Especialista em Patologia Molecular pela UEL, Mestre em Microbiologia pela UEL, Doutora em Ciência dos Alimentos pela USP e Pós-doutora em Qualidade do Leite pela Universidad de León/ Espanha. Professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
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VANERLI BELOTILONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO EM 29/06/2015
Sergio Chavez, que bom receber suas considerações! É muito frequente pequenos erros no momento da ordenha, que têm sérias repercussões na qualidade. Assim como o uso de temperaturas menores do que as ideais, quando o problema de contaminação fica grave, é frequente os técnicos quererem aumentar demais a temperatura, na esperança de resolverem o problema, o que é igualmente ineficiente.
E sobre o pagamento por qualidade, no Brasil, os problemas são muitos ainda, quando se compara nossa produção com a da Argentina. O pagamento por qualidade pode premiar, ou punir qualquer ítem que se queira melhorar. Mas, no Brasil, infelizmente, ainda são poucas as indústrias que pagam por qualidade. E sabemos que, mais do que a lei, este é o fator determinante para que alcancemos a qualidade desejada. abraço |
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SERGIO CHAVEZINDÚSTRIA DE LATICÍNIOS EM 24/06/2015
Estoy de acuerdo con Vanerli, yo trabajo con un grupo de productores de leche, en el tema de calidad, y hemos ido corrigiendo distorsiones que se producen en la higiene de los equipos de leche (maquina de ordeño y tanques de enfriamiento y almacenamiento). Las distorsiones comienzan con la temperatura del agua de lavado (65 a 75ºC), no debe estar a menos de eso, porque ahí reside el primer gasto superfluo, con menores temperaturas se usa mas producto de limpieza, no se limpia bien y se gasta mas. Este es un ejemplo de los tantos que se dan en la actividad lechera.
En cuanto al pago los productores tienen que tener presente que la leche se debe valorar por su ; ***Calidad Composicional (grasa - proteinas - sales, etc) ***Calidad higienica ( RCS - RBT) ***Calidad Sanitaria (libre de brucelosis, tuberculosis, etc) Si esto no se cumple el producto que obtenemos no cumple con el objetivo; ***Calidad nutricional, e inocuidad. Esto siempre de debe tener presente porque la leche es un Alimento, que consumismo los humanos. |
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VANERLI BELOTILONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO EM 23/06/2015
José Soares, muito boa sua pergunta! Olha, o leite acima do teto, é praticamente estéril, não tem bactérias, a não ser em casos de infecção da glândula mamária, que é a mastite! As bactérias conseguem penetrar pelo canal do teto, e contaminar esse leite que fica ali na teta, na parte que se aperta pra ordenhar, que se chama cisterna do teto. Mas vários fatores impedem que as bactérias subam para a cisterna do úbere e para os alvéolos mamários, onde fica a maior parte do leite. Por isso, há uma boa prática de ordenha que é eliminar os três primeiros jatos de leite, lavando o canal do teto, jogando fora o leite contaminado e preservando o restante do leite.
abraço |
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VANERLI BELOTILONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO EM 23/06/2015
Boa pergunta, Genésio!! Mas acredite, descobrir fraudes não é tão fácil assim. Hoje as fraudes são muito profissionais e feitas de forma que não se detecta nas provas tradicionais. Trabalhamos com isso todo dia no laboratório, e às vezes vc vê que a amostra tem parâmetros estranhos, embora normais, mas nenhuma prova de fraude dá positiva. É difícil comprovar uma fraude bem feita, porque as substãncias reagem entre si e com os componentes do leite. Isso não descarta a possibilidade, nem a responsabilidade das indústrias pelo leite que distribuem, mas que é difícil... lá isso é.
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GENESIO WEBERPIRATUBA - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE EM 23/06/2015
Sou a favor da qualidade do leite , mas me pergunto como que empresas multinacionais não perceberam fraudes graves no leite no Rio Grande do Sul e Santa Catarina ? O produtor se esforça pra produzir com qualidade mas depois que sai da propriedade fazem o que querem com leite ....
