Balança comercial dos lácteos registra recuo em importações e exportações em junho

O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações, entenda.

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Em junho, houve leve recuo nas importações (211 milhões de litros) e exportações (4,4 milhões de litros) de lácteos no Brasil. O déficit na balança comercial caiu para 206,6 milhões de litros. As importações apresentaram uma queda de 4,2% em relação ao mês anterior, mas um aumento de 35,2% em comparação ao ano anterior. As exportações caíram 23,9% em relação a maio e 13% em relação ao ano anterior, refletindo baixa competitividade. O cenário futuro aponta para importações elevadas, sustentadas pela produção no Mercosul.
O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações. As importações totalizaram 211 milhões de litros em equivalente-litro, enquanto as exportações foram de 4,4 milhões de litros em equivalente-litro.

Apesar do déficit da balança comercial ter se mantido, houve um recuo de 8 milhões de litros em equivalente-litro, totalizando 206,6 milhões de litros em equivalente-litro de déficit na balança comercial.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram recuo de 4,2% em relação ao mês anterior. Apesar desse recuo, os volumes importados ainda apresentaram avanços relevantes comparados ao mesmo período do ano anterior, totalizando um avanço de 35,2%.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

Os principais movimentos observados nas importações foram:

  • O leite em pó integral, principal produto da cesta de lácteos importados, apresentou recuo de 6% no volume importado na comparação mensal; 
  • Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 8% na comparação mensal, atingindo o patamar de aproximadamente 3,85 mil toneladas.  
  • A categoria de queijos, que correspondeu a 24% do volume importado, apresentou recuo de 11% no volume. 
    • A subcategoria de “queijo tipo mussarela, fresco (não curado)” representou contribuiu por uma queda de 22% dentro da categoria. 

Já em relação às exportações, junho apresentou recuo de 23,9% frente ao mês de maio, passando de 5,8 milhões de litros em equivalente-leite para 4,4 milhões de litros em equivalente-leite. O volume exportado também apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que apresentou 5,0 milhões de litros em equivalente-litro, indicando um recuo de 13,0%. Esse movimento mostra uma leve redução dos embarques, apontando para um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. 

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de junho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

  • Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 19% no volume embarcado;
  • O leite condensado, segundo principal produto na cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 35%. 
  • Por último, o creme de leite, que representou 11% da cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 44% na comparação mensal. 

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de junho de 2026 e maio de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em junho de 2026

Figura 1

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em maio de 2026

Figura 2

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em junho, as importações voltaram a recuar na comparação mensal, mas seguiram em níveis elevados no comparativo anual, ficando 35,2% acima do volume registrado no mesmo mês do ano passado.

Para o restante do ano, a expectativa é de que as importações continuem acima dos níveis observados em 2025, embora sem grandes oscilações no curto prazo. Esse cenário é sustentado, principalmente, pela maior disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção uruguaia e argentina em volumes elevados. Esse contexto amplia a oferta de produtos importados ao Brasil e tende a pressionar os preços dos derivados no mercado.

Além disso, o ambiente socioeconômico internacional tem causado uma maior volatilidade do dólar. Ainda assim, no comparativo anual, o câmbio segue favorecendo a competitividade dos produtos externos, reforçando a atratividade das importações e mantendo o mercado doméstico mais exposto à concorrência com os derivados importados.

Acompanhe mais informações de mercado na seção Preços & Produção.

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Material escrito por:

Isabelli Sussai Gallinari

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