Nutrição

Melhorando a reprodução da vaca leiteira durante o estresse térmico
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Melhorando a reprodução da vaca leiteira durante o estresse térmico

O manejo da vaca leiteira em ambientes de calor intenso melhorou consideravelmente com a publicação de resultados de inúmeras pesquisas. Duas estratégias fundamentais são minimizar o ganho de calor pela redução da carga resultante da insolação e maximizar a perda de calor através da redução da temperatura do ar ao redor do animal ou promover maior perda evaporativa de calor diretamente pelos animais.

Efeitos da concentração e digestibilidade da proteína dietética na produção de leite e eficiência de uso do Nitrogênio
Produção de leite

Efeitos da concentração e digestibilidade da proteína dietética na produção de leite e eficiência de uso do Nitrogênio

Adequada determinação dos requerimentos do animal em proteína é de fundamental importância para maximização da produção, e minimização do uso de nitrogênio nos sistemas de produção de leite. É sabido que o aumento na oferta de nitrogênio pode promover aumento na produção de leite, mas a eficiência de conversão do nitrogênio dietético em proteína do leite previsivelmente irá diminuir.

Suplementação de Lipídeos-Ácidos Graxos e Implicações para Reprodução/Saúde Animal Parte - 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Suplementação de Lipídeos-Ácidos Graxos e Implicações para Reprodução/Saúde Animal Parte - 1

A influência da nutrição sobre o desempenho reprodutivo é um tema que tem gerado muito interesse entre os pesquisadores, inclusive a avaliação dos efeitos da suplementação de gorduras. Caso a gordura possa melhorar as taxas de prenhez, contribuirá para aumentar a longevidade das vacas no rebanho e, portanto, a rentabilidade para o produtor.

Efeitos da fonte de proteína degradável no rúmen em vacas
Produção de leite

Efeitos da fonte de proteína degradável no rúmen em vacas

A proteína microbiana é a mais importante fonte de aminoácidos para a vaca. Um dos principais sistemas de formulação de ração para vacas de leite, o NRC, assume que a proteína degradável no rúmen de fontes não protéicas, assim como a uréia, são tão efetivas quanto as fontes de proteína verdadeira, como o farelo de soja, para a formação de proteína microbiana. Fatalmente, essa é uma grande vantagem dos ruminantes. Mas, neste texto, veremos que isso pode não ser exatamente assim em muitos casos.

Monensina sódica como aditivo na alimentação de ovinos
Nutrição

Monensina sódica como aditivo na alimentação de ovinos

A monensina sódica é um antibiótico ionóforo largamente utilizado como aditivo na alimentação animal, principalmente ruminantes e aves. Para os ruminantes é utilizada, principalmente, como modificador da fermentação ruminal, pois melhora a conversão alimentar (kg de alimento /kg de ganho de peso). Seu mecanismo de ação consiste em selecionar microorganismos do rúmen e inibir o crescimento das bactérias gram-positiva. Essa seletividade depende da permeabilidade da membrana celular aos íons, pois as bactérias gram-positivas (cuja membrana celular é composta apenas de parede celular) são mais susceptíveis à ação dos ionóforos do que as gram-negativas típicas (cuja membrana celular é formada por parede celular e membrana externa).

Incrementando o desenvolvimento gastrintestinal em cordeiros
Dicas de Sucesso

Incrementando o desenvolvimento gastrintestinal em cordeiros

O desenvolvimento do neonato em um ruminante funcional envolve várias mudanças anatômicas, fisiológicas e metabólicas dos pré-estômagos (rúmen, retículo e omaso) que se iniciam a partir do momento em que os cordeiros passam a ingerir alimentos sólidos. Essas mudanças estão vinculadas ao desenvolvimento das papilas que revestem a superfície da mucosa nos pré-estômagos, assim como das camadas musculares dessa mesma mucosa, responsáveis pelo tamanho, capacidade contrátil e mobilidade dos compartimentos.

