Produção no RS se mantém estável apesar de clima adverso e casos de mastite, aponta Emater

A produção de leite no Rio Grande do Sul manteve um quadro de estabilidade na maior parte das regiões produtoras durante a última semana, apesar do excesso de umidade que trouxe casos de mastite em algumas propriedades.

Publicado por: MilkPoint

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A produção de leite no Rio Grande do Sul se manteve estável, com recuperação das pastagens e uso de suplementação alimentar. O clima variou por região, afetando o manejo e a saúde dos animais. Em Caxias do Sul, o tempo firme melhorou a qualidade do leite, enquanto em Soledade, os produtores protegeram os rebanhos da umidade. Em outras áreas, como Porto Alegre e Santa Maria, a umidade trouxe desafios. A escassez de pasto no sul do estado levou à dependência de feno e silagem.
A produção de leite no Rio Grande do Sul manteve um quadro de estabilidade na maior parte das regiões produtoras durante a última semana. Esse resultado decorre da combinação entre a recuperação gradual das pastagens cultivadas e o uso de suplementação alimentar com silagem, feno e concentrados. Na maioria das propriedades, o rebanho apresenta bom escore corporal e condições adequadas de bem-estar. O clima, contudo, tem exercido influência direta na rotina das fazendas, pois o excesso de umidade em determinados trechos prejudicou o manejo, reduziu a ingestão de forragem no pastejo e elevou a incidência de mastite e doenças de casco.

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A realidade varia conforme as condições microclimáticas de cada região administrativa monitorada pela Emater/RS-Ascar. Em Caxias do Sul, o tempo firme contribuiu para a qualidade do leite e a higiene do manejo, reduzindo a necessidade de silagem de milho nos sistemas a pasto. Na região de Soledade, os produtores optaram por manter os animais em galpões de alimentação para proteger os piquetes e evitar a mastite, mantendo a sanidade controlada. Já na região de Santa Rosa, a evolução do pasto permitiu reduzir o teor proteico da ração e baratear os custos de produção, além de o tempo seco favorecer a secagem das camas no sistema Compost Barn. Contudo, os produtores locais relatam insatisfação com as margens financeiras da atividade.

Em outras localidades, a umidade do solo continuou exigindo maior atenção sanitária e operacional. Na região de Porto Alegre, a suplementação com ração e silagem garantiu a sustentação dos animais enquanto o desenvolvimento do azevém registra atraso. Em Santa Maria, o acúmulo de lama nos corredores e nas áreas de espera comprometeu a mobilidade e a ordenha, chegando a dificultar a coleta do leite em municípios como Tupanciretã. Na região de Ijuí, enquanto os sistemas estabulados enfrentaram dificuldades com a umidade nas camas, os produtores de sistemas a pasto viram a produção subir com a secagem do solo, embora tenham surgido casos pontuais de tristeza parasitária.

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A disponibilidade de forragem nativa também impôs desafios no sul do estado. Na região de Bagé, a escassez de pasto tornou os rebanhos dependentes de feno e silagem. Na região de Pelotas, municípios como Morro Redondo e São Lourenço do Sul registraram queda na produtividade em função das chuvas intensas, do excesso de barro e do pisoteio dos pastos, o que limitou o acesso das vacas aos piquetes. Diante disso, cidades como Canguçu, Cerrito, Jaguarão e Pedras Altas recorreram à suplementação complementar para manter o aporte nutricional do gado, enquanto Pelotas reforçou as práticas de higiene na ordenha e os cuidados com as terneiras.

As informações são da Emater/RS, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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