Marcos Veiga dos Santos

Qualidade do leite em sistemas de ordenha voluntários
26/09/2019

Qualidade do leite em sistemas de ordenha voluntários

A introdução de sistemas de ordenha voluntários (SOV), também conhecidos como ordenha robótica ou automática, representou um grande avanço tecnológico para a bovinocultura leiteira no início dos anos 90. A implantação de SOV foi estudada extensivamente em pesquisas cientificas, embora os resultados envolvendo esta tecnologia podem ser divergentes. Neste cenário, pesquisadores da Itália reuniram informações recentes sobre os efeitos do SOV sobre a qualidade e a composição do leite.

Vale a pena tratar mastite clínica leve ou moderada causada por Gram-negativos?
29/07/2019

Vale a pena tratar mastite clínica leve ou moderada causada por Gram-negativos?

Estudos prévios indicam que bactérias Gram-negativas estão entre as principais causas de MC (36%), destacando-se Escherichia coli (22%) e Klebsiella spp. (7%). Essas bactérias colonizam a glândula mamária e induzem uma resposta inflamatória aguda. Desta forma, casos de MC causados por Escherichia coli são comumente de curta duração e autolimitantes, por outro lado, quando os casos de MC são causados por Klebsiella spp. as vacas passam por longos períodos de infecção subclínica prévia.

Uso associado de anti-inflamatório no tratamento de mastite clínica melhora o retorno econômico
14/05/2019

Uso associado de anti-inflamatório no tratamento de mastite clínica melhora o retorno econômico

Resultados de um estudo em 6 países europeus indicaram que a associação de meloxicam, um anti-inflamatório não esteroidal ao tratamento antimicrobiano de MC leves a moderadas aumentaram a taxa de cura da mastite e fertilidade em vacas leiteiras nos primeiros 120 dias de lactação. Nesse primeiro estudo, os resultados indicaram maior concepção na primeira inseminação artificial (IA) nas vacas tratadas com meloxicam e antimicrobiano para o tratamento da mastite clínica leve.

A demora no início do tratamento de mastite clínica leve altera a chance de cura da vaca?
15/03/2019

A demora no início do tratamento de mastite clínica leve altera a chance de cura da vaca?

Um dos principais questionamentos dos protocolos de tratamento seletivo de MC (mastite clínica) é se a demora em iniciar o tratamento (geralmente 24 hs) causa prejuízo em termos de menor taxa de cura da MC em relação aos protocolos de tratamento de início imediato. Sendo assim, com o objetivo de avaliar a eficácia de dois protocolos de tratamentos baseados no diagnóstico de cultura na fazenda, foi realizado recentemente um estudo de campo em fazenda de Nova York (EUA), com 3.500 vacas em lactação, sendo avaliados 489 casos de MC.

Mastite clínica causa perda de gestação em vacas primíparas
25/10/2018

Mastite clínica causa perda de gestação em vacas primíparas

A perda de gestação (PG) e a ocorrência de mastite clínica são problemas frequentes e com grande impacto econômico negativo em rebanhos leiteiros. A PG ocorre em vacas que foram confirmadas como prenhas aos 30-50 dias após a inseminação artificial, e que posteriormente, não têm a prenhez confirmada durante o diagnóstico de gestação. Estudos realizados nos EUA relataram que a prevalência de PG varia de 6 a 39%, com um custo estimado de US$555,00 por caso.

Qual a permanência do selante de tetos aplicado na secagem?
27/08/2018

Qual a permanência do selante de tetos aplicado na secagem?

Apesar da eficácia dos selantes internos de teto já ter sido avaliada, ainda não está claro qual é a proporção de tetos que permanecem com o selante formando um plugue (tampão) na base da cisterna do teto até o parto. Além disso, poucos dados estão disponíveis sobre o tempo que as vacas levam para eliminar completamente os resíduos de SIT após o parto. Também não está totalmente elucidado se vacas que não possuem o selante na cisterna do teto antes da primeira ordenha estão em maior risco de adquirirem novas IIM.

O que sabemos sobre a mastite? Estratégias de prevenção
28/06/2018

O que sabemos sobre a mastite? Estratégias de prevenção

Este é o último de três artigos sobre o tema "O que sabemos sobre a mastite". Nos artigos anteriores, abordamos sobre a detecção e diagnóstico e sobre o controle e tratamento da mastite. Neste artigo, serão revisados os conceitos e os avanços ocorridos no último século em relação a estratégias de prevenção da mastite, em especial ao que se refere ao equipamento e manejo de ordenha, e outras estratégias diretamente associadas com a vaca, como a seleção genética, a suplementação nutricional e a vacinação.

Método de secagem melhora o conforto das vacas no período seco
13/04/2018

Método de secagem melhora o conforto das vacas no período seco

Considerando que o período seco é uma fase importante para a saúde da vaca na lactação seguinte, é crucial reduzir os fatores estressantes que prejudicam a resposta imune e aumentam o risco de infecções e distúrbios metabólicos durante o período de transição. Portanto, o uso do método intermitente de secagem pode ser uma prática benéfica para o bem-estar das vacas, pois reduz a produção de leite antes da ordenha final e permite melhor conforto durante a fase inicial do período seco.

Tratamento com antibiótico intramamário e selante de tetos reduzem a mastite em novilhas
23/03/2018

Tratamento com antibiótico intramamário e selante de tetos reduzem a mastite em novilhas

A prevenção de infecções intramamárias (IIM) em vacas de primeira lactação (primíparas) é um grande desafio em rebanhos leiteiros. A incidência de mastite durante os primeiros 40-60 dias pós-parto é normalmente mais alta em primíparas do que em vacas de =2 lactações. Além disso, há um aumento do risco de IIM à medida que o parto se aproxima. Isso ocorre pelo maior risco de abertura do canal dos tetos em razão do aumento da pressão intramamária por acúmulo de colostro.

