Subsistência: seria essa uma condição justa?

Certa vez, quando da negociação do valor de uma diária, procuramos visualizar a condição do diarista. A partir desse exercício, conjuntamente com o acompanhamento do dia a dia de pequenos produtores, durante o exercício da extensão rural, é que despertamos para esse assunto.

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Certa vez, quando da negociação do valor de uma diária, procuramos visualizar a condição do diarista. A partir desse exercício, conjuntamente com o acompanhamento do dia a dia de pequenos produtores, durante o exercício da extensão rural, é que despertamos para esse assunto.

Não sei se a subconsciência tem induzido maior atenção por parte de alguém que desde cedo vem ouvindo esse termo e que até bem pouco tempo soava como mais um entre tantos outros pronunciados em uma língua, seja por questões sociais e/ou regionais. Fato é que se despertou para tal condição.

Sub existir ou subsistência, como é definido nos dicionários é: Sub - posição inferior, inferioridade, quase; Existência - O fato de existir, de ser, de viver; ou de forma menos agressiva, Subsistência - Conjunto do que é necessário para sustentar a vida; sustento. Não é difícil visualizar que subsistir é uma condição não muito satisfatória, haja vista ser essa condição inferior à própria existência.

O processo de apropriação da existência de um ser não deverá ser encarado como normal, como fundamental, como necessário, como imprescindível para a manutenção de uma atividade, seja ela qual for, podendo ser a sua vida a apropriada. E caso não seja entendido tal condição, o que veremos é o agravamento do atual quadro de desinteresse por parte desses componentes da sociedade em participar dos processos envolvidos nos atuais sistemas de produção.

E entramos no caso de pequenos produtores, tomando como exemplo os participantes de projetos de reforma agrária. Nesses casos, encarados como forma de permitir um conjunto do que seria necessário para sustentar a vida, é que reside, a nosso ver, grande parte das causas dos insucessos.

Quais seriam essas condições? Ter 10 litros de leite ao dia? Um porquinho a cada mês? Ovos diariamente? Um borreguinho para a comemoração dos aniversariantes (muitos, na maioria dos casos)? E perguntamos: se houver o desejo de parte ou da totalidade dos componentes dessa família em adquirir uma moto, um carro? Ou de ir num fim de semana a serra, praia, ou permanecer em casa mesmo, desde que seja essa decisão tomada pelo fato de se desejar aquilo, mas não a de se ter que contentar com aquela condição por não dispor de alternativa? Essas coisas que mostram na TV!

Antigamente o patrão tinha uma mula marchadeira. Saía aos domingos a tardinha para passear e morava na fazenda. Seus filhos brincavam com os filhos do Zé, é, aquele que se orgulhava e se achava totalmente recompensado pelo fato de ser reconhecido pelo patrão como o grande vaqueiro da fazenda. Neguinho, filho do Zé, brincava com João Pedro, filho do Sr. Patrus, com baladeira, pião, bila, etc. O Zé via no Neguinho a possibilidade de ele um dia ser afamado como ele e esse desejo era tomado pra si, por neguinho.

Mudaram os tempos, o Sr X não anda mais de mula, não permanece na fazenda, os filhos não brincam mais de bila, nem mesmo com os zezinhos, tiões, ou neguinhos. Houve um grande distanciamento entre esses componentes da sociedade, não restando mais aos Zé, muito menos aos neguinhos, a capacidade de sonhar com dias de reconhecimento, perdendo a capacidade de sonhar e essa condição sendo mais sentida pelo grande distanciamento material verificado nos dias atuais. Esse fato é de enorme importância e possuidor de grande potencial desagregador dentro de uma sociedade, abrindo margem ao surgimento de sociedades paralelas, que buscam seus novos desejos, muitas vezes baseados em outros valores.

A TV, como também tantos outros meios de informações, tem a cada dia revelado a todos componentes da sociedade, especialmente àqueles componentes das classes menos abastadas, do ponto de vista financeiro, um mundo cheio de oportunidades, de bens de consumo, etc.

Nesse sentido é que dar 10, 30, 50, 70 ha seja por decisão de alguém ou pelo fato de ter se definido que um módulo rural era desse tamanho, não garante a satisfação dos desejos da família, não garante receita suficiente para adquirir aquele sapato tão desejado e merecido, ou mesmo aquels moto pra ir visitar a comadre no domingo, mesmo estando todos bem alimentados.

Os projetos deveriam ser elaborados buscando condições mínimas de receita que possibilite uma alimentação adequada, a aquisição de bens de consumo como exemplo o vestuário, um meio de transporte compatível com a realidade atual, uma casa, uma educação adequada para os filhos.

A busca pelo conhecimento seja ele de base científica ou prática, formal ou informal é ponto chave nos dias atuais. Mas não basta ter acesso ao conhecimento, necessita-se saber aplicar e sua aplicação condizente com a realidade do local em que vai ser utilizado, seja de forma regional ou mesmo em função de uma mancha de solo de alguns metros quadrados.

Não basta dar a terra, construir uma casa para cada família, dar 3-4 vacas, 8-12 ovelhas, 20 pintos, 20-30 ha. Dê as ovelhas, os pintos, mas dê também uma atividade econômica que proporcione lucro verdadeiro. Que esses produtores após se alimentarem, tenham dinheiro para comprar outras coisas além da comida. Se esse negócio for leite e esse lucro for um valor de 1,5 salário, que se determine então quantas vacas são necessárias para proporcionar tal lucro, qual área é necessária para criar essas vacas, etc. Não é justo comprar aquela propriedade, destinar aqueles produtores que vão residir nela e depois ver o que vai dar, deve haver maior responsabilidade. Essa condição não é difícil de ser encontrada nos assentamentos, basta ir visitar alguns entre tantos já realizados.

Finalizando, acreditamos ser a assistência técnica periódica fundamental nesse processo. Assistência essa focada no mercado, nos desejos dos produtores e no respeito aos princípios técnicos e ambientais. Uma assistência permanente seja na seca ou na chuva, ano após ano, constante. Podendo ser ela a mola propulsora para aqueles que desejam evoluir no sentindo de melhoraria dos parâmetros relacionados a eficiência técnico-financeira, com respeito ao ambiente, possibilitando a sua permanência no mercado ao longo do tempo. Que esse produtores sejam elevados a categoria de seres humanos que existem, como merecedores que são, como qualquer outro ser humano.
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Rodrigo Gregório da Silva

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Rodrigo
RODRIGO

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 27/12/2013

Seria muito melhor, tentar melhorar a qualidade de vida do pequeno produtor pelo menos nos preços comercializados (algo que o governo não se preocupa).



Assim teriam melhores condições de salarios  e tudo iria se ajustando



Portanto não adianta dar terras, vacas, galinhas......se o produtor vai vender algo é quase de "Graça" ou quando não paga pra produzir
Marcos Antonio da Silva
MARCOS ANTONIO DA SILVA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/02/2007

Caro coléga Rodrigo,

Parabéns pela pelo artigo!

Concordo plenamente com o artigo. Agora essa distribuição de 20 a 30 ha de terra deve ser em outros estados, porque em Mato Grosso do Sul os assentamentos estão sendo entre 4 a 12 ha. E sei das dificuldades que o pequeno agricultor enfrentar em noso país.

Mas a Reforma Agrária dá certo, pena que tem pessoas que não conhecem de perto a realidade. Veja bem os exemplos que vou citar para quem conhecer o municpio de Itaquiraí e Nioaque, se não fossem os assentamentos, a cidade já teria acabado; é verdade que muitas pessoas não conseguiram sobrevirer, mas tem muita gente que progrediu (tem casa, energia, carro, moto, gado, utilidades domésticos, etc).

Só no ano passado foram assentadas mais de 7.000 famílias em MS. O que seria dessas pessoas? Estariam nos lixões das grandes cidades? Por pior que seja a Reforma Agrária ela dá dignidade ao cidadão que quer trabalhar. Veja o comentário do Sr. Edmilson, ela dá casa, endereço, e o lugar de produzir, a comunidade, agora só isso não basta, precisamos alanvancar o processo de viabilidade econômica não só para essas mas sim para todas que vivem no meio rural.

Acredito que a Assistência Técnica é a mola prepulsora para tal pleito.

Grato,

Marcos
Jocely da Silva Portella
JOCELY DA SILVA PORTELLA

BAGÉ - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 02/02/2007

Rodrigo, excelente, muito claro e pontual. O texto gera pontos fortes para a verdadeira reflexão quanto à importante "reforma" da reforma agrária no país, ou estaremos fazendo favelas rurais e mais terras degradadas e abandonadas, das quais já temos 70 milhões de hectares e agricultamos apenas 45 milhões de hectares. Desperdícios de toda ordem por falta de gestão de todos os recursos!

















