Produtores de leite do Grande Oeste de SC avançam na criação de entidade estadual

O encontro reuniu prefeitos, gestores municipais, secretários de Agricultura, representantes das associações regionais e produtores da cadeia leiteira, com o objetivo de fortalecer o setor e ampliar a representatividade dos produtores em nível estadual e nacional.

Publicado por: MilkPoint

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Representantes de sete associações de municípios de Santa Catarina se reuniram em Chapecó para estruturar uma entidade que represente os produtores de leite, visando fortalecer o setor e ampliar a representatividade. O encontro, coordenado por Marciano Pagliarini e Anderson Bianchi, abordou a criação do Fórum Interassociativo da Cadeia Leiteira. Dados apresentados mostraram que o Brasil é o 5º maior produtor de leite do mundo, com Santa Catarina em 4º lugar nacionalmente. O movimento busca unir produtores para enfrentar desafios econômicos e valorizar a atividade leiteira.

Representantes de sete associações de municípios do Oeste, Extremo Oeste, Meio-Oeste, Alto Irani, Alto Uruguai e Noroeste catarinense estiveram reunidos, na sede da AMOSC, em Chapecó, para iniciar a estruturação de uma entidade representativa dos produtores de leite. O encontro reuniu prefeitos, gestores municipais, secretários de Agricultura, representantes das associações regionais e produtores da cadeia leiteira, com o objetivo de fortalecer o setor e ampliar a representatividade dos produtores em nível estadual e nacional.

A condução dos trabalhos foi realizada pelo vice-presidente da AMOSC e prefeito de Nova Itaberaba, Marciano Pagliarini, junto ao presidente da AMAI, prefeito de Lajeado Grande, Anderson Bianchi. Participaram do encontro representantes das associações AMEOSC, AMERIOS, AMNOROESTE, AMAI, AMOSC, AMAUC e AMMOC. Para o vice-presidente da AMOSC, Marciano Pagliarini, a união regional tende a fortalecer a cadeia produtiva do leite em todo o estado. “A união regional iniciada com sete associações vai fortalecer os produtores rurais destas regiões e ampliar as condições de desenvolvimento da atividade, buscando maior valorização e rentabilidade para um produto tão importante para a economia regional”, destacou Pagliarini.

Entre os principais pontos debatidos estiveram a importância de uma entidade representativa estadual, a definição dos objetivos do grupo, a estruturação de uma coordenação provisória e as principais dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite. Durante a reunião, o assessor jurídico da AMOSC, Fabiano Porto, apresentou a proposta de criação do Fórum Interassociativo da Cadeia Leiteira, que foi acolhida como medida inicial para fortalecer a representatividade dos produtores, ampliar o diálogo institucional e buscar soluções conjuntas para os desafios do setor.

Os encaminhamentos marcam o início de um trabalho coletivo que deverá avançar nos próximos meses, com reuniões regionais, formação de grupos técnicos, levantamento de dados da cadeia leiteira e construção de propostas voltadas à valorização dos produtores e ao fortalecimento da economia regional. A iniciativa busca unir associações de municípios, lideranças políticas, técnicos e entidades ligadas ao agro em um espaço permanente de diálogo, planejamento e defesa institucional da atividade leiteira catarinense.

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Para dar início ao movimento, foram definidos representantes provisórios de cada associação regional, que terão a missão de conduzir as discussões iniciais nas suas regiões, atuar na articulação junto aos produtores e colaborar na construção da futura entidade representativa da produção leiteira.

A coordenação inicial ficou composta por:

Figura 1

Cenário da cadeia leiteira foi apresentado durante o encontro

Dados apresentados pelo assistente de pesquisa e mercado da Epagri/Cepa, Valmir Kretschmer, durante a reunião na AMOSC, demonstraram a relevância da cadeia produtiva do leite para Santa Catarina, para o Brasil e para o cenário mundial. Conforme os números apresentados, o Brasil ocupa atualmente a posição de 5º maior produtor de leite do mundo, sendo responsável por cerca de 4% da produção mundial e por 55% de toda a produção da América do Sul.

Os dados também apontam crescimento da produção brasileira entre 2024 e 2025. No cenário estadual, Santa Catarina aparece como o 4º maior produtor de leite do país, com participação aproximada de 9% da produção nacional, consolidando o estado como uma das principais referências do setor leiteiro brasileiro. Durante a apresentação, Valmir Kretschmer destacou que a cadeia produtiva do leite no grande oeste catarinense segue em expansão, mesmo após um longo período de instabilidade e baixa nos preços pagos ao produtor.

Segundo ele, apesar da recente reação positiva no mercado, a expectativa é de que a ampliação da oferta de produção a partir dos próximos meses volte a pressionar os preços. “A cadeia produtiva do leite precisa conversar mais sobre custos de produção, alinhamentos do setor e também sobre estratégias para ampliar o consumo de leite e derivados em Santa Catarina. O crescimento da produção exige organização e diálogo entre produtores, lideranças e indústrias”, afirmou Kretschmer. A análise apresentada serviu como base para avançar no debate sobre a criação de uma entidade representativa estadual da produção leiteira, fortalecendo a articulação regional em defesa dos produtores. 

Movimento recebe apoio de lideranças, produtores e entidades regionais

O movimento segue aberto para produtores de leite, lideranças, entidades e representantes da cadeia produtiva interessados em participar da construção da futura entidade representativa estadual. Com a definição dos representantes provisórios de cada associação regional, os produtores poderão buscar informações e encaminhar demandas diretamente junto às associações de seus municípios e regiões.

O presidente da AMEOSC e prefeito de Iporã do Oeste, Michel Bath, destacou que uma das principais preocupações do setor é a insegurança econômica enfrentada pelos produtores. Pois os produtores têm enfrentado constantes oscilações de preços que dificultam o planejamento das propriedades e os investimentos na atividade leiteira. “Os produtores precisam ter participação efetiva nas discussões sobre preços e custos de produção, buscando mais segurança e estabilidade para continuar produzindo com qualidade”, afirmou Bath.

Para o produtor de Pinhalzinho e representante da AMOSC, André Balestrini, o movimento busca promover a integração entre os produtores e fortalecer toda a cadeia produtiva. “A união dos produtores pode transformar a cadeia leiteira em uma atividade mais forte, organizada e preparada para enfrentar dificuldades relacionadas a preços e comercialização”, afirmou Balestrini.

Representando a AMAUC, a produtora de leite e presidente da Câmara de Vereadores de Jaborá, Micheli Mores, destacou a importância de ampliar a valorização do leite e do produtor rural. “Precisamos transformar as discussões em ações concretas para fortalecer o setor leiteiro e garantir maior valorização ao produtor”, ressaltou Mores.

As informações são da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (AMOSC), adaptadas pela equipe MilkPoint.

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