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Uso associado de anti-inflamatório no tratamento de mastite clínica melhora o retorno econômico

POR BRUNNA GRANJA

E MARCOS VEIGA SANTOS

MARCOS VEIGA DOS SANTOS

EM 14/05/2019

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A mastite clínica (MC) bovina resulta em custos diretos e indiretos, com elevados prejuízos para as fazendas leiteiras. A MC compromete o bem-estar das vacas, o desempenho reprodutivo, incluindo o aumento do intervalo entre o parto e a concepção, menores taxas de concepção, assim como maior risco de perda embrionária.

Resultados de um estudo em 6 países europeus indicaram que a associação de meloxicam, um anti-inflamatório não esteroidal ao tratamento antimicrobiano de MC leves a moderadas aumentaram a taxa de cura da mastite e fertilidade em vacas leiteiras nos primeiros 120 dias de lactação. Nesse primeiro estudo, os resultados indicaram maior concepção na primeira inseminação artificial (IA) nas vacas tratadas com meloxicam e antimicrobiano para o tratamento da mastite clínica leve.

Considerando que a fertilidade é um fator importante para desempenho econômico dos rebanhos, um estudo realizado na Holanda avaliou o retorno econômico das melhorias na fertilidade em razão do uso associado de tratamento de MC com meloxicam sobre a lucratividade das fazendas. Foi utilizado um modelo de cálculo estocástico dos custos e benefícios do tratamento de vacas com mastite com a associação do meloxicam. Esse cálculo incluiu modelos de estimativas de resultados econômicos, como a produção de leite, intervalo entre partos, consumo de ração, entre outros, com o objetivo de avaliar a influência do tratamento com anti-inflamatório sobre os custos da eficiência reprodutiva. Sendo assim, foram avaliados dois cenários: com e sem a associação do meloxicam ao tratamento de MC leve a moderada nos primeiros 120 dias de lactação. Considerou-se que quando o meloxicam foi incluído a taxa de concepção foi de 31% x 21% (sem meloxicam) e que houve aumento da taxa de cura de MC.

Os resultados deste estudo mostraram que a produção média de leite por lactação nas vacas tratadas com meloxicam (8.441 kg/leite) foi menor do que das vacas não tratadas (8.517 kg/leite). Por outro lado, o desempenho reprodutivo das vacas melhorou no grupo tratado com meloxicam (média de 2,9 IA) quando comparado ao grupo sem tratamento (média de 3,7 IA). Para intervalos entre parto (IEP) e concepção foi observado menores valores para vacas tratadas com meloxicam (132 dias) e maiores para vacas sem tratamento (143 dias), assim como para IEP 405 dias para vacas tratadas com meloxicam e de e 416 para as não tratadas. Quando avaliado o risco de descarte, as vacas tratadas com meloxicam apresentaram menor risco de descarte (12%) do que as vacas não tratadas (25%).

Em relação aos resultados econômicos, houve benefício econômico líquido médio de € 42 / caso de MC por ano nas vacas tratadas com meloxicam em comparação com as não tratadas. Mesmo com a menor produção de leite das vacas não tratadas e com maior custo de tratamento com anti-inflamatório, os benefícios econômicos gerados pelo aumento do desempenho reprodutivo nas vacas tratadas com anti-inflamatório foram superiores em razão do menor consumo de alimentos, redução do número de inseminações e do descarte. Sendo assim, a associação de meloxicam no tratamento da mastite clínica nos 120 primeiros dias de lactação resulta em prováveis benefícios econômicos em diferentes cenários de sistemas de produção de leite.

Fonte:  Vansoest et al., Journal do Dairy Science, p.3387–3397, 2017 (https://doi.org/10.3168/jds.2017-12869)

MARCOS VEIGA SANTOS

Professor Associado da FMVZ-USP

Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Pirassununga-SP 13635-900
19 3565 4260

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