Os produtos lácteos desempenham um papel significativo no fornecimento de nutrientes, sendo compostos principalmente por proteínas de alto valor biológico. Essas proteínas desempenham funções funcionais e estruturais essenciais nos organismos vivos (Sharma et al., 2013). Sendo assim, o leite possui um papel indispensável para o crescimento, suplementação vitamínica e mineral (Haug et al., 2007) e prevenção de doenças (Korhonen e Pilhanto, 2006).
O Leite A2 é uma variedade específica de leite que tem recebido crescente atenção de consumidores e pesquisadores devido às suas potenciais propriedades benéficas à saúde (Borges, 2023). A diferenciação fundamental entre o Leite A2 e o leite convencional está relacionada à composição genética das vacas produtoras. Enquanto o leite convencional contém tanto a proteína A1 beta-caseína quanto a A2, o Leite A2 é produzido por vacas que naturalmente produzem apenas a beta-caseína A2. Este fenômeno está associado a um processo de biossíntese específico que resulta em diferenças na composição proteica do leite. Este artigo examinará o processo de biossíntese do Leite A2, suas implicações na tecnologia de lácteos e os potenciais efeitos desse tipo de leite na saúde humana (Dornelas e Mendonça, 2021).
Leite A2
O leite A2 é aquele que possui apenas a β-caseína A2. A β-caseína do leite de vaca possui 209 aminoácidos, sendo que as variações A1 e A2 diferem apenas por um aminoácido na posição 67 (Figura 1). Quando as enzimas digestivas interagem com a molécula de β-caseína A1, ela é quebrada justamente na posição 67, liberando um peptídeo de sete aminoácidos, o BCM-7. A presença de prolina, em vez de histidina, na variante A2, evita a hidrólise da ligação peptídica entre os resíduos 66a e 67a na β-caseína A2 e inibe a produção de BCM-7(Pal et al., 2015).
Figura 1. Exemplo de diferença no aminoácido na posição 67 da β-caseína A1 e A2 e a sua consequente quebra e liberação da β-casomorfina-7.
Fonte: Adaptado Pereira, 2018.
A caseína e seus derivados, particularmente o BCM-7, exercem uma variedade de efeitos sobre a função gastrintestinal, incluindo a redução da frequência e da amplitude das contrações intestinais (Thiruvengadam et al., 2021).
Nem todas as vacas produzem os dois tipos de caseína. Na verdade, existem três genótipos possíveis conforme a Figura 2. O genótipo A1A1 determina que o animal produza apenas a β-caseína A1, vacas com o genótipo A2A2 produzem somente o tipo A2 e vacas com o genótipo A1A2 produzem os dois tipos. O tipo de β-caseína produzido é totalmente dependente da genética de cada animal, e os mesmos genes também podem estar presentes nos touros reprodutores (Vercesi, 2011).
Figura 2. Três genótipos que as vacas podem apresentar.
Fonte: Adaptado de Pedrosa, 2019.
Composição do leite: lactose e proteínas
A lactose é o principal carboidrato encontrado no leite, sendo produzida pelas células epiteliais da glândula mamária e servindo como a principal fonte de energia para recém-nascidos. Embora pequenas quantidades de outros carboidratos, como glicose e galactose, também possam ser encontradas no leite, a lactose predomina. Ela compreende cerca de 52% dos sólidos do leite desnatado e cerca de 70% dos sólidos do soro do leite. Além de seu papel energético, a lactose regula o volume de leite produzido, controlando a pressão osmótica na glândula mamária. A concentração de lactose no leite é estável, em torno de 5%, e tem menos variação em comparação com outros componentes do leite (EMBRAPA, 2021).
O principal carboidrato do leite é a lactose (Galactose β- 1,4 glucose), um dissacarídeo composto por dois monossacarídeos (glicose e galactose), ligados por um grupo aldeído (C-1) da galactose ao carbono C-4 da glicose, formando a ligação glicosídica (1,4) (Zanuzzo e Friedrich, 2018). Na indústria de alimentos a lactose apresenta grande importância, pois através da sua fermentação por microrganismos específicos, obtém-se o ácido lático, que é utilizado na fabricação de diversos derivados lácteos principalmente iogurtes e queijos (Ordonez, 2005).
