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Produção de caprinos de corte no semiárido: criação de mestiços Boer x SRD criados no sistema semi-intensivo

POR BONIFÁCIO BENICIO DE SOUZA

E ANDERSON LUIZ NASCIMENTO DA SILVA

PRODUÇÃO

EM 10/06/2011

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A importância econômico-social dos caprinos criados no Nordeste do Brasil reside na produção de leite e de carne para alimentação das populações de média e baixa renda, como fonte de proteína animal de baixo custo (SILVA et al., 2000). A criação de caprinos vem sendo uma das alternativas mais promissoras para a região do semiárido, por conta de sua resistência às intempéries climáticas e por sua capacidade de aproveitamento de forragens de baixa qualidade, principalmente na época de seca.

Apesar da boa adaptação dos caprinos às condições climáticas do Nordeste, região detentora de mais de 90% de todo rebanho nacional, o sistema de criação extensivo associado à falta de práticas corretas de manejo, às intempéries climáticas e principalmente aos cruzamentos desordenados, contribuiu para o surgimento de um grande percentual de animais sem padrão racial definido (SRD), rústicos e pouco produtivos (MARTINS JÚNIOR et al., 2007).

Os caprinos foram introduzidos no Brasil pelos colonizadores. São, portanto, as raças na sua maioria de origem de clima temperado, e ao se ajustarem às condições tropicais, principalmente ao semiárido, sofreram modificações morfofisiológicas no processo de adaptação ao longo dos anos, ganhando em resistência às condições ambientais impostas, porém com perdas em produtividade.

Na tentativa de contornar esse problema várias medidas vêm sendo tomadas, destacando-se o melhoramento genético, através de programas de cruzamentos com raças exóticas especializadas na produção de carne ou leite (LÔBO et al., 2010). Dentre as raças de corte selecionadas, a Boer vem sendo criada e pesquisada no semiárido e em outras regiões do país (LÔBO et al., 2010), tendo a mesma se destacado pelo elevado grau de adaptabilidade, quando testada em situação de confinamento (SANTOS et al., 2005) ou semiconfinamento (SILVA et al., 2006), contudo em sistema extensivo de criação os trabalhos são escassos.

Segundo Rocha et al. (2009) há predominância desse sistema na criação para caprinos, o que predispõe os animais a condições nutricionais e de temperatura e umidade inadequadas em determinadas épocas do ano. De um modo geral, os animais não têm condições de exteriorizar todo o seu potencial produtivo nesse sistema de criação no semiárido, principalmente as raças especializadas para alta produção (SOUZA et al., 2011).

Fisiologicamente os animais reagem diferentemente a exposições frequentes à radiação solar, a mudanças drásticas de temperatura e a outros fatores ambientais, alterando o comportamento e a produtividade dos mesmos.

A escolha de raças apropriadas para uma determinada região depende do conhecimento, não somente da área e do clima à que o animal será submetido, mas das características e do grau de rusticidade dos animais, para o melhor aproveitamento do seu potencial produtivo. O estudo das variáveis ambientais e fisiológicas tem o papel de diagnosticar a melhor raça ou grupo racial com maior adaptação ao clima da região onde vai ser criada.
O conhecimento das variáveis climáticas, suas interações com os animais e as respostas comportamentais, fisiológicas e produtivas são preponderantes na adequação do sistema de produção aos objetivos da atividade. Dessa forma a interação animal-ambiente deve ser considerada, quando se busca maior eficiência na exploração pecuária (SOUZA, et al. 2008).

A avaliação da tolerância e da capacidade de adaptação das diversas raças como forma de embasamento técnico para sua exploração, bem como das propostas de introdução de raças visando à obtenção de tipos ou raças com maior capacidade de produção no semiárido é imprescindível para o desenvolvimento sustentável da caprinocultura nessa região, onde a vegetação de caatinga torna-se uma das principais fontes de alimento para os animais, mesmo apresentando uma baixa capacidade de suporte (BEZERRA, et al., 2011; SILVA et al., 2010).

