A produção de leite nas condições do Nordeste brasileiro
A região Nordeste apresenta condições de clima e solo variável, resultando em oscilação na produção de volumoso e por consequência, no desempenho do animal.
A região Nordeste apresenta condições de clima e solo variável, resultando em oscilação na produção de volumoso e por consequência, no desempenho do animal.
Seção Espaço Aberto: "O peso corporal e o teor de gordura apresentaram relação inversa com RMCA. Ou seja, com o aumento do peso corporal e dos teores de gordura, há redução da RMCA, por hectare. Já a produção de leite, na lactação, apresentou relação direta, demonstrando efeito positivo da elevação de produtividade das vacas no desempenho do negócio (SILVA, 2013)", por Rodrigo Gregório da Silva, Professor do IFCE, Campus Limoeiro do Norte, CE.
Historicamente o mês de fevereiro não é um mês excelente para a agricultura cearense. Ao contrário, fevereiro é conhecido pela frequência observada de veranicos, situações essas que preocupam àqueles, que porventura, semearam seus campos após as chuvas de janeiro. É verdade que o semeio em janeiro ocorre normalmente quando do aparecimento das chuvas, sendo seu aparecimento relacionado diretamente com os anos de precipitação pluviométrica classificada de média a alta.[...]
Vários problemas estão batendo à porta das fazendas produtoras de leite do estado do Ceará. Saiba mais sobre os desafios enfrentados!
Nos últimos anos os preços obtidos na comercialização do leite vêm se mantendo no patamar próximo aos R$ 0,50 por litro, patamar esse verificado desde meados de 2003/2004 (Ematerce, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará). É bem verdade que se verificou incrementos nos preços médios pago aos produtores desde o final do ano de 2007, ficando esse valor ao redor de R$ 0,58 por litro para o mês de fevereiro de 2008 (Leite e Negócios).
Nos últimos meses tem-se visto várias matérias relatando que o Brasil e especialmente o Nordeste brasileiro serão ou mesmo já estão sendo estimulados a se tornarem mais representativos no cenário mundial da produção e leite, em função da disponibilidade de terras, água e sua localização, entre outras vantagens. Há vários anos vivenciamos situações de divulgação de idéias sobre vantagens comparativas relacionadas à região semi-árida. É bem verdade que também ouvimos relatos contrários, onde a referida região apresentava grandes restrições, tornando-a inapta ao desenvolvimento sustentável. Hoje, tem prevalecido a idéia de que a região apresenta grande potencial para a produção primária, com o respeito às suas características singulares.
Constantemente nos esbarramos em pessoas que afirmam veementemente que na prática a coisa é bem diferente. Que o conhecimento científico é relevante, mas o que vale é o que se vê no campo. Recentemente publicamos um artigo onde o título era o seguinte: "na teoria é uma coisa, na prática, é a mesma coisa". Nesse artigo discutimos sobre o que pensamos sobre essa relação de conhecimentos. Resumindo, enxergamos os dois conhecimentos como sendo complementares e partícipes do processo de desenvolvimento tecnológico, sem quem seja possível a sua separação em mais ou menos relevante do ponto de vista de um sistema de produção real.
O desenvolvimento do conhecimento científico, por meio das tecnologias neles fundamentados, é o responsável por grande parte do desenvolvimento da humanidade. Mas, o desenvolvimento desses conhecimentos, por si só, não é capaz de proporcionar tais objetivos, tornando-se necessário a existência de interlocutores, pessoas essas fundamentais na difusão do conhecimento.
Certa vez, quando da negociação do valor de uma diária, procuramos visualizar a condição do diarista. A partir desse exercício, conjuntamente com o acompanhamento do dia a dia de pequenos produtores, durante o exercício da extensão rural, é que despertamos para esse assunto.
Neste pequeno manuscrito, iniciamos uma discussão que, a nosso ver, vem sendo realizada de forma equivocada, displicente ou mesmo irresponsável.
Gostaríamos de convidar aos leitores que ao iniciarem essa nova leitura a fizessem de forma desprovida de preconceitos.