O volume total foi o terceiro maior da história, ficando atrás apenas das safras de 2013/2014 e 2014/2015, afirmou a diretora do grupo de relacionamento com produtores da Fonterra, Anne Douglas. Na safra 2013/2014, a cooperativa coletou 1,584 bilhão de quilos de sólidos do leite (equivalente a aproximadamente 18,2 bilhões de quilos de leite) e, em 2014/2015, o volume chegou a 1,614 bilhão de quilos de sólidos do leite (equivalente a aproximadamente 18,6 bilhões de quilos de leite).
"O principal fator que contribuiu para esse resultado [em 2026] foram as condições climáticas favoráveis na maior parte do país, que favoreceram o crescimento das pastagens. Também continuamos observando ganhos de produtividade obtidos pelos produtores por meio de melhorias genéticas e da manutenção de elevados padrões de bem-estar animal." disse Douglas. O relatório Global Dairy Update, referente a maio, informou que a produção de leite aumentou 4,5% nos 12 meses encerrados em maio. Apenas no mês de maio, a produção foi 5% superior à registrada no mesmo mês do ano anterior.
Na Ilha Norte da Nova Zelândia, a cooperativa coletou 885,9 milhões de quilos de sólidos do leite (equivalente a aproximadamente 10,2 bilhões de quilos de leite), volume 3,5% superior ao da safra anterior. Na Ilha Sul, a coleta foi de 684,9 milhões de quilos de sólidos do leite (equivalente a aproximadamente 7,9 bilhões de quilos de leite), um aumento de 4,8% em relação à temporada anterior.
As coletas de maio cresceram 5,8%, atingindo um recorde de 81,5 milhões de quilos de sólidos do leite (equivalente a aproximadamente 937 milhões de quilos de leite). Na Ilha Norte, foram coletados 39,3 milhões de quilos de sólidos do leite (equivalente a aproximadamente 452 milhões de quilos de leite), alta de 7,7%. Já na Ilha Sul, a coleta alcançou 42,2 milhões de quilos de sólidos do leite (equivalente a aproximadamente 485 milhões de quilos de leite), um aumento de 4,1% em comparação com maio da safra anterior. Segundo Anne Douglas, o maior volume de sólidos do leite produzido na última safra representa uma boa notícia tanto para os produtores quanto para a economia em geral, especialmente considerando que quase 50 centavos de cada dólar recebido pelos produtores são gastos em suas comunidades locais.
Em outros mercados, a produção de leite da Austrália aumentou 6,1% em abril em relação ao mesmo período do ano anterior, mas permaneceu praticamente estável nos 12 meses encerrados em abril, com leve queda de 0,2% frente ao período comparável anterior. Na União Europeia, a produção de leite foi 4,2% maior em abril e apresentou crescimento de 4,3% nos 12 meses encerrados em abril. Nos Estados Unidos, a produção aumentou 4,1% em maio e registrou alta de 4,7% nos 12 meses encerrados em maio, em comparação com o mesmo período anterior.
As exportações de lácteos da Nova Zelândia cresceram 16,3%, ou 49.477 toneladas, em maio na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento foi impulsionado principalmente pelas maiores exportações de leite em pó integral, leite em pó desnatado e manteiga, com destaque para o leite em pó integral, cujos embarques cresceram 43%, ou 43.150 toneladas. Por outro lado, as exportações de produtos lácteos fluidos recuaram 14,8%, ou 6.626 toneladas. No acumulado dos 12 meses até maio, as exportações aumentaram 2,3%, ou 82.250 toneladas, em relação ao período comparável anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo maior volume exportado de leite em pó integral, com apoio também das exportações de manteiga, concentrado de proteína do leite e isolado de proteína do leite.
As informações são do Farmers Weekly, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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