Os principais impasses, de acordo com os norte-americanos, envolvem o funcionamento do sistema de pagamentos PIX, uma suposta resistência brasileira em ampliar o mercado para o etanol americano e a proposta de moratória de impostos à plataformas digitais para isenta-las do pagamento de tributos e multas. Esses pontos são considerados inegociáveis pelo governo brasileiro, que classifica a medida de Trump como puramente política. Para evitar impactos inflacionários internos na própria economia americana, a Casa Branca optou por excluir da nova taxa produtos de alta dependência estrangeira, como petróleo bruto, café, carne bovina, aeronaves e celulose.
Em resposta, o governo brasileiro assumiu a postura de contestar os argumentos apresentados pelo USTR e manter o canal de negociação com Washington aberto. Em um documento encaminhado ao órgão, o Brasil rebateu todos os argumentos apresentados pelos americanos e buscou articulação com empresas que atuam em ambos os países.
Esse cenário de impasse com Washington ganha contornos mais complexos diante de um anúncio recente vindo de Moscou. A Rússia suspendeu a venda de diesel para o mercado externo até o fim deste mês para conter o desabastecimento provocado por ataques da Ucrânia contra suas refinarias domésticas. Como o Brasil é o segundo maior importador de diesel russo, o veto de Vladimir Putin obriga o mercado nacional a buscar o combustível nos Estados Unidos. Os impactos potenciais nos custos do frete brasileiro ainda são estudados por especialistas.
As informações são do G1 e Folha, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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