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  2. Produção de leite

Reflexões sobre o uso de ordenha robótica em fazendas leiteiras

A decisão pela adoção dos robôs não pode ser baseada unicamente no custo. O que essa tecnologia pode gerar de benefícios para o produtor de leite? Confira!

Publicado por: Alexandre M. Pedroso

Publicado em: 19/03/2024 - 8 minutos de leitura

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A adoção dos sistemas de ordenha voluntária tem crescido bastante nos últimos 5 anos no Brasil. Estima-se que somente na região sul do país já haja mais de 500 robôs ordenhadores em operação nas fazendas leiteiras. E meu interesse por essa tecnologia também tem crescido bastante, e depois de alguma experiência acumulada nesse tema decidi escrever esse artigo com algumas reflexões sobre o que tenho visto em fazendas que já adotaram a ordenha robótica e sobre minhas conversas com técnicos e produtores sobre o tema.

O grande motivador para que eu decidisse colocar no papel essas reflexões foi uma frase que ouvi de um produtor numa feira agropecuária da qual participei recentemente. Ele passava em frente ao stand de uma das empresas fabricantes de robôs e eu caminhava em sentido contrário. Quando nos cruzamos ouvi ele dizer para a pessoa que o acompanhava: “Quando o leite estiver a R$ 10,00 eu compro um desses”. Não sei o teor da conversa entre eles, só ouvi essa frase, mas isso me fez pensar bastante sobre a adoção dessa tecnologia no Brasil.

Sem dúvidas o custo de um robô é bastante elevado. Comparando com o custo de uma ordenha convencional, o investimento em robôs, considerando o valor por vaca, é significativamente mais alto. Mas esses robôs não são apenas um equipamento de ordenha mais moderno, essa é uma visão míope e estreita do que significa um sistema de ordenha voluntária. A decisão pela adoção dos robôs não pode ser baseada unicamente no custo, o produtor deve ter claro qual seu objetivo ao dar esse passo.

E o que essa tecnologia pode gerar de benefícios para o produtor de leite? Nas minhas andanças nos últimos anos, fazendo treinamentos técnicos e algumas consultorias, tenho recebido 2 relatos distintos de produtores que estão satisfeitos com a mudança. De um lado aqueles que depois de algum tempo com a ordenha robótica estão ganhando mais dinheiro vindo de maior produção de leite, com mais eficiência. De outro lado aqueles que não estão ganhando mais dinheiro, mas tiveram uma melhora significativa na qualidade de vida, por terem mais tempo para se dedicar a atividades que não podiam fazer antes, incluindo lazer e mais tempo com a família.

Também há o grupo dos que não se deram bem com a tecnologia, se arrependeram, e voltaram à ordenha convencional. Boa parte desses perdeu dinheiro no processo. O que há de comum entre esses grupos? A tecnologia. É a mesma em todas as fazendas. Claro que há diferenças entre equipamentos oriundos de diferentes fabricantes, mas são poucas as empresas que fabricam robôs, e há exemplos de sucesso e insucesso com robôs de todas as cores. E quais as diferenças que pude observar entre os grupos citados acima? É o sobre o que vou discorrer nos parágrafos seguintes.

A turma que relata estar ganhando mais dinheiro depois que adotou os robôs me mostra que essa tecnologia pode gerar mais lucro para as fazendas, apesar do seu custo elevado. Dessa forma, será que é preciso rezar para o leite chegue a R$ 10,00 por litro para investir nessa alternativa? Uma coisa unânime entre os produtores desse grupo é que nenhum deles diz que está trabalhando menos, e alguns também dizem que o gasto com mão-de-obra não diminuiu em suas fazendas. Todos dizem que estão trabalhando diferente, menos com os braços  e mais com o cérebro, e que não precisar pular para dentro do fosso de ordenha tem muito valor.

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Um dos grandes benefícios do sistema de ordenha com robôs é a possibilidade de “individualizar” o manejo e nutrição das vacas. O termo está entre aspas por quê na verdade é uma individualização parcial, mas é uma possibilidade inexistente nos sistemas com ordenha convencional. Isso permite, por exemplo, que as vacas que produzem mais leite recebam dieta com mais nutrientes e as em final de lactação, que já estão produzindo pouco, recebam dieta mais barata, com menor densidade nutricional, adequada para o seu nível de produção.

