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Produção de leite em pasto: simplicidade que o sistema oferece

VÁRIOS AUTORES

MARCO AURÉLIO FACTORI

EM 01/07/2010

7 MIN DE LEITURA

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Desde antigamente, em meados à domesticação dos animais busca-se o aprimoramento das técnicas de criação. Nas últimas décadas são consideráveis os avanços no campo da nutrição e alimentação de ruminantes. Novas técnicas de alimentação e manejo foram propostas para minimizar os prejuízos e aumentar a renda dos diversos setores e sistemas produtivos. A maior produção em menor preço é a meta a ser seguida.

Em consequência disso, vários comentários foram feitos, vários textos publicados e muitas tecnologias implantadas. Dentro deste contexto, definem-se os diversos sistemas utilizados, bem como normas e/ou receitas a serem empregadas foram se estabelecendo a fim de se obter sucesso. Para tanto, cabe ressaltar que principalmente na bovinocultura de leite, não há necessidade de complicar aquilo que é muito simples. Ainda, sobre o mesmo ponto de vista, a vaca de leite não precisa de luxo e sim de premissas básicas e eficientes para se construir um sistema simples e consolidado.

Para que aumente a eficiência do sistema, torna-se fundamental uma base alimentar consolidada, pois já diziam nossos avôs "crianças bem alimentadas não ficam doentes". Em se tratando de gado de leite, como na maioria dos sistemas de produção animal, a alimentação significa a maior parte dos custos da produção e o uso de um alimento barato e de fácil oferecimento é fundamental para o sucesso.

Em se tratando de produção de leite em pasto, em que a forragem é diretamente pastejada pelo animal, a diminuição dos custos torna-se consequência. A oferta de alimento no momento certo (ponto ótimo de manejo da forragem) e em quantidade certa permite uma dieta volumosa adequada para que as vacas possam produzir até 12 litros de leite por dia (Deresz e Matos, 1996), desde que este tenha potencial genético. Assim, um sistema com pastagem bem consolidada, de baixo custo de implantação em comparação aos demais sistemas de produção de leite, confere segurança e versatilidade para o sistema frente aos altos preços de insumos e baixo preço do leite, que a cada dia, decepciona os produtores rurais, vertiginosamente.

Considerando como base o pasto (volumoso de verão), é de fundamental importância que se utilize um sistema mais produtivo possível (altas taxas de lotação) com um capim que seja também produtivo. Assim, dentre estes sistemas, aconselha-se o uso do pastejo rotacionado, que nada mais é que uma área subdividida em piquetes (como por meio de cerca elétrica), que tem como finalidade fornecer ao animal um capim no seu ponto ótimo e após o pastejo dos animais. Este capim será adubado (no verão) e passará por um período de descanso, que varia para cada capim, a fim de proporcionar sua recuperação rápida e eficiente, para novamente ser pastejado no próximo ciclo de pastejo.

Este sistema, originalmente, foi desenvolvido para beneficiar o capim, respeitando seu crescimento, porém, este sistema também permitiu aumentar as taxas de lotação, conseguindo-se até 15 UA/ha, ou 15 animais adultos de 450 kg de peso vivo.

Como dito anteriormente, a adubação de verão, feita após a saída dos animais do piquete pode ser feira por meio da adubação mineral (ureia e/ou sulfato de amônio - como fontes de N-, e cloreto de potássio - fonte de K) e também adubação orgânica como a cama de frango (Benedetti et al., 2009). Um sistema tão simples, que em pequenas propriedades, a adubação pode ser feita no fim da tarde, com um balde ou recipiente, de forma rápida e rotineira, distribuída manualmente no pasto.

No inverno, o uso da cana de açúcar substitui a silagem ou feno, alimentos mais caros (Tabela 1) utilizados nos sistemas de confinamento. O fato de que os animais sairiam do pasto e passariam a comer no cocho, poderia ser um agravante no aumento do preço dos custos de produção. Porém, a cana é hoje o volumoso mais barato depois do pasto e que embora proporcione baixas produções de leite por animal por dia (4-6 litros) é atrativa por ser barata e de fácil manejo, principalmente para pequenos produtores que não possuem maquinários (trator, colhedora de forragem) para fazer silagem e que a quantidade de animais arraçoados é pequena e pode ser tratada diariamente por meio do corte da cana.

