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Acidose ruminal - causas e soluções

POR ALEXANDRE M. PEDROSO

PRODUÇÃO

EM 29/09/2006

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Nos últimos tempos tenho recebido diversos questionamentos sobre acidose ruminal. Quais os reais prejuízos, como evitar, como maximizar o fornecimento de grãos sem causar problemas para as vacas, enfim, as dúvidas são muitas. E hoje me deparei com um ótimo artigo publicado na edição do dia 10 de maio último na Hoard's Dairyman, e achei que era uma boa oportunidade para discutir esse assunto no radar.

É comum as pessoas acharem que não há problemas com acidose no rebanho até que o consumo de alimentos cai drasticamente, o teor de gordura do leite diminui e começam a aparecer casos de laminite. Mas essas coisas nem sempre acontecem, e isso não significa inexistência de problemas. Mesmo em condições consideradas normais, vacas que consomem quantidades elevadas de carboidratos não fibrosos (CNF), especialmente grãos de cereais, enfrentam períodos de elevada acidez ruminal, especialmente imediatamente após o fornecimento do concentrado ou ração completa. Com isso, mesmo sem nenhuma indicação ou sintoma, o desempenho dessas vacas pode ser prejudicado.

A acidose subclínica ocorre quando o pH do rúmen cai abaixo de 5,8. Com isso o crescimento bacteriano é reduzido, principalmente das espécies responsáveis pela degradação da fibra, de forma que a digestibilidade total da dieta fica comprometida. Os sinais mais comuns da acidose subclínica são hábito de consumo errático, alta variabilidade na produção de leite, fezes inconsistentes, pouca ruminação, e uma depressão geral na aparência da vaca. Com relação às fezes, isso foi tema de um artigo recente publicado aqui no Milkpoint, no radar de sistemas de produção (clique aqui para ler).

O pH cai devido ao acúmulo de ácidos no rúmen, principalmente o ácido propiônico, que deriva da fermentação de carboidratos não fibrosos, especialmente do amido, principal constituinte dos grãos de cereais. À medida que o pH cai, as condições tornam-se propícias para o crescimento de microrganismos que produzem ácido lático, que é cerca de 10 vezes mais forte do que a maioria dos ácidos graxos voláteis (AGV) produzidos no rúmen, o que contribui ainda mais para a redução no pH do meio. Felizmente, em termos comparativos, as concentrações de ácido lático são bem menores que as de ácido acético e propiônico, os principais AGV produzidos pela fermentação ruminal.

Dietas ricas em carboidratos não fibrosos, de fermentação rápida, particularmente as que contém quantidades elevadas de grãos de cereais (amido), via de regra levam a quedas significativas no pH ruminal. Isso é muito evidente em vacas que consomem grandes quantidades de concentrado, poucas vezes ao dia, como é o caso de vacas a pasto de produção elevada, que recebem suplementação com alimentos concentrados.

Nessa situação, a vaca experimenta picos de pH baixo no rúmen, o que abre as portas para o desenvolvimento de microrganismos que produzem bastante ácido lático, instalando-se a condição de acidose, que prejudica bastente o desempenho dos animais.

Em função desse risco, não se recomenda formular dietas para vacas leiteiras com mais de 40% CNF na MS total. Mesmo se o teor de CNF ficar abaixo disso, se houver picos de ingestão de grãos, o problema pode ocorrer. Essa recomendação não leva em conta características dos CNF, como velocidade de degradação dos carboidratos, e nem da fração FDN, como efetividade da fibra. Se a única fonte de energia do concentrado for amido de alta degradabilidade (milho ou sorgo finamento moídos, acúcares, etc), o risco de acidose é maior.

Se a fibra da ração for de baixa efetividade (pequeno tamanho de partículas), também. Para reduzir os riscos de ter prejuízo com a acidose sub-clínica, que na maior parte das vezes, não são perceptíveis, algumas alternativas podem ser adotadas.

Em sistemas de produção a pasto, tamanho de partículas de fibra não é problema, mas freqüência de fornecimento de concentrados pode ser. Uma vaca que produz 25 kg de leite, e come em torno de 8-9 kg de concentrado de uma só vez, pode sofrer muito com acidose sub-clínica, principalmente se esse concentrado for rico em amido. Quebrar esse fornecimento em pelo menos duas vezes é recomendável, bem como substituir parte do amido por uma fonte de energia de degradação mais lenta, como subprodutos fibrosos (polpa cítrica, casca de soja, farelo de trigo, farelo de glúten de milho, caroço de algodão, etc).

