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Sistemas de produção e verminose - Parte I de II

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 12/01/2012

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As infecções parasitárias são seguramente o maior problema sanitário na produção de ovinos em pastagem. Dois fatores associados têm contribuído fortemente para o agravamento da situação em todo o mundo: a resistência anti-helmíntica e o manejo inadequado dos animais no sistema de produção.

Ovinos manejados inadequadamente, mal nutridos, com elevado grau de estresse, são mais susceptíveis às infecções parasitárias e adoecem rapidamente. O problema torna-se ainda mais grave com o uso de anti-helmínticos ineficazes vinculado à falta de adequados programas de controle parasitário.

Por isso, o tratamento da verminose passa a ser muito mais amplo do que somente a administração de vermífugos, sendo necessário o entendimento de todos os fatores que interferem na doença. Os sistemas de produção refletem na sanidade do rebanho, pois englobam fatores nutricionais, ambientais e o bem-estar animal (Figura 1). Nessa primeira parte do artigo vamos discutir sobre a relação entre esses fatores, que são variáveis nos sistemas de produção, e que interferem na infecção parasitária, na contaminação ambiental e na resposta do animal à verminose.

Figura 1 - Fatores inerentes aos sistemas de produção que interferem na verminose.



Fatores nutricionais e verminose:

A nutrição deve ser englobada como componente de um programa de controle parasitário no rebanho, pois influencia na recomposição dos danos causados pelos parasitos, nas defesas do animal à verminose (imunidade) e no consumo voluntário de alimentos.

No animal parasitado há uma redefinição nas prioridades de distribuição dos nutrientes no organismo, que ao invés de irem para o crescimento e desenvolvimento do animal, são direcionados para o combate e recomposição dos danos ocasionados pelos vermes. Ou seja, um animal parasitado com Haemonchus contortus perde sangue, então há um requerimento de nutrientes para a formação de células sanguíneas; ou no caso de vermes que lesionam o intestino (Trichostrongylus sp.) para a recomposição das células intestinais. De uma forma simplificada, o animal alimenta-se para repor o prejuízo ocasionado pela verminose, não direcionando os nutrientes para a formação de carne, leite e lã. Em situações de escassez de alimentos o organismo do animal não consegue recompor as lesões levando-o ao adoecimento.

Além disso, a verminose requisita um esforço imunológico exacerbado, o que também requer nutrientes para a formação dos componentes desse sistema. Mais uma vez, animais mal nutridos tornam-se sensíveis às verminoses, sendo que esse fato é importante em animais que se encontram com imunidade imatura (jovens), em categorias de maior exigência (gestação e lactação) e em animais estressados. Os requerimentos nutricionais diferenciam-se para cada categoria e quando atendidos ajudam os animais a enfrentar o desafio da verminose (Figura 2).

Figura 2 - Animais com boa condição nutricional são menos afetados pela verminose.



A diminuição do consumo de alimentos é facilmente observada quando o animal parasitado não come por vontade própria e à medida que a doença progride a situação vai piorando. A inanição (Figura 3), estado de extrema debilidade, leva a uma redução do consumo voluntário de alimentos, o que interfere diretamente nos fatores comentados (recomposição dos danos e imunidade). Sendo assim, animais com alta carga parasitária não conseguem alimentar-se, mesmo com grande disponibilidade de alimentos. Esse caso é evidenciado com a baixa condição corporal dos mesmos, o que facilita o processo de inanição. Animais bem nutridos possuem maior aporte para resistir à verminose, tendo o consumo de alimentos menos afetado pela doença.

Figura 3 - Animal desnutrido, com anemia e em inanição pela verminose.



É importante ressaltar a importância da eliminação dos parasitos com anti-helmínticos eficazes, mas a nutrição adequada é ferramenta essencial para que o organismo possa se recuperar. Mesmo antes do tratamento anti-helmíntico, a nutrição ajuda o animal a sobreviver, esse fato é observado quando dois animais com mesma carga parasitária respondem de forma diferenciada de acordo com o seu estado nutricional, sendo que esse fato também depende da genética inerente a cada indivíduo. Por isso, muito se fala em suplementação, principalmente proteica (comentada no artigo: "Proteína na alimentação de ovinos e verminose!"), especialmente em épocas críticas (seca) e para animais de categorias mais exigentes como em crescimento, desmame, gestação e lactação.

Fatores ambientais e verminose

O conhecimento dos fatores que interferem na epidemiologia dos parasitos é muito importante para que se consiga traçar estratégias de controle, pois cerca de 95% da população parasitária se encontra no ambiente e apenas 5% nos animais. Na fase de vida livre, o desenvolvimento dos principais parasitos gastrintestinais de ovinos envolve a eclosão de ovos para larvas de primeiro, segundo e terceiro estágio, quando então infectam os animais.