Tabela 1. Preços (R$) do kg de massa seca dos volumosos.



Como o animal é tratado no cocho na época seca, muitos podem considerar um custo exuberante com a aquisição de cochos. Esse é outro aspecto interessante presente nas pequenas propriedades produtoras de leite, pois em cada uma o conhecimento de novas formas de reciclagem de utensílios é verificado (figura 1). A reutilização de tambores, banheiras antigas, entre outros, se enquadra muito bem nos diversos sistemas de produção de leite em pasto, seja ele com vacas de alta, média ou baixa genética. Para um consumo efetivo de água pelos animais, não há necessidade de que os cochos e bebedouros sejam de material nobre, mas que estejam limpos e bem posicionados (fácil acesso).

Grande parte da composição do leite é água. Portanto, água de qualidade é aquela potável que deve existir em quantidade suficiente para atender o consumo dos animais e ao mesmo tempo esteja livres de micróbios, matéria orgânica e outros contaminantes. Portanto, limpeza constante de bebedouros é fundamental para a produção.



Figura 1. Aproveitamento de tambor de plástico e banheira antiga para cochos e bebedouros.

Não só para a água de bebida dos animais, mas também para atender os aspectos de higiene ao trabalho diário de limpeza e higienização dos animais, dos equipamentos e das instalações. Não há necessidade que os animais pisem sobre "flocos de espuma", mas que este piso esteja limpo, mesmo que seja de acabamento grosseiro, mas que atenda as expectativas de higiene e bem estar animal.

Ainda, uma sombra de qualidade para os animais não é aquela exclusivamente de telhados de barracões, mas sim aquela que seja suficiente e de qualidade e que o animal não precise disputá-la com máquinas e implementos. Em resumo, leite de qualidade é aquele produzido por vacas sadias, bem alimentadas e com bem estar, que conserva as qualidades nutritivas ao longo de todas as etapas de sua obtenção sem riscos para saúde humana quando consumido.

Quanto à suplementação das vacas ao longo do ano, estas não precisam de rações que contenham produtos milagrosos que, a um passo de mágica, farão com que os animais de uma hora pra outra, aumentem sua produção. Uma ração bem formulada, mesmo que seja à base de milho e soja (protéico e energético), com a opção de acrescentar um mineral ou este sendo fornecido à vontade no cocho, atende a todos os requisitos de uma vaca que produz leite em pasto. No entanto, aconselha-se que um animal comendo pasto mais concentrado seja de média produção, utilizando-se animais de até 30 litros de leite por dia, uma vez que animais com produções maiores, com certeza deverão comer um alimento de maior qualidade para que este desempenhe seu potencial, dentre os quais, podemos destacar a silagem de milho associada ao concentrado.

O uso de subprodutos da agroindústria como parte desta suplementação, tem se tornado prática comum, com resultados positivos para o sistema. Preços atrativos reduzindo o preço da ração utilizada é uma das principais causas da utilização. No entanto, cabe ressaltar que a variabilidade da qualidade nestes subprodutos pode ser considerável no momento de sua utilização, pois, em alguns casos, sua padronização não é seguida a risca. Outro aspecto importante é a disponibilidade inconstante ao longo do ano, prejudicando demasiadamente a utilização diária e compra destes alimentos. No entanto, uma compra estratégica e antecipada poderá ainda mais, baratear os custos e salvar o sistema em determinados períodos. É como dizem, "uma boa compra vale mais que uma boa venda".

Para fechar um sistema simples e objetivo, o armazenamento do leite produzido deve ser levado a sério, mesmo que os preços para se produzir leite em pasto sejam menores, em comparação à produção de leite com vacas confinadas. Embora as lucratividades, segundo a literatura, sejam por volta de 20 a 30 % sem considerarmos mão de obra, a obrigação é que o leite seja entregue ao caminhão que vem até a fazenda ou levado até um tanque comunitário, para que este chegue de forma intacta ao laticínio ou ao seu destino onde será processado. Para tanto, mesmo que pequenos produtores não tenham condições de adquirir um tanque de expansão (resfriador) para armazenamento do seu leite, com certeza, a união destes produtores poderá resolver estes problemas facilmente com a redução do custo deste tanque.