Anisio Ferreira Lima Neto
ANISIO FERREIRA LIMA NETO

TERESINA - PIAUÍ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/01/2007

Parabéns pelo artigo, Rodrigo. Realmente traduz a realidade dos assentamentos em nosso estado. O Piauí encontra-se nesta situação de miséria, muitas vezes mascarada por aqueles que fazem o "movimento social" no campo da "reforma agrária".
Paulino José Melo Andrade
PAULINO JOSÉ MELO ANDRADE

CHAPADÃO DO SUL - MATO GROSSO DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 24/01/2007

Concordo com o Rodrigo, e vou um pouco mais além. A assistência a esse pessoal é imprescindível, bem como crédito compatível com o projeto. Mas será que o governo deve continuar distribuindo terra a torto e a direita?

Aí concordo com o Carlos Aires, e os com terra, sem crédito, com assistência deficiente, sem um norte? Esses, se tivessem atenção especial, não estariam ajudando engrossar as fileiras dos sem-terras. Como um pequeno agricultor vai manter sua prole em sua pequena propriedade, se em muitos casos eles não estão nem sub-existindo?

Sou natural da Zona da Mata de Minas Gerais, região que apesar de todo o atraso tecnológico, produz muito leite. Região essa que apesar de amorrada, se presta muito bem para tal atividade, principalmente porque possui água em abundância. Poderia produzir muito mais leite, hortifruti, pequenos animais, etc., só não faz por falta de acesso à tecnologia (pouquíssimos têm acesso), e principalmente crédito.

Se não fosse o comprometimento e a coragem de alguns abnegados técnicos que temos, aí é que a vaca já teria ido para o brejo.

Até mais,
Paulino Andrade
Edmilson Marques dos Santos
EDMILSON MARQUES DOS SANTOS

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/01/2007

Caro Rodrigo,

Gostei muito do seu artigo. Tenho uma propriedade em um assentamento, e sei muito bem quais são essas dificuldades.

Mas, se analisarmos, o "plano nacional de reforma agrária" é feito para não dar certo, porque não tem um acompanhamento técnico educacional, na realidade, essas famílias tem que aprender tudo porque não é mais o tempo em que eles moravam na propriedade com o avô, com o pai. As coisas mudam a cada dia, do assentado ao grande produtor, se não acompanhar a evolução não vai mais existir.

Para o grande produtor é fácil acompanhar, ele tem mais facilidade e mais acesso às tecnologias, o pequeno tem que se organizar ou ficar esperando cair do céu. Como do céu não vai cair nada, estas pessoas futuramente vão embora, é um processo de exclusão.

Na realidade, as pessoas acham que todos assentados são iguais, mas temos gente de todo tipo. Conheço muitas pessoas que estão se desenvolvendo com imensa qualidade e quantidade, pena que algumas pessoas ainda não conhecem a realidade de perto.

Eu estou com 4 anos em minha propriedade, cheguei só com a cara e a coragem, e hoje eu já existo, não estou tentando.
José Luiz Nelson Costaguta
JOSÉ LUIZ NELSON COSTAGUTA

SANT'ANA DO LIVRAMENTO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 23/01/2007

Prezado Dr. Rodrigo,

Seu artigo diz toda a realidade, não dá nem para comentar, assim também como as manifestações dos Srs. Fonseca, Carlos Alberto, Greicy e Wanderelei.

Não entendo, como os responsáveis pela Reforma Agrária, não estejam sensibilizados há muito tempo com este assunto, que é primordial, básico e elementar. Se não forem adotados estes critérios e cuidados, nossa gente do campo vai amargar muito esta falta de percepção.
Wanderlei Soares
WANDERLEI SOARES

QUERÊNCIA DO NORTE - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 22/01/2007

Prezado Rodrigo,

Gostei muito da sua matéria e pactuo com ela. Trabalho na Emater/PR, em Querência do Norte há 22 anos, e acompanho o desenvolvimento da reforma agrária desde os seus primórdios. O que você disserta a respeito da mesma é a pura realidade. Apenas tentando somar à sua tese, acho que seria muito importante que a seleção dos futuros assentados fosse feita de maneira mais criteriosa, e que o interessado tivesse um mínimo de conhecimento a respeito da lida com a terra.

Não que esteja tirando o direito de qualquer um ter o seu pedaço de terra, mas que estes que nunca tiveram contato com a terra tenham uma assistência técnica diferenciada e mais corpo a corpo, para que não aconteça a especulação do comércio de lotes tanto em uso hoje em dia.
Cordiais saudações do colega aqui do Sul.