Umidade do ar, incidência de raios solares, temperatura, tipo e altura do pasto, assim como o manejo efetuado nas diversas pastagens utilizadas, afetam não só o comportamento dos animais em pastejo, mas também o das larvas dos vermes na pastagem (Figura 4). No confinamento, o risco de infecção parasitária é menor, mas não nulo, sendo influenciado pelo tipo de piso, de cama, de instalações e pela limpeza do ambiente. A alta lotação animal, na pastagem ou no confinamento, aumenta a contaminação do ambiente e por consequência a infecção parasitária dos animais.

Figura 4 - O ciclo parasitário no ambiente depende de umidade, temperatura e características da pastagem.



O manejo e a escolha do pasto são determinantes na contaminação do ambiente, pois os vermes predominam nas porções inferiores da planta (abaixo de 10-15 cm) e diferenças no perfil da pastagem propiciam alterações na exposição das larvas aos fatores climáticos. O ciclo parasitário depende de condições ideais que variam para cada tipo de verme, mas que giram em torno de 18- 30 °C de temperatura e 70-100% de umidade relativa. Por isso, em países de clima tropical como o Brasil, a temperatura e a umidade facilitam o desenvolvimento dos estágios larvais no ambiente. De forma geral, o parasito predominante no território nacional é o H. Contortus.

Entretanto, a diversidade climática no país determina diferenças na predominância de alguns vermes, o que também ocorre em diferentes estações do ano. Mesmo em propriedades vizinhas, o tipo do parasito pode diferir de acordo com manejo realizado e com o sistema de produção adotado. Dessa forma, o controle da verminose deve ser específico para cada caso e não copiando modelos alheios ou "receitas de bolo".

Atualmente, há pesquisas enfocando a diminuição da contaminação ambiental, com o intuito de agregar soluções ao controle parasitário. A alternância do pastejo de ovinos com bovinos e equinos tem sido utilizada para a eliminação de parasitos não comuns às diferentes espécies. Há também a rotação entre agricultura e a produção de ovinos, o que modifica o ambiente dos piquetes e elimina boa parte das larvas. Outra forma de descontaminação que está sendo estudada é o controle biológico por meio de fungos nematófagos, os quais são predadores dos vermes e diminuem a contaminação ambiental. Esses manejos são de grande valia desde que inseridos em programas de controle parasitário que considerem o sistema como um todo.

Bem-estar animal e verminose

Modificações nos sistemas de produção alteram o comportamento animal, por modificarem o ambiente, a alimentação, o manejo do rebanho e, por consequência, o grau de bem estar desses animais. De maneira geral, animais estressados são mais susceptíveis às doenças por sofrerem imunossupressão, ou seja, as defesas do organismo ficam mais fracas. Nos sistemas de produção, diversos são os fatores que podem ocasionar estresse: castrações, caudectomias, ferimentos, doenças, fome, sede, desconforto térmico, mistura de lotes, transporte e desmame.

Alguns manejos são necessários de acordo com o sistema de produção adotado, um exemplo disso é a separação de mãe e filho com o intuito de recuperar a ovelha para a próxima estação de monta. O desmame tem se mostrado fator importante no aumento da verminose, principalmente quando ocorre precocemente (antes dos 60 dias de idade) e quando o cordeiro é colocado na pastagem. Esse fato ocorre porque animais jovens ainda não têm o sistema imunológico completamente maturo e não dispõe de todo o potencial alimentar (capacidade de digestão de alguns alimentos e agilidade de pastejo). Por isso, sistemas de produção que adotam o desmame, devem levar ainda mais a sério o manejo nutricional do animal que passará por período crítico (Figura 5).

Figura 5 - Animais recentemente desmamados são sensíveis à verminose.



Sempre que possível, é importante evitar manejos que modificam o comportamento do animal e que causam estresse. A castração, por exemplo, já é uma prática quase abolida dos sistemas de produção de ovinos no Brasil por causar mais prejuízos que benefícios. O manejo geral do rebanho deve ocorrer de forma calma, com ausência de barulhos excessivos e com a contenção correta dos animais para a realização de procedimentos necessários (Figura 6). O tratamento de outras doenças também é importante, pois a dor ocasiona estresse e diminuição no consumo de alimentos.

Figura 6 - O bem-estar dos animais depende da condução calma do rebanho e da contenção adequada para a realização de procedimentos necessários.