Priorização de Nutrientes em Vacas Leiteiras no Pós-Parto Imediato: Discrepância entre Metabolismo e Fertilidade? Parte-2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Priorização de Nutrientes em Vacas Leiteiras no Pós-Parto Imediato: Discrepância entre Metabolismo e Fertilidade? Parte-2

As alterações metabólicas induzidas pelo sistema somatotrófico para sustentar altos níveis de rendimento leiteiro também afetam o sistema reprodutivo. Ao atuar em diferentes níveis do eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano, níveis alterados de hormônios e metabólitos exercem efeito negativo sobre o crescimento e desenvolvimento de folículos e provavelmente sobre a ovulação.

O perfil de ácidos graxos da gordura do leite é importante?
Produção de leite

O perfil de ácidos graxos da gordura do leite é importante?

A gordura do leite é sintetizada a partir dos ácidos graxos obtidos de diversas fontes. A síntese que ocorre na glândula mamária é apenas de ácidos graxos de cadeia curta. No caso dos ácidos graxos de cadeia média, apenas 50% é sintetizado pela vaca, o restante é oriundo de ácidos pré-formados. E, os ácidos graxos de cadeia longa e os 50% restante dos ácidos graxos de cadeia média chegam à glândula mamária através da circulação sanguínea. Assim, fica claro que o perfil de ácidos graxos presentes na dieta pode afetar o perfil de ácidos graxos no leite, e esse fato é de grande importância.

Dieta de alto grão vs urolitíase em pequenos ruminantes
Sanidade

Dieta de alto grão vs urolitíase em pequenos ruminantes

A urolitíase é uma enfermidade que ocorre com freqüência em pequenos ruminantes. Os concentrados energéticos, em especial os grãos (milho, sorgo, trigo, arroz, soja etc.), são muito ricos em energia, proteínas e fósforo, porém, são pobres em fibra efetiva, predispondo ao surgimento da urolitíase. Quando as dietas são predominantemente constituídas por grãos ocorre diminuição do tempo de ruminação (cerca de quatro vezes menos que em uma dieta rica em volumosos), diminuindo, então, a produção de saliva.

Substituição de amido por resíduo fibroso como fonte de energia suplementar para vacas leiteiras mantidas em pastagens. Parte 3: Metabolismo Ruminal
Produção de leite

Substituição de amido por resíduo fibroso como fonte de energia suplementar para vacas leiteiras mantidas em pastagens. Parte 3: Metabolismo Ruminal

Quando queremos incluir um novo alimento na ração de vacas leiteiras, deveremos primeiramente saber qual será o comportamento deste alimento no trato digestivo do animal, quão intensa será a utilização deste pelo microbiota no retículo-rúmen e quão digestível será no intestino, qual é o seu padrão de fermentação e possíveis riscos de desordens metabólicas.

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 2

O desenvolvimento com sucesso de um embrião durante o início da prenhez depende do ambiente uterino, que é dinâmico e apresenta diferenças secretórias acentuadas ao longo do ciclo estral devido à regulação pelos esteróides ovarianos. Durante o início da prenhez, a sinalização local do blastocisto modifica ainda mais o meio e induz a secreção de proteínas específicas pelo epitélio uterino.

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 1

As estratégias para atender as necessidades nutricionais de vacas leiteiras de alta produção têm sido ajustadas em resposta aos ganhos genéticos na produção de leite. As dietas ricas em proteína bruta (17 a 19%) são geralmente utilizadas no início da lactação, tanto para estimular como para manter uma elevada produção de leite. Ainda que altos níveis protéicos na ração estimulem a produção de leite, alto nível de proteína tem sido associado muitas vezes com diminuição do desempenho reprodutivo.

Custos de alimentação x preço do leite. Onde vamos parar?
Produção de leite

Custos de alimentação x preço do leite. Onde vamos parar?

