O estudo as analisou com base no valor de marca, definido como o benefício econômico líquido que o detentor de uma marca obteria ao licenciá-la no mercado aberto. O relatório revelou que o valor somado das 10 principais marcas globais de laticínios atingiu US$ 50,8 bilhões.
O documento destaca que o impulso contínuo da Yili permitiu à empresa registrar crescimento em uma ampla gama de categorias de laticínios, desde produtos lácteos do dia a dia até segmentos nutricionais de maior valor agregado. Seu portfólio diversificado, que abrange leite líquido, leite em pó, sorvetes e produtos nutricionais, permitiu que a Yili “respondesse à evolução da demanda dos consumidores por opções lácteas mais saudáveis e funcionais”.
O estudo também apontou que os investimentos contínuos da empresa em áreas como nutrição adulta e produtos voltados para a saúde “sustentam ainda mais seu posicionamento de longo prazo”. O relatório revelou que a Amul, marca indiana de laticínios, classifica-se como a marca láctea mais forte do mundo, alcançando uma pontuação no índice de força da marca de 93/100 no ranking Dairy 10.
A Mengniu, uma das principais marcas de laticínios da China, também continua a fortalecer sua posição, com um aumento de 26% no valor de sua marca, chegando a US$ 6 bilhões. A Arla, empresa de laticínios sediada na Escandinávia, registrou o crescimento mais rápido entre as 10 marcas do ranking, com o valor de sua marca subindo 39%, para US$ 3,4 bilhões. Enquanto isso, a vietnamita Vinamilk permaneceu como uma das marcas de laticínios mais fortes do mundo, atingindo uma pontuação BSI de 89,6/100.
O relatório também destacou que as principais marcas de bebidas não alcoólicas estão se diferenciando por meio de inovação, credenciais de saúde, expansão de portfólio e confiança do consumidor. Segundo o documento, nos últimos dois anos, as marcas de alimentos e bebidas dependeram fortemente de aumentos de preços para lidar com as pressões inflacionárias e proteger suas margens. No entanto, à medida que as condições inflacionárias começam a arrefecer, a base da concorrência está mudando.
A Coca-Cola (com valor de marca em queda de 1% em relação ao ano anterior, passando para US$ 46,1 bilhões) manteve sua posição como a marca de bebidas não alcoólicas mais valiosa. No entanto, a Nongfu Spring (valor de marca em alta de 38%, para US$ 15,3 bilhões), marca chinesa de água engarrafada e chá, agora lidera o ranking à frente da campeã do ano passado.
Henry Farr, Diretor Global do Setor de Alimentos e Bebidas da Brand Finance, disse: “O setor global de alimentos e bebidas está mudando rapidamente. Após dois anos em que os aumentos de preços geraram crescimento de receita sem um aumento significativo na lucratividade, as marcas agora precisam demonstrar de onde virá o valor de longo prazo.”
Farr acrescentou: “As marcas que estão se destacando estão utilizando portfólios amplos e flexíveis para capturar crescimento e defender sua participação de mercado em diversas categorias contra marcas desafiantes emergentes, em vez de depender apenas de posições historicamente fortes. A diversificação se tornará ainda mais importante à medida que tendências como os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1 começarem a redefinir a demanda do consumidor. As marcas que incorporarem flexibilidade em seus portfólios agora estarão melhor posicionadas conforme essas mudanças se acelerarem.”
As informações são do Dairy Reporter, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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