Em resposta aos comentários, a Defesa Civil explicou que a publicação faz parte de uma rotina de conteúdos voltados à prevenção de desastres e que não havia nenhum motivo específico para preocupação. A orientação é preparar antecipadamente uma mochila com itens essenciais para situações em que o atendimento das equipes de socorro possa demorar, especialmente em ocorrências de grande proporção ou quando há dificuldades de acesso às localidades afetadas.
A recomendação, entretanto, ganha destaque em um momento em que algumas regiões brasileiras enfrentam condições meteorológicas adversas. Neste sábado (7), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) publicou um aviso de grande perigo para tempestades em áreas do Paraná e de Santa Catarina, com previsão de chuva intensa, ventos superiores a 100 km/h e possibilidade de granizo.
Por que a Defesa Civil recomenda um kit para 72 horas?
De acordo com a orientação divulgada pelo órgão, manter um kit de emergência preparado permite que famílias tenham acesso a recursos básicos durante os primeiros dias de uma situação de desastre, período em que o acesso a serviços e o trabalho das equipes de resposta podem ser dificultados. A recomendação está alinhada a práticas internacionais de preparação para emergências e não significa que exista uma previsão de desastre ou uma ameaça específica para o território nacional.
Entre os itens indicados estão água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos de uso contínuo, produtos de higiene, roupas, lanternas, pilhas, rádio, carregadores portáteis e documentos pessoais protegidos em embalagens impermeáveis. A quantidade de água recomendada é de dois litros por pessoa por dia. Portanto, para três dias, o estoque deve considerar pelo menos seis litros por indivíduo.
O kit também deve ser adaptado às necessidades de cada família, incluindo itens para bebês, crianças, idosos, pessoas que utilizam equipamentos médicos e animais de estimação. A Defesa Civil orienta ainda que os suprimentos sejam revisados periodicamente, a cada seis meses, para verificar as condições de armazenamento e os prazos de validade.
INMET emite alerta de grande perigo para tempestades no Sul
Paralelamente à repercussão da publicação sobre o kit de emergência, a Região Sul está sob atenção devido à previsão de tempestades intensas durante o fim de semana. O INMET emitiu um aviso de grande perigo, classificação máxima de severidade, para áreas do Paraná e de Santa Catarina. O comunicado começou às 11h45 deste sábado (7) e tem validade até as 23h59 do mesmo dia.
A previsão indica possibilidade de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acumulados acima de 100 milímetros por dia, acompanhada de ventos que podem ultrapassar 100 km/h e queda de granizo. Entre os impactos possíveis estão danos em edificações, interrupções no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
A Defesa Civil Nacional também acompanha as condições meteorológicas previstas para a Região Sul ao longo do fim de semana. Técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) mantêm contato com órgãos federais de monitoramento e com as defesas civis estaduais e municipais para acompanhar a evolução do cenário.
Quais regiões estão sob alerta?
O aviso de grande perigo do INMET abrange áreas de Santa Catarina e do Paraná, incluindo o Oeste e o Norte Catarinense, além de regiões como Sudoeste, Oeste, Noroeste, Norte Central, Norte Pioneiro, Centro-Sul, Centro Oriental e Sudeste Paranaense. Entre os municípios incluídos na relação do instituto estão Abelardo Luz (SC), Apucarana (PR), Arapongas (PR), Alto Piquiri (PR) e Ampére (PR).
Como se preparar para situações de emergência?
Além de manter um kit de suprimentos, a Defesa Civil recomenda alguns cuidados durante episódios de chuva intensa e ventos fortes. A população deve evitar permanecer ao ar livre durante as tempestades, procurar abrigo seguro e manter distância de árvores, postes, fiações elétricas e estruturas que possam ser atingidas pelo vento. Em caso de risco de alagamento ou enxurrada, documentos e objetos de valor devem ser protegidos em sacos plásticos. Também é importante desligar aparelhos elétricos e, quando houver indicação de risco, o quadro geral de energia.
A orientação é não atravessar ruas, estradas ou áreas inundadas, mesmo de carro. Moradores de regiões de encosta também devem ficar atentos a sinais de movimentação do terreno, como rachaduras no solo, inclinação de árvores e postes e estalos.
Em situações de emergência, os telefones disponíveis são:
-
Defesa Civil: 199.
-
Corpo de Bombeiros: 193.
A população deve acompanhar os comunicados oficiais dos órgãos de proteção e defesa civil para receber orientações atualizadas sobre possíveis riscos em sua região.
As informações são do INMET e da Defesa Civil brasileira.