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Fontes alternativas de energia para bovinos leiteiros - Parte 3

POR JUNIO CESAR MARTINEZ

PRODUÇÃO

EM 18/12/2007

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Neste capítulo estudaremos a substituição do milho por polpa cítrica peletizada.

Características do produto

A polpa cítrica é um subproduto da fabricação de suco concentrado principalmente de laranja e em menor escala de limão, pela indústria citrícola, obtida após duas prensagens dos frutos, que reduzem a umidade a 65-75%. Posteriormente o material é seco a 100-116 ºC, até que se atinja um teor de MS ao redor de 88-90% e então é peletizada. O resultado final é um subproduto constituído de cascas, sementes, bagaço e frutas descartadas.

Devido à sua alta capacidade de reter umidade, a polpa cítrica exige alguns cuidados para a sua armazenagem na fazenda. Locais secos e bem ventilados permitem armazenar o produto por períodos longos de até seis meses sem problema. É fundamental que o material seja checado periodicamente. Em caso de aquecimento, deve-se espalhar a polpa imediatamente para evitar combustão.

A polpa cítrica é rica em pectina, um carboidrato de alto valor nutricional, porém com alta capacidade de reter água e que dificulta a secagem da polpa. Para facilitar a secagem, é adicionado antes da prensagem 0,3 a 0,6% de hidróxido ou óxido de cálcio. Dessa forma o produto final é rico em cálcio e pobre em fósforo, o que requer cuidados especiais na formulação da dieta, quando este subproduto é usado em substituição aos grãos de cereais como milho e sorgo, pobres em cálcio e adequados em fósforo.

Apesar do Brasil ser o principal produtor mundial, até meados de 1993 o produto era quase desconhecido para a pecuária nacional. A principal razão residia no fato de que a polpa cítrica peletizada, desde o início da década de 70 era exportada quase que integralmente para a Europa (95-97% da produção), sendo empregada como ingrediente de ração para bovinos. No entanto, em meados de 1993, o produto sofreu uma queda nas cotações internacionais em virtude de menor demanda, o que obrigou as indústrias esmagadoras a direcionarem parte da produção para o mercado interno. Segundo a Abecitrus, a safra nacional 2002-2003 de polpa de citros peletizada foi de 1,15 milhões de toneladas, concentrada principalmente no estado de São Paulo e estima-se que 20 a 30% da produção é comercializada no país.

Apesar do pouco tempo, a polpa de citros peletizada consolidou-se e vem conquistando cada vez mais seu espaço no mercado interno, não só pelo trabalho de divulgação exercido por técnicos e revistas especializadas, como também pelas qualidades nutricionais deste alimento e seu custo competitivo com o milho. Além do fato de que a sua época de produção é extremamente favorável, com a safra sendo iniciada em maio e terminando em janeiro, coincidindo com a entressafra de grãos, como o milho e sorgo. Desta forma os produtores de leite ou corte contam com um importante suplemento energético exatamente nos meses em que o milho atinge cotação máxima.

Com base nos dados de composição bromatológica, tem se atribuído a polpa de citros peletizada um valor energético ao redor de 85-90% do valor do milho e menor teor em proteína bruta. Deve ser considerado um alimento concentrado energético, porém, apresenta características sob o aspecto de fermentação ruminal que a colocam como um produto intermediário entre volumosos e concentrados.

Quando comparada ao milho, a polpa de citros peletizada é um material com teor muito baixo de amido em sua composição, com valores entre 0,1 e 0,14% e alto teor em FDN, com 24,2% da MS. Entretanto, a fração fibrosa da polpa cítrica tem apenas 1% de lignina e é quase totalmente degradada no rúmen. Outra característica importante a ser mencionada é o seu alto teor de carboidratos solúveis ao redor de 25 a 35% da.

Além de possuir alto teor de carboidratos solúveis e parede celular altamente digestível, a polpa cítrica apresenta em sua composição um carboidrato denominado pectina (25% MS), constituído por polímeros de ácido galacturônico e que fazem parte da estrutura da parede celular dos vegetais. A pectina é um carboidrato estrutural com alta degradabilidade ruminal (90-100%), sendo invariavelmente o carboidrato complexo de mais rápida degradação ruminal, apresentando taxas entre 30 a 50% por hora.

A fermentação da pectina é peculiar, gerando grande quantidade de energia por unidade de tempo, como ocorre com o amido e açúcares, porém com fermentação acética, que caracteriza a celulose e a hemicelulose, reduzindo os riscos de acidose. Em comparação com o amido, a pectina possui menor propensão em causar queda de pH ruminal, pois sua fermentação ruminal favorece a produção de acetato e não lactato e propionato como a fermentação amilolítica.

