De acordo com os dados efetivos da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE, divulgados hoje (10/12), a captação formal no Brasil totalizou 7,01 bilhões de litros no terceiro trimestre de 2025, um avanço de 10,2% em relação ao mesmo período de 2024. Na comparação com o trimestre anterior, houve também uma alta de 7,9%, movimento típico desta época do ano, marcada pela safra de leite na região Sul — principal região produtora, com picos entre agosto e setembro.
Gráfico 1. Evolução do 3º trimestre da Captação de leite no Brasil
Gráfico 2. Captação Mensal de Leite - Brasil
Desempenho mensal
Tabela 1. Captação total mensal de leite no Brasil
Fonte: IBGE - elaborado pelo MilkPoint Mercado
Ao analisar por região, o Nordeste apresentou o maior crescimento na comparação com o mesmo período do ano passado, com alta de 20%. Ainda assim, o Sul permanece como líder nacional, responsável por 3,01 bilhões de litros, equivalente a 43% do total do trimestre.
Entre os estados, Minas Gerais continuou registrando a maior produção no período, com 1,67 bilhão de litros, crescimento de 4,8% frente ao ano anterior. Em seguida vem o Paraná, que avançou 10,5% na comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo a marca de 1,12 bilhões de litros de leite.
Gráfico 3. Captação de Leite - Minas Gerais
O que influenciou no aumento da captação?
O forte crescimento da captação no terceiro trimestre de 2025 pode ser explicado por uma rentabilidade ao produtor ainda satisfatória, causada pelos preços dos grãos menores do que ano passado e preços pagos ao produtor ainda em níveis aceitáveis, fatores que estimularam investimentos. Além disso, a menor intensidade da entressafra permitiu que a produção entrasse na safra em níveis mais elevados, impulsionando o segundo semestre em relação aos anos anteriores.
Expectativas para o próximo trimestre
Para o quarto trimestre, a expectativa é de continuidade no aumento da captação, que deve reforçar o avanço anual no somatório de 2025. No entanto, os preços dos derivados no atacado seguem pressionados pela elevada oferta, resultando em queda no preço pago ao produtor e em menor rentabilidade do produtor. Esse cenário pode levar a um ritmo de crescimento mais moderado em relação aos demais trimestres de 2025. Ainda assim, de forma geral, a projeção é de que o dado referente ao quarto trimestre mantenha a trajetória de expansão.