Indústria de laticínios cresceu 59% em Santa Catarina desde 2020

Número de fabricantes de laticínios em Santa Catarina passou de 744 para 1.186 entre 2020 e 2026, segundo a Jucesc.

Publicado por: MilkPoint

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Santa Catarina registrou um crescimento de 59% na indústria de laticínios entre 2020 e maio de 2026, passando de 744 para 1.186 fabricantes, segundo a Jucesc. O setor abrange produtos como queijos e iogurtes, e a formalização de negócios tem aumentado a competitividade. A Queijaria Boca da Serra é um exemplo de sucesso, conquistando prêmios e ampliando a produção. O governo investe R$ 300 milhões até 2027 para fortalecer a cadeia leiteira e melhorar a produtividade.
Santa Catarina registrou crescimento expressivo na indústria de laticínios nos últimos seis anos. De 2020 a maio de 2026, o número de fabricantes passou de 744 para 1.186 empresas, o que representa um avanço de 59%. Os dados são da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). O segmento reúne atividades como fabricação de queijos, manteiga, creme de leite, iogurtes, leite em pó, bebidas lácteas e doces de leite. Dessa forma, a cadeia produtiva mantém forte presença na economia catarinense.

Os números mostram crescimento contínuo ao longo do período. Em 2021, o estado contabilizava 804 empresas. Em seguida, o total subiu para 874 em 2022 e 943 em 2023. Posteriormente, o número chegou a 1.025 em 2024 e alcançou 1.129 em 2025. Agora, em maio de 2026, o setor soma 1.186 fabricantes.

Queijaria transforma produção artesanal em negócio premiado

Enquanto o setor cresce, histórias de empreendedorismo ajudam a explicar esse avanço. Uma delas é a da Queijaria Boca da Serra, localizada nas proximidades de Rancho Queimado, na Grande Florianópolis.

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A proprietária Daiani Borges conta que a ideia surgiu após visitas a eventos especializados em Minas Gerais e São Paulo. Depois disso, ela decidiu transformar um hobby em negócio. “Eu comecei a produzir queijo na cozinha da minha casa. Chegou um momento em que eu e meu marido decidimos transformar esse hobby em um empreendimento. A gente encontrou esse sítio e decidiu construir a queijaria”, relatou. A empresa foi formalizada em 2023 e, desde então, ampliou a produção e conquistou reconhecimento dentro e fora do país.

Figura 1

De acordo com Daiani, o planejamento permitiu que a empresa crescesse sem perder as características artesanais. Ao mesmo tempo, a queijaria investiu em tecnologia e padrões sanitários. “O nosso projeto era trabalhar com uma queijaria artesanal, mas com um espaço adequado para que a gente pudesse começar pequeno e crescer sem ter que ficar quebrando parede”, destacou.

Com o passar dos anos, a produção aumentou de forma significativa. Atualmente, a demanda já supera a capacidade instalada. “Quando eu comecei a produzir era com 50 litros de leite. Então eu passei para 100 e depois para 200 litros de leite, até 250. E hoje a gente chegou num ponto em que eu estou deixando de vender porque não consigo aumentar a minha produção. Isso é uma coisa legal, mas um pouco assustadora também”, afirmou.

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Além do crescimento comercial, a empresa recebeu medalha de prata no World Cheese Awards 2025 pelo queijo Serramar. Também conquistou outras premiações nacionais. Paralelamente ao aumento do número de empresas, a formalização dos negócios contribui para ampliar a competitividade do segmento.

Figura 2

Segundo o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski, o processo gera benefícios para produtores e consumidores. “Nosso compromisso é incentivar que pequenos e médios produtores saiam da informalidade e passem a operar dentro das normas sanitárias e tributárias. Isso amplia mercados, gera empregos de qualidade e aumenta a confiança do consumidor nos produtos catarinenses”, afirmou.

Além disso, o secretário destacou a evolução dos registros empresariais.

“O dado de 1.186 empresas registradas no setor de laticínios mostra que Santa Catarina está no caminho certo: mais empreendedorismo, mais formalidade e mais desenvolvimento para o estado”, completou.

Atualmente, a maior parte das fabricantes é formada por microempresas e empresas de pequeno porte. Entre os municípios com mais registros estão Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí, São José, Chapecó e Jaraguá do Sul. Além da produtividade, Santa Catarina se destaca pelos indicadores sanitários. O estado é o único do Brasil classificado com grau A para risco de brucelose. Da mesma forma, figura entre os quatro estados com menor risco de tuberculose bovina.

Programas ampliam apoio ao setor

O Governo do Estado mantém programas voltados ao fortalecimento da cadeia leiteira. A principal iniciativa é o Programa Leite Bom SC. Desde 2024, o programa prevê investimentos de R$ 300 milhões até 2027. Com isso, produtores e indústrias recebem apoio para ampliar a produção e melhorar a competitividade. Além disso, o Programa Terra Boa incentiva a recuperação e a melhoria das pastagens. Consequentemente, os produtores podem aumentar a produtividade e reduzir custos ao longo do processo.

As informações são do Correio SC, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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