Seria o Nordeste a mais nova fronteira do leite?

Nos últimos meses tem-se visto várias matérias relatando que o Brasil e especialmente o Nordeste brasileiro serão ou mesmo já estão sendo estimulados a se tornarem mais representativos no cenário mundial da produção e leite, em função da disponibilidade de terras, água e sua localização, entre outras vantagens. Há vários anos vivenciamos situações de divulgação de idéias sobre vantagens comparativas relacionadas à região semi-árida. É bem verdade que também ouvimos relatos contrários, onde a referida região apresentava grandes restrições, tornando-a inapta ao desenvolvimento sustentável. Hoje, tem prevalecido a idéia de que a região apresenta grande potencial para a produção primária, com o respeito às suas características singulares.

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Nos últimos meses tem-se visto várias matérias relatando que o Brasil e especialmente o Nordeste brasileiro serão ou mesmo já estão sendo estimulados a se tornarem mais representativos no cenário mundial da produção e leite, em função da disponibilidade de terras, água e sua localização, entre outras vantagens.

Há vários anos vivenciamos situações de divulgação de idéias sobre vantagens comparativas relacionadas à região semi-árida. É bem verdade que também ouvimos relatos contrários, onde a referida região apresentava grandes restrições, tornando-a inapta ao desenvolvimento sustentável. Hoje, tem prevalecido a idéia de que a região apresenta grande potencial para a produção primária, com o respeito às suas características singulares.

Vários casos de vantagens comparativas não têm se tornado vantagens competitivas. Como exemplos, distância dos mercados consumidores, disponibilidade de condições climáticas favoráveis à produção, disponibilidade de mão-de-obra, recursos naturais passíveis de utilização em processos de produção, entre outros.

Relatar-se-á, nos parágrafos seguintes, alguns aspectos relacionados aos sistemas de produção que vêm, a nosso ver, limitando a transformação da vantagem comparativa em vantagem competitiva, não no sentindo de desestimular os envolvidos nessa cadeia, mas tentando alertar a todos para pontos que vem sendo estranguladores, muitas vezes só percebidos posteriormente à implantação do negócio.

É bem verdade que há disponibilidade de mão-de-obra, mas ressaltamos a sua baixa qualificação. Em alguns casos existindo até a pseudo-qualificada, tornando-se essa ainda mais danosa, tendo em vista a grande barreira ao aprendizado, pois quem já acredita que sabe não possui mais a capacidade de aprender. Essa característica é impeditiva a qualquer empreendimento, tornando-se, em muitos casos, a maior restrição dos sistemas, seja pela sua qualificação ou pelo seu custo.

A gestão dos negócios também vendo sendo outra restrição ao bom funcionamento dos sistemas de produção de leite. O amadorismo em parte dos casos e o desconhecimento de ferramentas de gestão em outra parte das situações, transformam esses sistemas em negócios baseados no empirismo. É bem verdade que já existe, há bastante tempo, casos de gestores profissionais na atividade bem como o ingresso de novos empreendedores. Mas, no geral, ainda são sistemas sem uma definição clara de objetivos, sem metas e poucas avaliações, gerida de forma reativa.

Os sistemas de produção de alimentos volumosos que vêm sendo mais procurados têm sido os fundamentados nas pastagens, sejam elas nativas ou cultivadas. Nesses sistemas existem premissas básicas de manejo que na grande maioria dos casos são desconhecidas seja pela não existência de tecnologias adequadas às condições locais ou pelo desconhecimento das já desenvolvidas, pré-dispondo esses sistemas ao empirismo. Esse aspecto toma maior significado haja vista ser a alimentação o custo que mais onera os sistemas de produção de leite, sejam eles baseados em pastagens ou em confinamentos. Salienta-se ainda o grande custo com alimentos concentrados verificados nessa região, característica essa bastante restritiva à implantação de sistemas, especialmente de pequeno porte.

Outro ponto que vem a ser de extrema importância é o fator terra. Caso algum empresário deseje ingressar nessa atividade passará por algumas dificuldades no que se refere à disponibilidade de terras em quantidade, qualidade e sua localização em relação aos centros consumidores. Essas características são mais acentuadas nos sistemas baseados em irrigação, tendo ainda o fator relacionado à disponibilidade de água, seja do ponto de vista da quantidade bem como da qualidade, outro ponto restritivo. Nos casos de sequeiro, temos menos problemas com relação à disponibilidade de terra, mas existem os relacionados à localização, que muitas vezes são distantes dos centros consumidores bem como da qualidade dos solos, muitas vezes degradados.

