Com intuito de atualizar nossos leitores sobre o cenário do mercado do leite, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, trará um panorama geral sobre os acontecimentos mais relevantes da quinzena no setor lácteo.
Confira abaixo a última atualização:
Leite Spot - Na segunda quinzena de setembro, o preço do leite spot recuou R$0,09, fechando a média nacional em R$2,39, segundo dados do MilkPoint Mercado.
Preços Internacionais - No 388º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), realizado em 16 de setembro, o preço médio dos produtos negociados ficou em US$ 4.041 por tonelada, praticamente estável em relação ao evento anterior
Leite UHT - O leite UHT registrou queda de R$ 0,07 nesta semana, atingindo a média de R$ 4,11 no atacado de São Paulo. Segundo empresas consultadas, o mercado continua com vendas lentas e oferta elevada, o que mantém a pressão sobre os preços e resulta em reduções na maioria das marcas.
Muçarela - No segmento de muçarela, as vendas permanecem restritas à reposição na maior parte das marcas, enquanto os preços registraram quedas pontuais entre os players acompanhados pela pesquisa, com o valor médio recuando de R$ 27,3 para R$ 27,0.
Leite em Pó - No mercado de leite em pó, o LPI registrou queda de R$ 0,6, atingindo a média de R$ 25,7, refletindo um cenário travado e pressionado pelas tendências de redução do mercado internacional. O LPD recuou R$ 0,2, alcançando R$ 24,0, enquanto o LPF manteve sua cotação em R$ 31,3, mostrando estabilidade frente à última semana.
Milho – O preço médio do milho em setembro, até o dia 19/09, está em R$ 64,92 por saca, com leve alta de 1,6% em relação a agosto, sinalizando estabilidade para o grão. No início da safra, o regime de chuvas nas próximas semanas será determinante para os preços futuros no Brasil. Por ora, a expectativa é de manutenção dos estoques em níveis satisfatórios, sem maior pressão sobre o produto, segundo o World Agricultural Supply and Demand Estimates (WASDE) – USDA.
Soja – O preço médio da soja em setembro, até o dia 19/09, está em R$ 140,75 por saca, de acordo com o CEPEA. O cenário também é de estabilidade, semelhante ao observado no milho. Além disso, o câmbio merece atenção: em um ambiente de real mais fortalecido, pode haver pressão adicional sobre os preços da oleaginosa, ainda que, no curto prazo, o quadro siga estável.
Oferta – A oferta segue em crescimento ao longo de 2025. A última edição da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) mostrou que, em 2024, o processo de formalização do leite brasileiro avançou em todas as regiões, refletindo maior captação, tecnificação e uso de confinamentos na produção. Para 2025, o cenário tende a se manter nessa mesma direção.
Demanda – No lado da demanda, a quinzena transcorreu sem grandes alterações. Embora ainda insuficiente diante da ampla oferta, ela tem contribuído para sustentar os preços. Caso estivesse mais enfraquecida, a pressão baixista sobre derivados e leite ao produtor provavelmente seria maior. Indicadores como renda e mercado de trabalho seguem dando algum suporte. Enquanto isso, o IPCA registrou em setembro a primeira deflação de 2025 na variação média mensal. Apesar de ainda estar em patamares elevados, esse recuo pode ajudar a sustentar a demanda nos níveis atuais.