As proteínas constituem entre 3% e 4% dos sólidos no leite, variando conforme a raça do animal e o teor de gordura. A caseína, a principal proteína, compõe a maior parte e é organizada em micelas que contêm cálcio, fósforo e outros sais, representando cerca de 95% da caseína total. Essas micelas, junto com os glóbulos de gordura, são fundamentais para a consistência e cor dos produtos lácteos. A caseína é estável ao calor, resistindo à pasteurização, mas mudanças na acidez podem precipitar a caseína, formando coágulos, essenciais na fabricação de queijos (EMBRAPA, 2021).
Alergia x Intolerância
Há diferenças entre a alergia e a intolerância ao leite (Figura 3). A alergia se dá por uma reação do sistema imunológico às proteínas, já a intolerância acontece quando o organismo se mostra incapaz, de forma parcial ou total, de digerir a lactose.
Figura 3. Diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite de vaca
Fonte: Adaptado de Ministério da Saúde (2022).
A intolerância à lactose é uma condição clínica caracterizada por sintomas atribuíveis em decorrência da má absorção de lactose que pode ser causado pela baixa atividade ou mesmo a ausência da lactase ou por uma síntese reduzida ou ausente da mesma enzima (Ministério da Saúde, 2022).
A gravidade dos sintomas é subjetiva, e dependente de inúmeros fatores, os quais incluem a concentração de lactase presente na mucosa intestinal, a flora intestinal, a quantidade de lactose Jingerida, a motilidade gastrointestinal e a sensibilidade individual na percepção dos sintomas (Catanzaro et al., 2021). Já a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), é definida como uma reação imunológica adversa à proteína presente no leite, consiste em uma reação que atinge o sistema imunológico, na tentativa de “combater” o agente alergênico, neste caso, as proteínas (Luiz et al., 2005).
Na maior parte das vezes a alergia é causada por β-lactoglobulina, α-lactoalbumina e caseína, sendo a primeira a principal. Entretanto, a maior parte das pessoas que têm APLV é alérgica a mais de uma proteína (Wal, 2004).
Um açúcar encontrado apenas no leite, a lactose no organismo é utilizada como fonte de energia para desenvolvimento do SNC – Sistema Nervoso Central, facilitando a absorção de Ca – Cálcio, P – Fósforo e Vitamina D. Além disso, tem papel fundamental para a retenção do cálcio, prevenindo a osteoporose (Almeida, 2014).
Para a lactose ser absorvida pelo organismo é necessário ocorrer a hidrólise em galactose e glicose no intestino delgado, pela ação da enzima lactase (β-galactosidase). Entretanto, parte da população pode apresentar dificuldade na digestão desse componente, caracterizando um quadro de intolerância à lactose. Nesses indivíduos a digestão é dificultada devido à baixa atividade da enzima lactase na mucosa do intestino delgado (Carneiro, 2015).
Determinação de genotipagem
A produção de leite A2 varia entre diferentes raças bovinas. Foi observado que nas raças Holandesas e Pardo-suíças, há uma probabilidade de 50% de produção de leite A2, o que significa que metade dos indivíduos dessas raças possuem o gene para a produção de leite A1. Uma probabilidade maior foi avaliada na raça Jersey, atingindo 75% da produção de leite A2, significando que a maioria dos indivíduos dessa raça possuem genética para a produção de leite A2. A raça Guernsey, embora pouco conhecida no Brasil, constitui uma raça onde todos os seus indivíduos são capazes de produzir exclusivamente leite A2. As raças zebuínas (subespécie Indicus), incluindo o Gir leiteiro, são predominantes na pecuária nacional, com cerca de 98% dos indivíduos dessas raças possuindo genética positiva para a produção de leite A2, pois a grande maioria dos bovinos zebuínos produz leite A2 (Nguyen et al., 2018).
O teste de genotipagem, realizado através da análise de amostras biológicas como sangue ou folículo piloso, é a forma mais eficaz de determinar o genótipo para β-caseína em animais. No laboratório, o DNA é extraído e o marcador genético é identificado, revelando três possíveis resultados do teste: A1A1, A1A2 ou A2A2. Entre esses resultados, apenas os animais A2A2 são produtores exclusivos de β-caseína A2. Essa característica genética influencia diretamente a produção de β-caseína A1, A2 ou ambos.
Os genes envolvidos nesse processo são co-dominantes, o que implica que vacas com ambos os genes produzem leite contendo tanto β-caseína A1 quanto A2. Os três possíveis genótipos das vacas são homozigotos para A1 ou A2, ou heterozigotos A1A2 (Figura 4) e essa diversidade genética impacta na produção das diferentes formas de β-caseína.
