O desenvolvimento do conhecimento científico, por meio das tecnologias neles fundamentados, é o responsável por grande parte do desenvolvimento da humanidade. Mas, o desenvolvimento desses conhecimentos, por si só, não é capaz de proporcionar tais objetivos, tornando-se necessário a existência de interlocutores, pessoas essas fundamentais na difusão do conhecimento.
Outro ponto fundamental é a existência de comunicação entre os produtores do conhecimento e os demandadores desses conhecimentos. A não observação desse aspecto gera condição onde parte ou mesmo a grande maioria desses conhecimentos, não se torna capaz de gerar o incremento esperado tendo em vista os objetivos do desenvolvimento do conhecimento científico.
Acredita-se que grande parte da culpa está entre a falta de comunicação entre os produtores e os demandadores do conhecimento. Visualiza-se então uma lacuna, um lapso, que para as condições de Nordeste brasileiro, e especialmente na situação de pequenos produtores de base familiar, apresenta-se em maior intensidade.
O nível educacional da população reduzido é o responsável por grande parte dessas dificuldades. No outro ponto está o elevado nível da pesquisa científica, muitas vezes desfocados das necessidades mais urgentes do setor produtivo local.
Vale salientar que não se está desmerecendo o conhecimento científico, mas deseja-se que parte dos esforços despendidos por esses profissionais seja baseado nas demandas geradas pela sociedade nas condições atuais, existindo espaço para as pesquisas básicas e para as aplicadas. Mas também gostar-se-ia que ficasse demonstrado que para regiões como o Nordeste brasileiro, o desenvolvimento de conhecimentos científicos potencialmente geradores de tecnologias e essas de aplicação no curto-médio prazo se tornam fundamentais para a melhoria das condições da população local.
A intermediação entre o conhecimento científico e sua aplicação é função da extensão rural. Os profissionais desse setor são os verdadeiros difusores do conhecimento, podendo ser esses os responsáveis ou não pelo desenvolvimento do meio rural.
Nesse sentido, a existência desses atores, bem como as condições necessárias para a sua realização, são pontos fundamentais nesse processo. O investimento governamental nesse setor, buscando a socialização do conhecimento, com especial atenção na agricultura de base familiar é, antes de tudo, uma obrigação.
Resta a todos que vêem na agropecuária a sua área de atuação, a defesa de seus interesses. Procurar sua organização, fortalecendo todos os seus elos. Estabelecer debates de saberes, onde os seus objetivos sejam a procura pelas soluções.
Que seja estabelecido o diálogo entre a ciência, os seus interlocutores e seus usuários, de forma a maximizar o desenvolvimento da nossa sociedade, contribuindo significativamente na melhoria da condição de vida de nosso povo já no curto-médio prazo, pois o homem necessita de alimentos já no dia de amanhã.
A distância entre o conhecimento técnico-científico do setor produtivo
O desenvolvimento do conhecimento científico, por meio das tecnologias neles fundamentados, é o responsável por grande parte do desenvolvimento da humanidade. Mas, o desenvolvimento desses conhecimentos, por si só, não é capaz de proporcionar tais objetivos, tornando-se necessário a existência de interlocutores, pessoas essas fundamentais na difusão do conhecimento.
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ANDREA ZILÁ
FORTALEZA - CEARÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 20/05/2007
Puxa, achei fantástica a sua explanação acerca desse assunto Rodrigo, parabéns! Concordo plenamente com você. Tenho pouco tempo de formada em Zootecnia e já me preocupo com o que vou trabalhar no meu mestrado. Gostaria que fosse algo bem prático, ou seja, bem real ao homem do campo!
Quero o meu trabalho sendo implantado nas propriedades e ajudando a melhorar a qualidade de vida do homem do campo!
Abraços.
<b>Resposta do autor:</b>
Fico feliz com os comentários. E nos prontificamos a ajudar no possível.
Rodrigo Gregório da Silva
Quero o meu trabalho sendo implantado nas propriedades e ajudando a melhorar a qualidade de vida do homem do campo!
Abraços.
<b>Resposta do autor:</b>
Fico feliz com os comentários. E nos prontificamos a ajudar no possível.
Rodrigo Gregório da Silva

PAULO FERNANDO ANDRADE CORREA DA SILVA
VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 19/05/2007
Prezado Eng. Rodrigo,
Concordo plenamente com a sua visão deste tema. No campo, a necessidade do conhecimento. Nas Universidades e Institutos de pesquisa, o conhecimento enclausurado. Entre um e outro, professores e técnicos que não encontram o caminho das pedras.
Frequentemente acusam os produtores de incapazes, quando não usam adjetivos mais fortes. Na minha opinião, sem uma aproximação maior, não vamos progredir na velocidade necessária à nossa inserção no mercado internacional e a redução de custo que os nossos consumidores exigem.
Paulo Fernando. APLISI.
<b>Resposta do autor:</b>
Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer os comentários. Concordamos plenamente com o exposto. Mas também acreditamos que o que vem faltando é o dialogo e mais apóio as pessoas responsáveis (extensionistas) pela condução desse processo.
Rodrigo Gregório da Silva
Concordo plenamente com a sua visão deste tema. No campo, a necessidade do conhecimento. Nas Universidades e Institutos de pesquisa, o conhecimento enclausurado. Entre um e outro, professores e técnicos que não encontram o caminho das pedras.
Frequentemente acusam os produtores de incapazes, quando não usam adjetivos mais fortes. Na minha opinião, sem uma aproximação maior, não vamos progredir na velocidade necessária à nossa inserção no mercado internacional e a redução de custo que os nossos consumidores exigem.
Paulo Fernando. APLISI.
<b>Resposta do autor:</b>
Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer os comentários. Concordamos plenamente com o exposto. Mas também acreditamos que o que vem faltando é o dialogo e mais apóio as pessoas responsáveis (extensionistas) pela condução desse processo.
Rodrigo Gregório da Silva

ELIZABETE DE CARVALHO GOUVEA
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 15/05/2007
Concordo com o artigo. Há muito venho observando esse problema. Não existe transferência de conhecimento porque não existe uma linha de encaminhamento das questões.
É preciso desenvolver assessorias de imprensa que façam o intercâmbio através de jornais, cartilhas, malas direta, programas de rádio, etc. e o público alvo, ou seja, o produtor. O conhecimento gerado pelas pesquisas é difundido entre o meio técnico não atingindo seu objetivo que é de melhorar o desempenho do campo.
<b>Resposta do autor:</b>
Agradecemos os comentários. Também acreditamos que o meio de difusão (rádio e tv) possui grande importância nesse processo, especialmente no que se refere à conscientização dos demandadores das tecnologias da necessidade de sua adoção.
Somente por meio da popularização do conhecimento é que se dará a verdadeira evolução do setor.
Rodrigo Gregório da Silva
É preciso desenvolver assessorias de imprensa que façam o intercâmbio através de jornais, cartilhas, malas direta, programas de rádio, etc. e o público alvo, ou seja, o produtor. O conhecimento gerado pelas pesquisas é difundido entre o meio técnico não atingindo seu objetivo que é de melhorar o desempenho do campo.
<b>Resposta do autor:</b>
Agradecemos os comentários. Também acreditamos que o meio de difusão (rádio e tv) possui grande importância nesse processo, especialmente no que se refere à conscientização dos demandadores das tecnologias da necessidade de sua adoção.
Somente por meio da popularização do conhecimento é que se dará a verdadeira evolução do setor.
Rodrigo Gregório da Silva