Se essa individualização for bem feita, consegue-se melhorar a eficiência alimentar, ou seja, produz-se mais leite por kg de alimento que as vacas ingerem. E especialmente em tempos de preço baixo do leite, isso tem muito valor. Para que esse processo seja bem executado é preciso que alguém, o produtor ou algum colaborador da fazenda, dedique um bom tempo de cada dia para trabalhar com os dados zootécnicos que os softwares dos robôs disponibilizam, a fim de tomar decisões de manejo mais assertivas. Isso é trabalhar mais com o cérebro, e um dos desafios que percebo em muitas fazendas é que muitos produtores não gostam ou não têm facilidade para fazer isso, e aí as possibilidades de melhor a rentabilidade do negócio ficam mais limitadas.

Para ganhar mais dinheiro com os robôs é imprescindível fazer diariamente a análise dos dados disponíveis para fazer os ajustes necessários para que os sistemas sejam mais eficientes, dados referentes à alimentação, número de ordenhas diárias, número de visitas aos robôs, dentre outros.

Além da questão da nutrição, outro ponto muito importante para ganhar eficiência com os robôs é o número de ordenhas diárias. Nesse sistema esse número não é fixo, como nas ordenhas convencionais, e as vacas mais no início da lactação e as produzindo muito leite precisam ser ordenhadas mais vezes ao dia. Dependendo do volume de leite diário, num sistema com ordenha robótica é possível que algumas vacas sejam ordenhadas 4-5 vezes ao dia. O sistema também permite que as vacas em final de lactação, produzindo pouco leite, façam apenas 2 ordenhas diárias, ou até menos. O intervalo mínimo entre ordenhas pode ser definido por vaca nos robôs, e esse ajuste é de grande importância para que se consiga máxima eficiência no uso da tecnologia. Novamente, para fazer isso adequadamente a análise e interpretação dos dados é fundamental.

Pelos vários relatos que recebi ficou bem claro para mim que quem está tendo mais lucro com os robôs não está trabalhando menos. Mas está trabalhando diferente. Menos tempo na operação e mais tempo na estratégia do negócio, o que faz muita diferença, especialmente por não haver mais os sacrificantes horários de ordenha. O produtor consegue planejar melhor suas atividades, e se for eficiente no uso do tempo consegue se dedicar mais a atividades de lazer e desfrutar de mais tempo com os familiares. E isso tem bastante valor. Outro ponto importante é que esses que conseguem ser mais eficientes e estão lucrando mais com o sistema de ordenha voluntária estão conseguindo pagar o investimento feito nos equipamentos em tempo mais curto. Na minha amostragem, os melhores estão conseguindo pagar totalmente o investimento em cerca de 5 anos, o que é um prazo muito bom.

No grupo dos que se dizem satisfeitos com os robôs, mas não estão ganhando mais dinheiro, o grande benefício relatado é a melhoria na qualidade de vida e a redução na necessidade de mão de obra contratada. Nos produtores desse grupo que tive oportunidade de visitar não houve aumento na produção de leite e nem ganhos significativos na rentabilidade do negócio, mas alguns apontam melhoria na qualidade do leite. O ponto comum é a grande satisfação com a melhoria na qualidade de vida, especialmente por não precisarem mais ordenhar as vacas. Esses produtores claramente não tiram benefício da análise dos dados, pelo menos não completamente, o que impede que tenham ganhos expressivos em eficiência.

A redução na necessidade de mão de obra contratada não se observa em todas as fazendas, e esse é um ponto importante a observar. Mesmo sem precisar mais de ordenhadores, muitas dessas fazendas continuam precisando dos seus colaboradores para outras funções, ou optam por mantê-los justamente para que os proprietários possam se dedicar a outras atividades. De qualquer forma é uma mudança significativa na dinâmica das fazendas, e muitos produtores enxergam valor nessa outra forma de conduzir os trabalhos na fazenda.

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Os casos que conheci de insucesso na adoção da ordenha robótica são poucos, mas existem e em alguns deles os produtores tiveram uma perda financeira bem considerável. Importante destacar que a quase totalidade desses não se deveu a problemas com o funcionamento dos robôs, mas sim à falta de clareza nos objetivos com a adoção da nova tecnologia, a expectativas erradas ou irreais, ou a erros na condução dos projetos, especialmente na transição dos rebanhos da ordenha convencional para o sistema voluntário.

