Sou leite e não sou agro?
Leite praticamente não está representado no movimento Sou Agro. Porque? Veja Espaço Aberto escrito pelo produtor de leite e jornalista Emerson Gonçalves
Leite praticamente não está representado no movimento Sou Agro. Porque? Veja Espaço Aberto escrito pelo produtor de leite e jornalista Emerson Gonçalves
A falta de uma prévia e profunda avaliação da situação da produção do país para a elaboração da Instrução Normativa 51 (IN 51) é a responsável pela situação de hoje. Seu objetivo de atender novos mercados, através da implantação de um controle da qualidade do leite dando a este um padrão de qualidade internacional e a perspectiva de pagamento por qualidade que beneficiasse o produtor com melhores preços pelo produto, foram os grandes motivos para a proposição desta normativa.
Apesar de ser considerado um país em desenvolvimento, o consumo de proteína animal no Brasil, apresenta distinções quando comparado com outros países. Para a proteína carne, o consumo situa-se nos patamares observados nas nações mais ricas, superando a cifra de 80 quilos por habitante por ano (Carvalho, 2007). Em contrapartida, para o leite, o consumo nacional está muito abaixo se comparado mundialmente, e até mesmo se encontra abaixo do determinado pelo Ministério da Saúde brasileiro.
Nos dias de hoje, é muito fácil produzirmos uma vez que o acesso a tecnologia é mais fácil que antigamente. Lembro-me muito bem, que nossos avôs andavam algumas horas para chegar até a cidade, para trocar muitas vezes alimentos básicos como feijão, arroz e milho por produtos manufaturados dentre eles vestimentas e artefatos metálicos para aplicarem, primeiramente em casa, mais muitas vezes o leite produzido pelas vaquinhas "Mimosas" era essencial, e, desta forma, o que era pra casa "virava" para a vaca.
A essência do sistema cooperativista é a cooperação, isto é, uma união de esforços conjuntos no intuito de atingir objetivos comuns. Valendo-se do capitalismo como base de sustentação e do socialismo como base de equilíbrio harmonioso de distribuição da riqueza, o cooperativismo propugna por uma sociedade mais justa, mais humana e mais comprometida consigo mesma. Seu princípio fundamental é a igualdade de direitos. Ninguém é melhor ou maior que o outro. Na Sociedade Cooperativa todos os seus membros têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações.
Explorar o mercado de lácteos chinês é algo que temos plenas condições de realizar. Desde que consigamos resolver aspectos ligados à logística e ao custo com transporte, além de habilitar laticínios brasileiros para exportar para a China. Pode não ser uma tarefa fácil considerando o nível de exigência da legislação chinesa. No entanto, o Brasil já exporta hoje 11 bilhões de dólares de produtos agrícolas para aquele país - a soja é o nosso principal produto (7 bilhões de dólares). Se outras cadeias produtivas conseguiram conquistar aquele importante mercado, a cadeia do leite também pode. Basta querermos, demonstrando com habilidade o nosso potencial e a qualidade de nossos produtos.
Os argumentos apresentados permitem concluir que, diante do aumento do salário e, por consequência, do custo de produção, o caminho para a sobrevivência do produtor passa pelo aumento da quantidade produzida. Em trabalho acadêmico, desenvolvido recentemente, concluí que a atividade leiteira passa a ser atrativa com produção acima 500 litros de leite/dia e a atratividade cresce com o aumento da produção.
A negociação do novo Código Florestal voltou às vias do radicalismo após a divulgação da nova proposta no dia 2 de maio. O clima de disputa entre produção e conservação foi intenso nos últimos dias, e o novo adiamento da votação decidido na madrugada do dia 12 de maio, após muito enfrentamento no Congresso, mostra o quão importante é negociar o novo Código visando a benefícios para toda a sociedade.
O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), apesar de não contemplar todas as reivindicações dos produtores rurais do Brasil, poderá conter grandes avanços e restaurar a racionalidade crítica nesta questão, devolvendo a segurança a quem investiu todos os seus meios e o seu destino para criar a grande agricultura brasileira, patrimônio natural de todo o País.
As aplicações desenvolvidas são as mais amplas em produção de alimentos, como panificação, sorvetes, misturas lácteas (os leites modificados), chocolates e outros, e da indústria de nutrição animal em premixes e núcleos de suínos, principalmente, e também gado de leite. O ingrediente é valorizado na substituição total ou parcial do leite in-natura ou leite em pó integral ou desnatado nessas aplicações, mantendo parte de seu perfil nutricional sobretudo no que se referem as frações do leite como a Lactose e Proteína de Soro.
A disputa entre estados na cadeia produtiva do leite é uma guerra cujo resultado já é conhecido: todos perdem. Os conflitos e as retaliações no ICMS do leite e derivados nos estados não é assunto novo, mas a cada dia toma contornos mais dramáticos. Além dos incentivos financeiros e aproveitamento de créditos de ICMS, partiu-se para a redução de alíquota no âmbito interno e concessão de crédito presumido nas operações interestaduais.