No que diz respeito ao mercado, pela condição sanitária que se encontra o estado do Ceará, bem como boa parte dos estados nordestinos, têm impedido a abertura de novos mercados, limitando o crescimento do setor. A título de exemplo, recentemente empresas localizadas no estado do Ceará, para que pudessem exportar leite para Alagoas, tinham a necessidade de realizar sua pasteurização, elevando seu custo, diminuindo sua competitividade. Para não se falar na qualidade do leite como barreira à comercialização dos produtos, qualidade essa ainda desconhecida em grande parte da produção comercializada.

Outro ponto que merece muita atenção é o referente à organização da cadeia de produção de lácteos, se tratando desde associações de produtores até a cadeia como um todo, passando pelo transporte, indústria e varejo, não havendo diálogo entre esses componentes, prevalecendo o individualismo, seja de produtores, como entre todos os elos dessa cadeia.

Vê-se, ainda, que o Nordeste apresenta grande potencial para a produção de pecuária leiteira, necessitando-se somente de mais conhecimento técnico, tanto geral como específicos, tornando-se bastante atrativo àqueles que desejam investir, mas denunciando grande necessidade de conhecimentos sobre gestão do negócio, desde a compra de insumos, dos processos produtivos adequados às condições locais, transporte e comercialização.

Nesse sentido, mais uma vez enxerga-se a necessidade de todos aqueles que compõem o setor lácteo voltar-se à organização, como uma cadeia que deveria ser, buscando seu fortalecimento, tornando-se esse setor mais atrativo, no que se refere aos novos investimentos, bem como a manutenção dos já existentes, deixando de lado esse perfil oportunista, por parte de alguns setores da cadeia.
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Rodrigo Gregório da Silva

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THIAGO PALMEIRA DA COSTA
THIAGO PALMEIRA DA COSTA

AREIA - PARAIBA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/07/2008

O nordeste vai virar mar, mas de leite. Defendo isto pois trabalho nesta terra, vejo o potencial que aqui tem, e afirmo que condições hídricas não são fator limitante na produção de leite no nordeste e sim a falta de mais assitência técnica atuando no setor.

Temos solos férteis (que pela pouca movimentação de água ainda possui nutrientes não lixiviados), a luminosidade é intensa quase o ano inteiro, coisa que o rio grande do sul nunca terá, e isso é fator preponderante para o desenvolvimento racional e intenso de forragens de boa qualidade com produções de leite a baixo custo em áreas cada vez menores, tonando-nos mais eficientes e competitivos.
José Afonso Laurentino Júnior
JOSÉ AFONSO LAURENTINO JÚNIOR

ITABUNA - BAHIA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 16/04/2008

Polêmico o assunto, mas válido. O nordeste é a região que faz calor o ano todo e com grande número de horas de brilho solar, fazendo com que possa produzir grandes quantidades de alimentos para o rebanho o ano todo. Porém a falta de água e profissionalismo dos produtores pode fazer com que este projeto demore muito.

O governo tem que explorar o máximo do potencial da região, investindo em extensão, dando aos extensionistas toda estrutura necessária (entregando carros equipados com ar condicionado, seria um bom exemplo) para o bom funcionamento deste agronegócio chamado leite. Um abraço a todos e os parabéns ao Rodrigo Gregório da Silva.
Jose Neuman Miranda Neiva
JOSE NEUMAN MIRANDA NEIVA

ARAGUAÍNA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 14/02/2008

Caro Rodrigo,

Parabéns pela matéria e pela clareza em abordar o tema. Gostaria de lembrar que o problema mais eminente para a pecuária leiteira no Nordeste é a necessidade de irrigação. A maioria das propriedades ainda não dispõe de outorga da água. Isso poderá ser um problema, pois as exigências para obtenção da mesma são simplesmente esdrúxulas. No Estado do Tocantins, onde trabalhamos, praticamente todos os processos de outorga estão paralizados. É importante que o setor se prepare para essa exigência que passará em breve a ser cobrada com maior ênfase nos próximos anos.

No entanto, acho que o principal trunfo do leite no Nordeste é que a maioria dos produtores, apesar de todos os problemas, gosta de ser produtor de leite... Isso fará a diferença pois acaba por dar uma certa estabilidade à cadeia...
Edson Felix Costa
EDSON FELIX COSTA

ALTINHO - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/02/2008

Prezado Rodrigo,

Parabéns pela iniciativa de escrever algo isento em relação à produção leiteira do Nordeste.

Quando fala-se desta região, nada pode ser generalizado. Há muitas realidades, vários Nordestes, todos diferentes entre si.

Há municípios do agreste pernambucano onde a produção média por vaca é superior à produção média por vaca dos estados especializados do Sul, com sua mão-de-obra altamente qualificada, e seu espírito cooperativista fortemente consolidado. Basta ver os dados da PPM 2006 de municípios como Pedra, Venturosa e Sanharó, todos encravados no agreste pernambucano, onde a pecuária se dá com animais altamente especializados, cuja produção média por vaca é comparável à do rebanho catarinense.