As raças especializadas puras, na maioria das vezes, são inviáveis para determinadas regiões e sistemas de criação. Souza et al. (2011) citam que os caprinos puros das raças Boer e Savana apresentam elevado índice de tolerância ao calor, contudo necessitam de instalações adequadas que atendam às exigências térmicas, principalmente no período da tarde. A suplementação com volumoso e concentrado são indispensáveis para a obtenção de resultados satisfatórios no semiárido, principalmente na época seca do ano. A prática do armazenamento e conservação de forragens é de suma importância para aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade da caprinocultura no semiárido.

Diante da realidade atual da caprinocultura de corte, onde o sistema de criação predominante ainda é o extensivo, no qual os animais enfrentam diretamente as adversidades do clima e a escassez de alimentos em determinado período do ano, a maior parte do rebanho é constituído de animais sem raça definida (SRD) e animais mestiços com diversos graus de sangue, principalmente, da raça Boer. O núcleo de pesquisas bioclimatológicas do semiárido (NUBS), vem desenvolvendo algumas pesquisas no sentido de avaliar os melhores grupos genéticos e as práticas de manejo que permitam explorar a caprinocultura de corte e de leite no semiárido de forma sustentável, visando o aumento da oferta de alimentos com geração de empregos e renda e melhoria da qualidade de vida da população do semiárido

Dentre as pesquisas realizadas, avaliou-se a influência do ambiente sobre os parâmetros fisiológicos de caprinos F1 Boer x SRD terminados em pastagem nativa e submetidos a diferentes níveis de suplementação (SILVA, 2009).

A pesquisa foi realizada na fazenda experimental NUPEARIDO (Núcleo de Pesquisa do Semiárido), pertencente ao Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Campus de Patos, no período de junho a agosto de 2007.

Geograficamente, o município de Patos está localizado na mesorregião do Sertão Paraibano, a 7º 1´ latitude Sul e 35º 1´ longitude Oeste de Greenwich com altitude de 242 m acima do nível do mar. A região caracteriza-se por apresentar um clima BSH (Köppen) classificado como quente e seco, com temperatura máxima de 32,9 °C e mínima de 20,8 °C e umidade relativa de 61% (BRASIL, 1992).

Foram utilizados 24 caprinos machos inteiros F1 Boer x SRD, com idade aproximada de 120 dias, num esquema fatorial 4 X 2, quatro níveis de suplementação (0,0, 0,5, 1,0, 1,5% do peso vivo em matéria seca) e dois turnos (manhã e tarde), com seis repetições e duração de 75 dias. O sistema de criação utilizado foi o semi-intensivo, a suplementação foi formulada segundo a AFRC (1995) e ARC (1980) e composta por milho moído (53,21%), farelo de soja (3,76%), torta de algodão (13,61%), farelo de trigo (24,43%), calcário (1,5%), núcleo mineral (1,74%) e óleo de soja (1,75%), para um ganho de peso médio diário de 200 g, o arraçoamento foi realizado às 16 horas e no decorrer do dia os animais eram mantidos no pasto composto por pastagem nativa numa área de em 2,4 ha.

Os animais tinham acesso livre à água no período de pastejo diurno, direto no açude da área experimental, e no período de suplementação onde os animais permaneciam num cercado com gaiolas equipadas com cocho e baldes para água para seus respectivos níveis. Os animais sem suplementação permaneciam no cercado das 16 às 7 horas, onde eram soltos no pasto, já os animais que recebiam a suplementação só eram liberados no cercado a partir das 18 horas para dormirem até as 7 horas.

A vegetação da área experimental caracterizava-se pela presença de espécies lenhosas nativas, como: jurema-preta (Mimosa tenuiflora (Will Poir.)), marmeleiro (Croton soderanus Muell. Arg.), catingueira (Caesalpinia bracteosa Tul.), cajarana (Spondias sp), juazeiro (Zizyphus joazeiro Mart.) e craibeira (Tabebuia caraiba Bur); e exóticas como algaroba (Prosopis juliflora (Sw)), cajueiro (Anacardium occidentale), que juntas representavam cerca de 10 a 15% de cobertura do solo.