Mastite clínica em primíparas aumenta as novas infecções e o descarte nas lactações futuras
28/02/2018

Mastite clínica em primíparas aumenta as novas infecções e o descarte nas lactações futuras

A ocorrência de MC é prejudicial em qualquer fase da vida produtiva da vaca. No entanto, os prejuízos podem ser ainda maiores quando a doença ocorre na fase inicial da primeira lactação. Até 30% dos casos de MC em vacas primíparas ocorrem nos primeiros 14 dias de lactação. Além disso, quanto mais cedo, e quanto maior for o número de casos de MC no período compreendido entre o parto e a concepção, menor será o tempo de vida produtiva da vaca no rebanho.

Tratamento de vaca seca: uso nas vacas com mastite é mais recomendável
31/01/2018

Tratamento de vaca seca: uso nas vacas com mastite é mais recomendável

Para otimizar a produção leiteira da vaca de leite na próxima lactação, recomenda-se um período seco médio de aproximadamente 60 dias. Durante esse período, pode-se usar ferramentas para eliminar as infecções intramamárias (IIM) existentes e prevenir novos casos de mastite após a secagem e no período pré-parto. As vacas com mastite subclínica na secagem ou que tiveram um novo caso durante o período seco tem maior risco de mastite clínica após o parto.

Uso de areia reciclada na cama de vacas leiteiras
18/01/2018

Uso de areia reciclada na cama de vacas leiteiras

A interação entre a vaca e o ambiente é fundamental para a saúde e a produtividade do rebanho. Existem vários tipos de ambientes que as vacas podem permanecer confinadas, nos quais são utilizados diferentes materiais como cama (orgânicos ou inorgânicos). No entanto, o tipo de material que é utilizado como cama afeta o tempo que as vacas permanecem deitadas e a saúde. Vacas alojadas em ambientes confortáveis podem permanecer por até 12 a 13 horas deitadas.

Tratamento seletivo de mastite clínica pode reduzir o uso de antimicrobianos e o descarte de leite
04/12/2017

Tratamento seletivo de mastite clínica pode reduzir o uso de antimicrobianos e o descarte de leite

Uma estratégia para redução do uso de antimicrobianos em rebanhos leiteiros pode ser realizada pela implantação de programas de tratamento seletivo (TS) de MC, nos quais o uso de antimicrobianos depende dos resultados de identificação microbiológica. Programas de TS de MC, considerando os resultados de cultura realizados na fazenda, ou pela disponibilidade de resultados de cultura por laboratório especializado em menos de 24 horas, podem reduzir o uso de antimicrobianos, e consequentemente, reduzir os custos gerados pela MC em rebanhos leiteiros.

Características de fazendas com baixa CCS de tanque
26/10/2017

Características de fazendas com baixa CCS de tanque

Gestão da Qualidade: "Com relação às práticas de gestão da fazenda, a CCS de tanque foi menor nas fazendas em que havia o monitoramento da rotina de ordenha dos funcionários e participação ativa do gerente ou proprietário durante o processo de ordenha. Esse maior monitoramento durante a rotina de ordenha poderia ajudar a reduzir a incidência de mastite. Da mesma forma, foi observada menor CCS de tanque nos rebanhos nos quais os produtores iniciavam a implementação de medidas de controle de mastite, mesmo em níveis mais baixos de CCS de tanque (<300.000 cels/mL)", por Marcos Veiga e Danielle de C. M. da Fonseca, da FMVZ/USP.

Duração do período seco interfere na produção de leite da lactação seguinte
18/09/2017

Duração do período seco interfere na produção de leite da lactação seguinte

Qualidade do Leite: "Alguns estudos foram desenvolvidos com a finalidade de conhecer melhor o período seco e entender os mecanismos fisiológicos envolvidos nas características produtivas e reprodutivas das vacas leiteiras. Uma importante questão do ponto de vista de manejo, que ainda é pouco estudada, é como a duração do PS afeta a produção de leite das vacas ao longo de múltiplas lactações. Recentemente, foi publicado um estudo realizado na Holanda, que avaliou dados de 16 rebanhos comerciais, que migraram seu manejo do período seco convencional para períodos secos curtos ou mesmo ausentes", por Marcos Veiga e Danielle de C. M. da Fonseca, da FMVZ/USP.

Características dos tetos podem aumentar o risco de mastite subclínica em vacas leiteiras
16/08/2017

Características dos tetos podem aumentar o risco de mastite subclínica em vacas leiteiras

Seção Qualidade do Leite: "A pressão de seleção por vacas mais produtivas, com alta eficiência de ejeção e de fluxo de leite durante a ordenha, bem como o aumento do nível de vácuo para aumentar a velocidade de ordenha, são fatores que podem provocar alterações na anatomia dos tetos e na capacidade de resposta do sistema imune inato da glândula mamária", por Marcos Veiga e Gustavo Freu, da FMVZ/USP.

Secagem de quartos com mastite crônica
03/08/2017

Secagem de quartos com mastite crônica

Seção Qualidade do Leite: "A mastite crônica caracteriza-se pela longa duração da infecção, podendo ocorrer sinais de fibrose dos quartos acometidos, acompanhados ou não de perda da capacidade de produção de leite. Além disso, os quartos com mastite crônica não respondem aos tratamentos com antibióticos e são potenciais reservatórios de bactérias que podem ser transmitidas para outras vacas sadias", por Marcos Veiga e Melina Melo Barcelos, da FMVZ/USP.

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