A produção de leite em Pernambuco cresceu 68% nos últimos três anos, segundo os dados disponíveis na PPM/IBGE.

Somos, sim, a nova fronteira do leite no Brasil, grandes empresas já perceberam isto e estão vindo para cá, basta perguntar à Perdigão/Batavo, Cemil, Danone, etc.

Abraço a todos.
Rodrigo Gregório da Silva
RODRIGO GREGÓRIO DA SILVA

LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 28/01/2008

Prezado Manuel Pereira Neto,

Venho agradecer suas palavras e compartilhar com você essa idéia: a de que existe um Nordeste que é viável, só precisamos descobrí-lo!
Cleber Medeiros Barreto
CLEBER MEDEIROS BARRETO

UMIRIM - CEARÁ

EM 28/01/2008

Caro Rodrigo,

Acrescentaria ainda outra característica bem particular à produção leiteira do NE, que ao nosso ver é fator negativo para uma possível profissionalização do setor. São os muitos remanescentes criadores "safristas" e seus funcionários flagelados (alguns nem tanto), que possuem grandes extensões de terras, geralmente herdadas, que servem para toda sorte de manobras esdrúxulas de captação de crédito junto ao sistema financeiro.

Como bem sabemos, é nesse cenário que encontraremos milhares de vaquinhas com aquela velha baixa produção, no período da seca, às vezes não por falta de genética e sim de trato mínimo mesmo. Entretanto, dado o grande número de animais lactantes, basta um mês de chuvas para aquelas propriedades triplicarem a sua produção de leite, com o incremento na alimentação através de suas pastagens, inundando o mercado de leite, muitas vezes de qualidade duvidosa.

Nada temos contra a produção sazonal, o problema ao nosso ver estar na permanência danosa de muitas pessoas (políticos, profissionais liberais e alguns grandes grupos econômicos) que ao que parece são auto-suficientes e que de forma alguma jamais se preocuparão em buscar trabalhos cooperativos que possibilitem a organização do setor.

Parabéns pelo artigo.
Cleber Medeiros Barreto
Rodrigo Gregório da Silva
RODRIGO GREGÓRIO DA SILVA

LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 26/01/2008

Prezado Márcio Amaral,

Agradeço suas palavras e fico feliz de ver que existem pessoas que pensam a atividade de produção de leite como um negócio capaz de transformar a realidade de parte da nossa população rural.

É bem verdade que a maneira é a mais diversa possível, como comentado, por força de características regionais marcantes, ou mesmo diferenças entre e/ou detro das propiedades, sem falar do aspecto cultural, que na nossa condições tem afetado de maneira profunda.

Nesse sentido, voltamos a gradecer a atenção e mandamos lembranças aos amigos da Emater - RS.

Atenciosamente,
Rodrigo Gregório
Manoel Pereira Neto
MANOEL PEREIRA NETO

NATAL - RIO GRANDE DO NORTE - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/01/2008

Parabéns, Rodrigo, pelo artigo. Sabemos que existe alguns paradigmas de que o no NE não se pode produzir leite eficientemente, porém paradigmas existem para serem quebrados. O NE, como qualquer outra região, tem seus pontos positivos e negativos, para a produção de leite bovino, existem regiões onde os fatores positivos para a produção superam e muito os fatores adversos.

No entanto, a região sempre esteve na mídia com temas como a industria da seca, terra de caciques políticos, etc, agora é que se está realmente descobrindo a vocação produtiva desta região, basta olharmos para a produção de alguns setores do agronegócio, como a fruticultura tropical, apicultura, flores tropicais, cana-de-açúcar, etc, para entendermos que existe um gigante antes imobilizado por interesse de poucos que começa a despertar.
Márcio Fonseca do Amaral
MÁRCIO FONSECA DO AMARAL

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/01/2008

Prezado Rodrigo, parabéns pela iniciativa e coragem de abordar este tema. Não conheço a realidade de vocês, mas, historicamente não é muito diferente da metade sul do RS.

Quando se fala em produtividade de leite o RS era, pois, SC é atualmente o detentor da maior produtividade nacional, e esta não corresponde a totalidade da área, visto que a região supracitada (metade sul do RS) tem algumas semelhenças no que tange a déficit hídrico, deficiências minerais do solo, e questões que transcendem a tecnologia, como as culturais, o que faz-nos crer que não existe um sistema ideal, mas, aquele que melhor se adapta as inúmeras realidades regionais.