Para ter sucesso na mudança é fundamental ter pleno entendimento de que os robôs não são apenas um outro tipo de equipamento de ordenha, trata-se de um sistema totalmente diferente de produzir leite. O manejo das vacas é diferente, a estratégia de nutrição e alimentação é diferente, e se o produtor não estiver 100% ciente disso as chances de insucesso serão enormes.

Vacas ordenhadas em sistemas convencionais precisam aprender a dinâmica e rotina de um sistema de ordenha robótica, e isso exige paciência e dedicação do produtor. Infelizmente vi casos de gente que acreditou que bastaria desligar a chave da ordenha convencional num dia e ligar a chave do robô no outro para que tudo funcionasse. Outros criaram expectativa de que simplesmente pelo fato de passarem a usar robôs a produção de leite fosse magicamente aumentar, e isso gerou muita frustração, stress e prejuízos para esses fazendeiros.

Eu não tenho dúvidas de que os sistemas de ordenha voluntária têm um enorme potencial para tornar as fazendas mais eficientes, mas os equipamentos não fazem isso sozinhos. Os robôs são ferramentas, se os produtores não souberem usá-las da melhor forma não terão os resultados esperados. Mas aqueles que estão fazendo bom uso da tecnologia estão progredindo e melhorando, seja em termos financeiros seja em relação à qualidade de vida, ou ambos. E os robôs não servem apenas para rebanhos pequenos, hoje temos vários exemplos de grandes rebanhos manejados em ordenha voluntária com grande sucesso.

No Brasil ainda estamos aprendendo como trabalhar de melhor forma com essa tecnologia que já é usada há mais de 30 anos na Europa. Aqui há desafios diferentes, como a qualidade dos volumosos, que precisam ser superados. Mas os casos de sucesso que conheço – e são muitos – me mostram que estamos no caminho certo!

 

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Material escrito por:

Alexandre M. Pedroso

Alexandre M. Pedroso

Doutor em Ciência Animal e Pastagens, CowSignals Expert, especialista em nutrição, manejo e bem-estar de bovinos leiteiros.

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Denise Rosso Casanova
DENISE ROSSO CASANOVA

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/11/2024

Que texto maravilhoso! Minha dúvida é a questão de animais a pasto se adaptarem a essa rotina... Aqui o sistema é a pasto e não pensamos em confinar... Funcionaria a ordenha robotizada?
Alexandre M. Pedroso
ALEXANDRE M. PEDROSO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 15/11/2024

Denise, há pouquíssimos rebanhos mantidos em sistemas de pastejo e ordenhados por robôs no Brasil. Sei de um projeto novo do Grupo Guarujá, perto de Campo Grande/MS e da unidade instalada na Embrapa Pecuária Sudeste. Pessoalmente nunca trabalhei com esse cenário, seria interessante se você pudesse trocar idéias com as pessoas que estão à frente destes projetos que mencionei. Se quiser, posso te ajudar com isso!
Joel Fraga
JOEL FRAGA

BELA VISTA DE GOIÁS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/10/2024

Artigo interessante. Mas, gostaria de uma informação: gado Girolando se adaptam bem a ordenha robotizada..
Alexandre M. Pedroso
ALEXANDRE M. PEDROSO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 28/10/2024

Joel, há poucos rebanhos de gado girolando ordenhados por robôs. Sem dúvidas o desafio é maior, principalmente considerando questões de conformação de tetos e úberes, mas com seleção adequada de animais e excelente manejo, entendo que é possível trabalhar bem com as Girolandas nos robôs.
Marco Antonio couto
MARCO ANTONIO COUTO

PIRACEMA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 16/09/2024

Olá Drº. Alexandre.
Muito obrigado por compartilhar sua experiência com esta análise bem clara do sistema voluntário de ordenha. Sempre quis saber da opinião de uma pessoa especialista e que vive isto há algum tempo. Mas o conceito princpal serve para todos os negocios, se não tiver ação e analise clara destas ações e seus resultados, de nada vale a tecnologia.
Mais uma vez muito obrigado!
Alexandre M. Pedroso
ALEXANDRE M. PEDROSO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 16/09/2024

