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Danone investe em agricultura regenerativa

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 08/12/2020

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A construção de solos saudáveis em escala global é uma das melhores maneiras para evitar o avanço das mudanças climáticas. O caminho para isso é a agricultura regenerativa, que tem como princípio básico a proteção e o não esgotamento de recursos naturais do solo, eliminando o uso de agrotóxicos e pesticidas e criando um ambiente sustentável para o cultivo de alimentos.

O tema foi debatido durante um evento promovido pela Danone  nesta sexta, 4 — véspera do Dia Mundial do Solo. O debate reuniu o diretor de operações da empresa, Henri Bruxelles e representantes de instituições como a World Wide Fund for Nature (WWF), a Comissão Europeia e também de projetos como o Kiss The Ground. Também estiveram presentes representantes de associações de produtores rurais dos Estados Unidos.

O termo foi criado pelo americano Robert Rodale e se refere à uma técnica de plantio que busca produzir enquanto recupera a degradação do solo, sem fazer uso de recursos externos para aumentar  a produtividade, por exemplo, os agrotóxicos.

“Temos um modelo que oferece prosperidade aos produtores, reverte o aquecimento global sequestrando o carbono, facilita o acesso a alimentos saudáveis reduzindo o uso de pesticidas e fertilizantes e ao mesmo tempo amplia a biodiversidade e conecta as pessoas à natureza”, diz Finian Makepeace, cofundador do Kiss The Ground, projeto de conscientização sobre a agricultura regenerativa que já incentivou 5.000 produtores rurais a realizar a transição de seus modelos de produção.

“É sobre pensar em como sustentar os benefícios para o meio ambiente, ao mesmo tempo que oferecemos aos produtores rurais de todo o mundo e de diferentes cenários e contextos, a chance de regenerar sua terra para retomar a função social novamente”, diz.

“A agricultura e a natureza são o coração do que oferecemos aos consumidores e à sociedade. A agricultura define a maneira como cultivamos nossos ingredientes, além de representar a maior parte de nossas emissões de carbono”, diz Bruxelles, da Danone. Segundo ele o modelo de agricultura usada na próxima década vai determinar os limites da existência humana na sociedade, e a empresa está comprometida no engajamento a produtores e órgãos governamentais para ampliar a agenda da regeneração dos solos.

Como uma empresa de alimentos, a Danone acredita que priorizar a agricultura regenerativa como modelo de negócios é a resposta para manter as operações no futuro. Para as empresas, esta técnica oferece um jeito de criar ecossistemas saudáveis e duráveis e proteção contra imprevisibilidades. “É nesse modelo que se cria resiliência e se conecta consumidores por meio do crescimento constante de nossas marcas”, diz Bruxelles.

Nos Estados Unidos, a empresa deseja facilitar a transição de mais de 75.000 acres para os modelos regenerativos, engajando cerca de 50.000 produtores ligados diretamente à cadeia produtiva da Danone, ou seja, fornecedores oficiais da companhia. A marca afirma que, até 2025, 100% dos ingredientes cultivados na França seguirão o novo modelo produtivo. 

No México, a empresa também tem uma parceria com o Walmart Foundation, que objetiva regenerar a produção de morangos. O projeto já resultou, segundo o executivo, em 30% de ganho na receita de agricultores.

A Nestlé é um outro exemplo de empresa que acredita na agricultura regenerativa. Para atingir a meta de reduzir pela metade a emissão de gases de efeito estufa até 2025, a companhia incentiva 500.000 agricultores e 150.000 fornecedores a adotar tais práticas, e, enquanto isso, compram os alimentos produzidos por eles em maior quantidade e por um peço mais alto. Com essa e outras iniciativas, a a empresa irá investir mais de 3 bilhões de dólares contra as mudanças climáticas nos  próximos cinco anos. 

A preferência dos consumidores por produtos ligados à uma produção sustentável é um dos principais propulsores para a escalada da agricultura regenerativa. Na Europa, 22% dos consumidores transformaram seus hábitos de consumo em busca de produtos orgânicos e naturais durante a pandemia.

Mais tecnologia e apoio estrutural por parte das grandes empresas também deve acelerar a adesão ao modelo. “É preciso assistência tecnológica, incentivos financeiros e incentivos de mercado. Plataformas de dados podem ajudar na tomada de decisão e, mais do que isso, precisamos de sinais do mercado de que as grandes empresas validam isso e que estão aptas a ajudar os produtores a chegar lá“, diz Melissa, da WWF.

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As informações são do Exame Invest. 

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