Assim, para produzir com lucratividade e simplicidade não precisamos mais inventar sistemas. Com certeza temos um sistema que demanda poucos investimentos inicias e, além de tudo, está adequado para o clima e os recursos que nós Brasileiros temos em nosso país. Para tanto, todo e qualquer sistema requer orientação técnica e acompanhamento por meio de planilhas de custos para que tenhamos eficiência dos fatores de produção, que embora simples, requerem atenção. Assim e somente assim conseguiremos que nossas propriedades rurais se tornem empresas eficientes e lucrativas. Para finalizar, o Brasil é um país que podemos produzir leite com nossas vacas criadas 100% em pasto.

Literatura citada

BENEDETTI, M.P.; FUGIWARA, A.T.; FACTORI, M.A.; COSTA, C.; MEIRELLES, P.R.L. Adubação com cama de frango em pastagem. Águas de Lindóia. Anais... Águas de Lindóia. ZOOTEC. 2009. CD Rom.

CEPEA/ESALQ-USP Metodologia do índice de preços dos insumos utilizados na produção pecuária Brasileira. Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

DERESZ, F.; MATOS, L. L. Influência do período de descanso da pastagem de capim elefante na produção de leite de vacas mestiças Holandês x Zebu. In: Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 33, 1996, Fortaleza. Anais... Fortaleza: SBZ, 1996. v.3, p.166-167.

MARCO AURÉLIO FACTORI

Consultor, Factori Treinamentos e Assessoria Zootécnica.

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STALYN BEZERRA OLIVEIRA FRANÇA

ASSU - RIO GRANDE DO NORTE - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/10/2018

Essa é a minha mesma pergunta.
MARCO ANDRÉ

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO

EM 15/11/2016

Dr. Marco, estou pensando comprar uma propriedade rural no sul de Minas e iniciar  produção de leite, para isso tenho lido diversas matérias e textos publicados pela Embrapa e por este portal também.  Gostaria de saber a sua opinião sobre quantos hectares  e animais são necessários para atingir uma produção de 1.000 l/dia atualmente, considerando que tenho a intenção de na maior parte do tempo deixar  o gado no pasto.  Seria possível indicar alguma bibliografia para iniciantes como eu? Desde já grato pela atenção. Marco/RJ
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/01/2016

Prezado joão Henrique



Sobre suas duvidas, estes capins são muito parecidos inclusive com relação a produtividade e exigência em fertilidade do solo. Acredito que algumas pessoas preferem o coast cross em função das folhas mais largas ou ainda para cavalos na fabricação de feno, porém não vejo diferenças para escolher um ou outro.  Sobre irrigação com poço artesiano é um manejo inviável ao meu ver, em função da grande quantidade de água a ser utilizada, bem como a permissão para fazer isso, tanto atual como futuras. Att. Marco Aurélio Factori
JOÃO HENRIQUE VELOSO CUNHA

ARCOS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/12/2015

Bom dia a todos!

Tenho duas dúvidas que possivelmente vcs podem responde-las

1- Existe uma diferença mto grande entre o coascross e o tifiton?

1- Pretendo irrigar 4 ha em minha propriedade, so que nela nao passa corrego, entao pretendo fazer um poço semi artesiano, vcs sabem de alguma propriedade que faz uso de irrigaçao dessa forma?

Grande abraço a todos...

João Henrique - Arcos - MG
RICARDO MELO

ARACAJU - SERGIPE - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/07/2011

eu queria saber qual é o melhor capim para a produção de leite na região nordeste especialmente em sergipe no simi arido
ANTÔNIO ELIAS SILVA

CAMPO ALEGRE DE GOIÁS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/06/2011

Prezado Marco Aurélio,





Seus pontos são interessantes, mas pelas minhas pesquisas é inviável produzir leite a pasto sem irrigação. A adubação e o pastejo rotacionado melhoram a eficiência, mas a estação chuvosa é mto curta, sendo que temos pastos bons em Goiás somente de dezembro a abril. No resto do país, não é muito diferente.