Os questionamentos feitos pelos usuários do MilkPoint sobre a aplicação ou não das novas normas da IN-51 sobre a qualidade do leite são muito interessantes. Eles me levaram a fazer uma reflexão mais profunda sobre o problema e eu gostaria de compartilhá-la com os leitores.
Devido à abertura comercial de mercados em todo o mundo impulsionada pela globalização, é importante...Parte 3
Devido à abertura comercial de mercados em todo o mundo impulsionada pela globalização, é importante ter conhecimento...Parte 2
À medida que a crise no mundo árabe se alastra, seus efeitos sobre o restante do globo vão sendo sentidos. Trata-se de importante região produtora de petróleo e altamente dependente de importações, inclusive do agronegócio. Os altos preços dos alimentos, aliás, foram relevantes para o surto de revoltas nessa região de elevada concentração de renda e de marcante pobreza.
Devido à abertura comercial de mercados em todo o mundo impulsionada pela globalização, é importante ter conhecimento...Parte 1
Quando entreguei meu pouco leite para o poderoso Nilza, eu o fiz para o laticínio que tinha como sócio o poderoso, etc, etc, BNDES. Ora, pílulas, vender alguma coisa para um Banco do Brasil, uma CEF, um BNDES é venda garantida, é certeza de retorno, é certeza que teremos o dinheirinho da venda na nossa conta. Para mim, ser simplório como alguns me chamam, é assim que é. Eu acredito na integridade dessas instituições.
Os processos de produção agropecuária, de diversos países europeus, já utilizam as BPA, são notórias e aceitas pelo setor. Muitos destes processos são as bases para as certificações de qualidade e denominações de origem, bastante utilizadas e reconhecidas como fator de agregação de valor aos produtos na Europa. No Brasil estas práticas, apesar de já serem divulgadas há vários anos, com alguns programas vigentes, não são utilizadas a contento pelos produtores. No campo, percebe-se grande desconhecimento destas, aliadas a descrença que de fato serão benéficas.
Não é o Código Florestal Brasileiro que guarda relação com os fatos ocorridos na Região Serrana do Rio de Janeiro, como faz acreditar a matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo. Lamentavelmente, a matéria se aproveita da tragédia para tentar criar dificuldades no aperfeiçoamento de uma legislação anacrônica, que coloca hoje na ilegalidade quase 100% das propriedades rurais do País, principalmente as pequenas, onde vivem e trabalham milhões de brasileiros. O tipo de denúncia promovido por certos consultores e organizações não governamentais e acolhidos por jornalistas desavisados transforma-se em macarthismo ambiental, à semelhança da campanha contra os comunistas promovida pelo senador Joseph McCarthy nos anos 50, nos Estados Unidos, cuja ação dispensava qualquer tipo de prova ou verificação.
Neste início de ano, diversas manchetes comunicaram que os alimentos foram os vilões da inflação de 2010. A sociedade que leu essas notícias tendeu imediatamente a culpar os produtores rurais, agroindústrias e indústrias de alimentos pela valorização desses produtos. Na verdade, o agricultor atuou justamente do lado oposto, pois controlou a inflação.
A palavra que vem sendo utilizada com maior frequência nos últimos meses para o mercado de lácteos brasileiro é: Atípico. Por mais que os especialistas desse mercado estudem os seus fundamentos como, clima, preço de insumos, estoques e outros, há sempre surpresas no caminho do produtor. ? Isso traz um enorme risco para quem assume a tarefa de escrever sobre o mercado do leite. Este texto aborda de forma resumida os principais fundamentos do mercado de lácteos dos últimos três meses e uma visão para o início de 2011.
Como acontece em outras áreas - tais como as de tecnologia, de padrões de consumo e até da moralidade pública -, as grandes inovações que marcaram os avanços da civilização demoram a chegar ao Brasil. Essa é uma característica geral de países periféricos que ainda têm um peso relativamente pequeno no cenário internacional.
Desde a virada do milênio, o centro de gravidade do crescimento mundial vem saindo dos Estados Unidos e Europa e indo em direção à Ásia e aos mercados emergentes. A crise financeira global intensificará esta tendência na próxima década. Esta transformação alçou o Brasil a uma posição de liderança global em razão de um forte crescimento na demanda de produtos em que somos muito competitivos, em particular no agronegócio, e um aumento significativo da renda e da oferta de crédito no país. Já em 2010, o crescimento do PIB será o mais elevado dos últimos 25 anos. Na próxima década, este processo criará as melhores oportunidades de negócios de toda nossa história em vários setores à medida que o consumo doméstico crescerá de forma sustentada no ritmo mais acelerado já verificado no país.
Todo mundo reconhece que o Brasil tem as melhores credenciais do planeta para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento da agropecuária. Só que, infelizmente, em vez de buscar a plena conciliação entre o desenvolvimento agrícola e a proteção ambiental, estamos contrapondo esses dois gigantes de forma absurda.