A severidade do clima também afetou o norte do estado no fim da tarde da mesma segunda-feira. Por volta das 17h20, a cidade de Não-Me-Toque enfrentou um temporal acompanhado de chuva de granizo e fortes rajadas de vento que durou cerca de 20 minutos. Durante a tempestade, as pedras de gelo aumentaram gradualmente de tamanho, intensificando a destruição. A Defesa Civil local já contabilizou mais de 70 chamados relacionados a destelhamentos de imóveis, além de quedas de árvores e postes, o que causou a interrupção no fornecimento de energia elétrica em diversas áreas do município.
Diante do cenário de forte instabilidade, o estado do Rio Grande do Sul permanece sob alerta máximo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta vermelho de grande perigo, válido até as 23h59 desta terça-feira, dia 28. O aviso meteorológico aponta para o risco de tempestades severas com chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia, além de rajadas de vento de até 100 km/h. O órgão alerta para alto risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas em regiões como o sudoeste, centro ocidental, noroeste, sudeste, centro Oriental, nordeste e a Região Metropolitana de Porto Alegre.
Foto: divulgação/Inmet
O avanço de sistemas frontais pela América do Sul continuará mantendo o tempo instável no Rio Grande do Sul ao longo desta semana. No entanto, a partir desta terça-feira, dia 28, uma nova massa de ar frio ingressa no país e começa a alterar progressivamente as temperaturas. Embora não apresente intensidade extrema, o sistema promoverá uma diminuição contínua na temperatura à medida que se desloca pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, proporcionando marcas mais amenas nos termômetros desses estados.
No Sul do Brasil, a massa de ar frio atingirá o seu ápice de intensidade na quinta-feira, dia 30. As temperaturas mínimas em grande parte da região devem ficar abaixo dos 10°C, registrando valores em torno de 5°C no extremo sul gaúcho e na Serra Catarinense. Nas áreas serranas, a combinação de madrugadas frias com marcas de até 4°C favorecerá a formação de geadas pontuais entre o final da noite e as primeiras horas do dia.
À medida que o sistema avança em direção ao Norte, os efeitos do frio também passarão a ser sentidos de forma expressiva na Região Sudeste. Entre a madrugada de sexta-feira, dia 31, e o sábado, 1º de agosto, dezenas de municípios do Vale do Paraíba, do entorno da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais e da região serrana do Rio de Janeiro registrarão temperaturas mínimas inferiores a 10°C, com chance de geadas isoladas nas áreas de maior altitude.
Apesar da queda nas temperaturas e da sequência de geadas pontuais no Sul e no Sudeste, os meteorologistas ressaltam que esta massa de ar frio não trará impactos climáticos extremos para o país. De modo geral, as temperaturas médias ao longo da semana continuarão figurando acima da média histórica para o período. Esse comportamento reflete a influência continuada do fenômeno El Niño neste inverno, que atua favorecendo a manutenção de marcas mais elevadas e a ocorrência de ondas de calor sobre o centro-sul do Brasil.
Artigo escrito com informações do Inmet, Meteored e G1.
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