A verminose engloba fatores muito mais amplos que somente o tratamento anti-helmíntico. Animais bem nutridos, geneticamente selecionados, criados em sistemas de produção adequados, sem estresse e enfermidades são menos sensíveis às infecções parasitárias. Frente ao problema da resistência anti-helmíntica, devemos enxergar o fator verminose como totalmente dependente do sistema de produção, para que possamos conseguir um equilíbrio entre produção e sanidade. É importante ressaltar que os fatores discutidos devem ser considerados juntamente com a adoção de critérios de tratamento adequados (OPG, Famacha e sinais clínicos) utilizando anti-helmínticos eficazes.

Na parte II do artigo discutiremos a respeito da relação entre verminose e os vários tipos de sistemas de produção, considerando o uso da pastagem (tipos e manejos) do confinamento (instalações e categorias), do desmame (realização e idades) e de suplementação (tipos e níveis).

JORDANA ANDRIOLI SALGADO

Médica Veterinária (UFPR).
Mestre em Ciências Veterinárias (UFPR/LAPOC).
Doutora em Biociências e Biotecnologia (UENF).
Pós doutoranda em Ciência Animal (PUCPR)
Consultora em ovino/caprinocultura e doenças parasitárias.

EDSON F EVARISTO DE PAULA

Zootecnista (UFPR),
Mestre em Ciências Veterinárias (UFPR)
LAPOC - Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos da UFPR

ALDA LÚCIA GOMES MONTEIRO

Coordena o Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos (LAPOC) da UFPR

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GISELLE CUTRIM DE OLIVEIRA

SÃO LUÍS - MARANHÃO

EM 05/05/2012

Parabéns pelo artigo, realmente muito esclarecedor. O Maranhão não difere do cenário nacional no que diz respeito às infecções parasitárias na caprinovinocultura e esse é um grave problema que temos enfrentado, principalmente no período atual,que é o período das águas e esse fato ainda se torna pior quando a gente leva em consideração a resistência que os parasitas têm adquirido diante  dos diferentes princípios que temos utilizado. Acho que é bastante válida essa troca de informações que vocês proporcionam a nós leitores.
LEONARDO GUIMARÃES

ITAPETINGA - BAHIA - ESTUDANTE

EM 22/02/2012

Olá, boa noite Jordana!!!

Realmente ficou muito bom!!!

Já tive a oportunidade de ler a segunda parte,e gostei bastante...Parabéns!!!!

Confesso, que não tenho muita afinidade com o setor de caprino e ovino.No entanto, estou procurando ler sobre para adquirir. Por sorte, encontrei logo o seu artigo..kkk.

Obrigado por responder.



Att.
JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 22/02/2012

Prezado Leonardo Guimarães, eu procurei simplificar ao máximo o assunto que é um pouco complexo. Fico muito contente que tenha sido compreendido, espero que goste da segunda parte que já está disponível.

Obrigada pelo comentário.

Att.
LEONARDO GUIMARÃES

ITAPETINGA - BAHIA - ESTUDANTE

EM 19/02/2012

Prezada Jordana Andrioli, parabéns pelo artigo.

Você o redigiu de forma muito clara, de forma, que seja entendido por todo tipo de público.

A quantidade de informações também foi bastante notável.

Aguardo ansioso pela próxima parte.



Att.



Leonardo Guimarães
JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 20/01/2012

Prezados Pedro, João Paulo, Paulo Hope e Karin Gomes. Muito obrigada pelos comentários, em breve postaremos a segunda parte do artigo.



Att.
KARIN GOMES

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PARANÁ

EM 19/01/2012

Gostei muito desse artigo, pois consegue alcançar não só o público acadêmico como também trazer informações de suma importância a um produtor iniciante!!  

Parabéns pessoal!!!!

   
PAULO HOPPE

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PARANÁ - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 19/01/2012

Precisamos de mais artigos como este. É notório a credibilidade e excelente trabalho realizado pelos autores deste artigo. Quão ansiosa é a espera pela segunda parte. Parabéns e sucesso a todos.
JOAO PAULO ZEREK

CURITIBA - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 19/01/2012

Excelente artigo, para mim que tive recentemente a disciplina, pude ampliar um pouco mais os conceitos sobre a relação entre os eventos destacados no artigo! Vou guardar o material e espero pela segunda parte!
PEDRO HESPANHA

CURITIBA - PARANÁ - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 19/01/2012

Parabéns aos autores pelo excelente material, muito claro, inteligente e com ótimas ilustrações. Estou aguardando ansioso pela segunda parte.

JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 18/01/2012

Prezado Paulo Vilibaldo Beckmann, fico muito feliz que o artigo tenha contribuído de alguma forma. A troca de experiências com técnicos e produtores  é um ponto que acho  muito interessante nesse site, pois faz com que possamos ampliar o conteúdo do assunto discutido.

