Na ocasião, o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, alertou que a reforma tributária pode comprometer a estrutura de incentivos fiscais que sustenta o programa. Com a extinção do PIS e da Cofins, os mecanismos atuais de concessão dos créditos tributários deixam de existir, exigindo uma nova solução legal.
Segundo Palharini, o Mais Leite Saudável contribuiu para a melhoria da qualidade do leite no país e para a permanência de produtores na atividade. Entre as alternativas defendidas está a criação de uma legislação que permita manter os incentivos por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) ou do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Durante a reunião, também foi manifestada preocupação com a entrada de leite em pó da Argentina e do Uruguai no mercado brasileiro, diante da competitividade dos preços e dos possíveis impactos sobre a produção nacional. Como encaminhamento, Palharini defendeu o fortalecimento das medidas antidumping e a articulação de uma reunião em Brasília para discutir alternativas à continuidade do programa e medidas de equilíbrio para o setor.
As informações são Assessoria de Imprensa do Sindilat, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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