Em dietas para vacas leiteiras de alta produção, na qual a parcela de alimentos concentrados é elevada, pode haver deficiência de fibra ou excesso de carboidratos não fibrosos com efeitos deletérios na manutenção da motilidade ruminal e estímulo à ruminação. Dietas contendo silagem e grãos de milho ou sorgo podem conter teores de amido entre 25 a 33%. Estes teores podem resultar em produção de leite com teores baixos de gordura. A substituição parcial dos cereais como milho e sorgo por polpa cítrica peletizada na dieta, eleva o teor de fibra, reduz o teor de amido e ainda mantém adequada disponibilidade de carboidratos degradáveis no rúmen.

Esta prática pode gerar um efeito desejável em dietas de vacas em lactação. Isto ocorre basicamente pela redução na queda do pH ruminal devido à fermentação acética em substituição à fermentação láctica e pela capacidade de tamponamento ruminal da pectina. Portanto, a maior disponibilidade de ácido acético (precursor da gordura do leite) e melhor ambiente ruminal propicia condições para a elevação do teor de gordura do leite quando a polpa cítrica é introduzida na dieta em substituição parcial aos grãos de cereais ricos em amido.

Quando a polpa cítrica é incluída na dieta, há a necessidade de se utilizar suplementos minerais distintos dos tradicionalmente usados, em função do alto teor de cálcio e baixo de fósforo deste subproduto. A não adequação dos teores de fósforo na dieta resultará em desempenho ruim tanto de vacas leiteiras como de animais em crescimento. Outro problema que pode ocorrer é a redução na absorção de microminerais como zinco, devido ao alto teor de cálcio na dieta. A suplementação com doses mais altas de zinco, cobre e selênio é recomendada quando a polpa cítrica é usada em doses elevadas na dieta.

Desempenho de vacas leiteiras alimentadas com polpa cítrica

Nas Tabelas 1, 2 e 3 estão sumarizados alguns trabalhos realizados recentemente no Brasil, para avaliar a substituição parcial do milho (50%) por polpa cítrica peletizada na dieta de vacas leiteiras mantidas em confinamento com silagem de milho ou em pastagens tropicais.

Tabela 1. Efeito da utilização de polpa cítrica na produção de leite (kg/animal/dia).


*Leite corrigido para teor de gordura igual a 3,5%; Letras diferentes na mesma linha referem-se a médias que diferem significativamente entre si.

Com base nos dados, vacas com produção entre 13 a 22 kg de leite/dia, a utilização de polpa cítrica peletizada não afetou a produção de leite. Para vacas com produções desta ordem, os programas de formulação de ração parecem subestimar o valor energético da polpa cítrica em relação ao milho. Neste caso estes alimentos têm valor energético similar.

Tabela 2. Efeito da utilização de polpa cítrica nos teores de gordura do leite (%).


Tabela 3. Efeito da utilização de polpa cítrica nos teores de proteína do leite (%).


No trabalho de Carmo, com vacas produzindo ao redor de 30 kg de leite/dia, houve redução na produção quando a polpa substituiu 50% do milho na dieta. Entretanto, quando a polpa substitui 33% do milho, a produção foi numericamente superior à dieta exclusiva com milho. Os teores de gordura podem ser aumentados com a inclusão de polpa, quando estes se apresentam baixos nas dietas com milho. Os teores de proteína bruta são levemente reduzidos com a inclusão de polpa cítrica na dieta.

Considerações finais

É inquestionável a importância do amido na alimentação de vacas leiteiras. Em qualquer sistema de produção, grãos de cereais, em especial o milho, representam a principal fonte de energia em rações de vacas leiteiras, e o principal constituinte desses grãos é o amido. Com o aumento da produção média dos rebanhos leiteiros, as vacas têm consumido quantidades cada vez maiores desse carboidrato, o que se por um lado é a principal forma de aumentar a densidade energética das rações, a fim de atender à demanda produtiva dos animais, por outro representa um risco para a saúde das vacas. É fato notório que o consumo elevado de amido aumenta muito o risco de ocorrência de acidose ruminal, que normalmente resulta em prejuízos significativos ao desempenho dos animais.

Portanto, o benefício da utilização da polpa cítrica como alimento alternativo como fonte de energia se deve a redução no teor de amido das rações, com concomitante aumento nos teores de fibra digestível, contribuindo para melhoria do ambiente ruminal.

