Qualidade do leite

Tratamento de vaca seca: uso nas vacas com mastite é mais recomendável
Marcos Veiga dos Santos

Tratamento de vaca seca: uso nas vacas com mastite é mais recomendável

Para otimizar a produção leiteira da vaca de leite na próxima lactação, recomenda-se um período seco médio de aproximadamente 60 dias. Durante esse período, pode-se usar ferramentas para eliminar as infecções intramamárias (IIM) existentes e prevenir novos casos de mastite após a secagem e no período pré-parto. As vacas com mastite subclínica na secagem ou que tiveram um novo caso durante o período seco tem maior risco de mastite clínica após o parto.

Uso de areia reciclada na cama de vacas leiteiras
Marcos Veiga dos Santos

Uso de areia reciclada na cama de vacas leiteiras

A interação entre a vaca e o ambiente é fundamental para a saúde e a produtividade do rebanho. Existem vários tipos de ambientes que as vacas podem permanecer confinadas, nos quais são utilizados diferentes materiais como cama (orgânicos ou inorgânicos). No entanto, o tipo de material que é utilizado como cama afeta o tempo que as vacas permanecem deitadas e a saúde. Vacas alojadas em ambientes confortáveis podem permanecer por até 12 a 13 horas deitadas.

Tratamento seletivo de mastite clínica pode reduzir o uso de antimicrobianos e o descarte de leite
Marcos Veiga dos Santos

Tratamento seletivo de mastite clínica pode reduzir o uso de antimicrobianos e o descarte de leite

Uma estratégia para redução do uso de antimicrobianos em rebanhos leiteiros pode ser realizada pela implantação de programas de tratamento seletivo (TS) de MC, nos quais o uso de antimicrobianos depende dos resultados de identificação microbiológica. Programas de TS de MC, considerando os resultados de cultura realizados na fazenda, ou pela disponibilidade de resultados de cultura por laboratório especializado em menos de 24 horas, podem reduzir o uso de antimicrobianos, e consequentemente, reduzir os custos gerados pela MC em rebanhos leiteiros.

Características de fazendas com baixa CCS de tanque
Marcos Veiga dos Santos

Características de fazendas com baixa CCS de tanque

Gestão da Qualidade: "Com relação às práticas de gestão da fazenda, a CCS de tanque foi menor nas fazendas em que havia o monitoramento da rotina de ordenha dos funcionários e participação ativa do gerente ou proprietário durante o processo de ordenha. Esse maior monitoramento durante a rotina de ordenha poderia ajudar a reduzir a incidência de mastite. Da mesma forma, foi observada menor CCS de tanque nos rebanhos nos quais os produtores iniciavam a implementação de medidas de controle de mastite, mesmo em níveis mais baixos de CCS de tanque (<300.000 cels/mL)", por Marcos Veiga e Danielle de C. M. da Fonseca, da FMVZ/USP.

Duração do período seco interfere na produção de leite da lactação seguinte
Marcos Veiga dos Santos

Duração do período seco interfere na produção de leite da lactação seguinte

Qualidade do Leite: "Alguns estudos foram desenvolvidos com a finalidade de conhecer melhor o período seco e entender os mecanismos fisiológicos envolvidos nas características produtivas e reprodutivas das vacas leiteiras. Uma importante questão do ponto de vista de manejo, que ainda é pouco estudada, é como a duração do PS afeta a produção de leite das vacas ao longo de múltiplas lactações. Recentemente, foi publicado um estudo realizado na Holanda, que avaliou dados de 16 rebanhos comerciais, que migraram seu manejo do período seco convencional para períodos secos curtos ou mesmo ausentes", por Marcos Veiga e Danielle de C. M. da Fonseca, da FMVZ/USP.

Características dos tetos podem aumentar o risco de mastite subclínica em vacas leiteiras
Marcos Veiga dos Santos

Características dos tetos podem aumentar o risco de mastite subclínica em vacas leiteiras

Seção Qualidade do Leite: "A pressão de seleção por vacas mais produtivas, com alta eficiência de ejeção e de fluxo de leite durante a ordenha, bem como o aumento do nível de vácuo para aumentar a velocidade de ordenha, são fatores que podem provocar alterações na anatomia dos tetos e na capacidade de resposta do sistema imune inato da glândula mamária", por Marcos Veiga e Gustavo Freu, da FMVZ/USP.