Olá Marco! Muito obrigado pelo comentário. Concordo com você, são princípios que valem para todos os negócios!!!
Rene Nielsen
RENE NIELSEN

UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/03/2024

Instalamos dois robôs da Lely e estamos a 10meses com essa nova tecnologia e é exatamente o que foi relatado no texto…estamos muito satisfeitos e não nos vemos mais trabalhando sem essa tecnologia …
Caio Vitor
CAIO VITOR

FORTALEZA - CEARÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/03/2024

Professor, parabéns pelo artigo. Uma dúvida seria a trasnsicao para o sistema robotizado, qual seria as técnicas de manejo para adaptar as vacas??
Alexandre M Pedroso
ALEXANDRE M PEDROSO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/03/2024

Caio, o fundamental é entender que nos sistemas com ordenha voluntária as vacas devem "ser apresentadas" aos robôs de forma tranquila e gradual para que possam se acostumar com a nova dinâmica e com os novos equipamentos. Basta seguir adequadamente as orientações dadas pelas equipes das empresas fornecedoras de robôs e não ter pressa, não querer "queimar etapas". O processo de transição demanda total comprometimento da equipe de manejo da fazenda e eventualmente algumas noites de pouco sono, mas se for feito um bom planejamento para a transição a coisa vai bem e em poucas semanas as vacas estarão perfeitamente adaptadas. O processo varia de fazenda para fazenda, pois há muitas particularidades em cada caso, como desenho dos barracões, tamanho do rebanho, etc.
É fundamental que todos os envolvidos - produtor, equipe da fazenda, técnicos da empresa fornecedora dos robôs - invistam tempo no planejamento do processo. Isso torna a execução bem mais tranquila.
eduardo xavier
EDUARDO XAVIER

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/03/2024

Alexandre, como sempre excelente texto. Existe realmente uma falta de entendimento na ferramenta, onde ela tem sido exposta como solução milagrosa.
A base segue a mesma para producao de leite: boa genetica, manejo, sanidade, bons dados reprodutivos e ótima nutrição (comida de qualidade e bem formulada). Apartir daí à robotização fara seu trabalho.
O inverso não é verdadeiro.
Como todo bom brasileiro os casos de insucesso sempre são mais aclamados do que os de sucesso. A ferramenta veio para auxiliar com muita tecnologia.
Alexandre M Pedroso
ALEXANDRE M PEDROSO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/03/2024

Perfeito Eduardo! Você destacou 2 coisas importantíssimas, os conceitos fundamentais são os mesmos em ordenha convencional ou robótica, o que muda são algumas estratégias e táticas relacionadas ao manejo, e o equipamento não é solução milagrosa, é preciso fazer bom uso dele!
Bruno Vicentini
BRUNO VICENTINI

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 22/03/2024

Muito bom o artigo! Obrigado por compartilhar essa experiência!
Em resumo, é tratar a atividade como um negócio, de forma dinâmica e racional. Usar mais o cérebro e menos os braços.
São muitas as vantagens, mas acredito que os volumes de dados gerados por um sistema desse, se bem analisados podem mostrar diversos caminhos ao produtor. Podem mostrar de forma numérica os erros e acertos, indicar os melhores caminhos a seguir, "sem achismos".
Estamos na era "dos dados digitais"! Quantos serviços "gratuitos", não pagamos através dos dados que geramos?
Murilo Romulo Carvalho
MURILO ROMULO CARVALHO

PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 21/03/2024

Como sempre, uma aula! Obrigado por compartilhar o conhecimento, professor Alexandre!
Lendo seu artigo conseguir relacionar os perfis à diversas fazendas que visitei aqui no Canadá. Acredito que a parte da expectativa do que o sistema vai entregar conta muito para o resultado após implantação, além do perfil do produtor. Um fator chave acho que é a evolução da tecnologia. Os robôs modernos são MUITO melhores e eficientes do que os modelos antigos, tanto na parte mecânica como na parte de software, o que conta muito para experiência como um todo. Vários que trocaram um modelo antigo para um mais novo dizem ter sido uma melhora incrível que a princípio nem esperavam. Além disso, hoje já temos muita pesquisa feita e vários produtores para compartilhar a experiência. Claro que ainda temos muito o que aprender, mas saímos da idade da pedra para os tempos modernos em termos de pesquisa sobre o sistema.