Para vacas que recebem ração completa, é importante prestar atenção ao tamanho de partículas da dieta. É fundamental que haja fibra efetiva suficiente para estimular a mastigação, pois com isso há maior produção de saliva, que tem forte ação tamponante no rúmen, evitando muitas flutuações de pH. Essa questão da fibra efetiva foi discutida recentemente neste radar (clique aqui para ler).

Outra possibilidade que pode ajudar é o uso de alguns aditivos. Vou citar aqui alguns tipos bastante pesquisados, e sobre os quais há evidências suficientes para efirmar que podem ser úteis na prevenção da ocorrência de acidose sub-clínica.

Uma primeira possibilidade são as Leveduras. Diversos trabalhos de pesquisa mostram que produtos à base de leveduras vivas estimulam o crescimento de microrganismos utilizadores de ácido lático, o que contribui para a estabilização do pH ruminal. Além disso as leveduras também provêem alguns co-fatores enzimáticos importantes, como vitaminas do complexo B e isoácidos que podem estimular o crescimento microbiano no rúmen.

Outra possibilidade de uso fácil são os tampões, como bicarbonato de sódio ou calcário calcítico. Esses produtos impedem a queda drástica do pH, contribuindo para a melhoria do ambiente ruminal.

Outro grupo de aditivos que têm se mostrado bastante efetivos no controle de pH é o dos ionóforos. Sua adição às dietas inibe o crescimento de espécies produtoras de ácido lático, favorecendo as que produzem ácido propiônico, o que além de ajudar no controle do pH, resulta em maior produção de precursores de energia para a vaca. Além disso os ionóforos também ajudam no controle do crescimento de espécies que produzem metano, que constitui-se numa importante fonte de perda energética no rúmen.

Como mensagem final, enfatizo que para vacas que consomem quantidades elevadas de CNF, principalmente grãos de cereais, o risco de acidose existe, e isso não deve ser ignorado. Com boas práticas de manejo, essas ocorrências podem ser facilmente reduzidas nas fazendas produtoras de leite.

Referência:

de Ondarza, M. B. Rumen acidosis....causes and remedies. Hoard´s Dairyman, v. 151, n. 09, 2006.

ALEXANDRE M. PEDROSO

Engenheiro Agrônomo, Doutor em Ciência Animal e Pastagens, especialista em nutrição de precisão e manejo de bovinos leiteiros

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MARI A HELENA KODEL

GUARATINGUETÁ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/05/2019

Já faço a alimentação em 2 vezes, só o grão úmido seria melhor em 3 vezes? Cada vaca recebe 7 kg de grã o úmido, 2,8 kh de soja e 1.6 kg de caroço de algodão divido em 2 vezes. Grata
JARISMAR S NASCIMENTO

SOUSA - PARAIBA

EM 03/12/2018

Posso usa somente a raspa d mandioca ir farelo d milho pra confinar bois ?
GILBERTO MACHADO

EM 19/03/2018

Boa noite Alexandre.
Enviei maiores informações do Briqfeno para seu Email, se necessário posso te passar o contato do Professor Francisco de Sales Resende Carvalho , quem fez todos os testes com o produto Briqfeno através da empresa Gaia Pesquisas animais.
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Uberlândia (1977), mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1983) e doutorado em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo (1999). Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Clínica Veterinária, atuando principalmente nos seguintes temas: bovino, equinos, intoxicação, ligamento, potro e tumor. Participa do corpo docente da Universidade Federal de Uberlândia ministrando Clínica de Grandes Animais para o curso de Medicina Veterinária e Certificação e Rastreabilidade de bovinos e bubalinos para o curso de Zootecnia.
MARCO

EM 09/03/2018

Caro Alexandre, existe uma média da margem de preço para o tratamento da acidose ruminal?
WANDO

TERESINA - PIAUÍ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/02/2017

O que ocasiona a redução do uso de concentrado em vacas leiteiras, mantendo-as durante o ciclo de lactação apenas em áreas de gramíneas?
EDERSON