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JUNIO CESAR MARTINEZ

Doutor em Ciência Animal e Pastagens (ESALQ), Pós-Doutor pela UNESP e Universidade da California-EUA. Professor da UNEMAT.

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EDLANGE OLIVEIRA

LIMA DUARTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/06/2016

Boa tarde! Gostaria de saber se a alguma relação entre o consumo de poupa citrica e acidez elevado no leite? Obrigado pela atenção.
EDINALDO BRASIL TEIXEIRA

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/06/2008

Bom Dia, tenho perto de minha propriedade uma industria de suco de laranja que me disponibiliza o bagaço da laranja a R$ 0,05 / Kg. Este bagaço contem em torno de 18% de Materia Seca. Será que está certo eu substituir 1 Kg da Peletizada por 5 Kg da in natura.

Saudações
Edinaldo Teixeira

<b>Resposta do autor</b>

Prezado Edinaldo.

Tudo certo na sua substituição, apenas acompanhe o consumo dos animais a fim de constatar alguma alteração, o que acredito que não ocorrerá.
CLAUDIO BUFULIN

SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/04/2008

Gostaria de saber qual a quantidade de poupa cítrica que se pode fornecer as vacas pensando em usar somente pastagem de tanzânia e brachiaria, e usando como suplemento a pouca cítrica e concentrado mineral de boa qualidade. Usa-se muito aqui na região o briquete ou bliquete de algodão. Não conhecemos sua composição nutricional, voce conhece? Qual é? E se a poupa cítrica substitui este produto e novamente quanto pode se dar as vacas por dia? Nosso gado é comum srd com produção diária em torno de 10 a 15 litros. Obrigado!

<b>Resposta do autor</b>

Prezado Cláudio,

O bliquete de algodão é apenas fonte de fibra e não serve como fonte de nutrientes. Com relação a polpa cítrica, ela pode ser usada assim como se utilizaria o milho grão moído fino. Para animais produzindo entre 10 e 15 kg de leite e mantidas em pastagens a quantidade vai depender do valor nutricional da pastagem, mas seguramente será inferior a 3 kg/dia. O correto é fornecer os dados do rebanho a um nutricionista para a formulação e balanceamento da dieta.

ANTÔNIO CÂNDIDO GARCIA DE FIGUEIREDO

MOCOCA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/02/2008

Junio Cesar, em nossa propriedade utilizamos polpa cítrica na alimentação do gado. O fornecimento é feito de duas maneiras : parte como costituinte de uma ração a base de far. de soja, far. de trigo, polp. cítrica e uréia. e parte é fornecida pura. Acontece que eu vejo muitass recomendações limitando o fornecimento da polpa; alguns trabalhos dizem que o fornecimento pode ser no máx.30-40% da MS da ração. Em outras recomendações falam em no máx 4 Kg/animal/dia.
No nosso caso, é um rebanho jersey, com média de 16 Kg.
Como constituinte da ração, a polpa entra em torno de 60 % da MS, e fornecemos em torno de 2Kg/animal/dia da ração. Já a polpa fornecida sozinha, as vacas consomem em torno de 1,5 Kg/animal/dia.
Os resultados estão bons, e eu gostaria de saber sua opinião.
JUNIO CESAR MARTINEZ

TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - TÉCNICO

EM 31/01/2008

Prezado Maico,

Polpa cítrica peletizada: 630 kg por metro cúbico.
Polpa cítrica moída: 1.470 kg por metro cúbico.

Observação: Valores aproximados, pois depende um pouco do teor de matéria seca. Normalmente a umidade da PCP peletizada é de 12%.
MAICO DA SILVA

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 30/01/2008

Bom dia

Estou desenvolvendo uma fabrica de Nutrição Animal, cujo cliente irá utilizar polpa cítrica na composição da ração, claro que utilizando o milho como principal produto.

Preciso saber o peso especifico (t/m³) da polpa citrica para o dimensionamento de um silo para armazenamento do mesmo.

Grato pela sua atenção,
Maico da Silva
LEANDRO FAGUNDES BRESSA

NAVIRAÍ - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/01/2008

onde eu posso encontrar polpa citrica peletizada para eu comprar em navirai e dificil.
SERGIO BLOS LOPES

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/12/2007

muito bom o artigo! eu tenho disponibilidade de bagaço de laranja e gostaria de saber como peletizar o bagaço, que maquina é necessario, que forno? voces poderiam contribuir com esta informação?
muito obrigado
Sergio