Entre os principais destaques da entrevista, Galan ressaltou que o setor ainda é fortemente concentrado em produtos de grande volume. "Ainda temos uma base de commodities bem forte: queijo muçarela, leite UHT e leite em pó, que, a grosso modo, representam 80% do mercado. São produtos com margens mais baixas."
Ao mesmo tempo, ele observa um movimento crescente das indústrias em direção a nichos de maior valor agregado, acompanhando novas tendências de consumo. "O leite está se movendo para nichos de mercado, inclusive acompanhando tendências recentes de consumo. As canetas emagrecedoras, por exemplo, impactam positivamente alguns lácteos, como queijos, WPCs e derivados do soro. Vemos algumas indústrias permanecendo no mercado de commodities, mas também migrando para esses nichos, onde as margens são maiores."
Outro ponto destacado foi o potencial de crescimento do consumo de queijos no país. "Além desses mercados de nicho, temos as indulgências. O mercado de queijos no Brasil tem um potencial gigantesco. Consumimos cerca de 7 kg per capita por ano, e há espaço para crescer em diversas categorias com alto valor agregado."
Para Galan, o leite líquido também precisa se reinventar para atender às novas demandas do consumidor. "O desafio do leite líquido é agregar mais valor para o consumidor, com opções como leite A2A2 e leite com alta proteína, como o Fairlife nos Estados Unidos. O desafio é se recriar nesse sentido, oferecendo mais conveniência e maior valor nutricional."
O especialista também destacou o papel estratégico do varejo na expansão do consumo de lácteos. "Diversificar o portfólio nas lojas físicas pode ser uma alternativa interessante para ampliar a presença dos produtos lácteos. Um mix mais amplo, com pequenos volumes para diferentes perfis de consumidores, além da possibilidade de experimentar os produtos antes da compra, pode contribuir para conquistar novos consumidores."
A entrevista completa está disponível no canal da Rock Encantech no YouTube, confira abaixo: