Balança comercial de lácteos: balança fecha 2025 com queda de 6,1% nas importações frente a 2024

O saldo da balança comercial de lácteos voltou a melhorar em dezembro, puxado pela continuidade da queda nas importações e pelo avanço das exportações. Confira os impactos!

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A balança comercial de lácteos registrou um saldo negativo de -155,4 milhões de litros em dezembro, com exportações subindo 3% e importações caindo 9%. As exportações totalizaram 5,1 milhões de litros, mas caíram 23,4% no ano em relação a 2024. As importações somaram 160,5 milhões de litros, com redução de 6,1% no ano. Expectativas para 2026 indicam produção elevada, preços mais firmes no mercado internacional e redução gradual das importações.

O saldo da balança comercial de lácteos fechou em -155,4 milhões de litros em equivalente-leite, o que representa uma redução de 10% (-172,3 milhões de litros em novembro). As exportações seguiram aumentando e neste mês registraram alta de 3%, enquanto as importações continuam recuando 9% em relação a novembro.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

 

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

 

Em dezembro, as exportações de lácteos totalizaram 5,1 milhões de litros em equivalente-leite, um aumento de 3% frente ao mês anterior, porém 7% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. No acumulado anual de 2025, as exportações fecharam com queda de 23,4% em relação ao ano de 2024.

Gráfico 2. Exportações em equivalente-leite.

 

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

As importações continuaram a recuar em dezembro. Com queda de 9% na entrada de lácteos no Brasil, totalizando 160,5 milhões de litros em equivalente-leite. Na comparação com dezembro de 2024, a queda é de 17%. No acumulado anual de 2025, as importações registraram retração de 6,1% frente ao ano de 2024.

Gráfico 3. Importações em equivalente-leite.

 

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

Em dezembro, as exportações de lácteos apresentaram movimentos distintos entre os diferentes produtos:

  • O leite UHT registrou expressiva alta de 167,1 mil em litros no volume exportado, representando 16% do total das exportações de lácteos;
  • O soro de leite apresentou crescimento de 30% nas exportações, após o recuo observado no mês anterior;
  • O leite condensado também registrou desempenho positivo, com aumento de 16% no volume exportado.
  • Em contrapartida, o creme de leite manteve trajetória de queda, com recuo de 17% nas exportações no mês.
  • A manteiga também seguiu em movimento negativo, registrando redução de 7% no volume exportado.

No campo das importações, observam-se os seguintes movimentos:

  • O leite em pó integral (LPI), principal item importado, apresentou uma queda mais moderada, de 5% em relação ao mês anterior, após o forte recuo de 30% registrado no último mês.
  • Já o leite em pó desnatado (LPD), segundo principal produto importado, que havia apresentado alta no mês anterior, acompanhou a tendência de retração do LPI e registrou queda de 22% no volume importado frente a novembro.

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de novembro e dezembro de 2025.

 Tabela 1. Balança comercial de lácteos em dezembro de 2025

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em novembro de 2025


Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT.

O que podemos esperar para os próximos meses?

A ampla oferta global de lácteos e o dólar mais baixo ao longo de 2025 sustentaram elevados volumes de importação, cenário que, somado ao forte crescimento da produção nacional, pressionou os preços da indústria e os valores pagos ao produtor, especialmente no segundo semestre.

Para 2026, embora a produção de leite deva seguir em patamares elevados, a queda na rentabilidade observada no final de 2025 tende a desacelerar o ritmo de crescimento da oferta. Ao mesmo tempo, a expectativa de preços mais firmes no mercado internacional pode reduzir a atratividade das importações.

Assim, após um ano marcado por desequilíbrios entre oferta e demanda, o mercado lácteo inicia 2026 em um contexto de preços mais baixos, consumo estável e expectativa de maior equilíbrio. Nesse cenário, a tendência é de redução gradual das importações, o que pode contribuir para uma menor pressão sobre os preços no mercado doméstico ao longo de 2026.

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Material escrito por:

Vivian Batista Padilla

Vivian Batista Padilla

Zootecnista pela FZEA USP e Analista Jr. de Inteligência de Mercado no MilkPoint Mercado.

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Leonardo Baião Leite de Lima

Leonardo Baião Leite de Lima

Engenheiro Agrônomo pela ESALQ-USP e Analista de mercado JR do MilkPoint Mercado

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