Na composição botânica do estrato herbáceo destacam-se gramíneas como as milhãs (Brachiaria plantaginea e Panicum sp), capim buffel (Cenchrus ciliares L), capim rabo de raposa (Setaria sp) e capim panasco (Aristida setfolia H.B.K.); dicotiledôneas como a malva branca (Cassia uniflora), alfazema brava (Hyptis suaveolens Point), mata pasto (Senna obtusifolia (L.) HS irwin & Barneby) e erva de ovelha (Stylozanthes sp).

Os animais tinham acesso livre às áreas de sombreamento natural, compostas pelas espécies arbóreas acima citadas, durante o período de pastejo sem nenhum tipo de restrição.

Figura 1 - Representação da área experimental.



As médias do índice de temperatura do globo negro e umidade na sombra e no sol (ITGUSB e ITGUSL) em função dos turnos, constam na Figura 2.

Figura 2 - Médias do índice de temperatura do globo negro e umidade na sombra (ITGUSB), índice de temperatura globo negro e umidade no sol (ITGUSL)



O ITGUSB e ITGUSL apresentaram diferenças significativas (P<0,05), com médias que variaram de 75,12 a 93,10, indicando uma condição de desconforto térmico aos animais. Considerando que o valor de ITGU igual a 83 já indica uma condição de estresse para caprinos (SOUZA, 2010), apenas no ambiente de sombra pela manhã havia condição de conforto térmico.

Os dados referentes à temperatura retal (TR), frequência respiratória (FR), temperatura superficial (TS) e o coeficiente de tolerância ao calor (CTC), constam na Figura 3. Os parâmetros fisiológicos (TR, FR e TS) e o coeficiente de tolerância ao calor sofreram efeito de turno (P<0,05), com médias superiores no turno da tarde para os parâmetros fisiológicos e coeficiente de adaptabilidade.

Figura 3 - Médias da temperatura retal (TR), freqüência respiratória (FR), temperatura superficial (TS) e coeficiente tolerância ao calor (CTC)



Com relação à temperatura retal pode-se verificar um aumento no turno da tarde, com valor absoluto de 39,38°C, reflexo dos elevados valores das variáveis ambientais, porém a temperatura encontra-se dentro da normalidade para caprinos F1 (Boer x SRD), concordando com os valores encontrados por Darcan & Güney (2008), que trabalhando com caprinos, no leste do Mediterrâneo, região de Turkey, obtiveram valores que variaram de 38,81 a 39,88 °C nos turnos da manhã e tarde, respectivamente. Shinde et al. (2002), também trabalhando com caprinos em diferentes épocas encontraram valores da temperatura retal no turno da manhã 38,2°C e no turno da tarde 39,1°C.

Para a frequência respiratória (FR), verificou-se um aumento significativo no turno da tarde em relação ao turno da manhã, tendo um valor absoluto de 56,85 mov/min, indicando uma situação de estresse térmico, mobilizando os mecanismos de perda de calor insensível, que consiste na utilização da evaporação da água da superfície da pele e/ou através do trato respiratório, usando o calor para mudar a entalpia da água promovendo a evaporação. Os valores corroboram com os encontrados por Santos et al. (2006) que variou de 47,36 a 56 mov/min e são inferiores aos relatados por Gomes et al. (2008), que trabalhando com caprinos Moxotó encontraram resultados superiores aos deste estudo, com valores que variaram de 52,6 mov/min no período da manhã e de 70,4 mov/min no período da tarde.

Para a temperatura superficial (TS), registrou-se um aumento expressivo no turno da tarde em relação ao da manhã, variando de 29,47 a 34,30ºC. O aumento da temperatura superficial é reflexo da vasodilatação periférica aumentando o fluxo de calor para o exterior, no turno da tarde. Os valores da TS concordam com os valores encontrados por Silva (2006), que variaram de 29,50 a 33,30°C nos turnos da manhã e tarde. Porém discordam dos valores encontrados por Silva et. al (2007), que trabalhando com caprinos na região do semi-árido paraibano, citam TS variando em animais da raça Boer de 28,02 a 30,37ºC, nos turnos da manhã e tarde respectivamente.

