Como controlar a hipocalcemia subclínica no seu rebanho?

A hipocalcemia subclínica compromete a produção e saúde do rebanho. BOVIKALC® é a solução segura para combater perdas e aumentar a rentabilidade.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 3

A hipocalcemia subclínica (HCS) é uma condição de alta prevalência nos rebanhos leiteiros, inclusive naqueles com bom manejo. Caracterizada pela redução dos níveis de cálcio no sangue abaixo dos valores considerados normais, pode afetar significativamente a saúde e a produtividade das vacas. Estudos apontam que sua ocorrência pode atingir mais de 60% dos animais no período pós-parto (MAZZUCO, D. et al., 2018).

Diferentemente do que ocorre em sua forma clínica, popularmente conhecida como “febre do leite”, a HCS não apresenta sintomas imediatos à vaca mas pode gerar um efeito cascata que compromete a produtividade, aumenta gastos com tratamentos e pode ser ser fator de risco para outras enfermidades como retenção de placenta, metrite, cetose, deslocamento de abomaso e mastite.

 

Quais são as causas da hipocalcemia subclínica?

As principais causas da hipocalcemia subclínica em vacas leiteiras são:

  • Demanda súbita e elevada de cálcio no período de transição, especialmente no parto, para produção de colostro e leite, 

  • Desequilíbrios nutricionais, especialmente dietas com excesso de cátions como sódio (Na+) e potássio (K+),

  • Baixa eficiência da mobilização óssea e absorção intestinal de cálcio,

  • Fatores genéticos e raça, com maior predisposição em raças como Jersey devido à composição do colostro e receptores intestinais de vitamina D,

  • Condições ambientais e estresse.

 

Quais são as consequências da hipocalcemia subclínica?

Segundo o professor Elias Facury, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a queda nos níveis de cálcio prejudica a contração da musculatura lisa e esquelética, impactando diretamente o trato gastrintestinal, o útero e o sistema imunológico.

  • No sistema digestivo, essas alterações comprometem a ingestão de matéria seca, elevando o risco de cetose e favorecendo o desenvolvimento de patologias como o deslocamento de abomaso. 

  • No útero, a diminuição da contratilidade muscular dificulta a involução pós-parto, 

  • O comprometimento da função imune aumenta a suscetibilidade a infecções, prejudicando a recuperação da vaca após o parto.

Dessa forma, a hipocalcemia subclínica (HCS) se destaca como um elo central entre diversos distúrbios que comprometem o desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho, como cetose, deslocamento de abomaso, infecções uterinas e imunossupressão no período pós-parto. 

Além dos impactos fisiológicos, o efeito econômico da HCS também é expressivo: estudos indicam que vacas acometidas podem apresentar redução de até 10% na produção de leite (GONZÁLEZ, F. H. D. et al., 2014), além de aumento dos custos com tratamentos, prolongamento do intervalo entre partos e maior risco de descarte involuntário.

 

Diagnóstico e monitoramento da hipocalcemia subclínica

Uma vez que a hipocalcemia subclínica não apresenta sinais clínicos específicos, o diagnóstico exige uma abordagem baseada principalmente na mensuração dos níveis séricos de cálcio. Essa avaliação torna-se ainda mais relevante no pós parto imediato e também dosagens sanguíneas entre 1 a 4 dias após o parto e após o 4o dia após o parto. Desta forma é possível identificar se o animal apresenta um quadro de hipocalcemia persistente ou hipocalcemia tardia.

Essas mudanças, necessárias para atender à alta demanda de cálcio para a produção de colostro, parto e início da lactação, podem desequilibrar a homeostase mineral e favorecer o desenvolvimento do distúrbio. Por isso, o monitoramento regular dos níveis de cálcio nesse intervalo é fundamental para identificar precocemente a HCS, prevenir complicações associadas e garantir melhor desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho.

 

Prevenção da hipocalcemia subclínica 

Pensando nos efeitos da HCS sobre o rebanho, a Boehringer Ingelheim trouxe ao Brasil o BOVIKALC®, o bolus para combater a hipocalcemia subclínica mais vendido do mundo, uma solução que combina ação rápida e sustentada para garantir a performance do rebanho.

Cada bolus contém 43 g de cálcio disponível em uma formulação exclusiva com dois tipos de sais: 

  • Cloreto de cálcio, forma altamente solúvel e rapidamente disponível.

  • Sulfato de cálcio, O cálcio dissolve somente após ser degradado pela microbiota ruminal fornecendo uma liberação sustentada por um período prolongado.

Seu revestimento especial com goma xantana além de proteger a mucosa do rúmen, ajuda no processo de deglutição.

O bolus é desintegrado completamente em 30 minutos repondo cálcio de forma eficiente  reduzindo complicações e riscos associados à hipocalcemia. Estudos demonstram que BOVIKALC® promove o aumento dos níveis de cálcio de forma rápida, atingindo pico máximo com 1 hora após sua administração e mantêm níveis elevados até 24 horas.

Com eficácia comprovada, o BOVIKALC® oferece segurança, praticidade e impacto direto na produtividade e reprodução das vacas. Ao adotar estratégias de prevenção com o produto, os produtores ganham eficiência no manejo, garantem a saúde do rebanho e maximizam os resultados econômicos da propriedade.

Referências bibliográficas

MAZZUCO, Daiana; BONAMIGO, Renata; SILVA, Fernando Meireles da; CHAMPION, Tatiana; FRANCISCATO, Carina; MACHADO, Luciana Pereira. Hipocalcemia em vacas leiteiras da agricultura familiar. Ciência Animal Brasileira, Goiânia, v. 20, p. 1-10, e47229, 2019. DOI: 10.1590/1809-6891v20e-47229.

WEILLER, Maria Amélia Agnes; FEIJÓ, Josiane de Oliveira; PEREIRA, Rubens Alves; CORREA, Márcio Nunes; DEL PINO, Francisco Augusto Burkert; RABASSA, Viviane Rohrig; BRAUNER, Cássio Cassal. Hipocalcemia subclínica e sua relação com a imunidade em vacas leiteiras: uma revisão. Science and Animal Health, v. 3, n. 1, p. 78-93, jan./jun. 2015. ISSN 2318-356X.

González, F. H. D.; Corrêa, M. N.; Silva, S. C. (2014) Transtornos Metabólicos nos Animais Domésticos. 2. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 155-167.

Sampson, J. D., Spain, J. N., Jones, C., & Carstensen, L. (2009). Effects of calcium chloride and calcium sulfate in an oral bolus given as a supplement to postpartum dairy cows. Veterinary therapeutics: research in applied veterinary medicine, 10(3), 131-139.

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 3

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?