Segundo o diretor da Bom Leite, Júnior Galvão, a expectativa é produzir mais no mesmo período de tempo, tornando a operação mais eficiente. Com os investimentos, a empresa projeta um crescimento de 15% no faturamento e de 5% na produção em 2026.
Galvão explica que a diferença entre o avanço esperado no faturamento e no volume produzido está relacionada, principalmente, ao aumento dos custos das embalagens. O plano de investimentos começou no início deste ano e será concluído até o fim de 2026.
Do total previsto, entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões serão destinados à modernização da linha de envase, enquanto cerca de R$ 5 milhões serão aplicados na renovação da frota. Com isso, mais de 90% dos veículos da empresa passarão a ter menos de sete anos de uso, contribuindo para reduzir os custos de distribuição dos produtos, comercializados principalmente em Pernambuco, Alagoas, Bahia e Paraíba.
Atualmente, a Bom Leite produz cerca de 2 milhões de quilos de produtos por mês, distribuídos em um portfólio de aproximadamente 90 itens. O leite é a principal matéria-prima da indústria: cerca de 8% do volume processado é de produção própria, enquanto o restante é adquirido de produtores pernambucanos, sobretudo da região Agreste, principal bacia leiteira do estado.
Fundada em 1990, a empresa emprega cerca de 500 colaboradores. De acordo com Galvão, a cadeia leiteira enfrenta um movimento de redução no número de produtores de leite. "O aumento dos custos de produção fez com que muitos pequenos produtores deixassem a atividade. A produção de leite tem se mantido relativamente estável, mas o número de produtores vem diminuindo", afirma.
As informações são do Movimento Econômico, resumidas pela Equipe MilkPoint.
Que tal ler também?
Fazenda Avelan mira 10 mil litros por dia e reforça o potencial da pecuária leiteira sergipana
Sorvete de leite de búfala coloca PE em destaque na agregação de valor no Nordeste