Obrigada pelo comentário.
PAULO VILIBALDO BECKMANN

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL

EM 17/01/2012

Parabens aos autores pelo excelência do artigo apresentado. O maior aprendizado foi a troca de informações feitas através dos diversos comentarios e respostas. Muito obrigado! Aprendi muito.

.
JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 16/01/2012

Prezado Edgar Felix Natanael Dombolo, essa expressão "receita de bolo" é muito utilizada no Brasil para descrever alguns protocolos que as pessoas seguem como padrão. Porém, como sabemos, a verminose é muita mais abrangente e deve ser avaliada individualmente.

Obrigada pelo comentário.
JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 16/01/2012

Prezado Marcelo Tavares Pinheiro, agradeço os elogios e estou à disposição para tirar qualquer dúvida. Em breve postaremos a segunda parte do artigo.

JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 16/01/2012

Prezado Leonel Salustiano, obrigada por complementar com preciosos comentários. Realmente a taxa de lotação deve ser averiguada com cautela. Como disse, o período de 40 dias é de acordo com o ciclo da pastagem que usa, devendo tomar cuidado com a oferta e a altura da pastagem.
EDGAR FELIX NATANEL DOMBOLO

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/01/2012

Excelente artigo, gostei da expressão "receita de bolo".
MARCELO TAVARES PINHEIRO

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RIO DE JANEIRO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 13/01/2012

Este foi um dos melhores artigos sobre ovinos que já li. Sóbrio, atual, conciso e inteligente. Aguardo ansiosamente por sua continuação. Os autores estão de parabéns.
JOSÉ LEONEL VICENTE SALUSTIANO

ARACAJU - SERGIPE - ZOOTECNISTA

EM 13/01/2012

O amigo José Leodecir, de Tangará da Serra- MT, deve ter bastante cuidado ao lançar mão da rotação de cultura para diminuir a infestação de ferminoses. Em um sistema de rotação de pastagem onde os animais passam de 30 a 40 dias para retornarem ao piqueti, e com altas taxas de lotação, os efeitos podem ser contrarios devido a grande quantidade de animais em pequena área. Em épocas do ano em que as temperaturas são altas, acima de 30 ºC, a rotação de pastagem pode ser intereçante.

A depender do sistema de produção da propriedade, uma rotação de pastagem utilizando bovinos, em um repasse no piquete apos a saida dos ovinos, pode ser proveitoso.



Desde já agradeço ao Farmpoint pelo espaço, e aos altores pelo maravilhoso artigo.
JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 13/01/2012

Caro José, o período de descontaminação do pasto realmente varia muito de acordo com o clima, com o tipo de pastagem e com o tipo de verme. De qualquer forma,  pode demorar meses, o que não é viável do ponto de vista da produção. Geralmente o que se recomenda é fazer a rotação em torno de 40 dias, de acordo com o manejo de cada pastagem. O que eu indico é prestar a atenção na altura da pasto, pois assim você pode realmente diminuir a exposição dos animais às larvas.

Rotacione seus piquetes respeitando o manejo adequado da pastagem, sem deixar muito "raspado" e sem colocar altas lotações.  Esperar a descontaminação é inviável, mas manejando bem a pastagem (altura adequada) conseguirá expor menos os animais à infecção, sem falar no fator nutricional que será melhorado.

Uma forma de diminuir a contaminação do pasto é rotacionar com outras espécies animais, bovinos por exemplo, ou com alguma cultura agrícola. Mas nesse caso tem que ver se é viável na sua propriedade, pois requer maior disponibilidade de forragem.



Espero ter ajudado e obrigada pelo comentário.

JORDANA ANDRIOLI SALGADO

CURITIBA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 13/01/2012

Obrigada pelo comentário Leonel, realmente o período das chuvas é crítico devido ao ambiente propício para os parasitos. A amamentação controlada é uma forma interessante de terminação de cordeiros, pois evita altas lotações no confinamento e possibilita maiores cuidados aos animais com imunidade imatura. É válido lembrar que além das instalações higienizadas, como comentou, é importante fornecer alimento de qualidade aos cordeiros que ficarão parte do dia sem o leite materno.

Na seca, apesar da carga parasitária diminuir, os animais estão em uma situação nutricional pior, o que também requer cuidados.

JOSE LEODECIR MESSA DE DEUS

TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - OVINOS/CAPRINOS

EM 12/01/2012

Autores dese conteudo. Uma pergunta. Para diminuir a infestaçao no pasto fasemdo rotaçao . Quantos dias se pode voltar ao mesmo pasto e se pode ter alguma variaçao de tempo confome a epoca do ano . chuvoso ou seca.                                                                               



      Obrigado abraço.