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OSMAR REDINPORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL EM 23/06/2015
Vanerli,
Parabéns pelo texto. Muito esclarecedor. No entanto, temos uma ressalva. O leite pode ter somente 300.000 UFC/ml e a partir de julho de 2016 somente 100.000 UFC/ml, segundo a IN 62 do MAPA, para as regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste. |
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VANERLI BELOTILONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO EM 23/06/2015
Jefferson, na verdade conseguir obter um leite com contagens entre 20 e 30 mil bactérias é relativamente fácil e barato. Exige mais dedicação e cuidado do que investimento! Mesmo quem não tem ordenhadeira mecânica pode atingir esta qualidade. No site do nosso laboratório tem um vídeo bem curtinho sobre isso e também uma cartilha que pode ser copiada livremente. dá uma olhada lá! são práticas simples, eficientes e baratas!!! http://www.uel.br/laboratorios/inspecao/portal/
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JEFFERSON MARCILIOREVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS EM 23/06/2015
O GRANDE PROBLEMA ,E QUE A NO BRASIL COOPERATIVAS E LATICÍNIOS EM GERAL,QUEREM IMPLANTAR POLITICAS DE QUALIDADE DE LEITE A PRODUTORES.,MAS NEM SEMPRE OS VALORES OBTIDOS COBREM OS SEUS CUSTOS EM MANUTENÇÃO ,COM SEUS EQUIPAMENTOS DESTINADOS A EXTRAÇÃO DO LEITE. POR SE TRATAREM DE EQUIPAMENTOS EM SUA MAIORIA IMPORTADOS,OS CUSTOS SÃO ELEVADOS INCLUSIVE COM QUÍMICOS E FUNCIONÁRIOS.
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VANERLI BELOTILONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO EM 23/06/2015
Não Édson, o texto e o audio têm um erro pq foram gravados no início de 2014. Hj a quantidade de bactérias é 300 mil no sul, sudeste e centro oeste. Para o Norte e Nordeste, este parâmetro passa a valer a partir de Julho agora, 2015. Em Julho de 2016 a quantidade de bactérias deverá cair para 100 mil bactérias por mL, nos sul sul, sudeste e centro Oeste e em 2017 para as outras duas regiões. A quantidade de células somáticas (CCS) é que será 400 mil por mL em 2016.
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VANERLI BELOTILONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO EM 23/06/2015
Marcos, é isso mesmo, o pagamento por qualidade é determinante para apressar os bons resultados!! A indústria precisa se conscientizar dos benefícios de um bom leite dentro da indústria, a diminuição de problemas, os ganhos em vida útil e enfim, maior lucratividade! Por isso, nada mais justo, é importante partilhar isso com os produtores, uma vez que produzir esse leite, está na mão deles.
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MARCOS SCALDELAIUBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL EM 23/06/2015
Bom dia.
Produzir leite com baixa contagem bacteriológica é uma questão de educação, uma questão de informação e ponto de vista. Isso também pela empresa compradora e não só pelo produtor. Se o leite no úbere de uma vaca saudável possui sua melhor condição possível, o ato da ordenha e armazenamento deveria ser, no mínimo, a de menor impacto possível nessa qualidade. Para isso é necessário a utilização de procedimentos adequados, equipamentos indicados e manejo correto de BPP. O armazenamento em equipamento aferido, bem dimensionado e com higiene adequada aliado ás BPP conseguem facilmente dar a condição de se ofertar ao mercado um produto com no máximo 20.000 bactérias mesófilas/ ml e 50.000 de psicrotróficas, ou seja, muito abaixo do que se tem hoje. Ações de educação continuada e planos de pagamentos por qualidade bem posicionados contribuem enormemente para tais conquistas. A condição técnica de pelo menos o sul e sudeste atualmente já possuem condição para esse alcance, é uma simples questão de escolha. Abraço. |
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SERGIO CHAVEZINDÚSTRIA DE LATICÍNIOS EM 23/06/2015
Si pensamos que la leche es un ALIMENTO, y que como alimento debe ser INOCUO, para los humanos que la consumimos, debemos pensar en obtener un producto en las mejores condiciones de higiene, para que el recuento de bacterias sea lo mas bajo posible, es decir no tenemos que esperar un techo, por legislación, debemos tratar de bajar de 10.000 UFC/ml, y exigir por esa leche, una diferencia en el precio. Las bacterias dañan los diferentes componentes de la leche, aun despues de muerta por la pasterizacion, las enzimas segregadas por las mismas, y en presencia de temperaturas adecuadas (6ºC aprox) deterioran las proteinas, las grasa, dando un alimento de menor calidad, que puede llegar a tener hasta olores extraños.
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JOSÉ SOARES DE MELOPIUÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE EM 23/06/2015
Muito interessante. Uma pergunta que me intriga: Se as bacterias do leite se duplicam a cada 20 minutos em temperaturas ideáis, porque o leite não coagula quando esta no interior da glândula mamária, mesmo por um longo tempo?
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