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 11/03/2016

Minhas vacas do pré parto estão em acidose comen 4 kl de concentrado por dia 1 kl de feno 15 kl de silagem o que eu posso fazer para ajudar elas
SANDRO LUÍS ARAÚJO ALVES

CAMPINA GRANDE - PARAIBA

EM 11/12/2015

Boa noite, estou com animais com dieta de milho em grão, alguns estão apresentando o problema de acidose, e estão sem se alimentar direito, como deve proceder, pois estes animais passaram por um período de 10 dias de adaptação e hoje já estão com 25 só no milho em grão e concentrado específico para tal fim, no momento não estão comendo em função da acidose.
ANDERSON GIEHL

EM 04/12/2014

Alexandre, estou com um problema de acidose no meu rebanho de 46 vacas 8 já que estão estágio avancado, um dos sintomas é casco sangrando, espumando bastante e fezes mole e com manchas escuras, e uma relativa queda na produção. Isso aconteceu quando acabou um volumoso de aveia e reduzido a silagem de milho. Com isso elas estão hoje com 12kg de racao /dia dividido em duas etapas que antes era de ate 8 kg. Acrescentado feno de tifton aos volumosos. Estão recebendo 8kg de ração 22% Primato e 2kg farelo de milho com 20% de farelo de soja e sal mineral e 2kg de farelo de trigo. Tudo dividido em duas refeições diárias e pastejo com milho capim elefante. O que me aconselha? Providenciei o bicarbonato vou acrescentar ele aos concentrados a partir de amanha. Mais detalhes lhe envio se necessário. Agradeço a atenção!
ALEXANDRE M. PEDROSO

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/10/2014

Felipe, fica complicado opinar apenas com essas informações que você enviou. Se puder me dar mais detalhes, especialmente com relação à composição dos alimentos que utiliza, eu posso te ajudar mais. Por favor, envie mais informações para ampedroso@cowtech.com.br



Abs!
FELIPE

PARAÍ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/10/2014

Alexandre gostaria de umas dicas de como amenizar a acidose de vacas temos um grande problema ja perdemos varias por causa disso e nao sabemos nem mais oq fazer. As vacas sao semi confinadas ficam 1 hora e meia no pasto por dia, recebem 6 a 7 kilos de raçao concentrada ao dia, 4 kilos de casca de soja e 20 kilos de silagem td isso dividido em 2 etapas manham e noite ate estavamos usando bagaço de cevada e paramos as 3 meses e msm assim n deu resultado. Oq vc me diz tenho algo que posso fazer para evitar essa acidose?

Obrigado Felipe Bettin
ALEXANDRE M. PEDROSO

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/04/2014

Prezado Gilberto.



Agradeço pelo envio das informações. Os laudos de análises laboratoriais mostram que trata-se de uma fonte interessante de volumoso para uso na engorda de bovinos em confinamento, equivalente a um feno de média qualidade. No entanto não há no material que você me enviou nenhum estudo comparativo do Briqfeno com outras fontes tradicionais de volumoso, como o bagaço de cana, cana in natura ou feno comum. O relatório do estudo com ganho de peso é muito pobre em informações, não tem valor científico, pois dentre outras coisas, não apresenta características das dietas.



O ponto que merece discussão é o fato de que esse produto nada mais é do que mais uma fonte de volumoso com fibra de elevada efetividade física, e não há nenhuma evidência que aponte uma vantagem em relação a outros para controlar a acidose ruminal.



Este é um espaço para troca de informações técnicas, e tudo o que publicamos aqui deve ter embasamento. Me desculpe a franqueza, mas dizer que esse produto elimina a acidose é uma afronta à inteligência de quem tem um mínimo de conhecimento de nutrição de ruminantes. De forma alguma eu estou desmerecendo o seu trabalho, mas não posso me omitir numa situação como essa, em que esse tipo de informação é postada publicamente num ambiente de discussão técnica.



Estou à disposição para debater o assunto, caso haja interesse. Também seria interessante se você consultasse outros nutricionistas com experiência na área, posso sugerir vários nomes de peso se você quiser, OK?