Secagem de quartos com mastite crônica
Marcos Veiga dos Santos

Secagem de quartos com mastite crônica

Seção Qualidade do Leite: "A mastite crônica caracteriza-se pela longa duração da infecção, podendo ocorrer sinais de fibrose dos quartos acometidos, acompanhados ou não de perda da capacidade de produção de leite. Além disso, os quartos com mastite crônica não respondem aos tratamentos com antibióticos e são potenciais reservatórios de bactérias que podem ser transmitidas para outras vacas sadias", por Marcos Veiga e Melina Melo Barcelos, da FMVZ/USP.

Quartos com maior abertura de tetos são mais susceptíveis a terem novas infecções intramamárias
Grupo Apoiar

Quartos com maior abertura de tetos são mais susceptíveis a terem novas infecções intramamárias

Blog Grupo Criar: "Muitas vezes somos questionados sobre qual é o impacto do sistema de ordenha sobre a incidência de mastite em rebanhos leiteiros. Esta pergunta é um tanto complexa para se ter uma única resposta, pois além da mastite ser uma doença que apresenta diversos fatores de risco, os sistemas de ordenha, o ambiente e as características das vacas interagem e podem resultar em diferentes respostas para cada rebanho".

Resistência a mastite em animais oriundos de cruzamento entre raças leiteiras
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Resistência a mastite em animais oriundos de cruzamento entre raças leiteiras

Seção Melhoramento Genético: "Sobre os efeitos dos cruzamentos, em pesquisa conduzida por Knob (2015), em propriedade situada no estado Santa Catarina com animais da raça Holandesa e produtos F1 (Holandês x Simental), observaram que a sanidade da glândula mamária através do escore de células somáticas (ECS) em vacas mestiças apresentaram índices menores (2,81) aos das vacas puras (4,46)", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.

Ferramentas genômicas para melhoria da qualidade do leite
Marcos Veiga dos Santos

Ferramentas genômicas para melhoria da qualidade do leite

Seção Qualidade do Leite: "Durante as últimas décadas, o melhoramento genético de vacas leiteiras teve como foco a busca de alta produção de leite e outras características diretamente relacionadas, tais como a produção de leite/dia e a produção de sólidos. Este foco de melhoramento genético fez com que as vacas, ao longo de aproximadamente 50 anos, fossem diretamente selecionadas para aumentar o volume de leite produzido/dia, e consequentemente, expressassem maior produção por lactação", por Marcos Veiga Santos e Bruna Gomes Alves, da FMVZ-USP.

Problemas psicológicos com a qualidade da água
Gestão da água

Problemas psicológicos com a qualidade da água

Blog Gestão da Água: "Em um trabalho desenvolvido dentro de uma cooperativa gaúcha, dos 3.300 produtores, 500 começaram a clorar a água utilizada na sala de ordenha. Após um período de 3 meses, para espanto de todos, houve uma redução média de 20% da contagem de CPP no leite e isso diluído nos 3.300 produtores", por João Luís dos Santos, Mestre em engenharia agrícola pela Unicamp/Feagri na área de concentração de águas e solo. Diretor e fundador da Especializo.

Novo RIISPOA: principais atualizações na área de lácteos
Rafael Fagnani

Novo RIISPOA: principais atualizações na área de lácteos

Nessas últimas semanas tivemos um avanço importantíssimo na legislação brasileira: a atualização do RIISPOA. A publicação do Decreto no 9013 de 29 de março de 2017 renova grande parte das regras sobre a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. Com assuntos tão complexos e que têm impacto direto na saúde pública, o RIISPOA é extenso e a sua leitura detalhada pode ser bastante demorada. Para sintetizar as modernizações na área de lácteos, esse resumo agiliza e otimiza o tempo de estudantes e profissionais da área. Vamos lá?

Até quando é viável armazenar o leite cru refrigerado?
Rafael Fagnani

Até quando é viável armazenar o leite cru refrigerado?

Seção Gestão da qualidade e processos: "Apesar de ser uma questão muito discutida em várias indústrias, ainda não há consenso sobre o tempo limite de armazenamento do leite cru para que não haja prejuízos industriais. O tempo de estocagem influencia a produção de queijos e iogurtes, com perda de rendimento ou atrasos na fermentação. O armazenamento também influencia o sabor dos leites pasteurizados e o prazo de validade de leites UHT. Portanto, toda a discussão sobre o tema é válida", por Rafael Fagnani, médico veterinário e professor na Universidade Norte do Paraná (UNOPAR).

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