Figura 4. Três possíveis genótipos das vacas são homozigotos para A1 ou A2, ou heterozigotos A1A2.
Fonte: Adaptado de Pedrosa, 2019.
Comercialização e certificação
O leite A2 está emergindo como uma tendência promissora no mercado de laticínios, despertando crescente interesse tanto entre pesquisadores quanto entre consumidores. Embora a tecnologia de processamento industrial possa assegurar a segurança e qualidade dos produtos lácteos, é crucial contar com uma matéria-prima de alta qualidade que garanta alimentos seguros, nutricionalmente ricos e com longa vida útil nas prateleiras.
A comercialização do leite A2 já é uma realidade internacional, com diversas empresas obtendo sucesso na produção e venda desse tipo de leite. Apesar do interesse demonstrado por muitos produtores, a introdução deste produto no mercado brasileiro enfrenta desafios complexos. Esses desafios incluem questões técnicas e de produção, bem como aspectos regulatórios, comerciais e de conscientização do consumidor (Corbucci, 2017).
O Selo VACAS A2A2 (Figura 5), foi lançado pela Integral Certifications em 2019 para garantir a origem e rastreabilidade do leite A2. Para melhorar a transparência do processo, a empresa assinou um acordo de cooperação com a CNA. A certificação é opcional para produtos e indústrias que seguem as regras do protocolo VACAS A2A2. Após as auditorias realizadas por certificados credenciados, o selo é concedido a indivíduos que cumpram os requisitos, que incluem genotipagem, identificação, obtenção, armazenamento, logística e processamento do leite para garantir que o leite contenha beta-caseína A1 não seja misturado com outro leite.
Figura 5. a) Selo VACAS A2A2 lançado pela Integral Certifications em 2019; b) Exemplo de leite A2 com certificação na embalagem.
Fonte: a) Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, 2019; b) Piracanjuba,2022.
Principais desafios do leite A2 no mercado brasileiro
O mercado de leite A2, embora em estágio inicial de desenvolvimento, representa atualmente uma pequena fração, cerca de 1%, da receita total do leite. Apesar dessa proporção modesta, o potencial de crescimento é significativo no país, com produtores mostrando interesse e fazendas adotando programas de rastreamento para garantir a qualidade (Dornelas e Mendonça, 2021).
Para impulsionar a produção e comercialização do leite A2, é imprescindível contar com uma infraestrutura robusta que abranja desde tecnologias especializadas para ordenha e refrigeração até uma logística eficiente para transporte e armazenamento sob condições ideais. Além disso, dado o conhecimento ainda limitado sobre o leite A2, é crucial que pesquisadores se dediquem a uma compreensão mais aprofundada de suas potencialidades, criando oportunidades para a produção de derivados lácteos e expandindo as opções de produtos para esse segmento de mercado (Carvalho et al., 2023).
Adicionalmente, em 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, emitiu a Resolução 3.980, autorizando a inclusão das frases "Leite produzido a partir de vacas com genótipo A2A2" e "O leite A2 não promove formação de BCM-7, que pode causar desconforto digestivo" nos rótulos das embalagens de leite A2A2 (ABRALEITE, 2019).
A crescente demanda dos consumidores por alimentos nutritivos e saudáveis impulsiona a busca por novos produtos, como os derivados de leite A2A2, pelos laticínios. Pesquisadores como Lima e Lara (2015) recomendam o uso de leite A2 na produção de queijos nobres, já que a β-caseína A1 pode causar intolerância alimentar. Oliveira (2023) observa que a fabricação de queijos artesanais com leite A2 é viável, sem alterar suas propriedades físico-químicas. Além disso, produtos como creme de leite fresco, coalhada e iogurte feitos com leite A2 são mais fáceis de digerir e têm menores níveis de gordura, colesterol e sódio (MilkPoint, 2021).
Embora promissor, o leite A2A2 ainda é pouco conhecido no Brasil, necessitando de mais pesquisas para confirmar seus benefícios e aumentar sua aceitação no mercado. Também é importante explorar o leite de outras espécies, como búfala, cabra e ovelha, para diversificar e expandir o agronegócio brasileiro, aproveitando oportunidades nesse setor.
Agradecimentos
Os autores agradecem a Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Instituto de Laticínios Cândido Tostes (EPAMIG-ILCT), ao o Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais, Campus Rio Pomba.
Referências
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