Abraço,


A Elias
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/03/2011

Prezado Corbulon Macedo

Muito obrigado pelos comentários. Fico feliz em saber que o sistema de produção de leite em pasto é muito bem representado por pessoas interessadas com vontade de progredir e consequentemente obterem sucesso. Parabéns pela criação e sempre que achar oportuno, nos escreva e se precisar de ajuda estamos sempre a disposição. Um forte abraço. Marco Aurélio Factori.
CORBULON SOARES DE MACEDO

EUNÁPOLIS - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/03/2011

Prezados Marco Aurelio, Franciele e Marcos Benedetti, gostaria de parabenizá-los pelo artigo

Considero o tema muito interessante "Produção de leite em pasto: simplicidade que o sistema oferece". Observei que houveram algumas discussões sobre mistura de rações, tipo de forrageiras. Então gostaria tambem de mostrar um pouco dos resultados alcançados num sistema de produção de leite em pastagem implantado a 3 anos aqui na região de Porto Seguro-Ba.
O sistema possui 3 ha de braquiarão dividido por cerca eletrica, uma área de descanso com sombreamento de eucalipto plantados no sentido norte-sul, bebedouro e saleiro. O manejo da pastagem é baseado pela altura, 25 a 30 cm na entrada e 12 a 15 cm na saida. O arraçoamento é feito com milho triturado e casca de café com base na produção individual da vaca e fornecido no momento da ordenha junto com sal mineral.
Existem vacas fechando lactação com produção entre 4 a 5 mil litros, uma dessas tem aproximadamente 13@ e produziu 4800 litros em 340 dias de lactação e IEP de 13 meses. Essas vacas conseguiram esses resultados com um sistema de produção simples, pasto bem manejado e adubado, concentrado de milho e casca de café e sombra de eucalipto e água fresca.
Esta propriedade tem introduzido genetica de touros jersey e holandes com objetivo de baixar o porte das futuras matrizes para melhorar a conversão alimentar entre outras caracteristicas funcionais.

Na propriedade de minha familia que fica na região de Itabuna, sul da Bahia, esta sendo implantado um sistema com a mesma filosofia da simplicidade. A alimentação é feita com pasto de decumbens adubado e bem manejado, tambem com base nas alturas de entrada e saida e o concentrado feito com milho triturado, torta de dendê e sal mineral. estamos utilizando a 10 meses a genetica de touros da Nova Zelandia, estamos buscando maior conversão de pasto em leite, melhorar fertilidade e aumentar produção por hectare.

Daqui pra frente nessas propriedades o que deverá ser feito é seleção de vacas com essas caracteristicas.

Saudações a todos
Corbulon Macedo

FRANCO OTTAVIO VIRONDA GAMBIN

JAMBEIRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/01/2011

Caro Factori e companheiros do leite .
Só para por leite na fogueira ,vejam os preços para O Vale do Paraiba SP.
As cooperativas pagam em média 0,79 por litro de leite porem descontam aproximadamente 7% entre carreto e INSS( Quem é aposentado tambem paga).
os laticínios pagam 0,70.
Pagamos pelo miho C$43,00 por saca de 60Kg e pelo farelo de joja R$ 56,00 (50 Kg), como veem não ha milagre, se recebemos mais tambem pagamos mais .
Nosso companheiro Jank Jr em palestra em SP ,lembrou na ocasião que o pulo do gato da Agrindus era ter "pastos bons e gado bom , pois comprar insumos "bem" teoricamente todos podem", é questão de se organizar,de se unir ,como a nossa classe é a mais desunida do Brasil,adivinhem quem paga o pato . Por mais união, um abraço a todos At Franco
FABIO JOSE DA SILVA

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/12/2010

boa noite
excelente o seu artigo, muito claro e bem didatico
como dito nele, a cana é o volumoso mais barato pra ser oferecido na seca.
porem, comparando-se o custo beneficio, na minha regiao da cana com a silagem de milho, a silagem tem sido melhor
pra mim produzir a silagem, fica em torno de 40 a 50 reais a tonelada
minhas vacas, comendo somente silagem produziram em média 8 ate 9 litros dias
com cana + ureia somente 5
em todos os calculos q fiz, o custo beneficio da silagem é melhor.

um grande abraço

ZILDO VICENTE LEITE

COREMAS - PARAIBA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/11/2010

PARABÉNS PELO EXCELENTE ARTIGO, SOU DA EMATER-PB, AQUI CONSEGUIMOS EM MÉDIA 12/15 LT POR VACA SÓ COM PASTAGEM ROTATIVA EM PIQUETES DE CAPIM TANZÂNIA E TIFTON, O LITRO DO LEITE PAGO AO PRODUTOR AQUI EM CAJAZEIRINHAS-PB ESTÁ EM R$0,75.

USAMOS A IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO E FAZEMOS ADUBAÇÃO NOS PIQUETES COM ESTERCO E URÉIA LOGO APÓS A SAÍDA DOS ANIMAIS QUE FICAM EM MÉDIA DE 3 A 4 HORAS POR DIA EM CADA PIQUETE, TAMBÉM FORNECEMOS UM CONCENTRADO FEITO NA PROPRIEDADE NA PROPORÇÃO DE 1KG PARA CADA 4LT DE LEITE PRODUZIDO.

O NOSSO CUSTO DE PRODUÇÃO AQUI ESTÁ EM TORNO DE R$0,40 A 0,45 POR LITRO DE LEITE PRODUZIDO, UTILIZAMOS INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL E ORDENHA MECÂNICA.

TEMOS 4 HA DE CAPIM TANZÂNIA E TIFTON DIVIDIDOS EM 36 PIQUETES.

EM PLENO SERTÃO DA PARAÍBA ESTAMOS PRODUZINDO LEITE A BASE DE PASTO NA METODOLOGIA DO PROGRAMA BALDE CHEIO EM PARCERIA COM O SEBRAE-PB.
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/08/2010

Prezado Lucas Gabriel Prospero Giacon

Não recomendo o uso da uréia na silagem de milho. Não há bom sincronismo na utilização desta energia da silagem e nitrogênio não protéico da uréia. Além do mais, a ingestão da silagem será maior e com certeza haverá maior chances de intoxicação dos animais por uréia, podendo levar a morte destes animais. Sobre a maximização do uso da uréia para substituir a proteína verdadeira, faça isso no concentrado e não na silagem. Tome cuidado com o consumo excessivo e consequentemente a intoxicação dos animais.

Estamos sempre a disposição.

Um grande e forte abraço.

Marco Aurélio Factori

MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/08/2010

Prezada Simone Furtado

Obrigado pelo comentário. Realmente a qualidade do volumoso é muito importante, porém, se pensarmos em vacas em pasto, com produção diária maior que 10-12 litros, devemos pensar sim em concentrado para que o animal exponha seu potencial, produza mais e assim viabilize o sistema.

Estamos sempre a disposição.

Um grande e forte abraço.

Marco Aurélio Factori
WALTER JARK FLHO

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2010


Prezado Marco Aurélio ! Até algum tempo , eu formulava uma ração com valores muito próximos aos que você apresentou. Nesta formulação são utilizados produtos "nobres" que atualmente estão a preços muito baixos . O milho por ex. a R$ 15,00 preço de mercado é inviável para o produtor . De qualquer forma você mostrou que a coisa não é tão complicada assim. O único questionamento é com a quantidade de sal mineral. Eu utilizaza 3% (3kg em 100 ) e mesmo assim as vacas ainda procuravam o cocho de sal. Estes 2 kg a mais aumentam o custo em R$ 0,05. . Para finalizar ,agradeço tua participação . Infelizmente para os produtores de grãos os produtores de leite estão momentaneamente beneficiados.

Um abraço Walter
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2010

Prezado Lucas Gabriel Prospero Giacon

Sobre o bicarbonato, é esta percentagem mesmo que eu utilizo, portanto, não tenho a acrescentar sobre este fato. Com relação a uréia, tenho duas considerações. Primeiro, considero a uréia utilizada junto com a cana, que esta é na proporção de 1 % na cana in natura, com todos aqueles procedimentos tomados e tal. Quando se utiliza a cana + uréia, estamos utilizando dois ingredientes (açúcar da cana e a uréia) rapidamente aproveitáveis no rúmen do animal, ou melhor, dizendo, dois alimentos sincronizados quanto ao seu aproveitamento. Nesta mistura, uréia + cana, quando bem feita, o animal se auto regula e consome aquilo que pode aproveitar, desde que obedecidos os requisitos para uso da uréia + cana. Fazendo isso, não há ou há poucas perdas. Outro fato é o uso da uréia no concentrado. Utilizando desta forma, muitas vezes podem ocorrer perdas de aproveitamento porque a uréia muitas vezes não tem um alimento no rúmen (açúcar, por exemplo) de rápida degradação ou aproveitamento pelo animal para que haja este sincronismo que falei (energia e proteína). Neste caso pode haver perdas.

