Análise quinzenal: GDT e spot recuam enquanto derivados seguem em relativa estabilidade

O MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, apresenta um panorama quinzenal dos principais movimentos de preços no mercado lácteo.

Publicado por: MilkPoint

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No 412º leilão da Global Dairy Trade, o índice de preços recuou 1,1%, com preço médio de USD 3.868 por tonelada. O volume comercializado foi de 42.444 toneladas, uma queda de 3,5% em relação ao evento anterior. O mercado de leite spot também enfrentou desvalorização, com média nacional de R$ 2,790. A captação de leite no Brasil cresceu 1,0% no segundo trimestre de 2026. O preço do milho caiu 1,6%, enquanto a soja teve leve alta de 0,5%. A oferta de leite continua elevada, pressionando os preços dos derivados.
Leilão GDT: no 412º leilão da Global Dairy Trade, o GDT Price Index apresentou um recuo de 1,1%, fecho com preço médio de USD 3.868 por tonelada. Essa movimentação sinaliza um leve ajuste nos valores internacionais depois dos aumentos registrados nos certames anteriores. O total comercializado somou 42.444 toneladas, o que significa uma redução de 3,5% em comparação ao evento antecedente, embora ainda supere em 8,6% o volume visto no mesmo intervalo de 2025. Mesmo diante da baixa, a quantidade negociada segue em nível expressivo, impulsionada pelo aumento da oferta global de lácteos decorrente da expansão produtiva na Oceania.

Leite spot: o mercado de leite spot finalizou o mês de setembro com desvalorização nas cotações em todo o país, registrando quedas em todas as unidades federativas. A média nacional recuou para R$ 2,790, o que representa uma diminuição de R$ 0,138 frente ao valor apurado na quinzena antecedente. O crescimento na captação da matéria-prima, impulsionado sobretudo pelos estados do Sul, elevou o volume disponível e intensificou a pressão baixista sobre as cotações. Somado a isso, o arrefecimento no segmento de derivados reduziu o suporte aos preços, favorecendo o recuo do leite cru ao longo do período.

IBGE: segundo os dados da Pesquisa Trimestral do Leite (PTL), o volume formal captado no Brasil atingiu 6,614 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 1,0% na comparação com igual etapa do ano anterior. A despeito de o montante ser o mais elevado para um segundo trimestre em toda a série histórica, constata-se uma desaceleração no ritmo desse avanço. Em outras palavras, a produção formal mantém trajetória ascendente, porém com um dinamismo bem mais modesto do que o verificado no decorrer de 2025.

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Muçarela: o queijo muçarela manteve uma dinâmica parecida com a da semana passada, registrando um ritmo de negócios mais moderado. Embora a movimentação comercial tenha seguido menos intensa, as cotações reportadas pelos agentes de mercado mostraram pouca variação no período. Goiás apresentou o maior recuo do período, cotado a R$ 34,3 (-R$ 0,4). Minas Gerais e Rio de Janeiro também registraram desvalorizações, fechando em R$ 34,5 (-R$ 0,3) e R$ 34,4 (-R$ 0,2), respectivamente, enquanto São Paulo teve leve queda de R$ 0,1, sendo negociado a R$ 32,6. No Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul acompanharam a tendência baixista, ambos caindo R$ 0,2 e encerrando em R$ 32,2 e R$ 30,7, ao passo que o Paraná manteve estabilidade nas cotações, permanecendo fixado em R$ 32,5.

Leite em pó: o segmento exibiu comportamentos divergentes entre seus produtos. O leite em pó integral e o leite em pó fracionado mantiveram-se firmes, favorecidos pela oferta mais limitada e pelo baixo nível dos estoques, fatores que contiveram oscilações mais acentuadas nos preços. Enquanto isso, o leite em pó desnatado apresentou alta nas cotações, impulsionado pela procura aquecida por insumos proteicos.

Milho: os preços do milho registraram ajuste negativo de 1,6% nesta quinzena. Apesar de uma oferta mais restrita no mercado brasileiro, a maior disponibilidade do grão no cenário internacional contribuiu para limitar a sustentação das cotações. Com isso, o preço médio da saca ficou em torno de R$69,50. 

Soja: os preços da soja permaneceram em relativa estabilidade frente à quinzena anterior, registrando leve variação positiva de 0,5%. A manutenção do dólar em patamares mais elevados, somada ao avanço das compras chinesas de soja norte-americana, contribuiu para dar sustentação às cotações. Nesse contexto, a saca de soja registrou preço médio de R$161,53 no período.

Oferta: com a continuidade do avanço na disponibilidade de leite, a oferta permanece em patamar elevado, mantendo pressão sobre os preços e ampliando a disponibilidade de derivados no mercado. 

Demanda: em um cenário de relativa estabilidade, a demanda segue em ritmo equilibrado, sem mudanças significativas no consumo. Ainda assim, os preços dos derivados permanecem pressionados, refletindo um mercado que continua com pouca força para sustentar avanços nas cotações. 

Veja mais informações sobre preços e produção aqui > https://www.milkpoint.com.br/preco-do-leite/

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