Wanderlei Soares
Greicy Mitzi Bezerra Moreno
GREICY MITZI BEZERRA MORENO

ARAPIRACA - ALAGOAS - PESQUISA/ENSINO

EM 18/01/2007

Parabéns, Rodrigo,

Concordo plenamente com você, "nosso campo" precisa de quem lhes ensine a pescar e não apenas dos peixes.

Um abraço da amiga,

Greicy
Carlos Alberto Ayres
CARLOS ALBERTO AYRES

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/01/2007

Muito lógica e louvável estas colocações, principalmente por serem postas sobre os assentados. Mas quando é que veremos alguém preocupado com a situação dos pequenos "com terra"? Se nós, que possuímos pequenas propriedades já com infra-estrutura (casa, galpão, curral, água, energia elétrica, cercas, etc), máquinas e implementos já pagos, animais, entre outras coisas, e estamos, com nossos familiares, tentando produzir e progredir, buscando informações e assistência junto aos órgãos responsáveis (Embrapa, Cati, IAC, Unicamp entre outras), se nós não estamos conseguindo "fazer pro fumo", seria colocar o carro na frente dos bois tentar solucionar os problemas de quem está chegando agora.

Mesmo porque tudo que é pago e destinado aos assentados, é com recursos gerados pela enorme carga tributária que temos que arcar. Estou vendo a hora que será melhor vender a minha propriedade, aplicar no mercado de papéis e parar de trabalhar 7 dias por semana e aguardar, numa fila de sem-terras, para ganhar o meu lote de 20-30 ha junto com uma casa, energia, 3-4 vacas, 20 pintos, 8-12 cabras, crédito, assistência, direito a calote institucionalizado e muita, mas muita gente mesmo preocupada comigo.

Talvez assim consiga aumentar meu patrimônio, que só vem diminuindo. Para isso só falta perder a vergonha e a dignidade. Subsistência dos Com-Terra: seria essa uma condição justa?
Eduardo Fonseca Portugal
EDUARDO FONSECA PORTUGAL

MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 17/01/2007

Rodrigo, parabéns pelo artigo. Gostaria de comentar minha experiência em cima deste tema abordado, pois a evolução do conhecimento sobre formas de produzir leite pode determinar ou não o resultado desejado.

Venho trabalhando com assentamentos de produtores (cento-oeste e sudoeste do PR e sul do MS) que optaram pelo leite como uma das opções de explorar seu módulo rural e os bons resultados não demoraram a aparecer. Primeiro, apostamos em não repetir os erros do passado (15 anos atrás), quando ainda não se falava em atualizar normas e padrões de qualidade de leite no Brasil. Sabíamos que o grande problema era como manter um ganho mínimo que atendesse à necessidade do produtor e a indústria recebesse uma matéria-prima que atendesse seu mix de produtos.

A assistência técnica foi fundamental, na época, além de ganhar a terra, haviam recursos dentro do projeto de assentamentos e reassentamentos para contratar profissionais em diversas áreas (veterinários, agrônomos, zootecnistas e técnicos agropecuários) que juntamente com a nossa equipe técnica (Cooperativa Frimesa) conseguimos implantar programas de treinamentos inicialmente voltados para a produção de volumosos (já que o leite entra pela boca) e sem comida, génetica, programas sanitários gestão e outros assuntos de importância para a atividade não seguiria um curso normal.

Criamos os primeiros condomínios de resfriamento de leite, e com o tempo a melhoria do padrão genético dos animais, programas sanitários, gestão de resultados deram impulso no crescimento de bacias leiteiras regionais. Ao contrário, em assentamentos onde não havia recursos disponíveis para assistência técnica e investimentos, o trabalho foi árduo e a busca por recursos disponíveis em programas governamentais determinava a aceleração do desenvolvimento desta atividade.

Para finalizar, a qualidade de vida das famílias rurais é fundamental para o desenvolvimento de qualquer atividade de pequenas e médias propriedade, e hoje já visualizamos a dificuldade da reposição de mão-de obra familiar, pois o filho agricultor já não se sente atraído em dar continuidade no trabalho dos pais.

Programas como o Jovem Agricultor Aprendiz do SENAR vem abrindo uma grande luz para que o jovem possa pelo menos optar em continuar o trabalho no meio rural, ou pelo menos enquanto for parte do trabalho familiar, poder contribuir com mais qualidade no desenvolvimento das atividades.

Se nosso Governo fizer sua parte em reduzir cargas tributárias e adotar políticas de proteção como Preço Mínimo (baseado em custo médio de produção), daremos um forte passo para um desenvolvimento de qualidade para a atividade leiteira no Brasil.

Abraços.
Qual a sua dúvida hoje?