Agroindústria artesanal: ES conta com 1.700 produtores de queijos

Os queijos artesanais capixabas têm sido cada vez mais apreciados por moradores do Espírito Santo e turistas vindos de todas as partes do País e até do exterior. E isso se reflete nos números: as queijarias representam o principal segmento da agroindústria familiar no território capixaba: são mais de 1.700 empreendimentos, responsáveis por mais de 40% das agroindústrias do Espírito Santo.

Publicado por: MilkPoint

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Os queijos artesanais do Espírito Santo têm ganhado destaque, com mais de 1.700 queijarias representando 40% da agroindústria local. A produção, que valoriza tradições e métodos locais, é crucial para a economia e a cultura rural. O estado promoverá um concurso de queijos em março, incentivando a participação de produtores. A produção abrange diversas variedades, sendo o queijo minas o mais comum, além de tipos especiais e tradicionais. Desafios incluem concorrência desleal e altos custos de produção.

Os queijos artesanais capixabas têm sido cada vez mais apreciados por moradores do Espírito Santo e turistas vindos de todas as partes do país e até do exterior.

E isso se reflete nos números. As queijarias representam o principal segmento da agroindústria familiar no território capixaba: são mais de 1.700 empreendimentos, responsáveis por mais de 40% das agroindústrias do Espírito Santo.

Além disso, produção de queijos artesanais representa uma importante fonte de renda para agricultores familiares e um patrimônio da agroindústria capixaba.

A produção estadual se caracteriza pela diversidade de métodos, técnicas tradicionais e identidade territorial, fatores que contribuem para a agregação de valor aos produtos e para o fortalecimento da agroindústria artesanal.

“A produção de queijos artesanais é estratégica para o estado, pois reúne tradição, geração de renda e desenvolvimento no interior capixaba. O governo do estado segue comprometido em apoiar esse segmento, que fortalece a economia, gera oportunidades e preserva a cultura do campo”, destaca o secretário de estado da agricultura, abastecimento, aquicultura e pesca, Enio Bergoli.

Outro destaque é que o estado vai realizar um concurso estadual de queijos voltado à ampla participação das queijarias locais, conta o coordenador do concurso pela Seag, Jackson Fernandes. O Prêmio Queijos do Espírito Santo será realizado nos dias 10 e 11 de março.

“O concurso objetiva divulgar e promover as queijarias e agroindústrias, além de dar oportunidade para aqueles menores produtores de serem premiados e até incentivar novos produtores”, avalia.

O concurso contará com nove categorias, incluindo queijos frescos, maturados e o requeijão de corte, produto tradicional das queijarias e cooperativas de laticínios capixabas, segundo Fernandes.

Queijaria na Serra

Na Queijaria Itaiobaia, na Serra, Jerzio Miranda e Solange Miranda produzem os queijos frescal, minas e coalho, além de requeijão de corte, manteiga, iogurte e doce de leite. “Somos uma agroindústria de pequeno porte familiar registrada pelo Idaf com selo SIAPP (Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte), sendo todo os processos de forma artesanal”, conta.

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Para Jerzio, entre os desafios estão conquistar o mercado. “Há concorrência desleal de vendas de queijos clandestinos que se propaga no estado”, avalia.

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Tempo de produção

Em Marechal Floriano, no Sítio Hollunder, Daniela Lopes, o marido Anderson e a sogra Ilsa, na foto com o filho do casal Estevão, produzem diferentes tipos de queijos, a exemplo do brie que leva de 30 a 40 dias até ser colocado à venda, devido ao tempo de maturação.

“Já o minas frescal e o queijo de coalho são produtos que com 24 horas já são embalados e postos à venda. Todos nossos queijos são de leite pasteurizado, de acordo com as exigências do estado”, conta.

Daniela relata que um desafio é seguir normas sanitárias, que tem custo alto, desde a autorização para iniciar a produção.

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Mais de 30 tipos

Localizada em João Neiva, na Rota dos Queijos, a Queijos Giacomin produz mais de 30 tipos de queijos, em destaque são os autorais, conta Gabriela Giacomin, que faz a produção junto com o marido Pedro Henrique Borlini.

“Desenvolvidos a partir de receitas exclusivas que carregam nossa identidade e a história da nossa descendência italiana. Unimos a técnica própria da queijaria à tradição italiana e ao 'terroir' do estado. Atualmente, contamos com sete queijos autorais premiados”, explica.

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Queijos especiais

Também em João Neiva, Roberto Cuzini e sua esposa Roberta Ravani, mantêm uma linha de queijos especiais, com Vila Veneto Queijaria & Bistro. Eles conquistaram importantes premiações nos últimos três anos, com a produção artesanal que varia entre R$ 100 e R$ 400 o quilo. “Digo que fazemos a produção completa, desde a produção do gado, do leite, todo o processo. Temos queijos de tipos europeus (origem italiana e francesa)”, conta.

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Roberto destaca que entre os desafio está o custo de produção, que é alto, pela forma que é feito todo o processo até o produto final. “Nossos queijos são de alto padrão”.

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Produção de queijos

As queijarias representam o principal segmento da agroindústria familiar no Espírito Santo: são mais de 1.700 empreendimentos, responsáveis por mais de 40% das agroindústrias do Espírito Santo.

Há regiões capixabas que se destacam mais nessa atividade, inclusive com queijos premiados em concursos nacionais e internacionais.

Uma das principais é a Rota do Queijo Artesanal, em João Neiva. As regiões das montanhas capixabas e do Caparaó também contam com queijarias tradicionais e premiadas.

Tipos de queijos

O principal tipo de queijo produzido nas agroindústrias capixabas é o queijo minas, que junto do minas frescal e do minas padrão, representa 75% da produção.

Os tipos minas frescal e minas padrão têm identidade e requisitos de qualidade definidos em regulamentos técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no entanto, a maioria dos queijos minas tradicionalmente produzidos pelas agroindústrias do estado não se enquadra nessas categorias.

Outros tipos de queijos tradicionais fabricados no estado pelas agroindústrias e que não contam com legislação específica são a puína, semelhante à ricota; e o queijo käschimier, similar ao cottage, produzidos em Santa Maria de Jetibá, Afonso Cláudio, Laranja da Terra e Domingos Martins pelas comunidades alemã e pomerana.

Queijos com adição de especiarias e ervas finas, com recheio de geleias de frutas, doce de leite e embutidos, ou até defumados, são algumas versões de queijos capixabas.

As informações são do Tribuna Online, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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