Estamos sempre a disposição.

Um grande e forte abraço.

Marco Aurélio Factori
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2010

Prezado Tiago Luiz Camera

Obrigado pelo comentário. Só quero acrescentar. Em virtude de tudo isso que falou e que infelizmente acontece, temos obrigação de trabalhar a cada vez mais com baixos custos. Infelizmente é esta a nossa realidade.

Estamos sempre a disposição.

Um grande e forte abraço.

Marco Aurélio Factori
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2010

Prezado Walter Jark Flho

Muitas vezes o lucro é não só em virtude de uma boa venda e sim de uma boa compra e nem sempre está bom para todos. Para o equilíbrio, sempre um terá que pender para um lado, nem que este seja mais baixo. Mas sobre o uso do sal mineral, pode ser de duas formas. A primeira de ingestão forçada, com estes níveis que você falou. A segunda é com níveis mais moderados (1%) e o restante o animal lambe no cocho. Ambos aumentam pouco o custo da ração. Sinceramente prefiro este segundo, por deixar os animai mais livres para consumirem se encontrarem deficiências. Para isso temos que deixar sal mineral no cocho a vontade e disponível a todos os animais.


Estamos sempre a disposição.

Um grande e forte abraço.

Marco Aurélio Factori
LUCAS GABRIEL PROSPERO GIACON

SÃO GABRIEL DO OESTE - MATO GROSSO DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2010

Marco Aurélio

Estou pensando em utilizar o mesmo procedimento da ureia com sulfato de amonia em silagem de milho. Como o milho é um alimento rico em açucares, gostaria de saber se você ja viu esse manejo ou o que você acha sobre minha idéia. Estou lhe perguntando isso porque desejo forçar as vacas a comerem altas concentrações de uréia e baratear o custo da proteina bruta da dieta, além de favorecer a digestão das fibras da silagem, que, no meu caso, não é de boa qualidade.

Não sei se fui claro.

Obrigado.
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/07/2010

Prezado Lucas Gabriel Prospero Giacon

Você tem toda razão. Utilizei para formulação da ração o custo de R$ 0,32 que é o custo da soja em grão. Muito bem lembrado por você também que a soja em grão não poderá ser utilizada em grandes quantidades por animal por dia, em virtude da quantidade de óleo. Porém, formulei a ração utilizando o FARELO de SOJA. Assim o custo será de R$ 0,33 o kg que ainda é barato, também salientado por você. Esta ração ainda, pode ser formulada com um teor de Proteína Bruta menor, por volta de 18 %, barateando ainda mais a ração.
Muito obrigado pela sua observação Lucas e desculpe a todos pelo equívoco, principalmente ao senhor Walter Jark Flho, que salientou este questionamento da formulação da ração.

Estamos sempre a disposição.

Um grande e forte abraço.

Marco Aurélio Factori
LUCAS GABRIEL PROSPERO GIACON

SÃO GABRIEL DO OESTE - MATO GROSSO DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/07/2010

Marco Aurélio

Gostaria de saber quanto a utilização de bicarbonato de calcio na ração para evitar a acidose. Eu costumo utilizar esse ingrediente somente quando os animais estão consumindo mais de 8 kg de ração por dia, na proporção de 1% do concentrado.
Outro fator que gostaria de debater é sobre a utilização da uréia.
Trabalho em uma extensão do programa Balde Cheio aqui no MS e chegamos a um consumo por animal por dia de até 300g. Porém já vi trabalhos falando que a uréia nessa quantidade não é totalmente aproveitada, sendo excretado o excesso no leite e na urina.

Obrigado.

Lucas Giacon