O cenário da pecuária leiteira nacional vem melhorando bastante nos últimos anos, tendo se consolidado definitivamente como favorável em 2007. A média nacional de preços do leite em 2007 foi a maior dos últimos 10 anos, atingindo R$ 0,648/litro. Em 2008, apesar de todas as turbulências e movimentações do mercado, o preço do leite continua bom. Dados do Cepea mostram que a média nacional para o pagamento de julho foi de R$ 0,7213/litro, líquido (já descontados impostos e frete).

Cana-de-açúcar vs silagem de milho para vacas leiteiras
Produção de leite

Cana-de-açúcar vs silagem de milho para vacas leiteiras

O uso de volumosos alternativos e subprodutos na alimentação de bovinos visando à obtenção de melhores desempenhos econômicos têm sido enfatizados na pecuária leiteira, panorama este que tenho sempre que possível discutido aqui neste espaço onde a mais de um ano sou redator. Os volumosos têm participação importante na composição da dieta, uma vez que podem representar até 80% da matéria seca de rações das diversas categorias que compõem o rebanho leiteiro. Além disso, a qualidade do volumoso pode influenciar na quantidade e na qualidade da ração concentrada.

Diferentes níveis de energia no desenvolvimento mamário
Produção de leite

Diferentes níveis de energia no desenvolvimento mamário

É sabido que dietas de alta energia permitem que novilhas leiteiras apresentem rápido crescimento, permitindo emprenhar mais rapidamente, reduzindo de maneira considerável o custo associado com a criação de novilhas para a reposição de vacas a serem descartadas no rebanho. Entretanto, segundo pesquisas científicas, o crescimento da glândula mamária em relação ao crescimento corporal, quando bezerras entre 2 e 10 meses de idade são alimentadas com dietas com alta energia, promove ganhos maiores que 1 kg/dia durante um período de 12 ou mais semanas, o que pode ser um problema e pode vir a comprometer a produção de leite.

Capins Aruana, Áries, Atlas e Massai para ovinos
Pastagens

Capins Aruana, Áries, Atlas e Massai para ovinos

Na região Sudeste do Brasil, a viabilidade da criação intensiva de ovinos sob pastejo depende da utilização de espécies forrageiras de elevado potencial produtivo e de bom valor nutritivo e capacidade de consumo do animal. Essa última condição é regida pelos seguintes fatores: preferência pela planta forrageira, velocidade de passagem pelo trato digestivo, efeito do ambiente sobre o animal e quantidade e qualidade da forragem ofertada.

Alternativas para alimentação de ovinos e caprinos
Nutrição

Alternativas para alimentação de ovinos e caprinos

A alimentação representa elevado custo em sistemas de produção de ovinos e caprinos, e o aproveitamento de alimentos alternativos, quando adequadamente tratados e tecnicamente orientados para o uso animal, não afetam o desempenho zootécnico e contribuem decisivamente para a viabilidade econômica dessas atividades.<br><br>Dos diferentes tipos de restos culturais, os resíduos gerados durante a colheita de grãos, apresentam grande potencial como volumoso para ruminantes (Rahal et al. 1997), podendo ser utilizados como suplementação volumosa na época de escassez de forragens nas pastagens e também como volumoso exclusivo em confinamentos, em regiões ou propriedades em que este resíduo é abundante.

Como a nutrição influencia a função reprodutiva dos machos?
Nutrição

Como a nutrição influencia a função reprodutiva dos machos?

Quando o assunto é nutrição, praticamente todos os técnicos e produtores buscam por informações de dietas e/ou estratégias nutricionais para maximização do ganho de peso, diminuição dos custos com a alimentação, utilização de ingredientes alternativos e níveis de inclusão de determinado ingrediente em substituição a outro. Entretanto, pouca atenção é dada ao efeito específico da nutrição sobre o desenvolvimento fisiológico e reprodutivo dos rebanhos. A relação entre nutrição e reprodução vem merecendo destaque em muitos trabalhos de pesquisa desenvolvidos ao longo dos últimos anos. No caso dos reprodutores, diversos trabalhos tentam explorar algumas "respostas nutricionais" que viabilizem a melhoria dos índices de fertilidade seminal e congelabilidade, os quais são mediados por constituintes da dieta.

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