Atenciosamente,



Alexandre Pedroso
ALEXANDRE M. PEDROSO

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/04/2014

Gilberto, sem dúvidas em tenho muito interesse em receber qualquer literatura científica que mostre a diferença entre esse produto e outras fontes tradicionais de fibra fisicamente efetiva, como o feno comum e o bagaço de cana, por exemplo. Pode enviar para alexandre.pedroso@embrapa.br



Quais pesquisadores da área fizeram experimentos com o seu produto?



Att,



Alexandre Pedroso
GILBERTO MACHADO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 28/04/2014

Prezado Alexandre, temos várias análises do produto.

Me passe o email para te enviar todos os dados que temos.

Quanto a parte comercial, para alimento já esta consolidada , o meu contato foi para divulgar um produto inédito no mercado que tem como alternativa, um volumoso de boa qualidade.

Gostaria de  te enviar uma amostra para que conheça e avalie o produto.

O meu Email é : gilberto@briqfeno.com.br

Att.

Gilberto Machado
ALEXANDRE M. PEDROSO

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/04/2014

Prezado Gilberto. Você tem algum trabalho científico comprovando a eficácia desse produto no controle da acidose?



Qualquer fonte de fibra efetiva ajuda a controlar a acidose, por favor, tenha mais cuidado e critério ao divulgar informações com intuito comercial, especialmente quando essas informações não são corretas ou carecem de sustentação técnico-científica.



Atenciosamente,



Alexandre Pedroso
GILBERTO MACHADO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 27/04/2014

Caro Alexandre,temos um volumoso que desenvolvemos que elimina  a acidose ruminal.

É um volumoso de capim Brachiaria, em forma de feno, que depois é moído, filtrado,e prensado e é aquecido à 200º, este produto por não ser fermentado não da acidose.

Colocamos um quilo do BRIQFENO em cinco litros d'água, em cinco minutos já esta reidratado, pronto para o cocho,imagine um volumoso concentrado.

Analisamos o BRIQFENO, e não foi detectado nenhuma toxina que possa a vir prejudicar o alimento para os bovinos

Temos vários produtores de leite e corte usando, inclusive a UFU, Universidade de veterinária de Uberlândia, alimenta as vacas com BRIQFENO a quase um ano, com resultados surpreendentes, em produção de leite, custo do volumoso economia em frete, armazenagem e mão de obra para alimentar os animais, pois um quilo do BRIQFENO depois de hidratado na proporção de um quilo para cinco litros d`água.

Este produto está sendo usado como REMÉDIO em confinamento de auto grão.

Att. Gilberto    
IRIS BENTO DA SILVA

CÓRREGO DO OURO - GOIÁS

EM 08/03/2014

muito bom o comentario.








IRIS BENTO DA SILVA

CÓRREGO DO OURO - GOIÁS

EM 08/03/2014

oi alexandre, to com vacas a regime de pasto com proteinados,vacas de oitos litros de leite de media, que esta cotando com alizarol 78%,nao tem grumos de matiste, voce sabe o que e? e qual o tratamento?
ANTONIO AUGUSTO ESTEVES COUTINHO FILHO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 11/02/2014

Alexandre, parabéns pelo excelente artigo, fácil de entender e muito revelador.

Abraços.
JOAO LUIZ FRANCESCHI

CÂNDIDO DE ABREU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/01/2014

SOU ZOOTECNISTA RESPONSAVEL POR UMA LEITERIA HOJE DE 1.400 L , MAS O PROBLEMA DA ACIDOSE É ALGO QUE ATRAPALHA MUITO, SOU ADEPTO DE IONOPHOROS A MUITOS ANOS E ACHO QUE COM ISSO SEMPRE CONSIGO CONTROLAR.

GOSTARIA DE SABER SE NA ATUALIDADE JA TEMOS ALGUM PRODUTO QUE SEJA MAIS EFICIENTE QUE ESTE OU TALVEZ ESTE ASSOCIADO A OUTROS TAMPONANTES.

AGRADEÇO A ATENÇÃO, TENHA UM BOM DIA.
MAURICIO NORBERTO MATOS

NOVA CANAÃ - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/04/2013

Gostaria de identificar os sinais clinicos ,da vaca,com acidose.So observando as fezes e suficiente para diagnosticar?Tratamento?