MG: projeto avalia qualidade e padronização do queijo Minas Frescal

Projeto conduzido em municípios da Zona da Mata mineira investiga desde a qualidade do leite até as condições de higiene e ambiente de produção. O estudo também considera o impacto das estações do ano nas características do queijo.

Publicado por: MilkPoint

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Pesquisadores do Instituto de Laticínios Cândido Tostes iniciaram um projeto em propriedades do Arranjo Produtivo Local Queijo Minas na Zona da Mata mineira, focando na produção de queijo Minas Frescal. Onze queijarias estão participando, com coletas de leite, queijo e água, além de análises microbiológicas para avaliar a higiene e contaminação. Questionários técnicos caracterizam o sistema produtivo. Após as análises, relatórios serão elaborados para identificar fontes de contaminação e melhorias. Novas coletas ocorrerão na seca para comparar variações sazonais.

Pesquisadores do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (EPAMIG ILCT) iniciaram uma etapa de campo de um projeto que avalia a produção de queijo Minas Frescal em propriedades do Arranjo Produtivo Local (APL) Queijo Minas do Caminho Novo, na Zona da Mata mineira.

Onze queijarias localizadas em municípios como Juiz de Fora, Chácara e Matias Barbosa participam do diagnóstico. As ações incluem coleta de amostras de leite, queijo e água, além de análises microbiológicas e outros componentes responsáveis por dar características ao produto final.

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Estamos visitando as queijarias para realizar a coleta de leite e de queijo, além de amostras de água para verificar sua qualidade. Também fazemos a coleta de swab em equipamentos, como formas e mesas, e nas mãos dos manipuladores, a fim de avaliar as condições de higiene. Outra ação é a análise do ambiente, com a investigação de fungos filamentosos e leveduras, para verificar se há contaminação no ar, tanto na área de produção quanto na câmara fria e nos refrigeradores”, explica Denise Sobral, pesquisadora da EPAMIG ILCT e coordenadora do projeto.

Além das análises laboratoriais, os pesquisadores aplicam um questionário técnico para caracterizar o sistema produtivo de cada propriedade. O levantamento inclui informações sobre manejo do rebanho, volume de leite produzido, práticas de ordenha, técnicas de fabricação e protocolos de limpeza.

Após a conclusão das análises físico-químicas e microbiológicas, os resultados serão relacionados a parâmetros como peso, textura, cor e medidas dos queijos. A proposta é verificar se existe um padrão entre os produtos elaborados pelas queijarias do APL e identificar possíveis fatores que influenciam as variações.

Com base no diagnóstico individual, serão elaborados relatórios técnicos para cada propriedade, apontando eventuais fontes de contaminação e oportunidades de melhoria nos processos produtivos.

Avaliação ao longo das estações

As primeiras coletas estão sendo realizadas no período chuvoso, caracterizado por maior volume de precipitação. Para avaliar possíveis variações sazonais nas características do queijo, uma nova rodada de análises será conduzida durante o período de seca.

As orientações técnicas e capacitações aos produtores serão estruturadas após a consolidação dos dados das duas etapas, permitindo uma análise comparativa entre as estações.

As informações são da EPAMIG, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 

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