Esse cenário de recuo geral é impulsionado, principalmente, pelo avanço da oferta de leite proveniente da região Sul. O aumento da disponibilidade do produto nos estados sulistas ampliou a pressão sobre as cotações nacionais, reduzindo a sustentação dos preços em todas as praças.
Refletindo esse movimento, o estado de Santa Catarina, por exemplo, teve um recuo significativo de R$ 0,105, com a média passando para R$ 2,856. O Rio Grande do Sul continuou marcando a menor cotação média do país, atingindo R$ 2,722 (queda de R$ 0,051), e o Paraná fechou a R$ 2,805 (queda de R$ 0,080).
A pressão vinda do Sul refletiu também no Sudeste. O estado de São Paulo apresentou o ajuste negativo mais expressivo do período (redução de R$ 0,115), mas ainda assim sustentou a maior média entre os estados acompanhados, fechando a quinzena em R$ 3,171. Minas Gerais também cedeu, registrando média de R$ 3,120 (redução de R$ 0,088).
Além do fator oferta regional, o comportamento na ponta final da cadeia continua exercendo influência direta nas negociações. O movimento de baixa observado nos principais derivados lácteos, como o leite UHT e a muçarela, contribuiu fortemente para enfraquecer a valorização da matéria-prima, consolidando o cenário de queda no mercado spot.
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