Recentemente tenho ouvido bastante gente falar sobre "o conhecido que colocou robôs e tirou 2 anos depois". Ouvi de vários que viam o tempo no galpão como desperdício, instalaram robôs e foi um desastre. Eles continuaram "gastando" tempo com as vacas, mas de maneira diferente, e eles não estavam preparados ou queriam isso. O fato de estarem ali na hora da ordenha os obrigavam a gerenciar algo que não gostavam, então o sistema ainda funcionava. Quando colocaram robôs, conseguiam não estar presentes e a gestão das vacas foi por agua abaixo. É fato que o sistema não é para qualquer um, mas com certeza abre um leque de oportunidades para aqueles que estão dispostos a tirar o máximo do sistema.
Alexandre M Pedroso
ALEXANDRE M PEDROSO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 22/03/2024

Excelentes comentários meu caro, obrigado por compartilhar. A evolução dos equipamentos é notável, sem dúvidas isso tem um papel importante no processo. Mas o fundamental é entender que os robôs são ferramentas e que é preciso entender bem como funcionam para que a experiência seja positiva! E certamente o alinhamento de expectativas também é fundamental.
ALEXANDRE GALLUCCI TOLOI
ALEXANDRE GALLUCCI TOLOI

BAURU - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 20/03/2024

Mais um artigo de qualidade do Alexandre Pedroso. Em minha visão, que nos últimos 10 anos estou trabalhando com ordenha voluntaria e seus usuários, seus últimos parágrafos salientam as principais necessidades de uma propriedade que opta por um sistema de ordenha voluntario, independentemente do tamanho do rebanho: definição dos principais motivos para optar pelo sistema, adaptação dos animais, adaptação da rotina de operação, necessidades básicas para máxima eficiência do processo e definição do correto manejo nutricional para o sistema que se define trabalhar (fluxo - qualidade de volumoso) - esses certamente são os pilares para se buscar o máximo que o sistema pode lhe entregar, onde se tem vários produtores com + 2.800 lts média/dia , isso dá mais de 1 milhão de lts por robô ano, e com resultados operacionais que se comparam a fazendas de países que tem mais de 20 anos de uso dessa tecnologia. Vale sempre avaliar a implantação de tecnologia em propriedades, desde que se defina o proposito para tal e onde pode se chegar. Parabéns pelo artigo.
Cristiano Martins
CRISTIANO MARTINS

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/03/2024

Olá. Muito bom o artigo!.
Sou produtor de leite em.MG, juntamente com meu irmão e meus pais!
Estamos namorando esta tecnologia já alguns anos.
Visitei já algumas fazendas e sempre a sensação que tenho é que o.controle dos processos fica mais fácil (Gestão dos dados, tomadas de decisões).
Mais uma vez parabéns pelo Artigo
Helder de Arruda Córdova
HELDER DE ARRUDA CÓRDOVA

CASTRO - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 19/03/2024

A adoção da sistema de ordenha robotizada, assim como a ordenha convencional exige gestão, e acima de conhecimento de manejo, alimentação, genética e bem estar animal. Na minha opinião e experiência com o SOR adquirida durante o doutorado, ao acompanhar a implantação do sistema, em 2013.e 2014, na Fazenda Santa Cruz de propriedade do Armando Rabbers, em Castro, o que resultou na minha tese de doutorado, a propriedade em termos de confomação (sistema mamário, pernas e pés), produção de volumoso, instalações, colaboradores capacitados, qualidade do deve estar preparada. O SOR não é solução para resolução de problemas, como por exemplo, CCS alta, vacas com laminite, baixa produção de leite, etc. Sem dúvida a introdução do SOR será um divisor de águas na atividade leiteira do país pelo alto nível de automação e precisão.
Caio Vitor
CAIO VITOR

FORTALEZA - CEARÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/03/2024

Poderia me enviar sua tese? O tema sobre ordenha robotizada e como implantar o sistema me causa muito interesse. Sou do Ceará veterinário e atendo pequenas e médias propriedades
caiovitorveterinario@gmail.com

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