O sotaque e a sobrancelha levantada são características marcantes de Carlo Ancelotti, o italiano de 66 anos que terá a missão de comandar a Seleção Brasileira na Copa de 2026. Multicampeão pelo Real Madrid e pelo Milan, entre outros clubes, o treinador foi contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em maio de 2025.
O que muita gente não sabe é que Ancelotti passou boa parte da infância e da adolescência no meio rural. Assim como milhões de brasileiros que vivem no campo, o italiano cresceu acompanhando o trabalho da família na produção agropecuária e ajudando nas atividades da propriedade onde foi criado.
Carlo Ancelotti nasceu em 1959 no município de Reggiolo, no norte da Itália, que hoje conta com apenas 8,5 mil habitantes. Filho de um produtor de queijo, o pequeno "Carletto" trabalhou na fazenda junto com o pai, a mãe e o irmão.
Cidadão mais ilustre da pequena cidade, Ancelotti se tornou um jogador famoso no Parma, Roma e Milan. Após pendurar as chuteiras, virou um treinador de primeira grandeza. Mas nunca esqueceu suas raízes no campo, e por diversas vezes mencionou o quanto o trabalho duro no campo contribui com a sua formação. "Aquele período moldou meu caráter. Minha família trabalhava na terra, eram agricultores. Nós fazíamos queijo parmesão. Eu ainda sei fazer queijo até hoje. Todas as manhãs, levávamos o leite das vacas para produzir queijo", contou o treinador.
Nas entrevistas em que abordou sua trajetória no meio rural, Ancelotti mencionou características comuns a muitos brasileiros que atuam na mesma atividade. "Minha infância foi muito boa, muito tranquila. Havia um bom ambiente na minha família. Meu pai era agricultor. Eles faziam queijo. Era a região do Parmigiano Reggiano (parmesão). Meu pai era dedicado a isso. Não havia dinheiro, preciso dizer. Mas era um trabalho duro. E aos 15 anos saí para a academia do Parma", disse.
Em diversas ocasiões, Ancelotti demonstrou ter ótimas lembranças da vida na roça e da família. Em outra entrevista, ao podcast do ator Giacomo Poretti, o treinador italiano lembrou que "não havia um tostão, mas a vida era ótima". "Sou um homem do interior", resumiu.
As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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