Com relação ao coeficiente de tolerância ao calor (CTC) verifica-se que houve efeito de turno (P<0,05) com médias superiores no período da tarde. As médias do coeficiente de adaptabilidade para caprinos indicam que os animais estão bem adaptados ao meio onde foram terminados; esses resultados corroboram com os observados por Martins Junior et. al. (2007), que registraram CTC variando de 2,49 a 3,04, para caprinos e consideram um bom grau de adaptabilidade.

Considerações finais

A escolha certa da raça ou grupo genético de caprinos para produção de carne associada às melhorias dos sistemas de produção no semiárido é um desafio que deve ser encarado por técnicos e criadores, na busca de aumentar a produção com lucratividade sem agredir o meio ambiente.

A raça Boer, especializada para produção de carne, pode ser utilizada para cruzamento com animais sem raça definida (SRD) que apresentem características favoráveis para produção de carne, assim, aproveita-se os fatores genéticos para alta produção de carne da raça Boer e o elevado grau de adaptação dos animais SRD às condições ambientais do semiárido, de forma que com a melhoria do sistema de criação seja possível incrementar a produção de caprinos de corte.

A utilização de raças especializadas para cruzamentos com animais SRD, deve ser bem orientada no sentido de preservar o patrimônio genético construído durante vários anos (raças nativas ou naturalizadas) de grande importância para o Brasil.

Referências bibliográficas

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BONIFÁCIO BENICIO DE SOUZA

Professor Associado - UAMV/CSTR/UFCG, Bolsista de Produtividade do CNPq

ANDERSON LUIZ NASCIMENTO DA SILVA

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LEONILTON

FLORIANO - PIAUÍ - PRODUÇÃO DE OVINOS DE LEITE

EM 26/08/2014

quero saber qual a raça de ovelha de melhor aptidão para leite,melhor aptidão materna e com mais cordeiro por parto.O objetivo é fazer o cruzamento com o santa Inês e obter matrizes com essas características,para depois trabalhar carcaça.
BONIFÁCIO BENICIO DE SOUZA

PATOS - PARAIBA - PESQUISA/ENSINO

EM 06/06/2014

Bom dia Fagner,



A escolha das raças para cruzamento depende muito da finalidade da produção desejada, se é para corte ou para leite, depende também do sistema de criação se é intensivo ou extensivo.  Pode ser utilizadas fêmeas SRD  ou de outras raças bem caracterizadas para a função produtiva desejada,  observando o sistema de produção  que vai ser utilizado.

Para a escolha das raças a ser cruzadas  veja no endereço: http://www.cnpc.embrapa.br/?pg=orientacoes_tecnicas&uiui=racas.
FAGNER AMARAL

ARACI - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 05/06/2014

Bom as informações são bem uteis, estou preparando um projeto para a criação do Boer como reprodutor, porém estou com duvida, qual matriz melhor para região do nordeste... É uma area bastante quente, para o lado de Feira de Santana BA... Se poder me ajudar agradeço.
JOSE MARIANO DA SILVA

CURRAIS NOVOS - RIO GRANDE DO NORTE

EM 19/01/2013

Tenho uma fazenda com aproximadamente 150hectares , com quatro açudes , sendo dois de grande porte e dois de pequeno porte , o clima é quente durante o dia e a noite é fria, região próximo a cidade de cerro cora , estou querendo trabalhar com criação de caprinos , para corte e leite, quem poderá me ajudar a escolher a raça certa e para uma área desta quantas cabras posso criar
EDUARDO DIAS DA SILVA

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 11/09/2012

obrigado pelas informaçoes tenho uma area em s.filho BA vou criar BOER X SRD OU AGLONOBIANO P/corte.