em vista que “o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite - PQFL é uma ferramenta de controle elaborada pelo estabelecimento, laticínio ou cooperativa, sujeita à Instrução Normativa nº 77, de 26 de novembro de 2018.” (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, AGROPECUÁRIA E ABASTECIMENTO, 2018, p.03)

Para tanto, este "deve ser entendido como um processo contínuo e evolutivo de controle, onde os esforços devem ser no sentido de qualificar o nível de qualidade dos fornecedores, melhorando-o se necessário, e reclassificando-o no intuito de aprimorá-lo, tendo como referência dados estatísticos de controle da matéria-prima, dos índices de produtividade, da rentabilidade, dentre outros parâmetros, além dos relatórios de auditorias realizadas". (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, AGROPECUÁRIA E ABASTECIMENTO, 2018, p.03).

Pergunta 1 - Realiza exames para adquirir animais?

Quando questionados a respeito da realização de exames para adquirir animais, 98% dos respondentes disseram que sim e apenas 2% responderam que não. Estes dados sugerem que para tal quesito segue-se critérios rígidos, evitando que o novo rebanho possivelmente contamine o rebanho atual.

Pergunta 2 - Possui calendário sanitário de vacinação (endo e ectoparasitas)?

Dado a relevância do produtor administrar o calendário de vacinação, 94% dos entrevistados possui esta prática, sendo que apenas 6% não estipula datas para este controle. Para Costa; Toledo; Schmidek (2013), vacinação é uma ação necessária na criação animal, quer seja pela obrigatoriedade de leis que visam a prevenção ou erradicação de algumas doenças, quer para assegurar boas condições de saúde aos animais, minimizando riscos de doenças e consequentes prejuízos econômicos.

Pergunta 3 - Há procedimento implantado para a colostragem dos bezerros?

A partir dos dados apresentados, percebe-se que 70% dos entrevistados praticam tem algum tipo de procedimento implantado para a colostragem dos bezerros e 30% não praticam este.

Ocorre que, apesar da maioria fazer tal procedimento nos bezerros, seria interessante obter um percentual maior, tendo em vista que os animis “nascem com níveis insignificantes de imunoglobulinas no soro e necessitam do aporte de colostro rico em anticorpos logo após o nascimento para aquisição de proteção inicial eficiente”. (LIMA et al., 2009, p. 02)

Pergunta 4 - Realiza exame de Brucelose e Tuberculose anualmente?

Ao observar os dados, nota-se que 84% dos respondentes realiza exame de brucelose e tuberculose anualmente e 16% não aplica esta prática. Para que a incidência desse exame seja cada vez maior, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao instituir o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), reconheceu essas doenças como destacados problemas de saúde animal e de saúde pública no Brasil. São zoonoses causadoras de consideráveis prejuízos econômicos e sociais, em virtude do impacto que produzem na produtividade dos rebanhos e dos riscos que acarretam à saúde humana. (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, AGROPECUÁRIA E ABASTECIMENTO, 2006, p.07).

Além dos impactos na produtividade, estas doenças acarretam riscos à saúde humana, ou seja, não é benéfico aos produtores deixar de realizar o teste anual.

Pergunta 5 - Há identificação de animais sob tratamento?

De acordo com Schmidek; Durán; Costa (2013, p. 08), manter registros sobre as condições de criação e sobre o desempenho dos rebanhos é uma importante ferramenta de manejo e pode ser usada para aumentar a eficiência na atividade pecuária. Levando em conta a relevância do reconhecimento dos animais sob tratamento, foi identificado que 98% dos respondentes utiliza algum método de identificação e somente 2% não identifica os animais em tratamento

Pergunta 6 - Existe o controle de animais doentes e protocolo para tratamento das mastites clínicas?

Ao questionar a respeito do controle de animais doentes e se há protocolo para tratamento de mastites clínicas, 92% responderam que sim e 8% não possuem entre controle e protocolo.

De acordo com Muller (2002), é necessário atuar sobre a fonte de infecção, detectando corretamente as vacas com mastite clínica e subclínica, tratando-as corretamente, eliminar os animais com infecções crônicas. Em relação aos animais suscetíveis, procurar a seleção de vacas naturalmente mais resistentes e propiciar o fornecimento de alimentação equilibrada aos animais. Deve-se atuar ainda sobre as vias de transmissão da mastite, implantando um correto manejo e higiene de ordenha e manter as vacas em ambiente seco e limpo. O manejo correto e identificação dos animais é imprescindível, visto que pode ocorrer a transmissão da infecção para o rebanho se não seguir determinados procedimentos de manejo e higiene.

Pergunta 7 - É realizada cultura microbiológica das vacas em lactação com mastite?

Quando questionados a respeito da realização de cultura microbiológica das vacas em lactação com mastite, 52% responderam que sim e 48% que não realizam este procedimento. Este dado é impactante, pois para Muller (2002, p. 213) os tratamentos de mastite clínica devem ser tratados imediatamente, sob orientação de médico veterinário. Deve ser observado o perfil microbiológico e de sensibilidade, dose e via de aplicação. Se possível coletar amostra de leite para posterior análise no caso de falha do tratamento.

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MARCO ANTÔNIO MALBURG

ÁGUA BOA - MATO GROSSO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/07/2020

Os resultados são interessantes mas a meu ver a amostra não é significativa.
ÉMERSON MALICHESKI

SÃO VALENTIM - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 10/07/2020

Artigo muito bom parabéns