No entanto, a mesma perspectiva nós imaginamos para esta região que acredita ser o leite uma das alternativas mais viáveis para enfrentar e superar as desigualdades regionais marcantes no nosso estado.
Outra questão que nos faz acreditar nisto é o fomento que várias entidades envolvidas no agronegócio estão realizando em conjunto para que a idéia se concretize, como por exemplo formação de grupos de produtores e programa de desenvolvimento regional sustentável (Banco do Brasil) que está sendo focalizado como prioritário em vários municípios da região.

Daqui vai o nosso apoio às iniciativas de vocês e que as empresas que atualmente estão investindo nas novas fronteiras do leite no país não venham trabalhar de forma exploratória, mas realmente trabalhem para colocar o setor num patamar competitivo à nível mundial, o que sem dúvida passa pelo desenvolvimento de tecnologias regionais, extensão e remuneração justa do produto.

Márcio Amaral
Méd. Veterinário
Emater RS
Mestrando em Zootecnia
Rodrigo Gregório da Silva
RODRIGO GREGÓRIO DA SILVA

LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 23/01/2008

Prezado Valdocir Luiz Roman, concordo com sua afirmativa em que, levando-se em consideração o aspecto da viabilidade econômica, os níveis de produtividade por animal dificilmente serão similares aos verificados no nosso querido Rio Grande do Sul, e por que não falar da região sul como um todo.

Mas é bem verdade que o que se tem buscado nas nossas condições, e elas propiciam em função de outras vantagens comparativas, é a maximização da rentabilidade por área.

Nesse sentido, as produções individuais não serão similareas as citadas pelo amigo, buscando compensar esse fato pela produção por área, produções essas já verificadas, que podem chegar a 40.000 L/ha*ano.

OBS: Criando Holandez PC e/ou PO.

Obrigado pela atenção!
JOSÉ BARTOLOMEU DA COSTA CABRAL
JOSÉ BARTOLOMEU DA COSTA CABRAL

BUÍQUE - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/01/2008

20/01/2008
José Bartolomeu da Costa Cabral
Buíque - PE Gerente AMDRI (Agência Municipal de Desenvolvimento Rural Integrado)

Gerenciamos o PLANIPANEMA programa localizado no vale do mesmo nome no Agreste do estado que tem a pecuária de leite como sua proncipal atividade. O projeto destina-se a pequenos produtores rurais financiados pelo PRONAF e como agente financeiro o Banco do Brasil.

Reunidos em grupos de 35-40 produtores todos já desevolve a atividade. São benefiarios com inversões individuais e coletiva. Individuais entre elas 06 novilhas todos adquiridas no estado de Minas Gerais. Coletiva com várias outras incluindo tanques de resfriamento, onde colocam o seu leite após o mesmo ser testado.

Hoje já foram beneficiadas 1100 familias e foram introduzida cerca de 7000 novilhas girolando reistradas.

A maioria dos nossos técnicos foram capacitados pela EMBRAPA Gado de Leite em Coronel Pacheco, que é parceira do projeto. Por isto acreditamos que seremos a nova fronteira do leite. O nosso produtor precisa acreditar mais na nossa realidade, valorizar o seu produtor. Pensar em alternativa de alimentação a fim de baratear custo, pensar em aumentar a produtividade e lutar para obter preços iguais o melhor do que outros centros. Queremos parabenizá-lo pela feliz idéia, seremos sim nova fronteira.
Marcelo Godinho Miazato
MARCELO GODINHO MIAZATO

ITAJUÍPE - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/01/2008

Realmente, a falta de profissionalismo nessa área é gritante. Parabéns pela abordagem. Espero que com preços melhores alguns novos empresários dediquem atenção especial à atividade leiteira, até então basicamente relegada ao extrativismo aqui no nordeste. Que o governo também esteja atento e busque mecanismos de estabilização de preços a médio e longo prazo, minimizando o impacto das flutuações cíclicas de mercado que por várias vezes retiraram inúmeros produtores competentes desta atividade.
Valdocir Luiz Roman
VALDOCIR LUIZ ROMAN

ÁGUA SANTA - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 18/01/2008

Discordo, o Nordeste nunca poderá ter produtividade por vaca como tem o RS.
Jairo Braga da Silva
JAIRO BRAGA DA SILVA

GARANHUNS - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/01/2008

Essa é a nossa realidade. Produzir leite no Agreste não é uma opção é falta dela mesmo. Quando o produtor do Nordeste se conscientizar das vantagens do clima, aprender a ser agrucultor, se profissionalizar, produzir um leite de melhor qualidade, cuidando da sanidade do rebanho, e claro, recebendo um preço justo, poderemos duplicar a produção atual. Parabéns pelo artigo.
Qual a sua dúvida hoje?